{"id":75340,"date":"2023-06-11T17:24:20","date_gmt":"2023-06-11T20:24:20","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=75340"},"modified":"2023-07-11T02:33:08","modified_gmt":"2023-07-11T05:33:08","slug":"ao-vivo-pequeno-para-70-mil-pessoas-festival-joao-rock-celebra-grandes-shows-de-emicida-baianasystem-e-black-pantera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/06\/11\/ao-vivo-pequeno-para-70-mil-pessoas-festival-joao-rock-celebra-grandes-shows-de-emicida-baianasystem-e-black-pantera\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o Rock 2023: Com grandes shows de Emicida, BaianaSystem e Black Pantera, festival est\u00e1 pequeno para 70 mil pessoas"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de <a href=\"https:\/\/twitter.com\/eduardoapm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Eduardo Martinez<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/renanaugusto.dias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Renan Augusto Dias<\/a><br \/>\nintrodu\u00e7\u00e3o de <\/strong><strong><a href=\"https:\/\/twitter.com\/eduardoapm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Eduardo Martinez<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ribeir\u00e3o Preto, que fica a mais de 300km da capital paulista, \u00e9 a casa do Jo\u00e3o Rock, festival que em 2023 realizou sua edi\u00e7\u00e3o especial de 20 anos. Pra quem est\u00e1 na capital, ou em outros estados, talvez n\u00e3o seja muito f\u00e1cil entender o Jo\u00e3o Rock. \u00c9 um festival de m\u00fasica. Ok. Mas para o interior mais profundo de S\u00e3o Paulo \u00e9 \u201co\u201d festival. \u00c9 quase que uma \u201cobriga\u00e7\u00e3o\u201d pra quem gosta de shows e sofre com a falta de possibilidades em sua cidade. Se voc\u00ea \u00e9 de Bauru, por exemplo, certamente vai encontrar l\u00e1 aquele seu amigo de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto que gosta de m\u00fasica. \u00c9 algo como um Rock in Rio caipira, ou uma exposi\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria sem m\u00fasica sertaneja. O aparentemente descabido paralelo com o mega festival do RJ n\u00e3o para por a\u00ed, pois a curadoria tem semelhan\u00e7as tamb\u00e9m. Apostar em medalh\u00f5es, nomes certeiros, a falta de pudor em repetir algumas atra\u00e7\u00f5es seguidamente, e ainda certo apoio a novos nomes que poderia ser bem maior.<\/p>\n<figure id=\"attachment_75363\" aria-describedby=\"caption-attachment-75363\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-75363\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/joaorock3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"626\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/joaorock3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/joaorock3-300x250.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-75363\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto: Pridia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o cerca de 12 horas ininterruptas de shows e quase 30 artistas divididos em 4 palcos sendo que o Palco Jo\u00e3o Rock, na verdade, s\u00e3o dois palcos posicionados lado a lado onde os shows principais &#8211; bandas de pop e rock &#8211; se alternam. Tem tamb\u00e9m o Palco Brasil que, com o formato daquela bandeira t\u00e3o desgastada nos \u00faltimos anos, \u00e9 o lugar para se ver os medalh\u00f5es da MPB. E, ainda, o Palco Fortalecendo a Cena de nome auto-explicativo que, nesse ano, basicamente s\u00f3 teve artistas de rap e trap. E ainda teve um palco estreante, \u201cAquarela\u201d, s\u00f3 com mulheres \u00e0 frente. Uma boa proposta, j\u00e1 que desde o in\u00edcio o festival coloca pouqu\u00edssimas mulheres nos lineups. O p\u00fablico \u00e9 bastante heterog\u00eaneo, de juventude em geral (os murais instagram\u00e1veis foram sucesso) a pessoas mais velhas em decorr\u00eancia do Palco Brasil.<\/p>\n<figure id=\"attachment_75361\" aria-describedby=\"caption-attachment-75361\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-75361 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/joaorock2.jpg\" alt=\"Foto: Pridia\" width=\"750\" height=\"714\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/joaorock2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/joaorock2-300x286.