{"id":747,"date":"2009-02-04T21:26:11","date_gmt":"2009-02-04T23:26:11","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=747"},"modified":"2023-03-29T00:26:41","modified_gmt":"2023-03-29T03:26:41","slug":"curitiba-ficou-pequena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/04\/curitiba-ficou-pequena\/","title":{"rendered":"Curitiba ficou pequena!"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-749\" title=\"ruido_mm_divulgacao_dois\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/ruido_mm_divulgacao_dois.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"374\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/ruido_mm_divulgacao_dois.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/ruido_mm_divulgacao_dois-300x224.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Por Murilo Basso<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quatro anos atr\u00e1s, o Scream &amp; Yell &#8220;visitou&#8221; Curitiba e se surpreendeu com uma das cenas mais empolgantes do pa\u00eds. O resultado rendeu um especial publicado primeiramente no Portal Terra, e depois no pr\u00f3prio Scream. O tempo passou e Curitiba continua sendo um dos principais centros criativos do pa\u00eds. Musicalmente falando, \u00e9 claro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cena independente curitibana evoluiu muito nesses \u00faltimos anos; talvez o pouco espa\u00e7o e visibilidade, antes caracter\u00edstica marcante seja respons\u00e1vel por esse crescimento: a busca por essa diferencia\u00e7\u00e3o nos palcos, e fora deles tamb\u00e9m, acabou evidenciando o profissionalismo destes m\u00fasicos; a estrutura cresceu significativamente e hoje Curitiba ficou pequena para tanta banda bacana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 f\u00e1cil citar, pelo menos, duas d\u00fazias delas com quem podemos perder algumas horas do nosso dia. Com lan\u00e7amento do seu primeiro CD previsto para o final de mar\u00e7o o Anacr\u00f4nica faz um som pop que facilmente te fisga e seu potencial para baladas radiof\u00f4nicas \u00e9 ineg\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na estrada de 2004 e com 5 EP\u2019s j\u00e1 lan\u00e7ados o Mordida \u00e9 irreverente, muito bem humorado e deixa sua proposta bem clara: divirta-se. J\u00e1 o ru\u00eddo \/ mm \u00e9 no m\u00ednimo inusitado; inicialmente voc\u00ea pensa que poderia ter surgido em qualquer outro lugar, menos na \u201cfria, gelada e antip\u00e1tica\u201d capital paranaense.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Trivolve chama a aten\u00e7\u00e3o por sua simplicidade: voc\u00ea tem a impress\u00e3o que apenas um viol\u00e3o e uma voz seriam suficientes, e neste caso, isso est\u00e1 longe de ser algo negativo. Merecem destaque tamb\u00e9m o dan\u00e7ante Copacabana Club e seu pop-dan\u00e7ante muito bem feito, a delicadeza po\u00e9tica do Wandula ou ainda a despojada Sabonetes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso tudo sem contar aquelas bandas citadas na reportagem de 2004, gente como o Terminal Guadalupe (que est\u00e1 em est\u00fadio preparando o sucessor do elogiado &#8220;A Marcha dos Invisiveis&#8221;)\u00b8 a Relesp\u00fablica (que lan\u00e7ou no fim de 2008 um novo \u00e1lbum), a Pelebr\u00f3i N\u00e3o Sei (em per\u00edodo de f\u00e9rias) e o Cores d Flores (com Mariele Loyola \u00e0 frente). E OAEOZ, a Pol\u00e9xia e&#8230; ok. Vou parar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, o mais divertido, e acho que voc\u00ea conseguiu perceber \u00e9 que h\u00e1 um pouco de tudo para todos os gostos &#8211; \u201cUm suco de tudo quanto \u00e9 fruta\u201d, brincou um dos m\u00fasicos da ru\u00eddo \/ mm &#8211; e grande parte dentro daquela velha filosofia rocker do \u201cfa\u00e7a voc\u00ea mesmo, do seu jeito e n\u00e3o se complique\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De qualquer forma voc\u00ea pode andar pela cidade na v\u00e9spera de um final de semana que com certeza ir\u00e1 ouvir v\u00e1rios coment\u00e1rios do tipo: \u201cCuritiba \u00e9 t\u00e3o parada\u201d ou \u201cAqui n\u00e3o tem nada pra fazer\u201d. Conversinha mole, n\u00e3o acha?