{"id":75675,"date":"2023-06-24T00:07:31","date_gmt":"2023-06-24T03:07:31","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=75675"},"modified":"2023-07-26T02:29:49","modified_gmt":"2023-07-26T05:29:49","slug":"15o-in-edit-brasil-veloz-e-divertido-nightclubbing-the-birth-of-punk-rock-in-nyc-conta-a-historia-da-lendaria-casa-maxs-kansas-city","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/06\/24\/15o-in-edit-brasil-veloz-e-divertido-nightclubbing-the-birth-of-punk-rock-in-nyc-conta-a-historia-da-lendaria-casa-maxs-kansas-city\/","title":{"rendered":"15\u00ba In-Edit Brasil: \u201cNightclubbing: The Birth of Punk Rock in NYC\u201d conta a hist\u00f3ria da lend\u00e1ria casa Max\u2019s Kansas City"},"content":{"rendered":"<h2><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-75677\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/night2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1159\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/night2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/night2-194x300.jpg 194w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Max\u2019s Kansas City, apesar desse nome que pode causar confus\u00e3o, era um restaurante e boate na Park Avenue South, em Nova York. Em atividade de 1965 a 1981, o espa\u00e7o foi simb\u00f3lico para diferentes movimentos art\u00edsticos e se tornou uma casa lend\u00e1ria durante o nascimento do punk nova-iorquino, inclusive rivalizando com o tamb\u00e9m lend\u00e1rio CBGB. \u201cNightclubbing: The Birth of Punk Rock in NYC\u201d (2022), de Danny Garc\u00eda, reconta os momentos \u00e1ureos e mais barra pesada do Max, tudo isso pelas vozes daqueles que sobreviveram a noites de rock \u2019n\u2019 roll, drogas e outras loucuras mais, como Alice Cooper, Billy Idol, Jayne County e Sylvain Sylvain.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando surgiu, nos anos 1960, o Max\u2019s Kansas City tinha em seu sal\u00e3o principal um restaurante, mas era nos fundos desse espa\u00e7o que a noite fervilhava, com um espa\u00e7o pequeno e frequentado por um seleto grupo. Mickey Ruskin, o fundador do espa\u00e7o, selecionava quem podia entrar nesse \u201cquartinho dos fundos\u201d do Max\u2019s e l\u00e1 habitavam artistas, m\u00fasicos e aspirantes. O prest\u00edgio ganhou fama em Nova York por causa de um grupo importante de frequentadores: as estrelas da Factory, de Andy Warhol. O est\u00fadio de arte ficava pertinho do Max e era l\u00e1 que artistas como Edie Sedgwick e os Velvet Underground costumavam passar as noites at\u00e9 o amanhecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos poucos, o Max\u2019s Kansas City passou a receber shows e inclusive seria o palco de alguns discos ao vivo lend\u00e1rios gravados por l\u00e1, de bandas como The Velvet Underground e Suicide. Nessa primeira fase, o local era frequentado por nomes que iam de David Bowie a Jane Fonda e foi por l\u00e1 que bandas seminais como New York Dolls e The Stooges se apresentavam nas madrugadas bo\u00eamias. Nesse percurso durante os anos 1970, o Max se tornaria um reduto punk importante e seria inclusive palco do nascimento de uma s\u00e9rie de bandas do hardcore norte-americano que floresceria nos anos 1980. \u00c9 um percurso cheio de altos e baixos, que envolve uma boa dose de hero\u00edna, p\u00f3 e anfetaminas, bem como d\u00f3lares falsificados, shows lend\u00e1rios e brigas hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, \u201cNightclubbing\u201d \u00e9 uma viagem maluca que reconta um peda\u00e7o da hist\u00f3ria da noite de Nova York e um cap\u00edtulo importante do rock nos anos 70. Muitas vezes esquecido frente ao lend\u00e1rio CBGB, o Max\u2019s foi um palco de mem\u00f3rias importantes para uma s\u00e9rie de artistas e marcaria a forma\u00e7\u00e3o de jovens roqueiros. Por isso mesmo, o document\u00e1rio de Danny Garc\u00eda \u00e9 uma aventura divertida e alucinada por estas noites. E talvez a principal estrela do filme seja Jayne County, lend\u00e1ria cantora punk trans que na \u00e9poca integrava o Wayne County &amp; The Electric Chairs. County conta as hist\u00f3rias mais doidas com o seu humor cheio de ultraje e deboche, e a\u00ed inclui-se suas brigas e o seu abuso de drogas bem como um hil\u00e1rio momento em que ela imita o choque (um bocadinho transf\u00f3bico) de Patti Smith.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jayne \u00e9 uma dessas figuras que encontravam no Max\u2019s o seu espa\u00e7o. Punks, homossexuais, travestis, poetas e junkies se misturavam enquanto assistiam shows experimentais e inovadores de artistas que se tornariam lend\u00e1rios no futuro. Ali\u00e1s, uma feliz presen\u00e7a no filme \u00e9 a de Alan Vega, do Suicide, que faleceu em 2016. \u00c9 interessante ter ainda aqui o olhar de um artista t\u00e3o avant-garde contando sobre como a noite no Max\u2019s permitia esse tipo de experimenta\u00e7\u00e3o e de loucura. Al\u00e9m dele, outros muitos nomes t\u00eam suas hist\u00f3rias destrinchadas no filme, de Sex Pistols e Malcolm McLaren at\u00e9 Iggy Pop.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Veloz e divertido, \u201cNightclubbing: The Birth of Punk Rock in NYC\u201d \u00e9 um interessante retrato de uma era \u00fanica de excessos, loucuras e experimenta\u00e7\u00e3o. Valeria s\u00f3 pela curiosidade e pela excentricidade, mas o filme de Danny Garc\u00eda vai al\u00e9m e consegue fazer um resgate importante de uma hist\u00f3ria que, felizmente, ainda tem interessantes interlocutores que podem ser nossos guias nessa viagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/festival-inedit\/\"><strong>MAIS SOBRE O IN-EDIT BRASIL NO SCREAM &amp; YELL<\/strong><\/a><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Nightclubbing. The Birth of Punk Rock in NYC.\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cadFFnd4eIc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista<\/em>\u00a0e<em>\u00a0escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014. Faz parte do\u00a0<a href=\"http:\/\/vamosfalarsobremusica.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/vamosfalarsobremusica.com.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNGttyQx5OWOAKRyi7iGq8E4oacvuw\">Podcast Vamos Falar Sobre M\u00fasica<\/a>\u00a0e colabora com o\u00a0<a href=\"https:\/\/monkeybuzz.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/monkeybuzz.com.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNFjG1FOw9vBGrawiUhocH4mshwTtw\">Monkeybuzz<\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"https:\/\/revistabalaclava.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/revistabalaclava.com\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNFqHswo4qEcyg8fw9VPM8IWsRH5oQ\">Revista Balaclava<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Eis um interessante retrato de uma era \u00fanica de excessos, loucuras e experimenta\u00e7\u00e3o. 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