{"id":75007,"date":"2023-05-26T14:38:03","date_gmt":"2023-05-26T17:38:03","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=75007"},"modified":"2023-07-02T21:03:46","modified_gmt":"2023-07-03T00:03:46","slug":"ritchie_ao_vivo_em_sao_paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/05\/26\/ritchie_ao_vivo_em_sao_paulo\/","title":{"rendered":"Ao vivo: Em boa forma aos 71 anos, Ritchie comemora 40 anos de seu platinado disco de estreia com hist\u00f3rias e um grande show"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto, v\u00eddeos e fotos por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Capelas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um hippie ingl\u00eas que estudava em Oxford e tocava flauta se muda para o Brasil em 1972, durante a ditadura militar, a convite da maior banda de rock do Pa\u00eds. Passa dez anos se virando, dando aulas de ingl\u00eas a celebridades e unindo sua flauta a grupos de rock (mais ou menos) progressivo. Um dia, depois de muito tentar seguir carreira na m\u00fasica, v\u00ea uma fita sua cair na m\u00e3o de uma gravadora e acaba se tornando a maior estrela das paradas de sucesso nacionais \u2013 capaz de ofuscar at\u00e9 Sua Majestade, o Rei Roberto Carlos \u2013 com um pop sintetizado, sofisticado, mas nem por isso menos popular. Toca com Caetano Veloso, Gilberto Gil, Deus e o mundo \u2013 e at\u00e9 \u201cdubla\u201d Peter Gabriel sem \u201cqualquer erro\u201d. Depois de grandes hits, alguns deles inesquec\u00edveis, cai no ostracismo. Larga a m\u00fasica, transforma-a em atividade paralela, faz projetos de tributo espor\u00e1dicos. At\u00e9 que, quarenta anos depois de seu primeiro disco, cheio de hits, ele volta aos palcos em um show redentor e mostra que tem muita lenha pra queimar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contada desse jeito, a hist\u00f3ria do ingl\u00eas Richard David Court parece at\u00e9 um filme. Mas a verdade \u00e9 que, \u00e0s vezes, nem o melhor roteirista seria capaz de inventar um script t\u00e3o bom quanto a realidade \u2013 ainda que o par\u00e1grafo acima possa conter alguns exageros, \u00e9 fato. Na noite do \u00faltimo dia 25 de maio, quem esteve no Cine Joia, em S\u00e3o Paulo, pode testemunhar n\u00e3o apenas o legado, mas a presen\u00e7a viva de uma lenda da m\u00fasica pop brasileira: Ritchie. Comemorando 40 anos do cl\u00e1ssico \u201cVoo de Cora\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 um disco que merece o r\u00f3tulo de pop perfeito \u2013, ele fez de tudo: cantou, tocou flauta, contou hist\u00f3rias, deu espa\u00e7o para sua banda e, mais que tudo, fez velhos cora\u00e7\u00f5es baterem como se tivessem vinte anos, mostrando o que vem por a\u00ed em uma turn\u00ea que promete rodar o Brasil ao longo do segundo semestre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O come\u00e7o da noite n\u00e3o foi f\u00e1cil, com o p\u00fablico \u2013 em sua vasta maioria, acima dos 45 anos \u2013 irritadi\u00e7o pela demora no in\u00edcio do show. Foi mais um erro de comunica\u00e7\u00e3o que um atraso: ingressos vendidos indicavam hor\u00e1rio para as 20h30, enquanto produ\u00e7\u00e3o e redes sociais do artista passaram semanas dizendo que seria para \u201ccome\u00e7ar e terminar cedo\u201d, a ponto da plateia poder pegar o metr\u00f4 para voltar para casa. A apresenta\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, foi s\u00f3 come\u00e7ar l\u00e1 pelas 21h40, ap\u00f3s o DJ set do produtor do espet\u00e1culo, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/03\/16\/entrevista-andre-barcinski-fala-sobre-a-reedicao-luxuosa-do-livro-barulho-em-seu-aniversario-de-30-anos-critica-musical-e-mais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o jornalista Andr\u00e9 Barcinski<\/a>, que enfileirou hits \u00f3bvios dos 80 (\u201cEnjoy the Silence\u201d) com piscadelas mais alternativas (\u201cDance Me to the End of Love\u201d, de Leonard Cohen, ou \u201cRed Right Hand\u201d, de Nick Cave and the Bad Seeds). Pouco importava: ao fim de cada m\u00fasica, assobios, vaias e at\u00e9 gritos de \u201ccome\u00e7a! come\u00e7a!