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-75361\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto: Pridia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma tend\u00eancia que parece que vem se consolidando entre os frequentadores desses eventos \u00e9 o sof\u00e1 infl\u00e1vel. \u00c9 poss\u00edvel que tenhamos visto mais pessoas tentando encher o sof\u00e1 do que propriamente sentadas, mas eles estavam l\u00e1. Uma discuss\u00e3o que vale ser levantada \u00e9 sobre a estrutura e o tamanho do festival. O Palco Brasil, menor que o Palco Jo\u00e3o Rock, parece ter ficado pequeno para a demanda de p\u00fablico. E ainda sem muitas alternativas, j\u00e1 que o espa\u00e7o \u00e0 frente \u00e9 mais estreito em rela\u00e7\u00e3o aos outros palcos. Sem contar que o vazamento de som foi notado por quase todos os artistas que ali estiveram. Teria o Parque Permanente de Exposi\u00e7\u00f5es ficado pequeno para o Jo\u00e3o Rock? \u00c9 algo a se pensar. Do mais, essa equipe caipira do Scream &amp; Yell esteve entre as cerca de 70 mil pessoas presentes festival, percorreu os palcos desde o in\u00edcio e trouxe aqui suas impress\u00f5es dos shows. Festivais s\u00e3o escolhas, voc\u00ea sabe, afinal nunca d\u00e1 para ver tudo (desculpae Planet Hemp, Flora Matos, Capital Inicial e Don L &#8211; os dois \u00faltimos se apresentariam <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/06\/05\/com-money-a-frente-de-music-mita-festival-sp-quase-poe-a-perder-bons-shows-de-mars-volta-lana-del-rey-florence-e-haim\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">no dia seguinte no MITA Festival<\/a>, em S\u00e3o Paulo) e o que temos a contar para voc\u00ea vem logo abaixo. Chega mais!<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">14h30 \u00e0s 16h30<\/h1>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Majur - Ao Vivo Jo\u00e3o Rock 20 Anos\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/l8enh1Kvv1w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EDUARDO: Depois de algumas horas de van at\u00e9 chegar em Ribeir\u00e3o Preto, o mais certo a se fazer seguindo o estatuto do bom frequentador de festivais \u00e9: almo\u00e7ar bem. Ou ao menos o suficiente para n\u00e3o depender tanto das op\u00e7\u00f5es gastron\u00f4micas do festival, aquelas com pre\u00e7os n\u00e3o muito festivos pro p\u00fablico (Hot Dog a R$ 25, Pizza no cone a R$ 30 e por a\u00ed vai). A entrada no Parque Permanente de Exposi\u00e7\u00f5es, casa do Jo\u00e3o Rock, foi incrivelmente tranquila nesse hor\u00e1rio das 15h. Diferentemente de algumas edi\u00e7\u00f5es anteriores, onde o congestionamento de \u00f4nibus e vans complicou a vida de muita gente. J\u00e1 dentro do parque, ainda tentando entender onde ficava cada atra\u00e7\u00e3o, fui quase que seguindo o som alto mais pr\u00f3ximo. Ele vinha do Palco Aquarela, onde se apresentava a cantora Majur. Um j\u00e1 consider\u00e1vel p\u00fablico acompanhava o show. A voz poderosa e o corpo de baile bastante destacado eram pontos positivos, mas n\u00e3o o suficiente para sobrepor a fraca leva de m\u00fasicas dos dois discos lan\u00e7ados da cantora (\u201cOjunif\u00e9\u201d, 2021 e \u201cArrisca\u201d, 2023). Algumas m\u00fasicas depois, hora de ver Tom Z\u00e9 no Palco Brasil. Naquele momento o sol vinha implac\u00e1vel. Na plateia as pessoas tentavam se esquivar de alguma forma, mas no palco n\u00e3o tinha muito o que fazer. Colocar nesse sol algu\u00e9m de 86 anos, jovial como Tom Z\u00e9 ou n\u00e3o, \u00e9 no m\u00ednimo question\u00e1vel. De toda forma, ele entrou em cena tirando onda com a situa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o s\u00f3 onda, tirou tamb\u00e9m a camisa e a camiseta que vestia por baixo. Todos riram e parecia tudo bem, mas no decorrer das m\u00fasicas o sol nitidamente come\u00e7ou a incomodar muito. A ponto do cantor baiano dizer claramente que estava puto com aquilo. O show em si foi aquela festa de sempre. \u201c2001\u201d, \u201cJimmy Renda-se\u201d, \u201cMenina, amanh\u00e3 de Manh\u00e3\u201d e v\u00e1rias outras daquelas p\u00e9rolas do cancioneiro do tropicalista. O p\u00fablico n\u00e3o era t\u00e3o numeroso, talvez porque no Palco Jo\u00e3o Rock se apresentavam os Gilsons, mas quem esteve ali se divertiu bastante com as m\u00fasicas, os coment\u00e1rios e a figura emblem\u00e1tica de Tom Z\u00e9.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Tom Z\u00e9 - Ao Vivo Jo\u00e3o Rock 20 Anos\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1hWUWNthFqo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RENAN: N\u00e3o foi t\u00e3o complicado entrar no festival, como j\u00e1 foi em outras edi\u00e7\u00f5es. Pelo contr\u00e1rio, foi at\u00e9 mais r\u00e1pido do que o normal. Uma vez l\u00e1 dentro, uma r\u00e1pida pesquisa de campo para apresentar os aposentos para os amigos que ainda n\u00e3o o tinham visto, e j\u00e1 fomos direto ao ponto: Visitar a novidade, o palco Aquarela, e conhecer o show de um dos grandes nomes da nova MPB, Majur. E o Aquarela, que dividia territ\u00f3rio ferrenhamente com o Fortalecendo a Cena, que