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>ANACR\u00d4NICA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cN\u00e3o sou diferente, s\u00f3 quero meu sonho&#8230;\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-750\" title=\"anacronica_divulgacao\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/anacronica_divulgacao.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/anacronica_divulgacao.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/anacronica_divulgacao-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEu, Marcelinho e o Gordo nos conhecemos desde a inf\u00e2ncia, fomos vizinhos por muito tempo. J\u00e1 toc\u00e1vamos juntos h\u00e1 oito anos quando conhecemos a Sandra em meados de 2004. Mais tarde, resolvemos montar um novo projeto, que no come\u00e7o, tratava-se de um power trio, onde eu cantava. Dois meses depois desistimos da id\u00e9ia. Eu j\u00e1 estava casado com a Sandra, que cantava em outra banda. Ent\u00e3o, por id\u00e9ia dos outros garotos, resolvemos agreg\u00e1-la a banda\u201d, lembra Bruno Sguissardi (guitarra e voz).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Anacr\u00f4nica surgiu em abril de 2005 e, desde ent\u00e3o, se destaca como uma das bandas mais bacanas de Curitiba. Mesclando diversas influ\u00eancias, de Beatles a Cardigans, constr\u00f3i m\u00fasicas com \u00f3timo apelo pop: \u201dTotem\u201d, por exemplo, soa sincera e a for\u00e7a de \u201dDelorean\u201d faz voc\u00ea balan\u00e7ar. \u201dEterno Retorno\u201d \u00e9 linda &#8211; e se encaixa perfeitamente na voz de Sandra. \u201dDeus e os Loucos\u201d consegue ser, ao mesmo tempo, po\u00e9tica e bem humorada. S\u00e3o letras singelas que mesmo assim fogem do \u201clugar comum\u201d. Tudo de forma muito espont\u00e2nea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cN\u00e3o nos sentimos confort\u00e1veis estando dentro de um conceito fechado; por isso o nome da banda. Essa \u00e9 a id\u00e9ia desde o come\u00e7o: absorver informa\u00e7\u00f5es de todos os lugares e a todo o momento em busca de uma identidade\u201d conta Bruno. \u201cCriar algo novo\u201d, continua Marcelo Bezerra (bateria), \u201cAlgo nosso, algo que possa remeter a v\u00e1rias coisas, mas que mesmo assim seja diferente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda demonstra empolga\u00e7\u00e3o com a cena musical de Curitiba. \u201cHoje todos est\u00e3o preocupados em gravar um bom material, em ter uma produ\u00e7\u00e3o. Curitiba n\u00e3o \u00e9 um p\u00f3lo cultural como \u00e9 S\u00e3o Paulo; o p\u00fablico est\u00e1 acostumado a receber tudo \u2018mastigado\u2019. Mas a cidade est\u00e1 crescendo e com isso a mentalidade do p\u00fablico tamb\u00e9m\u201d, diz Marcelinho (baixo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcelo acredita que ainda falta Curitiba \u2018soltar\u2019 uma banda a n\u00edvel nacional e, para ele, o cen\u00e1rio est\u00e1 caminhando para isso. \u201cAs bandas est\u00e3o se profissionalizando, o p\u00fablico recebe melhor o artista. O fato \u00e9 que para uma banda se consolidar nacionalmente precisa estar na grande m\u00eddia &#8211; SP, RJ. Mas aqui tem tanta banda boa, ent\u00e3o chegou a vez de Curitiba\u201d, comenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos pr\u00f3ximos meses ser\u00e1 lan\u00e7ado o primeiro CD do grupo, &#8220;Deus e os Loucos&#8221;, que contar\u00e1 com 11 faixas, sendo uma delas in\u00e9dita, e foi produzido por Tomaz Magno (Terminal Guadalupe). \u201cEstamos trabalhando pra caramba e ficamos felizes com as cr\u00edticas positivas, com o reconhecimento do p\u00fablico. No entanto, sabemos que ainda estamos no come\u00e7o. Temos muito trabalho pela frente!