\u201d encobriam as primeiras notas da can\u00e7\u00e3o seguinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao surgir no palco usando \u00f3culos escuros e capuz, Ritchie compensou os presentes ao iniciar seu espet\u00e1culo com as duas can\u00e7\u00f5es que abrem \u201cVoo de Cora\u00e7\u00e3o\u201d: o synthpop \u201cNo Olhar\u201d e a balada\u00e7a \u201cA Vida Tem Dessas Coisas\u201d, ambas acompanhadas com exatid\u00e3o pelo p\u00fablico. Enquanto a banda respeitava os arranjos originais com direito a papel carbono e tudo, a presen\u00e7a de palco do ingl\u00eas era mais que suficiente para espantar eventuais bolinhas de naftalina para longe. Do alto de seus 71 anos, Ritchie \u00e9 um frontman que merece muito respeito: gentil como um lorde, ele sabe encantar o p\u00fablico (que inclu\u00eda a grande Lucinha Turnbull) com diferentes armas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afinal de contas, n\u00e3o \u00e9 todo cantor veterano que, al\u00e9m de estar com a voz em dia e saber se colocar no palco, \u00e9 capaz de rir de si mesmo e de contar grandes hist\u00f3rias \u2013 como a de quando foi chamado por Caetano Veloso, no meio de uma madrugada, para gravar uma participa\u00e7\u00e3o especial num disco (\u201cVel\u00f4\u201d, de 1984) ou de quando teve de substituir, a pedido de um produtor \u201cn\u00e3o nomeado\u201d, ningu\u00e9m menos que Peter Gabriel para a trilha da miniss\u00e9rie \u201cO Sorriso do Lagarto\u201d. As duas anedotas, que poderiam soar gratuitas, serviram de introdu\u00e7\u00e3o para dois momentos bonitos e ex\u00f3ticos do show \u2013 \u201cShy Moon\u201d, que ganhou tons progressivos com a flauta tocada pelo cantor, e a clim\u00e1tica \u201cMercy Street\u201d, respectivamente. Al\u00e9m das duas, Ritchie tamb\u00e9m encantou ao cantar, j\u00e1 no bis, uma releitura de \u201cYou\u2019ve Lost That Lovin\u2019 Feelin\u2019\u201d, dedicada ao jornalista Rodrigo Rodrigues, morto em 2020 por decorr\u00eancia da covid-19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo da noite, o ingl\u00eas tamb\u00e9m percorreu hits (\u201cTransas\u201d, \u201cS\u00f3 Pra O Vento\u201d) e lados-B (\u201cL\u00e1grimas Demais\u201d, de seu \u00faltimo disco autoral, \u201cAuto-Fidelidade\u201d, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2002\/10\/26\/tres-cds-ritchie-pixies-e-hank-williams\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">elogiado aqui no site em 2002<\/a>). Isso para n\u00e3o falar em \u201cElefante Branco\u201d e \u201cAgora ou Jamais\u201d, duas can\u00e7\u00f5es dos Tigres de Bengala, grupo que ele formou nos anos 1990 ao lado de Vin\u00edcius Cantu\u00e1ria, Claudio Zoli, Billy Forghieri (Blitz) mais Dadi e M\u00fa Carvalho (A Cor do Som) \u2013 aqui, a anedota da vez foi a de que Kiko Zambianchi, instado a participar do projeto, disse que n\u00e3o queria tocar \u201cnuma banda de velhos\u201d. E olha que na \u00e9poca os integrantes \u201ctinham l\u00e1 seus 40 anos, n\u00e3o 71\u201d, diz o cantor, aproveitando para exibir sua forma f\u00edsica, ganhar aplausos e se mostrar atualizado nas g\u00edrias: \u201cIsso se chama pedir biscoito\u201d, brincou.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-75010\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/ritchie2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/ritchie2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/ritchie2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maior parte do setlist, por\u00e9m, foi mesmo dedicada a \u201cVoo de Cora\u00e7\u00e3o\u201d, disco de 1983 que vendeu mais de 1,2 milh\u00e3o de c\u00f3pias catapultou o ingl\u00eas para a fama em todos os cantos do Brasil \u2013 dos quartos de empregada nas grandes cidades a comunidades ribeirinhas no meio do Amazonas, como contou Bernardo Vilhena, seu parceiro de todas as horas, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/10\/10\/entrevista-bernardo-vilhena\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em uma entrevista deliciosa<\/a> para este site h\u00e1 uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais do que grandes can\u00e7\u00f5es, \u201cVoo de Cora\u00e7\u00e3o\u201d tinha uma banda de cair o queixo: Liminha no baixo, Lulu Santos e Steve Hackett (sim, o do Genesis!) fazendo participa\u00e7\u00f5es especiais nas guitarras, Lob\u00e3o na bateria e Z\u00e9 Lu\u00eds no marcante saxofone, entre outros. J\u00e1 a banda que acompanhou Ritchie no Cine Joia n\u00e3o tinha nomes estrelados, mas passou longe de fazer feio, muito pelo contr\u00e1rio \u2013 com destaque para as \u00f3timas intera\u00e7\u00f5es entre o competente Renato Galozzi (guitarrista) e o espivetado Hugo Hori (sax, flautas e backing vocals).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois fizeram parte de momentos chave do espet\u00e1culo com duelos de solos, que n\u00e3o s\u00f3 mostraram improviso, mas tamb\u00e9m deixaram clara a sofistica\u00e7\u00e3o pop das can\u00e7\u00f5es de \u201cVoo de Cora\u00e7\u00e3o\u201d. Tr\u00eas provas disso ficaram evidentes na dan\u00e7ante \u201cCasanova\u201d, na roqueira \u201cO Pre\u00e7o do Prazer\u201d ou na saborosa faixa-t\u00edtulo, com sua letra deliciosamente atual &amp; anacr\u00f4nica ao mesmo tempo, citando hologramas e velhos computadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do cl\u00e1ssico LP, \u201caquele que todo mundo tem\u201d, como brincou o cantor, s\u00f3 ficaram faltando as tr\u00eas faixas finais \u2013 as originais \u201cParab\u00e9ns Pra Voc\u00ea\u201d e \u201cTudo Que Eu Quero (Tranquilo)\u201d, al\u00e9m de \u201cA Carta\u201d, vers\u00e3o em portugu\u00eas de \u201cThe Letter\u201d, do Box Tops, hit sessentista cantado por ningu\u00e9m mais, ningu\u00e9m menos que Alex Chilton, aquele, que anos depois formaria o Big Star. (Nota de rodap\u00e9, \u00e9 justo, mas vale dizer que seria mais que bem-vinda tamb\u00e9m a inclus\u00e3o de \u201cOlhos de Video Tape\u201d, vers\u00e3o de Ritchie para a balada\u00e7a de Charly Garcia \u201cOjos de Videotape\u201d, registrada no LP \u201cSexto Sentido\u201d, ausente at\u00e9 mesmo do Spotify. <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=n0rVCNYZrEw&amp;ab_channel=MatiasGarcia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fica a dica, caro leitor<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E caso voc\u00ea esteja se perguntando, \u201ccad\u00ea ela, aquela?\u201d, a resposta est\u00e1 aqui: entre abajures cor de carne e len\u00e7\u00f3is azuis, \u201cMenina Veneno\u201d surgiu como a \u00faltima can\u00e7\u00e3o do set principal do show, colocando o Cine Joia em combust\u00e3o. Se por um lado a nostalgia est\u00e1 l\u00e1, sempre presente, e faz parte do processo, por outro \u00e9 bom demais ver uma grande can\u00e7\u00e3o pop em seu estado original, executada com dignidade e maestria. Ao final dela, era mais que suficiente para mandar todo mundo para casa com um sorriso no rosto, mas ainda teve o bis \u2013 com as j\u00e1 citadas \u201cElefante Branco\u201d e \u201cYou\u2019ve Lost That Lovin\u2019 Feelin\u2019\u201d, al\u00e9m de \u201cUm Homem em Volta do Mundo\u201d, single gravado para a novela \u201cCara e Coroa\u201d, de 1995. Teve at\u00e9 gente que tirou o lencinho do bolso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao final de pouco menos de duas horas de show, Ritchie fez um tratado sem clich\u00eas contra o etarismo, mostrando que m\u00fasica boa n\u00e3o tem idade \u2013 como se isso precisasse de demonstra\u00e7\u00e3o em pleno 2023, a despeito de que uns e outros prefiram gastar seu tempo gritando contra as nuvens, dizendo que \u201co jovem n\u00e3o \u00e9 s\u00e9rio\u201d. Picuinhas \u00e0 parte, fato \u00e9 que, mais do que um longo passado para tr\u00e1s, Ritchie est\u00e1 pronto para viver o presente e quer muito fazer voc\u00ea se divertir. Felizmente, ele est\u00e1 pronto para sair em turn\u00ea comemorativa pelo Brasil, <a href=\"https:\/\/twitter.com\/ritchieguy\/status\/1659728158667440128\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">com datas j\u00e1 anunciadas<\/a> nas capitais das regi\u00f5es Sul e Sudeste, al\u00e9m de paradas estrat\u00e9gicas em cidades como Juiz de Fora e Niter\u00f3i. Se para ele n\u00e3o passou tanto tempo entre o n\u00e3o e o fim, meu amor, agora nos s\u00f3 resta um momento de\u2026 festa \u2013 portanto, garanta seu ingresso e \u201cboa noite, at\u00e9 j\u00e1\u201d!