nesta edi\u00e7\u00e3o e em pelo menos duas \u00faltimas j\u00e1 vinha focando no rap e suas vertentes, ficou pequeno pro ballet da cantora carioca, que segurou as pontas de um show que, mesmo animado, ficou ref\u00e9m do VS (que, por vezes, substituiu a voz da pr\u00f3pria). Sa\u00edmos pouco antes do fim, com medo de n\u00e3o conseguirmos um bom lugar para assistir ao grande Tom Z\u00e9. Mas foi muito mais tranquilo do que imagin\u00e1vamos! Talvez pelo hor\u00e1rio, que ainda era o de chegada de muita gente, ou at\u00e9 pelo sol, que estava castigando. Assim como castigou Tom Z\u00e9, que j\u00e1 entrou no palco despindo-se, literalmente. Reclamando do hor\u00e1rio em que o show acontecia (com raz\u00e3o!), e algumas vezes at\u00e9 perdendo um pouco o tom engra\u00e7ado e, gradualmente, mais \u201cputo\u201d, pelas palavras do pr\u00f3prio. De qualquer forma, foi um show repleto de sucessos e com a graciosidade de algu\u00e9m que, mesmo puto, fez o show que todos esperavam: divertido e sincero.<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">16h30 \u00e0s 18h30<\/h1>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Marina Sena - Ao Vivo Jo\u00e3o Rock 20 Anos\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RAPsVtoBPiw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EDUARDO: De volta ao Palco Aquarela pra ver Marina Sena debutar no Jo\u00e3o Rock. O show foi mais concentrado no disco recente (\u201cV\u00edcio Inerente\u201d, 2023), que foi representado por 7 m\u00fasicas, enquanto entraram 4 do disco de estreia (\u201cDe Primeira\u201d, 2021). O que tamb\u00e9m deixou bastante evidente o quanto a safra inicial \u00e9 superior \u00e0 atual. De toda forma, a din\u00e2mica funcionou bem. A banda, embora enxuta, apareceu bem em meio \u00e0s bases pr\u00e9-gravadas, assim como as bailarinas, que s\u00e3o parte importante da apresenta\u00e7\u00e3o. Quase todo o repert\u00f3rio foi cantado e bastante celebrado pelo p\u00fablico, mas um hit \u00e9 um hit, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Quando come\u00e7ou \u2018Por Supuesto\u201d, a sensa\u00e7\u00e3o era que tinha sa\u00eddo um gol do Brasil na final da copa do mundo (ok, talvez em outros tempos). Cada s\u00edlaba da m\u00fasica era cantada\/gritada insanamente pelos f\u00e3s. O final, com Marina jogando pra galera o trecho \u201cMeu sonho feliz era chegar e j\u00e1 cair no mar\u201d e intercalando com berros ensurdecedores de \u201cmais alto\u201d foi impactante. Talvez o primeiro grande momento do festival. Encerrado o show da Marina Sena, parti em uma saga para encontrar um palco que n\u00e3o constava na programa\u00e7\u00e3o inicial. Isso porque, no dia anterior, um amigo me alertou de uma postagem dos mineiros do Black Pantera (respons\u00e1veis por<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/04\/30\/festival-casarao-2023-dia-1-black-pantera-faz-show-irretocavel-e-terno-rei-vive-dias-de-beatlemania-em-porto-velho\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> um dos grandes shows do Festival Casar\u00e3o 2023,<\/a> em Porto Velho), que diziam que iriam se apresentar nesse hor\u00e1rio no festival nesse tal palco misterioso. Depois de rodar um tanto, encontrei. N\u00e3o era um palco oficial. Era algo como um stand de um patrocinador. Nele um palquinho min\u00fasculo atravessado pelo som do Palco Jo\u00e3o Rock e pelo DJ da pista de skate ao lado (!!!). Ainda assim, o trio de Uberaba fez um baita barulho pra quem se amotinou ali colado no palco. At\u00e9 porque, se algu\u00e9m sa\u00edsse de um raio de uns 5 metros o som j\u00e1 se confundia com o dos arredores. A banda fez o que p\u00f4de e fez bonito. R\u00e1pida, pesada e caprichando nas vers\u00f5es de \u201cTodo Cambur\u00e3o Tem Um Pouco de Navio Negreiro\u201d e de \u201cA Carne\u201d, com uma grande cita\u00e7\u00e3o de \u201cNego Drama\u201d no meio. Ficou aquela sensa\u00e7\u00e3o de injusti\u00e7a com uma banda t\u00e3o promissora e que poderia estar fazendo bonito no palco Fortalecendo a Cena. \u00c9 at\u00e9 estranho escrever o nome do palco nesse contexto. Ainda deu tempo de pegar as m\u00fasicas finais dos Mutantes no Palco Brasil. Ou o que sobrou dos Mutantes. Ou s\u00f3 o S\u00e9rgio Dias mesmo. Se o final, que na teoria poderia ser o \u00e1pice do show, foi preenchido por vers\u00f5es capengas de&nbsp; \u201cTop Top\u201d, \u201cBalada do Louco\u201d, Ando Meio Desligado\u201d e \u201cPanis Et Circenses\u201d, essa \u00faltima em modo intermin\u00e1vel, imagino que o meio possa ter sido ainda mais complicado. Parecia uma banda cover com presen\u00e7a vip de um membro original. O tempo \u00e9 cruel.