{"id":74983,"date":"2015-03-27T01:38:00","date_gmt":"2015-03-27T04:38:00","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=74983"},"modified":"2023-05-24T02:08:39","modified_gmt":"2023-05-24T05:08:39","slug":"literatura-a-metafora-da-esperanca-de-jennifer-egan-ou-tudo-comecou-aqui","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/27\/literatura-a-metafora-da-esperanca-de-jennifer-egan-ou-tudo-comecou-aqui\/","title":{"rendered":"Literatura: A met\u00e1fora da esperan\u00e7a de Jennifer Egan ou \u201ctudo come\u00e7ou aqui\u201d"},"content":{"rendered":"<h2><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-74984 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/circo1.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"689\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/circo1.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/circo1-218x300.jpg 218w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">1978 em S\u00e3o Francisco. Phoebe O\u2019Connor tem 18 anos, acabou de completar o ensino m\u00e9dio e est\u00e1 prestes a entrar na faculdade. Sua vida, por\u00e9m, parou no tempo, mais precisamente no come\u00e7o dos anos 70, quando a perda tr\u00e1gica de sua irm\u00e3 mais velha, Faith, jogou Phoebe e sua fam\u00edlia em uma esp\u00e9cie de limbo, em que a dor da perda se sobrep\u00f5e e at\u00e9 cega a inevitabilidade do agora. Phoebe e Faith s\u00e3o as personagens principais de &#8220;Circo invis\u00edvel&#8221;, primeiro romance de Jennifer Egan, lan\u00e7ado originalmente em 1995 e agora (20 anos depois) republicado no Brasil pela Intr\u00ednseca. O tempo s\u00f3 fez bem \u00e0 prosa de Jennifer Egan.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Elevada ao posto de bookstar com &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/02\/a-visita-cruel-do-tempo-jennifer-egan\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A visita cruel do tempo<\/a>&#8221; (romance de 2010 que, entre outros pr\u00eamios, levou a escritora a ganhar o National Book Critics Circle Award e o sonhado Pulitzer de fic\u00e7\u00e3o), Jennifer Egan delineou sua carreira de modo a n\u00e3o se repetir ao longo dos anos. Assim, enquanto &#8220;A visita cruel do tempo&#8221; \u00e9 um romance de v\u00e1rias camadas (a autora gosta de enfatizar que a trama \u00e9 composta por contos interligados) e &#8220;<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/12\/25\/tres-livros-mezric-egan-e-oliver\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O torre\u00e3o<\/a>&#8221; (2006) se agarra (e se inspira) no formato de romance g\u00f3tico, &#8220;Circo invis\u00edvel&#8221; \u00e9 seu romance mais tradicional, tanto na forma quanto na mensagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Despida de todas as artimanhas geniais que transformaram &#8220;A visita cruel do tempo&#8221; em um cl\u00e1ssico moderno, a prosa de Jennifer Egan em &#8220;Circo invis\u00edvel&#8221; soa mais direta e, por isso, mais universal. Por\u00e9m, assim como os contos de &#8220;A visita cruel do tempo&#8221; s\u00e3o intensamente marcados pelo per\u00edodo em que se passa a hist\u00f3ria, &#8220;Circo invis\u00edvel&#8221; \u00e9 fruto indissoci\u00e1vel da vis\u00e3o de Phoebe O\u2019Connor (e da pr\u00f3pria escritora, que, em 1978, tinha 16 anos e morava em S\u00e3o Francisco), uma jovem que vivencia o conflito entre as mem\u00f3rias nost\u00e1lgicas de sua irm\u00e3 no ver\u00e3o do amor do final dos anos 60 e a longa bad trip que se seguiu nos anos 70.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e0 toa, a primeira cita\u00e7\u00e3o musical (j\u00e1 tradicional na obra da escritora) de &#8220;Circo invis\u00edvel&#8221; \u00e9 Jefferson Airplane, banda \u00edcone da psicodelia californiana dos anos 60. O \u00e1lbum &#8220;Surrealistic Pillow&#8221; (1967) funciona como trilha sonora das primeiras p\u00e1ginas do livro e entrega o bast\u00e3o na passagem para os anos 70 ao n\u00e3o menos m\u00edtico &#8220;In The Court of Crimson King&#8221;, esfor\u00e7o prog do King Crimson cuja capa, genial e assustadora, soa como um pren\u00fancio da derrocada hippie. Nos anos 1970, por sua vez, ecoam hinos punk, de Iggy Pop a Sid Vicious at\u00e9 nomes underground da cena de S\u00e3o Francisco \u2014 como The Tazmanian Devils e Pearl Harbor and the Explosions (<a href=\"https:\/\/www.mixcloud.com\/intrinseca\/playlist-circo-invis%C3%ADvel-de-jennifer-egan-por-marcelo-costa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ou\u00e7a uma playlist inspirada no