\u201d, conta Sandra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Anacr\u00f4nica consegue ser envolvente e rom\u00e2ntico, sem cair naqueles velhos clich\u00eas. \u00c9 gentil o suficiente para te emocionar e voc\u00ea precisa deixar, para saber aonde tudo isso ir\u00e1 te levar. Talvez n\u00e3o mude sua vida, mas consegue fazer voc\u00ea sorrir. E muitas vezes n\u00e3o conseguimos saber como ou porque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Links:<br \/>\nMySpace: <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/bandaanacronica\">www.myspace.com\/bandaanacronica<\/a>;<br \/>\nTrama Virtual: <a href=\"http:\/\/www.tramavirtual.com.br\/anacronica\">www.tramavirtual.com.br\/anacronica<\/a>;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>MORDIDA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cTodo mundo se diverte como pode<\/strong>!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-751 aligncenter\" title=\"mordida_divulgacao\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/mordida_divulgacao.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um convite estranho, uma bola fora e a mesma id\u00e9ia \u2013 ao mesmo tempo \u2013 em duas cabe\u00e7as: \u201cDuas pessoas bem diferentes resolveram montar uma banda e encontrar as converg\u00eancias\u201d, conta Paulo Hde Nadal (guitarra \/ voz). Assim, em 2003, surgia o Mordida. \u201c\u00c9&#8230; uma parceria do asanga com o Paulo\u201d, completa Ivan Rodrigues (bateria).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A estr\u00e9ia aconteceu em 2004 com o EP \u201cMordida\u201d. Logo em seguida foi lan\u00e7ado o ao vivo \u201cA Grande Garagem que Grava\u201d (2005). Em 2007 mais dois EP\u2019s: &#8220;Tokyo&#8221; e &#8220;Festa Jovem&#8221;. Para o trio, ap\u00f3s alguns anos de estrada, houve uma mudan\u00e7a no discurso. \u201cEstamos interados no que est\u00e1 acontecendo. Nossa m\u00fasica ganhou em peso, ganhou em interpreta\u00e7\u00e3o. Ganhou identidade\u201d, diz Ivan. \u201cO mundo evoluiu sonoramente e n\u00f3s evolu\u00edmos juntos. \u00c9 natural\u201d, conclui Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O som pop-dan\u00e7ante traz refer\u00eancias que v\u00e3o desde jovem guarda ao britpop, e as letras bem humoradas est\u00e3o presentes na maioria das can\u00e7\u00f5es. Algumas vezes soa repetitivo, mesmo assim h\u00e1 v\u00e1rias e boas surpresas: voc\u00ea pode ser contagiado pela ironia de &#8220;Tokyo&#8221; ou ser flagrado dan\u00e7ando &#8220;Maluca&#8221; \u2013 \u201c\u00c9 descontra\u00edda, emocionante&#8230; e positonada!\u201d, brinca o vocalista. Pode se divertir com a ing\u00eanua &#8220;Eu Amo Vc&#8221; ou com a intensa &#8220;Judy&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a cena curitibana, a banda acredita que a cidade passa por um momento especial. \u201c\u00c9 algo \u00fanico. Posso at\u00e9 citar tr\u00eas bandas bacanas, as primeiras que v\u00eam \u00e0 cabe\u00e7a: Pol\u00e9xia, Charme Chulo e Anacr\u00f4nica\u201d, cita Ivan.