{"id":75800,"date":"2023-07-03T10:30:44","date_gmt":"2023-07-03T13:30:44","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=75800"},"modified":"2023-08-19T00:37:24","modified_gmt":"2023-08-19T03:37:24","slug":"faixa-a-faixa-arte-bruta-bike","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/07\/03\/faixa-a-faixa-arte-bruta-bike\/","title":{"rendered":"Faixa a faixa: &#8220;Arte Bruta&#8221;, Bike"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>introdu\u00e7\u00e3o por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Renan Guerra<\/a><\/strong><br \/>\nFaixa a faixa por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/bikeoficial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bike<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<a href=\"https:\/\/orcd.co\/v63dj3e\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Arte Bruta<\/a>\u201d \u00e9 o quinto disco da prol\u00edfica banda Bike e que chega aos ouvintes ap\u00f3s uma pausa ocasionada pela pandemia. Depois de seu bem recebido disco \u201cQuarto Templo\u201d, de 2019, o grupo nascido em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, no Vale do Para\u00edba, tinha uma s\u00e9rie de planos, incluindo turn\u00ea internacional e outros projetos, que acabaram sendo descontinuados em fun\u00e7\u00e3o do distanciamento social. Ao inv\u00e9s de se lan\u00e7ar nas lives e no mar das redes sociais, o que o Bike decidiu fazer foi mergulhar na produ\u00e7\u00e3o de seu pr\u00f3ximo disco e para isso se uniu ao produtor Guilherme Held.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Guitarrista virtuoso, Held j\u00e1 tocou com uma s\u00e9rie de nomes importantes da cena nacional e inclusive lan\u00e7ou em 2020 um excelente disco solo chamado \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/10\/16\/faixa-a-faixa-corpo-nos-guilherme-held\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Corpo N\u00f3s<\/a>\u201d. Dessa troca com Held, \u201c<a href=\"https:\/\/orcd.co\/v63dj3e\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Arte Bruta<\/a>\u201d nasce como um disco que pode ser lido at\u00e9 como mais \u201cabrasileirado\u201d em suas sujas sonoridades. Rock psicod\u00e9lico, krautrock e outras transcend\u00eancias se mesclam nas 13 can\u00e7\u00f5es de \u201cArte Bruta\u201d e apresentam uma banda que agora flerta de forma mais firme com sonoridades de origem afro-brasileira e toda a psicodelia que aqui abundou nos anos 60 e 70. Esse barulho todo j\u00e1 ecoa por outras bandas, tanto que recentemente a banda participou de uma live session nos est\u00fadios da KEXP (assista no final do texto), e essa \u00e9 uma \u00f3tima op\u00e7\u00e3o para entender a for\u00e7a do grupo ao vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formado por Julito Cavalcante na voz e na guitarra, Diego Xavier tamb\u00e9m na voz e na guitarra, Jo\u00e3o Felipe Gouvea no baixo e Daniel Fumega na bateria, a Bike consegue em \u201cArte Bruta\u201d levar o ouvinte em uma viagem m\u00faltipla e de sonoridade diversa. Com um processo lento e minucioso de produ\u00e7\u00e3o, o disco inclusive seria dividido em duas grandes faixas que acabaram desmembradas para a estrutura que conhecemos hoje. E nesse desmembramento de can\u00e7\u00f5es, trazemos aqui um faixa a faixa do disco \u2013 <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/06\/06\/alianca-faro-os-destaques-de-maio-de-2023-em-9-paises\/\">destaque do Scream &amp; Yell para a Alian\u00e7a Faro em maio<\/a> \u2013 em que a Bike conta mais detalhes desse processo de produ\u00e7\u00e3o e como as faixas de \u201cArte Bruta\u201d ganharam forma. Confira abaixo:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Arte Bruta\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_lx2jAXUf4Ma95B81Kv0wpux_b72Kk-foY\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01) Arcoverde \u2013<\/strong> O riff que introduz o disco veio do Gui Held e os arranjos foram desenvolvidos com a banda em est\u00fadio, o nome \u00e9 de uma cidade no sert\u00e3o de Pernambuco, e segue a brisa de colocarmos nomes de cidades em m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02) Al\u00e9m-Ambiente \u2013<\/strong> A primeira m\u00fasica feita para o \u201cArte Bruta\u201d, a letra fala sobre a sensa\u00e7\u00e3o de estar fora do corpo, mas ainda muito vivo e podendo explorar o que est\u00e1 al\u00e9m do que n\u00f3s vemos. Era pra ser uma m\u00fasica longa, mas acabamos dividindo em tr\u00eas partes, as outras duas s\u00e3o &#8220;O Torto Santo&#8221; e &#8220;Tra\u00e7o e Risco&#8221;. No final d\u00e1 pra sacar um pouco da mistura que fizemos viajando entre o noise e o Krishnanda de Pedro Santos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03) O Torto Santo \u2013<\/strong> Originalmente era parte de \u201cAl\u00e9m-Ambiente\u201d, mas decidimos mudar o tom e dividir a m\u00fasica. A letra segue pela viagem e sensa\u00e7\u00e3o de estar fora do corpo f\u00edsico. O nome \u00e9 uma analogia ao cip\u00f3 mariri, que \u00e9 todo torto e tamb\u00e9m santo. Na parte final das m\u00fasicas entraram v\u00e1rias mudan\u00e7as de tom e um peda\u00e7o da m\u00fasica \u201cYaripo\u201d que fecha o disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04) Cedro \u2013<\/strong> A primeira parceria do disco com o Gui Held, ele veio com o riff e n\u00f3s desenvolvemos os arranjos juntos, a m\u00fasica mais percussiva do \u00e1lbum, mais uma vez indo de encontro ao Krishnanda, passando por Dorival Caymmi, o marcante solo do Gui e um coco psicod\u00e9lico no final. A ideia era que fosse uma pequena viagem entre as m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05) Tra\u00e7o e Risco<\/strong> \u2013 A continua\u00e7\u00e3o de \u201cAl\u00e9m-Ambiente\u201d e \u201cO Torto Santo\u201d, os riffs, letra e estrutura deixam claro que as 3 m\u00fasicas s\u00e3o na verdade uma s\u00f3, dessa vez o arranjo contou com synth bass.