{"id":75776,"date":"2023-06-30T02:01:46","date_gmt":"2023-06-30T05:01:46","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=75776"},"modified":"2023-08-17T01:58:41","modified_gmt":"2023-08-17T04:58:41","slug":"musica-a-fabulosa-fabula-animalesca-da-muito-humana-letrux","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/06\/30\/musica-a-fabulosa-fabula-animalesca-da-muito-humana-letrux\/","title":{"rendered":"M\u00fasica: A fabulosa f\u00e1bula animalesca da muito humana Letrux em seu terceiro disco solo, \u201cLetrux como Mulher Girafa\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leilahaccioly\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Le\u00eflah Accioly<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Das tra\u00e7as \u00e0s gra\u00e7as, Letrux abre a caixa tor\u00e1cica de novo, rende-se \u00e0s suas taras, assume-se como avis rara, rar\u00edssima, estra\u00e7alha os manuais do bom senso e ainda assim, soa mais comercial que nunca. Pergunta-se sobre o ovo ou a galinha sem se importar, o que importa \u00e9 assumir-se bicho sem obviedade humana, descansar entre os le\u00f5es capitalistas, segurar quando d\u00e1 zebra com o boyzinho, consertar o caminho como as aranhas, ficar com o mel das abelhas, levando a tristeza dessas ferozes trabalhadoras pra longe e se concentrando no segredo que elas contam nos ouvidos. Das gra\u00e7as \u00e0s tro\u00e7as, as desgra\u00e7as viram sobremesa neste disco que, poeticamente, livra-se das n\u00f3ias dos dois \u00e1lbuns anteriores. Nada de servir de b\u00f3ia, por mais que Letrux ame o mar, neste disco-ancoradouro, ela pega um dourado solar sobre a areia e finca em terra firme cercada de bichos amigos e inimigos, a criar sua pr\u00f3pria f\u00e1bula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/intl-pt\/album\/5GT6PsXU6NutW6d197R0vU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Letrux como Mulher Girafa<\/a>\u201d (2023) \u00e9 um segredo estrondoso, um disco-zumbido que se parece com um livro pop-up multicolorido, sendo poss\u00edvel ouvir cada imagem e ver cada som delicadamente tecidos por esta Louise Bourgeois da m\u00fasica brasyleira, que vem tentando repar\u00e1-la e devolver a ela sua inventividade e intrepidez. Como uma h\u00e1bil flaminga, animal que quer ser, ela costura com suas pernas quase invis\u00edveis refer\u00eancias de uma simplicidade atroz (ou seria albatroz?), cerzindo-as num prazeroso e perturbador ziguezague com suas emo\u00e7\u00f5es sempre \u00e0 flor da pele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este \u00e9 um \u00e1lbum muito mais pop que o barroco \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/04\/14\/musica-letrux-aos-prantos-e-leticia-novaes-ainda-mais-letrux\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Letrux aos Prantos<\/a>\u201d e soa, de alguma forma pouco explic\u00e1vel racionalmente como a sequ\u00eancia natural de \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/07\/13\/musica-letrux-em-noite-de-climao-a-estreia-solo-de-leticia-novaes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Letrux Em Noite de Clim\u00e3o<\/a>\u201d. Mas n\u00e3o se trata de pop descart\u00e1vel, hiper-palat\u00e1vel, mas de pop psicod\u00e9lico. O pop est\u00e1 na forma como a m\u00fasica \u00e9 entregue, mas sua base \u00e9, definitivamente, psicod\u00e9lica. \u00c9 pop porque sua audi\u00e7\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, fluida como uma teia, \u00e9 psicod\u00e9lico porque se move como um carrossel com todos estes bichos que v\u00e3o revelando suas cores, texturas, ru\u00eddos, caracteres e significados em ritmo vertiginoso, a girar e girar-girafa. E essa \u201cgiradelia\u201d \u00e9 t\u00e3o minuciosa e multifacetada que o \u00e1lbum conta com cinco vinhetas, como rascunhos de can\u00e7\u00f5es que n\u00e3o vingaram, adicionando uma das caracter\u00edsticas-mestras da psicodelia, o enigma. A melhor delas \u00e9 \u201cIntervalo da pantera megera\u201d, com seu piano-cabar\u00e9 e um jeito de can\u00e7\u00e3o de Mar\u00edlia P\u00eara em musical setentista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto isso, na faixa dividida com Lulu Santos, \u201cZebra\u201d, a c\u00edtara el\u00e9trica que o artista toca escancara essa veia psicod\u00e9lica, assim como a faixa final, \u201cTeste psicol\u00f3gico animalesco\u201d, traz um perfume de Rita Lee na fase Tutti-Frutti.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando as gaivotas come\u00e7am a passar pela praia suave da colcha-concha de teclados de \u201cLouva-deusa\u201d vem uma pedrada, \u201ccomo se diz pra algu\u00e9m que eu n\u00e3o me apaixonei como voc\u00ea?