livro<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O t\u00edtulo do livro inspira-se em um evento real organizado pelos Diggers, um grupo anarquista de S\u00e3o Francisco que pregava uma sociedade livre combinando teatro de rua e happenings. Durante tr\u00eas dias em 1967 (de 24 a 27 de fevereiro), os Diggers realizaram o Invisible Circus em S\u00e3o Francisco, um evento de contracultura realizado dentro de uma igreja, com diversas atividades (entre shows, festas e debates movidos a \u00e1cido e LSD) ocorrendo ao mesmo tempo. Faith participou do Circo Invis\u00edvel com o namorado, e a mem\u00f3ria feliz de Phoebe (ela tinha apenas sete anos na \u00e9poca) ao encontrar a irm\u00e3 e outros hippies na cozinha de sua casa ap\u00f3s o evento contrasta com o desfecho triste da irm\u00e3 (e dela mesma).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-74985 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/circo2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/circo2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/circo2-300x216.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/circo2-120x85.jpg 120w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Perspicaz na composi\u00e7\u00e3o de seus quadros liter\u00e1rios, Jennifer Egan coloca seus personagens, tal qual pe\u00e7as de xadrez, em um tabuleiro de fatos hist\u00f3ricos. De Patty Hearst, neta do magnata das comunica\u00e7\u00f5es William Randolph Hearst (Cidad\u00e3o Kane, lembra?), que se tornou famosa em 1974 quando foi sequestrada por membros do Ex\u00e9rcito Simbion\u00eas de Liberta\u00e7\u00e3o, sofrendo lavagem cerebral e juntando-se aos sequestradores num assalto a banco, at\u00e9 Rudi Dutschke (um dos l\u00edderes do movimento estudantil alem\u00e3o nos anos 1970) e Ulrike Meinhof (jornalista fundadora da organiza\u00e7\u00e3o armada alem\u00e3 de extrema-esquerda Fra\u00e7\u00e3o do Ex\u00e9rcito Vermelho), entre outros, Jennifer Egan povoa as entrelinhas com interessantes dilemas morais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, mais do que uma cr\u00edtica aos anos 60 (um texto de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de uma Ph.D. de Belfast, publicado na p\u00e1gina da Associa\u00e7\u00e3o Brit\u00e2nica de Estudos Americanos, diz que \u201co trabalho de Egan \u2014 em &#8216;O Circo Invis\u00edvel&#8217; \u2014 n\u00e3o reconhece o impacto real da contracultura dos sixties\u201d, sem se ater ao fato de que a narrativa se passa na cabe\u00e7a de uma jovem diante da fal\u00eancia de um sonho no final dos anos 70), &#8220;Circo Invis\u00edvel&#8221; \u00e9, um-dois-tr\u00eas, uma hist\u00f3ria cl\u00e1ssica de reden\u00e7\u00e3o: enclausurada (por vontade pr\u00f3pria) em uma c\u00e1psula do tempo metaf\u00f3rica (o quarto da irm\u00e3), Phoebe precisa sair da sombra de Faith, e \u00e9 isso que move a trama.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para olhar o mundo com os pr\u00f3prios olhos, Phoebe precisa (sem saber, ou fingindo n\u00e3o querer saber) necessariamente se desapegar da irm\u00e3. Faith O\u2019Connor cresceu explorando limites com a inten\u00e7\u00e3o de impressionar o pai, um pintor sem sucesso que adorava andar com a turma da contracultura em S\u00e3o Francisco nos anos 1960, mas trabalhava em uma grande empresa para sustentar a fam\u00edlia. A influ\u00eancia do pai sobre os tr\u00eas filhos (al\u00e9m de Faith e Phoebe, h\u00e1 um menino, Barry) \u00e9 enorme, e sua morte repentina \u00e9 a primeira fila de tijolos desmoronando na estrutura familiar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem seu ponto focal familiar e movida pelo desejo de ir al\u00e9m dos limites das pessoas comuns, Faith se desgoverna (uma situa\u00e7\u00e3o amplificada pelo consumo abusivo de drogas) sob o olhar admirado da irm\u00e3 mais nova e parte para uma viagem sab\u00e1tica pela Europa da qual n\u00e3o voltar\u00e1. Sua morte paralisa Phoebe (\u201cEla matou n\u00f3s duas\u201d, desabafa a irm\u00e3 mais nova em certo momento), que, oito anos depois, recolhe as migalhas deixadas pela irm\u00e3 (atrav\u00e9s de cart\u00f5es-postais enviados durante sua viagem de final tr\u00e1gico) e decide ir atr\u00e1s de respostas (e de si mesma, ainda que ela n\u00e3o saiba disso) em cada uma das cidades visitadas por Faith numa esp\u00e9cie de via crucis travestida de road movie.