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06) Filha do Vento \u2013<\/strong> A m\u00fasica mais direta do \u00e1lbum, a letra brinca com o tempo e o vento em repeti\u00e7\u00f5es e leves trocas nas ordens das frases. O riff de guitarra \u00e9 cru e d\u00e1 espa\u00e7o para o baixo e a bateria pulsantes que acompanham toda a m\u00fasica, no final todos os instrumentos se encontram e d\u00e3o a abertura necess\u00e1ria para continuar na faixa seguinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07) Clara-Luz \u2013<\/strong> Originalmente era a parte final de \u201cFilha do Vento\u201d, mas tamb\u00e9m resolvemos dividir essa m\u00fasica em duas partes, a m\u00fasica segue pulsante e com todos os elementos se completando e cruzando como em uma corrida. A letra \u00e9 simples e ao mesmo tempo diz muito sobre o corre que fazemos, essa eterna viagem de um lado ao outro para a nossa m\u00fasica chegar em todos os lugares poss\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08) Al\u00e9m-C\u00e9u \u2013<\/strong> Como sempre pensamos em lan\u00e7ar os \u00e1lbuns em vinil, sendo assim \u201cAl\u00e9m-C\u00e9u\u201d \u00e9 a introdu\u00e7\u00e3o do lado B, mais uma vez o Gui Held chegou com o riff e n\u00f3s fizemos os arranjos no est\u00fadio, a letra \u00e9 uma introdu\u00e7\u00e3o a m\u00fasica que fecha o \u00e1lbum, tem muita percuss\u00e3o, c\u00edtara, tablas, samples, ru\u00eddos e tudo que uma grande introdu\u00e7\u00e3o merece.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09) Que Vai da Terra ao C\u00e9u \u2013<\/strong> O Lado B era uma grande m\u00fasica de quase 15 minutos que foi dividida em quatro partes, \u201cQue vai da Terra ao C\u00e9u\u201d \u00e9 a primeira, e apesar de instrumental o nome d\u00e1 essa sensa\u00e7\u00e3o do que encontrar durante a m\u00fasica e o que esperar das partes seguintes, nela usamos a garabiroba, um instrumento artesanal feito por um artes\u00e3o de Ubatuba com peda\u00e7os de \u00e1rvore e que foi tocado com arco de violino para fazer muitos ru\u00eddos que se somam com as guitarras e d\u00e3o o clima para o que segue na faixa seguinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10) O Encontro do C\u00e9u com a Terra \u2013<\/strong> O encontro acontece numa mistura de Velvet Underground com a floresta e tudo que nela existe, a m\u00fasica vai crescendo e dando o tom da viagem, uma valsa psicod\u00e9lica que vai acelerando e ficando ca\u00f3tica a cada compasso e culmina na parte tr~es, quando a cabe\u00e7a j\u00e1 est\u00e1 no c\u00e9u e os p\u00e9s fora da Terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>11) Santa Cabe\u00e7a \u2013<\/strong> J\u00e1 totalmente fora do ch\u00e3o, a m\u00fasica cresce a partir do motorik da bateria e segue com guitarras e baixo dando toda a sensa\u00e7\u00e3o de estar fora do ch\u00e3o, flutuando em algum lugar. A letra \u00e9 um mantra que vai se dissolvendo a cada momento que \u00e9 entoada. No final a m\u00fasica cresce, a letra \u00e9 repetida e acaba numa queda livre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>12) A Queda do C\u00e9u \u2013<\/strong> A queda acontece num loop do riff que introduz a m\u00fasica \u201cQue vai da Terra ao C\u00e9u\u201d, o retorno do \u201cAl\u00e9m-ambiente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>13) Yaripo \u2013<\/strong> A m\u00fasica \u00e9 outra parceria com o Gui, o riff que j\u00e1 tinha aparecido no final de \u201cO Torto Santo\u201d cresce e \u00e9 acompanhado por um instrumental que embala o poema entoado no alto da montanha.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bike - Full Performance (Live on KEXP)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JUSH3eEXhP8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista<\/em>\u00a0e<em>\u00a0escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014. Faz parte do\u00a0<a href=\"http:\/\/vamosfalarsobremusica.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/vamosfalarsobremusica.com.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNGttyQx5OWOAKRyi7iGq8E4oacvuw\">Podcast Vamos Falar Sobre M\u00fasica<\/a>\u00a0e colabora com o\u00a0<a href=\"https:\/\/monkeybuzz.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/monkeybuzz.com.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNFjG1FOw9vBGrawiUhocH4mshwTtw\">Monkeybuzz<\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"https:\/\/revistabalaclava.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/revistabalaclava.com\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNFqHswo4qEcyg8fw9VPM8IWsRH5oQ\">Revista Balaclava<\/a>. A foto que abre o texto \u00e9 de Bel Gandolfo<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com um processo lento e minucioso de produ\u00e7\u00e3o, o disco inclusive seria dividido em duas grandes faixas que acabaram desmembradas para a estrutura que conhecemos hoje. 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