\u201d e \u00e9 sobre um balan\u00e7o praiano suingado que a cantora fala de uma das quest\u00f5es rom\u00e2nticas mais dif\u00edceis e raramente tratadas pelo cancioneiro pop, o amor mais ou menos correspondido. Sobre esse terreno acidentado, deixado de lado pela maioria dos compositores, Letrux flutua com invej\u00e1vel eleg\u00e2ncia, providenciando esperan\u00e7a para os cora\u00e7\u00f5es que n\u00e3o tomaram cuidado com a paix\u00e3o e mandando a real para os que est\u00e3o cr\u00e9dulos. Em \u201cHienas\u201d, o tema se repete mas com mais deboche e acidez. \u201cN\u00e3o respeitou nossa hist\u00f3ria\u201d \u00e9 um verso dito no gozo do esc\u00e1rnio, atravessando o peito como veneno na ponta de uma flecha mas o \u201cmato sem cachorro\u201d \u00e9 admitido sem sofr\u00eancia e com a praticidade de quem j\u00e1 mordeu e foi mordida.<\/p>\n<figure id=\"attachment_75764\" aria-describedby=\"caption-attachment-75764\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-75764 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/LETRUX-CAPA-DISCO-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/LETRUX-CAPA-DISCO-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/LETRUX-CAPA-DISCO-copiar-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/LETRUX-CAPA-DISCO-copiar-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-75764\" class=\"wp-caption-text\"><em>Capa de \u201cLetrux como Mulher Girafa\u201d<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em mat\u00e9ria de letra, Letrux est\u00e1 mais econ\u00f4mica e papo reto, precisa cirurgi\u00e3-criadora de poemas-criaturas decalc\u00e1veis para uma s\u00e9rie de situa\u00e7\u00f5es cotidianas e filos\u00f3ficas, que \u00e9 basicamente o que sempre fez e pelo que se notabiliza a cada lan\u00e7amento, mas desta vez, de um jeito mais solto, \u00e0 vontade e por vezes, singelo. Podem pensar que, por se tratar de um disco conceitual \u2014 outra prefer\u00eancia do psicodelismo \u2014 e com conceito baseado em bichos, as letras cairiam nalgum didatismo de almanaque mas o que temos aqui \u00e9 uma Letrux encaixando suas quest\u00f5es nas sombras desses animais e recriando-os de acordo com suas pr\u00f3prias leis e percep\u00e7\u00f5es, que costumam fugir do lugar-comum. Pois, ajuda muito que aspectos menos \u00f3bvios dessas animalidades sejam abordados pela poeta, e que mesmo os \u00f3bvios, tenham uma luz ora difusa, ora colorida jogada sobre eles. Novamente, o efeito \u00e9 caleidosc\u00f3pico, pr\u00f3prio das obras psicod\u00e9licas, que distorcem elementos reais e cobrem-nos de alucina\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse alucinante passeio com os bichos selvagens que Letrux domestica com suas palavras educadoras \u2014 como em \u201cCrocodilo\u201d, can\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica com sensibilidade ladytroniana\/misskittiniana em slow motion, cantada em ingl\u00eas, que fala dessa personagem que sobrevive ao mist\u00e9rio do ovo e lan\u00e7a m\u00e3o de um dos recursos psicod\u00e9licos mais exemplares, a manipula\u00e7\u00e3o\/modula\u00e7\u00e3o\/altera\u00e7\u00e3o da voz humana at\u00e9 o seu rid\u00edculo \u2014, fica patente que um dos mist\u00e9rios contidos neste disco, desde o amb\u00edguo t\u00edtulo, versa sobre esta eterna tens\u00e3o entre devorar e ser devorada, que, no \u00e2mbito feminino, toma contornos mais dram\u00e1ticos e pol\u00edticos. Letrux come a mulher girafa ou \u00e9 a pr\u00f3pria? Como canta em \u201cHienas\u201d, \u201cse ainda tivesse me comido, tranquilo\u201d. Em \u201cFeras, essas queridas\u201d, essa faceta tem\u00e1tica est\u00e1 mais que declarada. Letrux \u00e9 uma querida que come sua refei\u00e7\u00e3o com amor, destrinchando a presa com rever\u00eancia e cuidado. Em \u201cLouva-deusa\u201d, a d\u00favida sobre como dizer para algu\u00e9m que n\u00e3o est\u00e1 assim t\u00e3o apaixonada transforma-se numa brincadeira com comer no sentido sexual. J\u00e1 em \u201cLe\u00f5es\u201d, uma faixa que pode ser imaginada como uma recria\u00e7\u00e3o de um outtake de Michael Sullivan nos anos 80, Letrux esgueira-se pra n\u00e3o ser devorada pelos seus algozes capitalistas, enquanto arrisca admirar as estrelas, n\u00e3o sem saber que estas s\u00e3o passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Infelizmente, a pasteuriza\u00e7\u00e3o presente na m\u00fasica brasileira massificada d\u00e1 a entender que composi\u00e7\u00f5es que unem carne e cora\u00e7\u00e3o como essas, s\u00e3o coisa de estrelas passadas. Em pleno luto de cantoras como Rita Lee, Gal Costa e Astrud Gilberto, enquanto milhares se queixam de n\u00e3o chegarem estrelas novas aos palcos e TVs de um pa\u00eds em grav\u00edssima crise de identidade e valores, mas que ao mesmo tempo, desafia suas tristes e violentas ra\u00edzes como nunca antes, eu digo que, se estrelas podem n\u00e3o mais existir, Letrux \u00e9 uma constela\u00e7\u00e3o inteira que merece iluminar muito mais gente que o segmento limitado em que