{"id":75104,"date":"2023-05-31T00:21:13","date_gmt":"2023-05-31T03:21:13","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=75104"},"modified":"2023-07-14T23:46:37","modified_gmt":"2023-07-15T02:46:37","slug":"entrevista-clifford-dinsmore-fala-sobre-relancamento-de-classico-disco-do-blast-e-os-40-anos-da-banda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/05\/31\/entrevista-clifford-dinsmore-fala-sobre-relancamento-de-classico-disco-do-blast-e-os-40-anos-da-banda\/","title":{"rendered":"Entrevista: Clifford Dinsmore fala sobre o relan\u00e7amento de \u201cManic Ride\u201d, cl\u00e1ssico disco do BL\u2019AST!, e os 40 anos da banda"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LuizMazetto1986\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luiz Mazetto<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das bandas mais interessantes e subestimadas do hardcore dos EUA, o <a href=\"https:\/\/southernlord.com\/store\/blast-manic-ride-pre-order-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">BL\u2019AST!<\/a> lan\u00e7ou originalmente tr\u00eas discos de est\u00fadio entre 1983 e 1991, todos pela lend\u00e1ria gravadora SST Records, de Greg Ginn, do Black Flag, com quem compartilhavam shows e influ\u00eancias sonoras no in\u00edcio de carreira. Na \u00faltima d\u00e9cada, o grupo se uniu ao selo Southern Lord Records, de Greg Anderson, para relan\u00e7ar essa trinca em edi\u00e7\u00f5es especiais, com novas mixagens e\/ou masteriza\u00e7\u00f5es e t\u00edtulos levemente alterados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro foi \u201cBlood!\u201d, reedi\u00e7\u00e3o de \u201cIt&#8217;s in My Blood\u201d (1987), que foi lan\u00e7ado em 2013 com participa\u00e7\u00e3o de <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2022\/02\/09\/a-autobiografia-de-dave-grohl\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dave Grohl<\/a> e com a adi\u00e7\u00e3o das faixas de guitarras gravadas pelo ent\u00e3o segundo guitarrista da banda <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/09\/13\/entrevista-william-duvall-alice-in-chains-relembra-inicio-de-carreira-no-punk-hardcore-com-o-neon-christ\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">William DuVall<\/a> (Alice in Chains). No ano seguinte, veio \u201cThe Expression of Power\u201d, reedi\u00e7\u00e3o do disco de estreia da banda, \u201cThe Power of Expression\u201d (1986).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, quase 10 anos depois, finalmente chegou a hora de \u201c<a href=\"https:\/\/southernlord.com\/store\/blast-manic-ride-pre-order-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Manic Ride<\/a>\u201d (2023) completar o pacote ao trazer uma vers\u00e3o totalmente remasterizada de \u201cTake the Manic Ride\u201d (1989), um dos discos mais intensos do hardcore\/crossover dos anos 1980, mas que sofria com uma produ\u00e7\u00e3o ruim em sua edi\u00e7\u00e3o original \u2013 fato que foi devidamente corrigido agora com a ajuda de Brad Boatright, produtor, guitarrista do From Ashes Rises e cabe\u00e7a \u00e0 frente do est\u00fadio Audiosiege, e que j\u00e1 havia trabalhado com o BL\u2019AST! nos relan\u00e7amentos anteriores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista abaixo, feita por telefone em meados de mar\u00e7o, o vocalista Cliff Dinsmore fala sobre a import\u00e2ncia dessa nova edi\u00e7\u00e3o e os desafios para conseguirem torn\u00e1-la realidade, a cena hardcore\/crossover da \u00e9poca e a amizade com Corrosion of Conformity e D.R.I., relembra como viu na \u00e9poca a ascens\u00e3o de bandas como <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/05\/24\/entrevista-dinosaur-jr\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Dinosaur Jr.<\/a>, Meat Puppets e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/09\/24\/entrevista-bob-mould\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">H\u00fcsker D\u00fc<\/a> e revela como Dave Grohl dirigiu quil\u00f4metros nos anos 1990 para lhe mostrar um disco que mudou a sua vida.