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ritchie comemora 40 anos de Voo de Cora\u00e7\u00e3o\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=PL6gBQKY5zwa3kWsEtoY2W7QE-0Eh5kBMx\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8212;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Setlist<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">01) \u201cNo Olhar\u201d (Voo de Cora\u00e7\u00e3o, 1983)<br \/>\n02) \u201cA Vida Tem Dessas Coisas\u201d (Voo de Cora\u00e7\u00e3o, 1983)<br \/>\n03) \u201cL\u00e1grimas Demais\u201d (Auto-Fidelidade, 2002)<br \/>\n04) \u201cA Mulher Invis\u00edvel\u201d (E a Vida Continua, 1984)<br \/>\n05) \u201cLoucura e M\u00e1gica\u201d (Loucura e M\u00e1gica, 1987)<br \/>\n06) \u201cShy Moon\u201d (Caetano Veloso, Vel\u00f4, 1984)<br \/>\n07) \u201cVoo de Cora\u00e7\u00e3o\u201d (Voo de Cora\u00e7\u00e3o, 1983)<br \/>\n08) \u201cTelenoticias\u201d (Circular, 1985)<br \/>\n09) \u201cO Pre\u00e7o do Prazer\u201d (Voo de Cora\u00e7\u00e3o, 1983)<br \/>\n10) \u201cAgora ou Jamais\u201d (Tigres de Bengala, 1993)<br \/>\n11) \u201cMercy Street\u201d (Peter Gabriel, So, 1986)<br \/>\n12) \u201cS\u00f3 Pra o Vento\u201d (E a Vida Continua, 1984)<br \/>\n13) \u201cCasanova\u201d (Voo de Cora\u00e7\u00e3o, 1983)<br \/>\n14) \u201cPelo Interfone\u201d (Voo de Cora\u00e7\u00e3o, 1983)<br \/>\n15) \u201cTransas\u201d (Loucura e M\u00e1gica, 1987)<br \/>\n16) \u201cMenina Veneno\u201d (Voo de Cora\u00e7\u00e3o, 1983)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bis:<br \/>\n17) \u201cElefante Branco\u201d (Tigres de Bengala, 1993)<br \/>\n18) \u201cYou\u2019ve Lost that Lovin\u2019 Feelin\u2019\u201d (Righteous Brothers, 1964)<br \/>\n19) \u201cUm Homem em Volta do Mundo\u201d (Trilha Sonora da novela \u201cCara &amp; Coroa\u201d, 1995)<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-75009\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/ritchie1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/ritchie1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/ritchie1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Bruno Capelas (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/noacapelas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">@noacapelas)<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista. Apresenta o\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/indieeldorado\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Programa de Indie<\/a>, na Eldorado FM, e escreve a newsletter\u00a0<a href=\"https:\/\/meusdiscosmeusdrinks.substack.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Meus Discos, Meus Drinks e Nada Mais<\/a>. Colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ritchie fez um tratado sem clich\u00eas contra o etarismo, mostrando que m\u00fasica boa n\u00e3o tem idade \u2013 como se isso precisasse de demonstra\u00e7\u00e3o em pleno 2023\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/05\/26\/ritchie_ao_vivo_em_sao_paulo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":14,"featured_media":75011,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1270],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75007"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/14"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=75007"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75007\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":75024,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/75007\/revisions\/75024"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/75011"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=75007"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=75007"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=75007"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}