{"id":74571,"date":"2023-05-08T03:08:34","date_gmt":"2023-05-08T06:08:34","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=74571"},"modified":"2023-06-05T04:39:40","modified_gmt":"2023-06-05T07:39:40","slug":"esse-voce-precisa-ouvir-os-30-anos-de-souvlaki-um-classico-do-slowdive-que-foi-reconhecido-com-o-passar-dos-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/05\/08\/esse-voce-precisa-ouvir-os-30-anos-de-souvlaki-um-classico-do-slowdive-que-foi-reconhecido-com-o-passar-dos-anos\/","title":{"rendered":"Esse voc\u00ea precisa ouvir: Os 30 anos de \u201cSouvlaki\u201d, um cl\u00e1ssico do Slowdive que foi reconhecido com o passar dos anos"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100016802896941\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luciano Ferreira<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na primeira metade da d\u00e9cada de 1980 \u00e9 poss\u00edvel apontar tr\u00eas bandas respons\u00e1veis diretas por romperem barreiras estruturais no formato da m\u00fasica pop: Cocteau Twins, Jesus and Mary Chain e Sonic Youth. Cada uma delas experimental ao seu modo, esse trio foi respons\u00e1vel por definir (1) um timbre caracter\u00edstico de guitarra ao combinar distor\u00e7\u00e3o e modula\u00e7\u00f5es \u2013 as chamadas guitarras et\u00e9reas \u2013, (2) a possibilidade de uma combina\u00e7\u00e3o de melodias doces com barulhos ensurdecedores e vocais soterrados e (3) a constru\u00e7\u00e3o de arranjos de estrutura abstrata, combinados com o uso de camadas de barulho a partir de distor\u00e7\u00e3o, feedback e afina\u00e7\u00f5es incomuns.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa &#8220;fissura&#8221; indel\u00e9vel seria expandida por uma nova gera\u00e7\u00e3o de bandas j\u00e1 na segunda metade dos mesmos anos 1980, atravessaria as d\u00e9cadas posteriores, e seguiria influenciando bandas e artistas ao redor do mundo, permanecendo at\u00e9 os dias atuais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O quinteto Slowdive foi uma dessas bandas tocadas por alguma (ou todas) dessas possibilidades sonoras propostas, e, mais que isso, foi al\u00e9m adicionando outras. Entusiastas da m\u00fasica feita na d\u00e9cada de 1980, esses ingleses de Berkshire pegaram o lado mais denso e soturno do p\u00f3s-punk, representado por nomes como The Cure e Siouxsie and The Banshees; da psicodelia sessentista, de onde pescaram &#8220;Golden Hair&#8221;, de Syd Barret, por exemplo, e a converteram em uma can\u00e7\u00e3o et\u00e9rea e hipn\u00f3tica; e ainda os anos 1960 atrav\u00e9s da cl\u00e1ssica &#8220;Some Velvet Morning&#8221;, de Nancy Sinatra e Lee Hazlewood.<\/p>\n<figure id=\"attachment_74575\" aria-describedby=\"caption-attachment-74575\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-74575\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/slowdive2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/slowdive2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/slowdive2-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/slowdive2-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-74575\" class=\"wp-caption-text\"><em>Slowdive em 1993<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda prim\u00e1rios em sua primeira encarna\u00e7\u00e3o, o Pumpkin Fairies, seria j\u00e1 sob a alcunha de Slowdive que se tornariam um dos \u00edcones do movimento chamado shoegaze. O termo, cunhado de forma depreciativa, referia-se \u00e0 forma como as bandas se apresentavam: cabisbaixos. Como r\u00f3tulo, n\u00e3o fala nada sobre a sonoridade das bandas, mas o tempo trataria de dar algum sentido a isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Shoegaze serve muito mais para marcar uma \u00e9poca e um espa\u00e7o geogr\u00e1fico (o Reino \u00danido), englobando um grupo de bandas que costumavam se apresentar juntas, irem aos shows umas das outras, e estarem no mesmo selo, a Creation Records. Se h\u00e1 proximidades sonoras, elas surgem a partir do compartilhamento das refer\u00eancias j\u00e1 citadas, cada um acrescentando outras possibilidades: no Ride (de Oxford), as harmonias vocais de bandas como os Byrds; no My Bloody Valentine (Dublin), a continuidade da explora\u00e7\u00e3o do barulho com um novo &#8220;olhar&#8221; para a alavanca de tr\u00eamolo e, posteriormente, a extrapola\u00e7\u00e3o da experimenta\u00e7\u00f5es em est\u00fadio com o processamento da sonoridade das guitarras. Se h\u00e1 uma certeza \u00e9 de que a f\u00f3rmula de todas as bandas ditas shoegaze combinam v\u00e1rios efeitos de pedais, de modula\u00e7\u00f5es (reverb, chorus, delay) a distor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<figure