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Somewhere I&#039;ve Found \/ Falsehood Claws\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/64x2Fj-vM9w?list=OLAK5uy_kn5WSu3QrqNDAVr2NbSNXL_sXQAsezQMw\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em primeiro lugar, parab\u00e9ns pelo relan\u00e7amento. O que mais me impressionou \u00e9 como as m\u00fasicas est\u00e3o soando bem, a diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao original fica clara logo nas primeiras notas da m\u00fasica de abertura, \u201cSomewhere I\u2019ve Found\u201d, com a bateria e o baixo soando gigantes. Sei que esse relan\u00e7amento era algo que voc\u00eas queriam fazer j\u00e1 h\u00e1 algum tempo. Por isso, gostaria de saber qual o sentimento de ter esse \u00e1lbum prestes a sair agora e com esse som, mais pr\u00f3ximo do que voc\u00eas queriam na \u00e9poca?<\/strong><br \/>\n\u00c9 muito bom, porque quando fizemos o disco originalmente era meio que um projeto de grava\u00e7\u00e3o experimental, que basicamente n\u00e3o funcionou. E foi apenas deprimente fazer o nosso disco meio que mais avan\u00e7ado do ponto de vista musical e ent\u00e3o ele acabar soando daquela maneira. A vers\u00e3o original \u00e9 realmente muito ruim. Foram anos tentando remasterizar esse disco, sem muito sucesso. At\u00e9 finalmente chegarmos ao ponto em que o Brad Boatright conseguiu fazer isso. \u00c9 insano, e tamb\u00e9m de ficar t\u00e3o surpreso ao escutar o disco e pensar \u201cUau, isso finalmente \u00e9 real\u201d, sabe (risos)?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea mencionou os discos anteriores que voc\u00eas relan\u00e7aram com a Southern Lord tamb\u00e9m, \u201cBlood!\u201d (2013) e \u201cPower of Expression\u201d (2014). Por que esse \u00e1lbum levou mais tempo para ser relan\u00e7ado da maneira como voc\u00eas queriam?<\/strong><br \/>\nBasicamente, com o \u201cBlood!\u201d (2013) n\u00f3s t\u00ednhamos as fitas originais, que realmente nos permitiam remixar. Enquanto que tudo que veio depois disso&#8230; O \u201cPower of Expression\u201d tinha uma grava\u00e7\u00e3o boa o bastante para poder ser apenas remasterizado e soar bem. Mas o \u201cManic Ride\u201d era uma bagun\u00e7a t\u00e3o grande, as fitas originais acabaram sendo jogadas fora, acho que foram jogadas na lixeira pela esposa de um dos caras ou algo assim. Ent\u00e3o virou esse lance de tentar trabalhar com recursos limitados, musicalmente tentar remasterizar a partir do CD e fazer outras coisas. \u00c0 medida que a tecnologia melhorou, e que o Brad ficou melhor no que faz, ele finalmente p\u00f4de fazer isso. Mas ele estava tentando isso h\u00e1 bastante tempo. N\u00e3o sei exatamente o que tornou poss\u00edvel cruzar essa linha e finalmente ter o disco soando bem, se foi uma nova tecnologia que ele tinha ou algo que ele descobriu. Mas somos muito agradecidos por ele ter conseguido fazer isso.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Hardcore History: Bl&#039;ast - &#039;Blood!&#039; ft. Dave Grohl\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/B6FVa-kUGp4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E todo esse processo aconteceu de forma remota? Ou voc\u00eas estiveram no est\u00fadio com o Brad em algum momento?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, n\u00e3o estivemos no est\u00fadio, apenas receb\u00edamos c\u00f3pias para aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00ea e o Mike estiveram envolvidos diretamente nisso, imagino que tamb\u00e9m com o Greg (Anderson), da Southern Lord, certo?<\/strong><br \/>\nSim, sim. E \u00e9 sempre divertido fazer esses relan\u00e7amentos porque \u00e9 sempre divertido trabalhar com o Greg e com a Southern Lord. Nesse caso em particular \u00e9 legal finalmente ter esse disco finalmente soando bem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Imagino que voc\u00eas n\u00e3o ficaram muito felizes com a vers\u00e3o original na \u00e9poca. Por isso, queria saber se o fato de a vers\u00e3o original do disco n\u00e3o soar muito bem teve alguma coisa a ver com voc\u00eas terem encerrado as atividades da banda algum tempo depois do lan\u00e7amento?