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Os Mutantes - Ao Vivo Jo\u00e3o Rock 20 Anos\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KwREwOJVGLk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RENAN: Voltando ao palco Aquarela, que j\u00e1 ia se inflamando gradativamente, pegamos algumas Colorados inflacionadas pelo caminho (\u00fanico caminho poss\u00edvel para quem queria beber Cerveja Colorado, natural da pr\u00f3pria cidade, pois era o \u00fanico bar que as vendia naquelas redondezas e, confesso n\u00e3o ter encontrado nenhum outro em todo o festival) e fomos ao encontro de um dos shows em que nutria mais curiosidade para conhecer. Marina Sena tinha o palco limpo, s\u00f3 pra ela e pro ballet. A banda foi montada nas extremidades, deixando um grande centro livre, que foi prontamente preenchido pelas dan\u00e7arinas e pela presen\u00e7a forte da linda e despojada Marina, com um figurino vers\u00e1til e com a voz super em dia, certamente pegando de surpresa alguns cr\u00edticos desavisados. E, sem medo de deixar o melhor pro final, \u2018Por Supuesto\u2019 estava em meio a todo repert\u00f3rio do \u00faltimo lan\u00e7amento da cantora, e foi celebrada como merece ser: euforia e cantada a plenos pulm\u00f5es. O show aconteceu muito bem, com uma banda em forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica (bateria, baixo e guitarra) agregando bastante em meio aos beats. Bom repert\u00f3rio pode ser um adjetivo usado para o pr\u00f3ximo show da ocasi\u00e3o, o da baiana Pitty, comemorando os 20 anos de seu primeiro e grande \u00e1lbum, \u2018Admir\u00e1vel Chip Novo\u2019, lan\u00e7ado em, pasmem, 2003! O primeiro da noite no palco principal me deu uma certeza: o Jo\u00e3o Rock precisa aumentar. N\u00e3o d\u00e1 mais para ter uma experi\u00eancia totalmente satisfat\u00f3ria naquele ambiente, que n\u00e3o comportava mais nenhuma pessoa, nem se posta de cima. Mas, Pitty n\u00e3o tinha nada a ver com isso, e abriu o show com as mesmas tr\u00eas primeiras do comemorado \u00e1lbum: \u201cTeto de Vitro\u201d, \u201cAdmir\u00e1vel Chip Novo\u201d e \u201cM\u00e1scara\u201d. Pro Jo\u00e3o Rock, essa escolha talvez tenha sido arriscada! Gastar v\u00e1rios de seus bons tiros de uma s\u00f3 vez, fez com que as pr\u00f3ximas parecessem estar um degrau abaixo para quem n\u00e3o acompanhou a fundo a carreira da cantora. Pessoas ao meu redor questionavam aos amigos: \u201cVoc\u00ea conhecia essa?\u201d. Mas, pra mim e pra alguns que, tenho certeza, estavam l\u00e1 para ver esse show especial, foi uma viagem no tempo. Grandes m\u00fasicas como \u201cO Lobo\u201d, \u201cEmboscada\u201d e \u201cI Wanna Be\u201d impactaram demais, ainda mais se tratando de uma banda enxuta, tamb\u00e9m com bateria, baixo e guitarra segurando as pontas. Dentre os m\u00fasicos, preciso salientar a performance visceral do novo baterista Jean Dolabella, ex-Sepultura e Ego Kill Talent, que est\u00e1 substituindo Dani, marido de Pitty e baterista do NX Zero em plena turn\u00ea de retorno. Jean est\u00e1 se saindo pra l\u00e1 de bem. Entre as m\u00fasicas do \u00e1lbum, haviam pequenas interven\u00e7\u00f5es em \u00e1udio que remetiam a coisas da \u00e9poca, como chamada a cobrar e afins, e entre elas, conversas simuladas entre Pitty e o produtor do disco. Todos sabemos que cantando, Pitty arrebenta. Mas atuando, especialmente usando a voz, n\u00e3o podemos dizer o mesmo, e os f\u00e3s de Mortal Kombat n\u00e3o me deixam mentir. Ent\u00e3o, apesar desse teatrinho inexpressivo, o show aconteceu! E muito bem, como sempre \u00e9.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Pitty - Ao Vivo Jo\u00e3o Rock 20 anos\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/U5AHzCzF32k?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">18h30 \u00e0s 20h30<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">EDUARDO: Seguindo a saga, vi um peda\u00e7o do Ira! no palco Jo\u00e3o Rock e me impressionei com a coragem de bancarem no setlist o momento de comemora\u00e7\u00e3o do anivers\u00e1rio do disco \u201cPsicoac\u00fastica\u201d, de 1988. Digo coragem porque, o mais comum nesses festivais \u00e9 a banda apostar nos cl\u00e1ssicos. Depois disso, me atrevi a tentar voltar e ver Z\u00e9 Ramalho no Palco Brasil, que a essa altura j\u00e1 estava quase impratic\u00e1vel com muita gente pra ver o trovador paraibano. Nesse perrengue todo consegui ouvir uma s\u00e9rie de cl\u00e1ssicos: \u201cT\u00e1xi Lunar\u201d, \u201cAv\u00f4hai\u201d, \u201cAdmir\u00e1vel Gado Novo\u201d, \u201cCh\u00e3o de Giz\u201d&#8230; (essa \u00faltima acompanhada de uma como\u00e7\u00e3o enorme). Estava bonito, mas logo come\u00e7aria no palco Jo\u00e3o Rock uma das maiores bandas ao vivo da atualidade: BaianaSystem. O show \u00e9 um espet\u00e1culo de som, performance e imagem (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\/status\/1659992603691974660\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cA coisa do gr\u00e1fico\u201d, n\u00e9? Carol?!