est\u00e1. Letrux chega a um patamar no cen\u00e1rio atual da m\u00fasica pop brasileira em que \u00e9, simultaneamente, abelha-rainha pairando acima da bicharada, dando as ordens de um tipo raro de bom gosto nada esnobe, algo em que o nosso pa\u00eds j\u00e1 foi craque, e oper\u00e1ria atenta, humilde, trabalhadora at\u00e9 o talo. Ousa ir al\u00e9m como j\u00e1 \u00e9 \u00f3bvio, mas consolida nesta iniciativa inusitada, fabular, em tempos de batidas t\u00e3o batidas, sem esquecer que os corpos contempor\u00e2neos pedem pra bater, uma posi\u00e7\u00e3o \u00fanica de fabricante de sobremesas \u00e1cidas e doces para apetites que n\u00e3o se saciam com o que agora chamo de \u201cm\u00fasica de selfie\u201d: autorreferente, com um \u00e2ngulo s\u00f3 sempre favor\u00e1vel, filtrada, sabor corante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Musicalmente, este terceiro \u00e1lbum \u201csynthetiza\u201d um som j\u00e1 com assinatura em negrito e it\u00e1lico, equilibrando a sensibilidade clim\u00e1tica do primeiro disco com as incurs\u00f5es densas e experimentalistas do segundo, encontrando um fiel da balan\u00e7a moderno-transcendente, uma esp\u00e9cie de nova disco, sofisticada mas sem afeta\u00e7\u00f5es, da qual uma artista como Dua Lipa certamente se serviria. \u00c0 semelhan\u00e7a das letras, a sonoridade economiza quando preciso e reparte-se em crimes e timbres quando libido. Os teclados sortidos de Arthur Braganti dominam o disco de cabo a rabos, construindo, sorridentes e numa mir\u00edade de sentimentos como as pintas, garras, l\u00ednguas, pelos e faros dos bichos retratados, as melodias. A guitarra de Nat\u00e1lia Carrera est\u00e1 mais \u00e1spera, rascante, sorrateira, cria intervalos e pontes com muita naturalidade, move-se felina, quase como se n\u00e3o estivesse ali em alguns momentos e em outros como se sempre tivesse estado. A produ\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Brasil privilegia a verve eletr\u00f4nica da banda, puxando as composi\u00e7\u00f5es para sua voca\u00e7\u00e3o mais festiva, finalizando-as com um verniz alto brilho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em termos de sentimento norteador, o turbilh\u00e3o sentimental desolado de \u201cAos Prantos\u201d cede lugar a um el\u00e9trico ritual de descarrego e exorcismo das feras, zebras e hienas que infestaram o cen\u00e1rio nos \u00faltimos anos, numa festa-banquete em que os insetos parecem restabelecer uma certa ordem. Louve-se essa deusa que se permite habitar sua pr\u00f3pria cosmogonia e parir seu pr\u00f3prio folclore, muito s\u00e9rio e com muita sacanagem. Depois dos prantos, s\u00e3o mesmo bem-vindas umas boas l\u00e1grimas de crocodilo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/06\/30\/musica-letrux-como-mulher-girafa-e-um-passeio-divertido-pela-sua-poesia-e-pela-sua-forma-bastante-unica-de-olhar-para-o-mundo\/\"><em>Leia o texto de Renan Guerra sobre &#8220;Letrux como Mulher Girafa&#8221;<\/em><\/a><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"(introdu\u00e7\u00e3o ao reino animal)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/GdnNqC_cCKw?list=OLAK5uy_nLeoIBx9BHdxWx9qmSAFur0p4QX1NArek\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211; <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leilahaccioly\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Le\u00eflah Accioly<\/a> \u00e9 escritora, jornalista e designer. \u00c9 respons\u00e1vel, ao lado de Let\u00edcia Novaes, pelo podcast <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/08\/23\/entrevista-leilah-e-letrux-falam-do-podcast-taradas-por-letras\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tarada por Letras<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em termos de sentimento norteador, o turbilh\u00e3o sentimental desolado de \u201cAos Prantos\u201d cede lugar a um el\u00e9trico ritual de descarrego e exorcismo numa festa-banquete em que os insetos parecem restabelecer uma certa ordem\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/06\/30\/musica-a-fabulosa-fabula-animalesca-da-muito-humana-letrux\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":75777,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[2907],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75776"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75776"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75776\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":75779,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75776\/revisions\/75779"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/75777"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75776"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75776"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75776"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}