<\/strong><br \/>\nEstou certo que sim, com certeza. Apenas porque havia muitos problemas naquele momento espec\u00edfico na banda. O BL\u2019AST! tinha ido t\u00e3o longe musicalmente, foi quase como se tiv\u00e9ssemos criado uma m\u00fasica que era quase dif\u00edcil demais para tocarmos ou algo assim (risos). Algo louco demais. E acho que isso come\u00e7ou a cobrar um pre\u00e7o de n\u00f3s, em que est\u00e1vamos tocando essa m\u00fasica insana e, naquele momento, o lance do hardcore estava meio que morrendo e tudo estava meio que se voltando mais para rock universit\u00e1rio, com bandas como Dinosaur Jr, Meat Puppets e H\u00fcsker D\u00fc, coisas assim, um som mais indie. Ent\u00e3o ao mesmo tempo que o hardcore j\u00e1 estava se deteriorando, aqui estamos n\u00f3s fazendo essa m\u00fasica completamente no limite, que as pessoas n\u00e3o entendiam realmente naquela \u00e9poca, de qualquer forma. Acabou se tornando um disco influente, especialmente com bandas da ent\u00e3o nova cena de hardcore, como Botch, Converge e Dillinger Escape Plan, quando as coisas ficaram muito t\u00e9cnicas. Ent\u00e3o acabou que teve muita gente influenciada pelo disco. Mas na \u00e9poca do lan\u00e7amento as pessoas queriam que a gente voltasse para algo mais na linha do \u201cPower of Expression\u201d e \u201cIt&#8217;s in My Blood\u201d. Ent\u00e3o \u00e9 meio que um disco mal compreendido. Por isso, acho importante ele ser relan\u00e7ado anos depois e as pessoas poderem falar algo como \u201cOk, essa m\u00fasica existiu nessa \u00e9poca\u201d (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o sei, tenho um sentimento que talvez fosse um disco \u00e0 frente do tempo, porque na \u00e9poca voc\u00ea tinha o hardcore, o thrash metal, o crossover e tudo mais que estava rolando. E esse disco, apesar de ter influ\u00eancias desses estilos, n\u00e3o se limita a nenhum deles.<\/strong><br \/>\nIsso teve muito a ver com o fato que realmente era um disco meio fora do caixa. Era onde as nossas cabe\u00e7as estavam na \u00e9poca, n\u00e3o sei como eles chegaram nesse lugar (risos). Mas era a m\u00fasica que est\u00e1vamos fazendo na \u00e9poca, por isso \u00e9 legal ver esse disco finalmente de uma maneira que as pessoas possam escutar de verdade. Era uma m\u00fasica bastante avan\u00e7ada para aquela \u00e9poca, especialmente para aquele momento do hardcore. Ent\u00e3o foi muito frustrante para n\u00f3s o fato de o disco n\u00e3o soar bem. \u00c9 muito legal ter o disco de volta e soando bem finalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Agora que todos os seus discos foram relan\u00e7ados pela Southern Lord, seja em vers\u00f5es remixadas ou apenas remasterizadas, pensa que \u00e9 poss\u00edvel olhar para o seu trabalho de maneira diferente? Ou que a banda pode receber um reconhecimento maior?<\/strong><br \/>\nAcho que sim, com certeza. \u00c9 legal ter tudo dispon\u00edvel por a\u00ed, para que as pessoas possam ter uma refer\u00eancia, do tipo \u201cAh, Ok, essa fase do BL\u2019AST!. Existem esses tr\u00eas discos que s\u00e3o completamente diferentes um do outro\u201d. E tamb\u00e9m provavelmente pode ajudar as pessoas a escutarem e verem a progress\u00e3o natural da banda, meio que entender melhor o que n\u00f3s j\u00e1 fizemos quando a gente soltar um disco novo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O BL\u2019AST! est\u00e1 completando 40 anos de hist\u00f3ria em 2023. Como voc\u00ea v\u00ea o legado da banda ap\u00f3s tanto tempo?<\/strong><br \/>\n\u00c9 legal. Definitivamente n\u00e3o \u00e9 um legado normal, porque n\u00e3o existimos como uma banda durante todo esse tempo. Mas com certeza \u00e9 legal olhar para os discos e escutar o que fizemos. E ter esses \u00e1lbuns dispon\u00edveis agora. Tamb\u00e9m tem sido muito legal nos reunirmos para fazer shows de tempos em tempos \u2013 n\u00e3o \u00e9 algo que n\u00f3s provavelmente faremos o tempo todo, de forma consistente, mas ao mesmo tempo acreditamos que \u00e9 importante sair por a\u00ed para tocar vez ou outra. Ent\u00e3o certamente estamos animados para fazer alguns shows de novo, porque foi realmente incr\u00edvel tocar com o Joey (Castillo, Circle Jerks e ex-Danzig e QOTSA) e Nick Oliveri (ex-Kyuss e QOTSA).