id=\"attachment_74574\" aria-describedby=\"caption-attachment-74574\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-74574\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/slowdive1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/slowdive1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/slowdive1-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-74574\" class=\"wp-caption-text\"><em>Capa europeia e capa norte-americana de \u201cSouvlaki\u201d, do Slowdive<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSouvlaki\u201d (1993), o segundo \u00e1lbum do Slowdive, saiu a f\u00f3rceps: o universo conspirava contra o seu lan\u00e7amento. Apesar da boa coloca\u00e7\u00e3o de \u201cJust for a Day\u201d (1991), o disco de estreia, na parada independente inglesa, a cr\u00edtica os elegeu como um dos alvos para coment\u00e1rios mordazes sobre sua m\u00fasica. O pr\u00f3prio Alan McGee emitiu opini\u00e3o totalmente desanimadora sobre o vasto material que a banda tinha preparado para o segundo disco. Todos muito novos (na casa dos 21\/22 anos), eles sentiram o impacto pesado das cr\u00edticas negativas. E voltaram \u00e0 estaca zero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Buscando um norte, o guitarrista, vocalista e principal compositor da banda, Neil Hastead, convidou Brian Eno para produzir o disco. Apesar da recusa, Eno (que estava ocupado finalizando dois \u00e1lbuns que foram lan\u00e7ados em 1992: &#8220;Nerve Net&#8221; e &#8220;The Shutov Assembly&#8221;) aceitou fazer uma parceria com o grupo gravando (e orientando) a banda durante alguns dias. Dessa experi\u00eancia surgiram duas faixas: a atmosf\u00e9rica &#8220;Sing&#8221; (com clima de ambient music), co-escrita p\u00e7or Eno, e a buc\u00f3lica &#8220;Here She Comes&#8221;, em que ele toca teclados. Paira a d\u00favida do quanto esse contato seria respons\u00e1vel pelas mudan\u00e7as na sonoridade do grupo em \u201cPygmalion\u201d (1995).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deixando de lado a n\u00e9voa espessa de seus primeiros singles e tamb\u00e9m de seu primeiro \u00e1lbum, em \u201cSouvlaki\u201d, o Slowdive surge com uma sonoridade mais acess\u00edvel, n\u00e3o exatamente pop (ou comercial, como desejava McGee), mas n\u00e3o t\u00e3o densa quanto seu material anterior, e a prova disso \u00e9 a perfei\u00e7\u00e3o da magn\u00e9tica &#8220;Alison&#8221;, faixa que abre o disco e que foi lan\u00e7ada como singkle oito meses depois do \u00e1lbum sair, e que demonstra um lado mais melodioso do quinteto, mas n\u00e3o menos sombrio, j\u00e1 que a letra fala de um momento chapado de um relacionamento bagun\u00e7ado: &#8220;Ou\u00e7a com aten\u00e7\u00e3o e n\u00e3o fique chapada \/ Eu estarei aqui pela manh\u00e3 \/ Porque eu s\u00f3 estou flutuando \/ Seu cigarro ainda queima&#8230; Alison, eu estou perdido \/ Alison, eu disse que estamos afundando \/ N\u00e3o h\u00e1 nada aqui mas tudo bem&#8221;. Na mesma toada, &#8220;When the Sun Hits&#8221; acerta em cheio ao trazer um refr\u00e3o memor\u00e1vel e o que seria o primeiro solo de guitarra da banda \u2013 ao seu pr\u00f3prio modo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Slowdive - Alison (Video)\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jkM3M3zGcGE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSouvlaki\u201d \u00e9 marcado por can\u00e7\u00f5es de suavidade e entorpecimento exibindo uma banda mais focada no resultado final de suas composi\u00e7\u00f5es do que em arranjos complexos. Esse lado mais minimalista vai ao encontro dos trabalhos do pr\u00f3prio Brian Eno durante a d\u00e9cada de 1970. As camadas de barulho surgem, mas sem a mesma \u00eanfase de antes, ajudando a dar maior dramaticidade aos arranjos, como se as guitarras gemessem uma melodia triste, agonizante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de um \u00e1lbum sobre separa\u00e7\u00e3o com letras bastante diretas. O rompimento de Rachel Goswell (guitarra e vocais) e Neil Hastead teve impactos profundos no compositor, que precisou deixar as grava\u00e7\u00f5es do disco e se isolar por um tempo no Pa\u00eds de Gales para voltar a escrever can\u00e7\u00f5es (na aus\u00eancia de Halstead, apenas o baixista Nick Chaplin e o guitarrista Christian Savill seguiram gravando algum material). O sentimento amargo de desola\u00e7\u00e3o surge em v\u00e1rias das letras do \u00e1lbum, abordando n\u00e3o s\u00f3 o relacionamento, mas tamb\u00e9m sonhos e o uso de drogas: &#8220;Voc\u00ea sabe que eu sou sua adaga \/ Voc\u00ea sabe que eu sou sua ferida \/ Achei ter ouvido voc\u00ea sussurrar \/ Acontece o tempo todo&#8221;, canta Neil na ac\u00fastica e melanc\u00f3lica &#8220;Dagger&#8221;, faixa que antecipa o que o guitarrista faria anos depois