\u00a0A dist\u00e2ncia dos grandes centros n\u00e3o \u00e9 vista como problema. \u201cPara cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe mais diferen\u00e7a em fazer m\u00fasica aqui, em S\u00e3o Paulo ou no Rio de Janeiro\u201d comenta \u00c1lvaro Ant\u00f4nio (teclado). \u201cOlha, vou ser bem Banda Eva: \u00e9 lindo! Existe um esp\u00edrito comunit\u00e1rio\u201d complementa Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o futuro? \u201cPequenos passos, uma caminhada tranq\u00fcila. O trio t\u00e1 bem afinado e as id\u00e9ias est\u00e3o fluindo bem\u201d, conta o vocalista. \u201cSimplesmente acreditamos que estamos em um momento art\u00edstico especial e o p\u00fablico local corresponde\u201d, finaliza Ivan. Quando qualquer batida pop acompanhada de letras melodram\u00e1ticas encontra seu p\u00fablico, apostar em fantasias rom\u00e2nticas aparentemente f\u00fateis pode ser uma boa alternativa. Superficial? \u00c9&#8230; pode ser. Mas muito divertido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Links:<br \/>\nSite: <a href=\"http:\/\/www.mordida.art.br\">www.mordida.art.br<\/a><br \/>\nMyspace: <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/mordidarock\">www.myspace.com\/mordidarock<\/a><br \/>\nTramavirtual: <a href=\"http:\/\/www.tramavirtual.com.br\/mordida\">www.tramavirtual.com.br\/mordida<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>ru\u00eddo \/ mm<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cru\u00eddo por mil\u00edmetro ou ru\u00eddo mordeu a ma\u00e7\u00e3 ou ru\u00eddo matou a maria&#8230;\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-752\" title=\"ruido_mm_divulgacao\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/ruido_mm_divulgacao.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/ruido_mm_divulgacao.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/ruido_mm_divulgacao-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de tudo \u00e9 preciso ouvir. E n\u00e3o uma ou duas, mas sim, v\u00e1rias vezes. E mesmo assim voc\u00ea corre o risco de acabar t\u00e3o perdido quanto no in\u00edcio. Ou pode se surpreender&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ru\u00eddo \/ mm \u2013 Andr\u00e9 Ramiro (guitarra, percuss\u00e3o e escaleta); Jo\u00e3o Ningu\u00e9m (guitarra, sintetizadores e acordeom); Ricardo Pill (guitarra e teclado); Giovani Farina (bateria); Rafael Martins (guitarra); Rubens K (baixo) e Sergio liblik (piano e teclado) \u2013 sim, sete caras e quatro guitarras, surgiu em 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nossa conversa come\u00e7ou bem humorada; \u201cFique tranq\u00fcilo, somos bem po\u00e9ticos\u201d, comenta Andr\u00e9. \u201cEu sei, percebi pelas letras\u201d, respondi. \u201cVeja\u201d, continua, \u201cRu\u00eddo \u00e9 uma refer\u00eancia \u00e0 mistura de tudo que ouvimos, vemos e somos. \u00c9 o caos sonoro e imposs\u00edvel que se consiga expressar tais refer\u00eancias de uma s\u00f3 vez. O \u2018Por Mil\u00edmetro\u2019 vem dar ordem a esse caos. Orquestr\u00e1-lo de forma a apontar para uma linguagem org\u00e2nica, com uma unidade est\u00e9tica singular e coerente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu som quase indescrit\u00edvel impressiona por sua consist\u00eancia. Abrindo possibilidades para v\u00e1rias interpreta\u00e7\u00f5es, e isso, voc\u00ea far\u00e1 \u00e0 sua maneira. A aus\u00eancia de letras desperta v\u00e1rias e distintas sensa\u00e7\u00f5es. Pela manh\u00e3 \u00e9 algo; \u00e0 noite a sensa\u00e7\u00e3o pode ser completamente oposta. \u201cNingu\u00e9m aqui sabe cantar e, pensa bem, a maioria das bandas possuem letras chulas, por isso s\u00e3o ruins. \u00c9 muita responsabilidade\u201d, brinca Andr\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Can\u00e7\u00f5es como \u201cA Praia\u201d e \u201cCaixinha de M\u00fasica\u201d merecem ser ouvidas. \u201cSanfona\u201d \u00e9 suave e deixar-se levar por ela \u00e9 uma experi\u00eancia muito agrad\u00e1vel e as distor\u00e7\u00f5es de \u201cC\u00e9lula Dois\u201d assustam; \u00e9 poss\u00edvel esperar o inesperado. E ent\u00e3o voc\u00ea tem a ligeira impress\u00e3o de que o mundo est\u00e1 prestes a acabar. Curitiba possui aquela fama de antip\u00e1tica, fria. Ent\u00e3o qual a rea\u00e7\u00e3o a um som normalmente inusitado? \u201cDepende da hora do dia \u2013 manh\u00e3, tarde ou noite \u2013 e do humor de cada um. Muita gente n\u00e3o entende o que fazemos, e isso acontece mesmo com grupos instrumentais\u201d, diz Andr\u00e9, ou Pill, ou um dos fantasmas logo atr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA vila \u00e9 forte\u201d, ou\u00e7o ao fundo. \u201cS\u00f3 que quem mora aqui n\u00e3o sabe disso, ou faz pouco caso. Digo isso pelo p\u00fablico e n\u00e3o pelos m\u00fasicos, porque estes sabem faz muito tempo\u201d, completa algu\u00e9m. No final de 2008 o grupo lan\u00e7ou seu primeiro \u00e1lbum (\u201cPraia\u201d; Open Field Records \u2013 SP), que fez parte do Top 50 do Pr\u00eamio Scream &amp; Yell e foi eleito pela equipe da Trama Virtual um dos melhores trabalhos do ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pr\u00f3ximos passos; \u201cBem, come\u00e7ou cinza, passou pela praia e terminar\u00e1 despido em alguma estrada do norte da Europa\u201d, ou\u00e7o. \u201cUma perna de cada vez, sempre, se precisar, pra frente. Se tiver que voltar, voltamos\u201d, finaliza outra voz. Alguns dias atr\u00e1s ouvi de um amigo: \u201cN\u00e3o \u00e9 para mim e, talvez, n\u00e3o seja para voc\u00ea, mas tem seu valor\u201d. Se voc\u00ea quiser, consegue perceber esse valor, que aqui, vem da criatividade e principalmente do inusitado. Acabou, saio feliz. \u00c9 bom saber que certas coisas s\u00e3o irrevers\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Links:<br \/>\nMyspace: <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/ruidopormilimetro\">http:\/\/www.myspace.com\/ruidopormilimetro<\/a><br \/>\nSite: <a href=\"http:\/\/ruidomaamute.blogspot.com\">http:\/\/ruidomaamute.blogspot.com<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>TRIVOLVE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cVivo, penso, sou!\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-753\" title=\"trivolve_divulgacao\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/trivolve_divulgacao.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/trivolve_divulgacao.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/trivolve_divulgacao-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEu n\u00e3o ag\u00fcentava mais ficar parado depois do fim da Extremodos&#8221;, relembra Andr\u00e9 Becker. &#8220;A M\u00f4nica estava come\u00e7ando a compor e queria formar uma banda e como somos vizinhos acabou dando tudo certo\u201d. Completam o grupo M\u00f4nica Bezerra (Voz \/ Viol\u00e3o), Rafael Barp (guitarra) e Carlos Pokes (bateria).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O principal trunfo da Trivolve est\u00e1 na sua simplicidade. A intelig\u00eancia e a sensibilidade das letras e arranjos expressa na forma como s\u00e3o retratadas pessoas, sentimentos e lugares tamb\u00e9m chama a aten\u00e7\u00e3o. \u201cQue a Loucura me Fa\u00e7a\u201d emociona por sua simplicidade. \u201cN\u00e3o Preciso Chorar\u201d mostra um falso otimismo, n\u00e3o soa batido, e assim consegue escapar de falsas pretens\u00f5es. De in\u00edcio podem parecer can\u00e7\u00f5es tristes, mas logo se percebe que tudo n\u00e3o passa de palavras verdadeiras que precisam ser ditas e poucas vezes s\u00e3o. E poucos conseguem dizer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u201cSempre fizemos um som com a nossa cara, sincero, que nos exp\u00f5e completamente ao p\u00fablico. Acho que isso cria uma maior proximidade e liga\u00e7\u00e3o com as pessoas, por n\u00e3o ser uma fantasia que vestimos por alguns momentos pra conquistar quem ouve e depois \u00e9 deixada de lado\u201d, comenta Becker.