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BL&#039;AST Live at The Fleece, Bristol, UK June 24th 2014\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cdm4MNAdFAg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quando voc\u00eas come\u00e7aram, era meio que uma fase intermedi\u00e1ria do hardcore nos EUA, j\u00e1 que tinha sido iniciada alguns anos antes. Como era para voc\u00eas? Porque voc\u00ea tinha essa cena gigante na Calif\u00f3rnia, n\u00e3o apenas em Los Angeles e Orange County. Al\u00e9m do Black Flag e da SST, obviamente, voc\u00eas eram pr\u00f3ximos e\/ou foram influenciados por alguma outra banda local naquela \u00e9poca?<\/strong><br \/>\nSim, n\u00f3s t\u00ednhamos a nossa galera, com quem est\u00e1vamos sempre tocando. Toc\u00e1vamos muito com o D.R.I., com o Corrosion of Conformity, que era da Carolina do Norte. O Dr. Know tamb\u00e9m, muitas bandas de Oxnard (cidade na Calif\u00f3rnia). Muitas das bandas da Bay Area tamb\u00e9m, n\u00f3s conhecemos o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/10\/21\/entrevista-dale-crover-e-o-novo-disco-acustico-do-melvins\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Melvins<\/a> quando eles mudaram para a Bay Area. H\u00e1 algumas bandas com as quais gostamos muito de tocar. Tocamos muito com o Excel. Ou n\u00f3s faz\u00edamos os shows grandes da Goldenvoice, que teria o Slayer como headliners ou o Exploited ou alguma banda de fora do pa\u00eds. Ou faz\u00edamos esses shows mais regionais, com bandas dos EUA e da Calif\u00f3rnia. Mas n\u00f3s definitivamente t\u00ednhamos a nossa galera. Pass\u00e1vamos muito tempo em Oxnard, com todas aquelas bandas. E tamb\u00e9m com as bandas da Bay Area. Sempre era divertido! Tocar com as bandas da SST era sempre algo muito legal e diferente, com Descendents e Firehouse. Sempre tentamos tocar em shows com lineups bastante diversos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea mencionou h\u00e1 pouco que quando esse disco foi lan\u00e7ado a cena punk\/hardcore estava passando por uma mudan\u00e7a, com bandas mais mel\u00f3dicas ganhando mais aten\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea curtia alguma dessas bandas que eram mais mel\u00f3dicas, como o Husker Du e o Dinosaur Jr, que voc\u00ea mencionou, ou mesmo o Wipers, que era um pouco mais antiga?<\/strong><br \/>\nEu realmente gostava de muitas dessas bandas. Isso que era legal de estar na SST (gravadora de Greg Ginn, do Black Flag). Lembro de realmente curtir essas bandas na \u00e9poca. Mas ao mesmo tempo n\u00f3s n\u00e3o quer\u00edamos soar como elas, sabe? Quer\u00edamos fazer o nosso pr\u00f3prio lance, n\u00f3s n\u00e3o vimos realmente o fim do hardcore chegando. Na verdade, quando voc\u00ea para pra pensar nisso, foi um final muito curto do hardcore. Depois eu me envolvi bastante em uma banda chamada Spaceboy, que tinha um som bem estranho, meio p\u00f3s-hardcore. N\u00f3s meio que n\u00e3o vimos o final completo do hardcore chegando. E a cena meio que morreu e seguiu em frente, apenas n\u00e3o havia muitos shows de hardcore por um tempo. As pessoas estavam meio que indo em outras dire\u00e7\u00f5es. E ent\u00e3o quando o hardcore voltou, nos anos 1990, isso aconteceu de uma maneira muito forte. Esse \u00e9 o lance do hardcore, ele parece ganhar mais e mais momentum com o passar do tempo. Hoje em dia \u00e9 novamente um estilo de m\u00fasica forte, como era antes, houve uma grande volta. Essa \u00e9 outra coisa legal: quando voc\u00ea sai por a\u00ed para tocar, voc\u00ea v\u00ea muitas das mesmas pessoas que iam nos primeiros shows do BL\u2019AST!, ent\u00e3o voc\u00ea consegue ter os mais velhos junto com os mais jovens (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea mencionou h\u00e1 pouco o Botch, Converge e Dillinger Escape Plan. Por isso, queria saber se gosta dessas bandas e se j\u00e1 se encontrou com os integrantes delas?<\/strong><br \/>\nAh sim, j\u00e1 encontrei os caras do Converge no in\u00edcio da banda, eles curtiam a fase final do BL\u2019AST! e o Spaceboy tamb\u00e9m. N\u00e3o conhec\u00edamos essas bandas realmente, mas apenas apreciamos o que eles estavam fazendo, algo como \u201cUau, algu\u00e9m est\u00e1 pegando o que fizemos e levando, com um lance meio math-rock e levando para outro planeta, um novo extremo\u201d. Ent\u00e3o foi legal poder ver o hardcore continuar progredindo de uma maneira que n\u00f3s sentimos que tinha a nossa pegada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea conhece alguma banda brasileira, ali\u00e1s?