<\/a>). Depois da abertura com \u201cReza Forte\u201d, veio uma vers\u00e3o arrasadora de \u201cA Mosca\u201d, de Raul Seixas. A releitura j\u00e1 havia sido lan\u00e7ada como single em 2022, em um feat. com Tropkillaz. Dog Murras e Vandal, mas ao vivo ganhou um peso impressionante. A massa sonora que vinha do palco era formada por baixo, guitarra, guitarra baiana, piano, sampler e percuss\u00e3o (alternada com bateria). Tudo isso capitaneado pelo Russo Passapusso, um frontman que, inegavelmente, tem a manha de tomar conta do palco e trazer a galera junto com ele. Outra presen\u00e7a importante foi a da cantora chilena Claudia Manzo, que al\u00e9m da bela voz <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/04\/08\/entrevista-claudia-manzo-lanca-re-voltar-falando-de-violencia-mas-tambem-de-amor-e-esperanca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">e uma baita carreira solo<\/a>, encaixa perfeitamente na din\u00e2mica com Passapusso na apresenta\u00e7\u00e3o. Nos shows do BaianaSystem j\u00e1 \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o que, em algum momento, se forme uma grande roda. No entanto, mesmo antes da tal roda ser chamada pelo vocalista, muitas e muitas pequenas rodas j\u00e1 se formavam durante o show. Dif\u00edcil achar algu\u00e9m inerte por ali. O combo \u201cLucro\u201d, \u201cMi\u00e7anga\u201d, \u201cPanela \/ Calamatraca \/ Pagode Russo\u201d e \u201cSaci\u201d encerrou o show em alt\u00edssima rota\u00e7\u00e3o. Uma das grandes apresenta\u00e7\u00f5es do festival.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"IRA! - Ao Vivo Jo\u00e3o Rock 20 Anos\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iWhcL0CyV64?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RENAN: A troca de palco do p\u00fablico entre Pitty e Ira! foi bem tranquila. Poucas pessoas buscavam a grade do show da banda paulista. Uma pena, pois independente de acharem bom ou n\u00e3o, era a hist\u00f3ria do rock brasileiro ao vivo e a cores. Ver Nasi e Scandurra juntos deveria ser celebrado. Mas, pra quem esteve ali, a abertura foi chocante! Tel\u00e3o sem muita informa\u00e7\u00e3o, palco disposto de maneira simples, e \u201cDias de Luta\u201d seguida bem de perto por \u201cFlerte Fatal\u201d, \u00f3timos cart\u00f5es de visita, mostrando que ali n\u00e3o estavam a passeio. Ap\u00f3s isso, propuseram uma revisita\u00e7\u00e3o ao repert\u00f3rio do \u00e1lbum \u201cPsicoac\u00fastica\u201d, de 1988, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/04\/06\/ao-vivo-ira-revisita-o-antologico-psicoacustica-em-40-minutos-impecaveis-e-depois-toca-hits-e-covers-de-sabbath-clash-e-hendrix\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que completa 35 anos em 2023<\/a>. E foi a\u00ed que o p\u00fablico esfriou um pouco. Galera de festival vai em busca dos hits, mas eles n\u00e3o demoraram a chegar, com \u201cTarde Vazia\u201d e \u201cEu Quero Sempre Mais\u201d, em que eu esperava uma participa\u00e7\u00e3o de Pitty que, infelizmente n\u00e3o aconteceu. Ap\u00f3s uma vers\u00e3o de \u201cFoxy Lady\u201d, de Jimi Hendrix, encerraram o show com \u201cEnvelhe\u00e7o na Cidade\u201d e \u201cN\u00facleo Base\u201d, que, apesar de os finais das m\u00fasicas me parecerem pouco ensaiados e mais longos que o normal, n\u00e3o deixaram de representar uma bela apresenta\u00e7\u00e3o de rock. No palco ao lado, trocamos toda a crueza do Ira! por um verdadeiro espet\u00e1culo audiovisual: BaianaSystem. \u201cReza Forte\u201d abriu o que seria o melhor show da noite, at\u00e9 ent\u00e3o. Muito mais \u2018extra-m\u00fasica\u2019 do que os anos anteriores, com o acompanhamento mega simb\u00f3lico da cantora chilena Claudia Manzo e de presen\u00e7as pontuais de um bailarino mega expressivo e en\u00e9rgico, o espet\u00e1culo n\u00e3o se restringiu apenas ao palco: como de praxe, a \u2018roda baiana\u2019 percorreu diversos momentos do show, mas especialmente em \u201cLucro: Descomprindo\u201d e \u201cSaci\u201d, que encerrou o show, ela foi bem mais efusiva. Abrindo m\u00e3o de sucessos como \u2018Playsom\u2019, que n\u00e3o fez falta, a banda passeou bem pelos seus registros, como na hol\u00edstica \u201cBola de Cristal\u201d ou no single \u201cCabe\u00e7a de Papel\u201d. \u00c9 imposs\u00edvel n\u00e3o se contagiar pela sinergia que acontece entre banda e plateia. Chega a emocionar. \u00c9 assertivo falar que, quando se trata de BaianaSystem, trata-se tamb\u00e9m do futuro da m\u00fasica brasileira e de shows que impactam, at\u00e9 quem n\u00e3o os conhece.