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adaptado para o cinema em 2001 com roteiro e dire\u00e7\u00e3o de Adam Brooks (que n\u00e3o repete aqui o acerto do \u00f3timo &#8220;Definitely, Maybe&#8221;, de 2008 \u2014 &#8220;<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2008\/05\/08\/cinema-tres-vezes-amor\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Tr\u00eas Vezes Amor<\/a>&#8221; no Brasil) e Cameron Diaz no elenco (como Faith), a vers\u00e3o cinematogr\u00e1fica de &#8220;Circo invis\u00edvel&#8221; baseia-se em um romance secund\u00e1rio da hist\u00f3ria reduzindo dr\u00e1stica e penosamente a proposta da escritora em observar a derrocada de uma fam\u00edlia diante da morte, um exemplo claro de filme que falha em capturar a alma da obra original. Jennifer Egan prop\u00f5e muito mais, ainda que tal romance (no geral) e o sexo (em particular) tenham fun\u00e7\u00e3o decisiva (e tamb\u00e9m metaf\u00f3rica) no desabrochar de Phoebe.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-74986\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/circo3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/circo3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/circo3-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das ep\u00edgrafes escolhidas pela escritora para abrir &#8220;Circo invis\u00edvel&#8221; cita o fil\u00f3sofo alem\u00e3o Ludwig Feuerbach, que, em 1846, questionava a sacralidade da ilus\u00e3o (para ele atrav\u00e9s da ess\u00eancia da religi\u00e3o; para Egan atrav\u00e9s da morte, do ver\u00e3o do amor e da fam\u00edlia): \u201cPara a era atual, que prefere o retrato \u00e0 coisa retratada, a c\u00f3pia ao original, a imagina\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade, ou a apar\u00eancia \u00e0 ess\u00eancia (\u2026), apenas a ilus\u00e3o lhe \u00e9 sagrada\u201d. De maneira exemplar, Jennifer Egan exp\u00f5e um personagem saindo de um coma autoinduzido na busca pelo seu pr\u00f3prio eu. Ao sair da sombra da irm\u00e3, Phoebe O\u2019Connor est\u00e1 pronta para olhar o mundo com seus pr\u00f3prios olhos. A expectativa de uma nova d\u00e9cada (os anos 80) surge no horizonte. O dia seguinte como met\u00e1fora de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o deixa de ser emocionante ler Jennifer Egan de tr\u00e1s para a frente: entre a grandiosidade de &#8220;A visita cruel do tempo&#8221; e a objetividade de &#8220;Circo invis\u00edvel&#8221; (separados por nada menos que quinze anos) reside uma talentosa observadora da sociedade, que parece bater insistentemente na tecla de que somos fruto do ambiente em que vivemos, e que, ao se dar conta disso, podemos tatear com mais clareza (a dor e a del\u00edcia do) nosso pr\u00f3prio eu. Focado na maturidade \u2014 ali\u00e1s, admiradores de Marcelo Rubens Paiva, fiquem atentos: h\u00e1 v\u00e1rios paralelos interessantes com <a href=\"http:\/\/screamyell.com.br\/secoes\/marcelopaiva.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8220;Blecaute&#8221; (1986) e &#8220;Ua Brari&#8221; (1990)<\/a> \u2014, &#8220;Circo invis\u00edvel&#8221; deve tanto conquistar f\u00e3s de &#8220;A visita cruel do tempo&#8221; quanto ampliar o s\u00e9quito. A vida (felizmente) segue.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-74987\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/circo4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"550\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/circo4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/circo4-300x220.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina a\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"N\u00e3o deixa de ser emocionante ler Jennifer Egan de tr\u00e1s para a frente: entre a grandiosidade de &#8220;A visita cruel do tempo&#8221; e a objetividade de &#8220;Circo invis\u00edvel&#8221;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/27\/literatura-a-metafora-da-esperanca-de-jennifer-egan-ou-tudo-comecou-aqui\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":2,"featured_media":74988,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[1305,6713],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74983"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74983"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74983\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":74994,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74983\/revisions\/74994"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74988"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74983"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74983"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74983"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}