<\/strong><br \/>\nDeixa eu ver, tiveram esses caras que conhecemos h\u00e1 anos por meio do Billy Anderson. Acho que o nome deles traduzido para o ingl\u00eas seria algo como Basement Rats.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ah, o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/12\/17\/meu-disco-favorito-de-2022-ratos-de-porao-por-marcelo-costa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ratos de Por\u00e3o<\/a>! Sim, eles gravaram um disco com o Billy anos 1990 (\u201cCarniceria Tropical\u201d, de 1997).<\/strong><br \/>\nIsso! E lembro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por favor, me diga tr\u00eas discos que mudaram a sua vida e por que eles fizeram isso.<\/strong><br \/>\nOk, teria de ser, deixa eu pensar. Quando voc\u00ea \u00e9 uma crian\u00e7a pequena e escuta Black Sabbath pela primeira vez (risos). Esse teria de ser um deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ent\u00e3o o \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=OLAK5uy_lU1ZldjMbe-Y46yU7RWHSHANZVCxdzYUM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gluey Porch Treatments<\/a>\u201d (1987), do Melvins. Esse foi o primeiro disco do Melvins que escutei. Quem me apresentou foi o Scott Hill, do Fu Manchu. Isso foi antes do Fu Manchu, na verdade. Ele tocava no Virulence, eles tinham dirigido pela costa e foram na minha casa. Assim que entraram, ele falou \u201cTenho essa fita para voc\u00ea, \u00e9 de uma banda chamada Melvins\u201d. E falei \u201cLegal\u201d, mas por causa do nome, fiquei pensando \u201cThe Melvins? Eles s\u00e3o uma banda de piada ou algo assim?\u201d N\u00e3o esperava que fosse pesado e n\u00e3o os conhecia realmente, n\u00e3o tinha ouvido falar muito deles naquela \u00e9poca, eram uma banda nova ainda. Mas ent\u00e3o coloquei o disco para tocar e fiquei pensando \u201cMeu deus!\u201d. Senti como se estivesse esperando por aquela m\u00fasica a minha vida toda. E foi apenas algo incr\u00edvel, porque pouco depois disso, em que eu passei umas duas semanas escutando o disco dia e noite, eles se mudaram para San Francisco. Foi quando os conheci pela primeira vez. Eu estava na parte de fora de um show que todos t\u00ednhamos ido assistir e eu e o Mike est\u00e1vamos conversando e ele falou \u201cEi, esses s\u00e3o os Melvins\u201d e ent\u00e3o falei \u201cNem fodendo, estou escutando o disco de voc\u00eas 24 horas por dia\u201d. (risos). Ent\u00e3o esse disco foi realmente muito, muito impactante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E h\u00e1 outros dois, apenas em termos de originalidade, o tipo de disco que voc\u00ea escuta bastante. Sei que tecnicamente isso est\u00e1 virando uma lista de quatro \u00e1lbuns, em vez de tr\u00eas. Mas o \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4WAFdBU88bg&amp;list=OLAK5uy_nTy49sUPGUpytmJP8U8PakX50D4iJ1hg0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">You&#8217;re Living All Over Me<\/a>\u201d (1988), do Dinosaur Jr, foi outro disco que escutei na \u00e9poca e que tamb\u00e9m me influenciou muito, de verdade. \u00c9 um dos meus discos favoritos de todos os tempos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E quando o \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=OLAK5uy_n6rZfznq4tzMltaoGeda4ymS2lRyOQqdk\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Blues for The Red Sun<\/a>\u201d (1992), do Kyuss, foi lan\u00e7ado, esse foi outro disco monumental, que escutei bastante. Lembro que o Dave Grohl, bem na \u00e9poca que ele tinha sa\u00eddo do Scream e entrado no Nirvana, ele e o vocalista do Scream, Pete Stahl, vieram para Santa Cruz. Eles estavam na nova BMW do Dave, estavam rodando e passeando por Santa Cruz, e mencionaram o Kyuss. Acho que eu tinha visto o Kyuss uma vez com o Scream ou outra banda, mas n\u00e3o prestei aten\u00e7\u00e3o neles realmente. E eles ficaram falando \u201cAh cara, voc\u00ea tem que ouvir o Kyuss\u201d. Eu falei \u201cOk, ent\u00e3o vamos achar o Kyuss\u201d. Ent\u00e3o essa se tornou a miss\u00e3o, apenas sair rodando por a\u00ed no carro novo do Dave para encontrar o disco do Kyuss. N\u00f3s encontramos o primeiro, \u201cWretch\u201d, voltamos, colocamos no som e falamos \u201cOk, isso \u00e9 o Kyuss!