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BaianaSystem - Ao Vivo Jo\u00e3o Rock 20 Anos\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/96c5RqDrD_Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">20h30 \u00e0s 22h30<\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">EDUARDO: Se a tarde o sol castigava, quando a noite caiu a temperatura caiu junto. Hora de sacar aquela blusa que a m\u00e3e sempre te lembra de levar. Como as pernas tamb\u00e9m j\u00e1 n\u00e3o estavam com aquele vigor, hora de fazer escolhas. Decidi abrir m\u00e3o de ver Alceu Valen\u00e7a no Palco Brasil para me manter posicionado no Palco Jo\u00e3o Rock, onde logo teria Emicida + Convidados. Antes, no mesmo palco (o do lado na verdade, j\u00e1 que era \u201cduplo\u201d), CPM 22 entregou aquele mesmo show de sempre. Aquela regrinha de tocar uma ou duas daquelas conhecidonas, mexendo com a nostalgia adolescente do come\u00e7o dos anos 00, e em seguida uma ou duas mais novas ou menos prestigiadas. As m\u00fasicas n\u00e3o tem l\u00e1 grandes diferen\u00e7as umas das outras em nenhum desses casos, mas funciona bem com o p\u00fablico. Tanto que, junto com a Pitty, CPM \u00e9 uma das bandas que \u00e9 presen\u00e7a quase certa em todo Jo\u00e3o Rock, j\u00e1 participou de 11 edi\u00e7\u00f5es (Pitty esteve em 12. E uma com o projeto Agridoce). Terminado o show, hora de Emicida + Convidados. Convidados estes que n\u00e3o foram revelados previamente. A aposta mais segura era nos artistas do Lab Fantasma. O in\u00edcio foi aquele j\u00e1 conhecido da temporada do \u00e1lbum \u201cAmarElo\u201d (2019): \u201cA Ordem Natural das Coisas \/ Chiclete com Banana\u201d e \u201cQuem Tem Um Amigo Tem Tudo \/ A Amizade\u201d. Na sequ\u00eancia come\u00e7aram as participa\u00e7\u00f5es com Rashid em \u201cPipa Voada\u201d. Logo depois, a sorridente Drik Barbosa dividiu os vocais com Emicida em \u201c9inha\u201d e \u201cHoje Cedo\u201d, fazendo com que ningu\u00e9m se lembrasse que a voz original dessa \u00faltima m\u00fasica estava por ali algumas horas atr\u00e1s. Ainda com Drik no palco, veio \u201cAmarElo\u201d. Aqui cabe um par\u00eantese: o Jo\u00e3o Rock teve edi\u00e7\u00f5es anuais ininterruptamente de 2003 at\u00e9 2019. A\u00ed veio a pandemia e impossibilitou o festival por dois anos. Em 2022 teve a volta. S\u00f3 que, agora em 2023, com o per\u00edodo pand\u00eamico oficialmente terminado e tamb\u00e9m findado um governo de extrema direita, o verso de Belchior: \u201cAno passado eu morri, mas esse ano eu n\u00e3o morro\u201d ganhou um novo sabor ali em meio aquelas milhares de pessoas. Por mais que hoje j\u00e1 seja quase um clich\u00ea, uma fala desgastada pelo uso excessivo, a catarse foi inevit\u00e1vel. Mal deu tempo de enxugar as l\u00e1grimas e veio a terceira, \u00faltima e mais impactante participa\u00e7\u00e3o: \u201cExistem pessoas que constru\u00edram isso que a gente aprendeu a amar e chamar de m\u00fasica brasileira. Nessa noite temos conosco um dos arquitetos, Marcos Valle senhoras e senhores\u201d. Um tocando de frente pro outro fizeram, como no disco, \u201cPequenas Alegrias Da Vida Adulta\u201d. Emicida, que n\u00e3o \u00e9 de desperdi\u00e7ar oportunidades, ainda manteve Valle por quatro m\u00fasicas no palco. Vieram \u201cCinzento\u201d, com Emicida na flauta, \u201cTik Tak\u201d, dos Doctor\u2019s MC\u2019s (que tem sampler de \u201cLinha do Horizonte\u201d, do Azymuth,&nbsp; grupo parceiro do pianista), essa tamb\u00e9m com Rashid no palco e, no tel\u00e3o, uma homenagem ao baterista do Azymuth, Mam\u00e3o, que faleceu esse ano. A\u00ed veio mais uma homenagem: \u201cRap \u00e9 Compromisso\u201d de Sabotage. No encerramento, \u201cPrincipia\u201d e a reafirma\u00e7\u00e3o que Emicida \u00e9 um dos grandes artistas da atualidade.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Z\u00e9 Ramalho - Ao Vivo Jo\u00e3o Rock 20 Anos\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zBs9fhn5Oog?