\u00a0 Do in\u00edcio, em 2005, at\u00e9 hoje, a banda vem conquistando seu espa\u00e7o na cena local: \u201cEvolu\u00edmos bastante. Passamos por v\u00e1rias mudan\u00e7as de integrantes at\u00e9 chegarmos nessa forma\u00e7\u00e3o. No ano passado tivemos a sorte de conhecer o Carlos Pokes, e de o Rafael Barp, conhecido j\u00e1 h\u00e1 algum tempo, juntar-se a n\u00f3s\u201d, completa Andr\u00e9.<br \/>\n\u00a0<br \/>\nPara Becker, ainda que muitos n\u00e3o concordem, as conquistas de cada uma das bandas da cidade t\u00eam aberto espa\u00e7o para as outras. \u201cPossivelmente muitas bandas nem liguem para isso, mas Curitiba tem hoje uma \u2018unidade\u2019 &#8211; talvez \u2018uni\u00e3o\u2019 n\u00e3o seja o termo mais correto &#8211; formando essa identidade curitibana\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTemos artistas talentosos!\u201d, continua Carlos, \u201cM\u00fasicos que tocam com o cora\u00e7\u00e3o, com a emo\u00e7\u00e3o. Isso contagia o p\u00fablico. A receptividade de uma forma geral \u00e9 muito boa. Isso nos d\u00e1 cada vez mais for\u00e7a pra continuar, no entanto, o p\u00fablico curitibano ainda n\u00e3o acompanha as bandas locais como o pessoal de S\u00e3o Paulo ou at\u00e9 mesmo do Rio, mas acredito que com o tempo isso ir\u00e1 melhorar\u201d. A Trivolve pretende lan\u00e7ar alguns singles no decorrer do ano, sendo um deles no in\u00edcio de mar\u00e7o. \u201cJ\u00e1 estamos ensaiando e trabalhando pra nosso pr\u00f3ximo registro. Em pouco tempo teremos novas m\u00fasicas gravadas\u201d, conclui Pokes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s ouvir suas can\u00e7\u00f5es voc\u00ea n\u00e3o tem mais d\u00favidas que uma boa m\u00fasica pode sim ser feita das id\u00e9ias mais simples; e por mais contradit\u00f3rio que isso possa parecer, hoje, ser simples \u00e9 algo extremamente complicado. \u00c9 ent\u00e3o que voc\u00ea percebe que aquela sinceridade, presente desde o in\u00edcio, continua ali &#8211; e tomara que possa continuar por um bom tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Links:<br \/>\nMyspace: <a href=\"http:\/\/www.myspace.com\/trivolve\">http:\/\/www.myspace.com\/trivolve<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leia tamb\u00e9m:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; O rock nacional renasce em Curitiba, por Marcelo Costa (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/rock_curitiba_discos.htm\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Murilo Basso Quatro anos atr\u00e1s, o Scream &amp; Yell &#8220;visitou&#8221; Curitiba e se surpreendeu com uma das cenas mais empolgantes do pa\u00eds. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/04\/curitiba-ficou-pequena\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":121,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/747"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/121"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=747"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/747\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":760,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/747\/revisions\/760"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}