\u201d e ent\u00e3o foi algo como \u201cfu\u00e9n\u201d, \u201cqualquer coisa\u201d (risos). N\u00e3o achamos grande coisa. Mas ent\u00e3o o Dave e o Pete ficaram realmente focados, algo como \u201cN\u00f3s precisamos encontrar o outro disco, precisamos ir em todas as lojas da cidade at\u00e9 achar esse \u00e1lbum\u201d (risos). N\u00f3s finalmente encontramos o \u201cBlues for the Red Sun\u201d, voltamos para casa e colocamos no som e ficamos \u201cPuta que pariu! Ok, agora n\u00f3s entendemos o que voc\u00eas estavam falando\u201d (risos). Eles puderam ver os nossos rostos mudando. E esse foi outro disco gigante. Para te dizer a verdade, se houve um disco que meio que destruiu o BL\u2019AST!, que colocou o \u00faltimo prego no caix\u00e3o, acho que quase seria esse. Nesse momento, come\u00e7aram a surgir muitas influ\u00eancias de fora. N\u00f3s n\u00e3o quer\u00edamos \u201cseguir o movimento\u201d ou algo assim, mas n\u00f3s est\u00e1vamos sendo influenciados por outros tipos de sons. E teria que dizer que esse foi meio que um disco chave para \u201cacabar\u201d com o BL\u2019AST!, no sentido de ter influ\u00eancias externas entrando e fodendo com o que a gente tinha, meio que desviando o que n\u00f3s t\u00ednhamos musicalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois do \u201cTake the Manic Ride\u201d, n\u00f3s meio que entramos em uma crise de identidade estranha em termos de som. Ent\u00e3o provavelmente foi bom a banda ter acabado (risos). As coisas ficaram bastante (confusas)&#8230; por um tempo. A m\u00fasica que n\u00f3s est\u00e1vamos produzindo n\u00e3o era realmente \u00f3tima. E sinto que se n\u00f3s voltarmos a isso agora para fazer um novo disco, ele ser\u00e1 \u00f3timo. Ser\u00e1 o que as pessoas queriam e o que n\u00f3s queremos. Provavelmente ser\u00e1 o disco mais pesado poss\u00edvel do BL\u2019AST! incorporando os melhores elementos do nosso som, em vez de como aconteceu naquela \u00e9poca, em que o nosso som acabou ficando bastante \u201cmodelado\u201d por influ\u00eancias externas, meio que n\u00e3o era mais o BL\u2019ASR!. Ent\u00e3o acho que fizemos a coisa certa em terminar a banda naquele momento, penso que n\u00e3o sairia nada de bom se continu\u00e1ssemos juntos (risos).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"KYUSS - SANTA CRUZ 10\/28\/92 (full show)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/kXxVaPlHixs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E voc\u00eas chegaram a pensar em fazer um movimento parecido com o que o Corrosion of Conformity fez a partir do \u201cBlind\u201d (1991) e depois com o \u201cDeliverance\u201d (1994), em que passaram do hardcore\/crossover para o stoner\/doom?<\/strong><br \/>\nQuer dizer, isso \u00e9 definitivamente&#8230; \u00c9 legal ver bandas que ficam juntas por tanto tempo e permanecem incr\u00edveis, continuam se reinventando o bastante para continuarem juntas. O Corrosion of Conformity definitivamente \u00e9 uma das nossas bandas favoritas de todos os tempos. Todas as coisas que eles fizeram ao longo dos anos t\u00eam sido incr\u00edveis. Mas foi uma mudan\u00e7a bastante dr\u00e1stica em termos sonoros, durante esse per\u00edodo transicional me lembro de ser muito amigo desses caras e estar sempre pr\u00f3ximo deles, sendo que meio mudado junto com esse tipo diferente de som. E com certeza foi uma grande mudan\u00e7a. Foi uma situa\u00e7\u00e3o do tipo em que voc\u00ea poderia facilmente ter mudado o nome da banda naquele ponto. Mas foi muito legal eles terem mantido o nome da banda e permanecido juntos. E ver bandas como o Neurosis ficarem juntos por tanto tempo, o Melvins tamb\u00e9m. Acho que especialmente o Melvins, que \u00e9 uma banda que sempre foi t\u00e3o verdadeira em manter o som do Melvins ao mesmo tempo em que se reinventaram ao longo dos anos. Eles sempre ser\u00e3o uma das minhas bandas favoritas e uma enorme refer\u00eancia pela maneira incr\u00edvel como sempre se apresentaram ao longo dos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea mencionou h\u00e1 pouco sobre quando conheceu os caras do Melvins em San Francisco. O fato de voc\u00ea ter mudado de Santa Cruz para San Francisco abriu novas possibilidades em termos musicais?