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RENAN: Depois da epopeia de sair do palco principal, pegando todo o tr\u00e2nsito de quem ia ver o CPM22 (que geralmente \u00e9 boa parte do p\u00fablico), chegamos ao pequeno Palco Brasil, que p\u00f3s Z\u00e9 Ramalho, receberia um dos maiores nomes do bai\u00e3o, o mestre Alceu Valen\u00e7a. Como provavelmente boa parte do p\u00fablico do Z\u00e9 j\u00e1 ficou para curtir um bom forr\u00f3zinho, foi dif\u00edcil galgar um bom lugar. Com jeito, chegamos numa vista privilegiada, que nos permitiu ver toda a energia que o homem tem, abrindo o show com \u201cPagode Russo\u201d e levando todo mundo ao del\u00edrio. \u00c9 um show sem erro! J\u00e1 o vi em outras oportunidades, e sempre \u00e9 muito bom, apesar de sempre ser o mesmo. \u00c9 que, na verdade, n\u00e3o precisa de muito, de fato. Basta entoar os sucessos! Foi assim com \u201cGirassol\u201d, \u201cLa Belle de Jour\u201d e em linda vers\u00e3o de \u2018Cora\u00e7\u00e3o Bobo\u201d, com a bela revisitada em outros cl\u00e1ssicos alheios como \u201cT\u00e1xi Lunar\u201d, e num fechamento sem mist\u00e9rios: \u201cAnuncia\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cMorena Tropicana\u201d. Nesta \u00faltima, propondo aquele jogo com a plateia em ritmo de repente, que bota nosso c\u00e9rebro pra trabalhar e nosso p\u00e9 pra seguir o ritmo. Nem h\u00e1 muito o que dizer de algo que j\u00e1 nasceu pronto! Alceu representa demais sua regi\u00e3o, seu som e sua hist\u00f3ria. Se mostra cada vez mais polivalente, sendo querido por todos os p\u00fablicos, e est\u00e1 pronto para galgar espa\u00e7os maiores, inclusive no pr\u00f3prio Jo\u00e3o Rock, que precisa entender: o Palco Brasil est\u00e1 pequeno!<\/p>\n<h1 style=\"text-align: justify;\">22h30 \u00e0s 00h30<\/h1>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Gilberto Gil - Ao Vivo Jo\u00e3o Rock 20 Anos\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3GBof6uhOP8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">EDUARDO: Quase todo festival vive aquele conhecido paradoxo oferecendo atra\u00e7\u00f5es mais importantes pro final conforme nossas pernas v\u00e3o pedindo arrego. Gilberto Gil j\u00e1 batia quase 30 minutos de atraso enquanto os coment\u00e1rios em volta iam de \u201cGil tem licen\u00e7a po\u00e9tica para atrasar\u201d at\u00e9 \u201cGente, ser\u00e1 que t\u00e1 tudo bem com ele?\u201d. At\u00e9 que o baiano entrou no palco, sem muita cerim\u00f4nia, j\u00e1 puxando \u201cTempo Rei\u201d, seguida de \u201cA Novidade\u201d e \u201cVamos Fugir\u201d. A apresenta\u00e7\u00e3o toda foi um desfile de cl\u00e1ssicos. Nada ali era \u201cmeio conhecido\u201d, tudo fazia parte do imagin\u00e1rio da m\u00fasica brasileira mesmo. Logo no in\u00edcio, Gil agradeceu o \u201cJo\u00e3o DO Rock\u201d, nome que repetiu durante todo o show e eu simplesmente n\u00e3o consigo mais chamar o festival pelo nome correto. O bloquinho de forr\u00f3 n\u00e3o precisava ocupar quatro m\u00fasicas, mas n\u00e3o chegou a ficar ma\u00e7ante. Por outro lado, foi nesse momento que Mestrinho brilhou, a harmoniza\u00e7\u00e3o da melodia de \u201cEu S\u00f3 Quero Um Xod\u00f3\u201d foi de uma beleza impressionante. Logo depois, Gil explicou que a m\u00fasica seguinte ele havia feito para uma filha de um casal de amigos. E veio \u201cEstrela\u201d, um dos momentos mais bonitos do show, com o viol\u00e3o do cantor bastante destacado no arranjo. Se em 2018, nesse mesmo Jo\u00e3o Rock, o show especial do disco \u201cRefavela\u201d trouxe um Gilberto Gil com a sa\u00fade mais fragilizada, 2023 parece que deixou isso pra tr\u00e1s. Gil est\u00e1 bem, cantando bem, simp\u00e1tico, carism\u00e1tico e feliz. A banda contava com os filhos Bem (guitarra\/baixo) e Nara Gil (backing vocal) mais Guilherme L\u00edrio (baixo\/guitarra), Marcelo Costa (bateria), Danilo Andrade (teclado) e Mestrinho (Acordeon). Os arranjos eram corretos, sem muitas novidades. L\u00edrio e Andrade em alguns momentos iam por caminhos mais interessantes, mas sem desrespeitar a \u201cretid\u00e3o\u201d das vers\u00f5es. O final foi com \u201cMaracatu At\u00f4mico\u201d e \u201cToda Menina Baiana\u201d. Gil, do alto de seus 80 anos, deixou o palco em tom de comemora\u00e7\u00e3o e sem sinais de cansa\u00e7o. Respondendo as perguntas antes do show come\u00e7ar: sim, mais uma vez, t\u00e1 tudo bem com o Gil, obrigado. E sim, ele tem licen\u00e7a po\u00e9tica pra fazer uma apresenta\u00e7\u00e3o sem maiores surpresas e, ainda assim, entregar um espet\u00e1culo bonito, competente e de fazer jus a sua carreira. Um belo encerramento para a edi\u00e7\u00e3o de 2023 do, aceitem, \u201cJO\u00c3O DO ROCK\u201d. Na verdade, no Palco Jo\u00e3o Rock, ainda se apresentavam L7nnon e Filipe Ret. Mas desses s\u00f3 vi as labaredas do palco de longe, enquanto dava uma sobrevida pras minhas pernas e apreciava um lanche de pernil.