<\/strong><br \/>\nNa verdade, eu nunca vivi em San Francisco, mas estava l\u00e1 praticamente o tempo todo. Houve uma \u00e9poca em que estava cinco dias por semana na cidade ou algo assim (risos). O Spaceboy costumava ensaiar bastante em San Francisco, n\u00f3s tamb\u00e9m costum\u00e1vamos sair muito l\u00e1, \u00edamos em todos os shows na cidade. E definitivamente n\u00f3s \u00e9ramos bastante ativos na cena de San Francisco. Santa Cruz fica a apenas uma hora, uma hora e meia de San Francisco. Por isso, nunca senti que precisasse realmente viver em San Francisco, mas certamente houve uma \u00e9poca em que curtia muito passar boa parte do tempo na cidade. Em San Francisco e em Santa Cruz \u2013 e na Calif\u00f3rnia como um todo \u2013 h\u00e1 um processo enorme de gentrifica\u00e7\u00e3o, uma esp\u00e9cie de \u201cyuppieza\u00e7\u00e3o\u201d de tudo, com o Vale do Sil\u00edcio. E o impacto que isso teve em tudo. O modo como San Francisco costumava ser naquela \u00e9poca, quando o aluguel era barato, havia muitos shows. E todos os tipos de shows, underground, em locais grandes, armaz\u00e9ns \u2013 voc\u00ea tinha uma cena underground realmente incr\u00edvel. Tinha bandas fazendo shows grandes das quais voc\u00ea ouvia falar, que n\u00e3o sa\u00edam muito de San Francisco, bandas como Ludacry. Voc\u00ea tinha essa cena underground incr\u00edvel e o \u201cfa\u00e7a voc\u00ea mesmo\u201d estava realmente acontecendo. E tudo isso s\u00f3 acontecia basicamente porque essas pessoas podiam arcar com os custos de viver na cidade. Hoje ningu\u00e9m tem dinheiro para viver em San Francisco (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa \u00e9 a \u00faltima pergunta. Queria saber do que voc\u00ea tem mais orgulho na sua carreira como m\u00fasico?<\/strong><br \/>\nEu gosto porque houve um per\u00edodo em que eu meio que sa\u00ed do punk por um tempo, eu ia embora para fazer faculdade e quase acabei n\u00e3o tocando no BL\u2019AST!. Eu n\u00e3o estava na banda na \u00e9poca em que estavam fazendo a transi\u00e7\u00e3o para mudarem do M.A.D. para o BL\u2019AST! mesmo. E eu n\u00e3o queria estar naquela banda, o que aconteceu foi uma decis\u00e3o muito dif\u00edcil. Basicamente eu ia sair da cidade e Steve (Borek), o outro guitarrista da banda al\u00e9m do Mike (Neider), me deu uma fita K7do \u201cPower Of Expression\u201d. E dali um ou dois meses eu ia me mudar para estudar no sul da Calif\u00f3rnia e n\u00e3o faria nada com o BL\u2019AST!. Ent\u00e3o eu peguei essa fita e coloquei para ouvir, e voc\u00ea tinha m\u00fasicas como \u201cTime to Think\u201d, \u201cSurf and Destroy\u201d, tinha uma intro louca, com um som meio riscado, que parece uma bomba rel\u00f3gio e tudo explode. A\u00ed eu pensei \u201cUh oh, parece que tenho que fazer mudan\u00e7as nos planos\u201d. Aquele momento, aquele segundo foi crucial, do tipo \u201cSe eu n\u00e3o fizer isso, eu sou um puta de um idiota. Independente do que eu esteja curtindo ou n\u00e3o, eu preciso fazer isso, tocar nessa banda e nesse disco.\u201d Foi apenas aquele clique instant\u00e2neo na minha cabe\u00e7a, do tipo \u201cEstou 100000% comprometido com isso a partir de agora\u201d. Ent\u00e3o fiz essa mudan\u00e7a de rota e as coisas come\u00e7aram a andar muito r\u00e1pido. Em termos do que fizemos e do que temos orgulho, penso que criar esse tipo de m\u00fasica dentro da estrutura do hardcore, que era t\u00e3o diferente de tudo que havia na \u00e9poca. O ponto de partida para tudo que fizemos foi meio que o Black Flag e o SS Decontrol (que depois mudou o nome apenas para SSD). As influ\u00eancias deles na gente s\u00e3o muito fortes no nosso primeiro disco. Mas em termos musicais, sinto que sempre fomos impelidos a tentar n\u00e3o soar como uma banda t\u00edpica de hardcore. Isso era algo que meio que o nosso maior inimigo, apenas soar como uma banda gen\u00e9rica de hardcore. N\u00f3s quer\u00edamos levar para algum lugar diferente e realmente nos impulsionar musicalmente e apenas criar algo que fosse mais pesado do que qualquer coisa na \u00e9poca. E olhando de volta, em retrospecto, eu sei que fizemos isso, o que traz um sentimento bom. E \u00e9 legal que tivemos algum tipo de influ\u00eancia, talvez muitas pessoas n\u00e3o tenham entendido naquela \u00e9poca \u2013 e o quanto a m\u00fasica ficou estranha e para onde ela foi. Mas poder ser uma influ\u00eancia de destaque hoje em dia e ser reconhecido como parte das mudan\u00e7as importantes que aconteceram no hardcore, ter o nosso nome l\u00e1, saber que fomos respons\u00e1veis por algumas bandas novas, que continuam carregando a tocha, para mim \u00e9 algo muito bom.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BL&#039;AST! - Only Time Will Tell Live Video at the Anti-Club Hollywood, CA 1986\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Oe_7jDSRws0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BL&#039;AST - Only Time Will Tell\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/svD2h1t6X0g?list=OLAK5uy_le7yyKMQeV6AgT67D9qp1lASYaVg16VYw\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Time to Think\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/cWHYXVBlqac?list=OLAK5uy_l_0Icgjfztj93gk2A29sMDrs1q9hCud4k\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"BL&#039;AST! 1987 - 2001:  A punk rock docu music video\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mj00Mhu4OdI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LuizMazetto1986\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luiz Mazetto<\/a>\u00a0\u00e9 autor dos livros \u201c<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Somos-Tempestade-Conversas-Sobre-Alternativo\/dp\/8562885339\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00f3s Somos a Tempestade \u2013 Conversas Sobre o Metal Alternativo dos EUA<\/a>\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Somos-Tempestade-Conversas-Sobre-Alternativo\/dp\/8562885649\/ref=pd_lpo_14_t_0\/145-6204651-9007215?_encoding=UTF8&amp;pd_rd_i=8562885649&amp;pd_rd_r=0e02080e-01a3-422c-9e95-933a79ef9d17&amp;pd_rd_w=qJ5vJ&amp;pd_rd_wg=0obt1&amp;pf_rd_p=6102dabe-0e19-4db6-8e11-875a53ad30be&amp;pf_rd_r=K14PYCR8ZPPETTCCKYMH&amp;psc=1&amp;refRID=K14PYCR8ZPPETTCCKYMH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00f3s Somos a Tempestade, Vol 2 \u2013 Conversas Sobre o Metal Alternativo pelo Mundo<\/a>\u201d, ambos pela Edi\u00e7\u00f5es Ideal. Tamb\u00e9m colabora coma a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vice.com\/pt_br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Vice Brasil<\/a>, o\u00a0<a href=\"https:\/\/cvltnation.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">CVLT Nation<\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.loudmagazine.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Loud!<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Vocalista da banda de hardcore da Calif\u00f3rnia comenta sobre nova vers\u00e3o remasterizada de \u201cTake The Manic Ride\u201d, de 1989, e relembra quando Dave Grohl dirigiu quil\u00f4metros para lhe mostrar um disco do Kyuss&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/05\/31\/entrevista-clifford-dinsmore-fala-sobre-relancamento-de-classico-disco-do-blast-e-os-40-anos-da-banda\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":88,"featured_media":75110,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[6724],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75104"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/88"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75104"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75104\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":75118,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75104\/revisions\/75118"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/75110"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75104"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75104"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75104"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}