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ana Carolina - Ao Vivo Jo\u00e3o Rock 20 Anos\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/sT4FqGDa9NA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">RENAN: Voltando ao Palco Aquarela ap\u00f3s presenciarmos dois espet\u00e1culos poderosos e dan\u00e7antes, as expectativas estavam altas. E eu n\u00e3o imaginava que Ana Carolina teria um p\u00fablico t\u00e3o efusivo quanto o que a esperava por l\u00e1. N\u00e3o sei se eram f\u00e3s, ou curiosos, mas eles marcaram presen\u00e7a. Talvez tenha sido o apelo do especial C\u00e1ssia Eller, pois quando ela abriu o show com \u2018Malandragem\u2019, o coro foi ensurdecedor. Como show, n\u00e3o deixou a desejar. Era uma banda bastante cheia e competente. Tinha at\u00e9 orquestra para vers\u00f5es mais sinuosas, como a de \u201cSegundo Sol\u201d, ou um belo piano para, sozinho, conduzir a cantora por uma releitura intimista de \u201cRelic\u00e1rio\u201d. O tel\u00e3o trazia belas texturas e as interven\u00e7\u00f5es, ora na voz de Nando Reis e ora em palavras da pr\u00f3pria C\u00e1ssia, eram emocionantes. O problema do show foi&#8230; Ana Carolina. Ou melhor: a impaci\u00eancia dela. N\u00e3o s\u00f3 nos intervalos das m\u00fasicas, mas durante elas, as reclama\u00e7\u00f5es sobre o som eram incessantes. A atingir pontos de desconforto, mesmo. O show, que tinha tudo pra ser m\u00e1gico, perdeu um pouco do brilho pra quem a assistia. Recuperado, instantaneamente, em \u201cTempo Rei\u201d, abertura do show de Gilberto Gil no Palco Brasil, que mesmo ap\u00f3s quase meia hora de atraso, emocionou a todos. Inteiro, f\u00edsica e vocalmente, Gil n\u00e3o deixou a peteca cair em momento algum. N\u00e3o deu tempo para nosso cansa\u00e7o falar alto, que ap\u00f3s seis horas de rol\u00ea j\u00e1 fazia o joelho clamar por ajuda. Encavalou \u201cVamos Fugir\u201d e \u201cEsot\u00e9rico\u201d, fez um bloquinho junino com grandes cl\u00e1ssicos do bai\u00e3o (que pra quem tinha acabado de ver Alceu talvez n\u00e3o ca\u00edsse t\u00e3o bem, mas ele pode!) e tocou baladas perdidas na mem\u00f3ria, como \u201cEstrela\u201d, que emocionou at\u00e9 o mais frio dos cora\u00e7\u00f5es. Ir embora ouvindo \u201cToda Menina Baiana\u201d ao fundo nos fez ter a certeza de que mais um Jo\u00e3o Rock aconteceu! Com os problemas de sempre, \u00e9 bem verdade. Pouco espa\u00e7o, curadoria question\u00e1vel, pre\u00e7os exorbitantes e acessos pouco acess\u00edveis. Mas, vendo os shows de quem vimos, n\u00e3o poderia ser ruim. \u00c9 necess\u00e1rio celebrar (sem deixar de cobrar) o Jo\u00e3o Rock. O interior agradece!<\/p>\n<figure id=\"attachment_75352\" aria-describedby=\"caption-attachment-75352\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-75352\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/joaorock1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"562\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/joaorock1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/joaorock1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-75352\" class=\"wp-caption-text\"><em>Foto \/ Pridia<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>\u2013 Eduardo Martinez (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/eduardoapm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@eduardoapm<\/a>) \u00e9 jornalista e baixista da banda <a href=\"https:\/\/selocurva.com\/tropicadelia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tropicadelia<\/a><\/em><br \/>\n<em>&#8211; Renan Augusto Dias (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/renanaugusto.dias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@renanaugusto.dias<\/a>) \u00e9 baterista da banda&nbsp;<a href=\"https:\/\/selocurva.com\/tropicadelia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tropicadelia<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Algo como um Rock in Rio caipira, ou uma exposi\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria sem m\u00fasica sertaneja, o festival Jo\u00e3o Rock celebrou sua edi\u00e7\u00e3o de 20 anos com grande shows e excelente p\u00fablico em Ribeir\u00e3o Preto, no interior de S\u00e3o Paulo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/06\/11\/ao-vivo-pequeno-para-70-mil-pessoas-festival-joao-rock-celebra-grandes-shows-de-emicida-baianasystem-e-black-pantera\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":128,"featured_media":75370,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[825,1878,1127,5078,5180,1548,971,6736,4256,4145,5446,5150,1944,1009,1949,1752,1302],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75340"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/128"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75340"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75340\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":75375,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75340\/revisions\/75375"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/75370"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}