em seu Mojave 3. A dor da perda \u00e9 explicitada tamb\u00e9m em &#8220;$ Days&#8221;: &#8220;Quarenta dias e eu sinto sua falta \/ Estou t\u00e3o chapado que perdi a cabe\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<figure id=\"attachment_74579\" aria-describedby=\"caption-attachment-74579\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-74579\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/slowdive3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/slowdive3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/slowdive3-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-74579\" class=\"wp-caption-text\">Reedi\u00e7\u00e3o de 2019 de &#8220;Souvlaki&#8221; em vinil<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_74580\" aria-describedby=\"caption-attachment-74580\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-74580 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/slowdive5.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"572\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/slowdive5.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/slowdive5-300x229.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-74580\" class=\"wp-caption-text\"><em>Reedi\u00e7\u00e3o de 2019 de &#8220;Souvlaki&#8221; em vinil<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com uma maior diversidade de ambienta\u00e7\u00f5es ao longo de suas 10 faixas, o \u00e1lbum confirma a banda como umas das representantes m\u00e1ximas de uma vertente musical que tem no uso de texturas e camadas de guitarras sob modula\u00e7\u00f5es e efeitos os elementos sobre o qual sua m\u00fasica \u00e9 constru\u00edda. \u00c9 um retorno \u00e0s propostas do Cocteau Twins, mas sob novas perspectivas, seja de timbres ou da maneira como os vocais se encaixam nas can\u00e7\u00f5es. Hoje o \u00e1lbum pode ser chamado de um cl\u00e1ssico do g\u00eanero, seja ele shoegaze, dream-pop ou outro nome que se queira usar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se h\u00e1 \u00e1lbuns que s\u00e3o lan\u00e7ados na \u00e9poca certa com a &#8220;m\u00fasica certa&#8221;, \u201cSouvlaki\u201d padeceu por ter o efeito oposto. Num cen\u00e1rio musical polarizado por duas vertentes \u2013 o grunge (j\u00e1 em descenso) e o britpop (em ascens\u00e3o) \u2013, o mundo n\u00e3o estava preparado naquele momento para os acordes lentos e melanc\u00f3licos de can\u00e7\u00f5es como &#8220;Machine Gun&#8221;, &#8220;Souvlaki Space Station&#8221; (um reverberante turbilh\u00e3o sonoro conduzido por um riff encharcado de delay e uma linha de baixo dub de Nick Chaplin), &#8220;When The Sun Hits&#8221; (onde os riffs atingem a estratosfera) e &#8220;Melon Yellow&#8221; (com linha de baixo profund\u00edssima!); ou para o lado mais buc\u00f3lico de &#8220;Sing&#8221;, &#8220;Here She Comes&#8221; e a arrasadora &#8220;Dagger&#8221;. Junte a esse per\u00edodo musicalmente polarizado a ideia de que, para muitos, os irlandeses do My Bloody Valentine j\u00e1 haviam resumido <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/11\/20\/os-30-anos-de-loveless-do-my-bloody-valentine\/\">tudo que precisava ser dito em \u201cLoveless\u201d<\/a>, lan\u00e7ado dois anos antes, e entende-se o motivo de \u201cSouvlaki\u201d ter sido ofuscado.<\/p>\n<figure id=\"attachment_74577\" aria-describedby=\"caption-attachment-74577\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-74577\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/slowdive4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"563\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/slowdive4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/slowdive4-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-74577\" class=\"wp-caption-text\"><em>Slowdive em 2017<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u201cfracasso\u201d do \u00e1lbum na \u00e9poca (que alcan\u00e7ou a 3\u00aa posi\u00e7\u00e3o no chart indie, mas n\u00e3o conseguiu entrar no Top 50 geral da parada inglesa) e o desempenho ainda mais frustrante de \u201cPygmalion\u201d (1995) fez com que a banda fosse dispensada pela Creation uma semana ap\u00f3s o lan\u00e7amento do terceiro \u00e1lbum. Pouco depois, Halstead, Goswell e McCutcheon gravaram um \u00e1lbum de can\u00e7\u00f5es com influ\u00eancia country e assinaram com a gravadora 4AD mudando o nome da banda para Mojave 3. O Slowdive <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2017\/02\/03\/24-minutos-de-slowdive-ao-vivo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">s\u00f3 voltaria \u00e0 cena em 2014<\/a>, quase 20 anos ap\u00f3s sua dissolu\u00e7\u00e3o, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/06\/09\/slowdive-o-shoegaze-chega-a-maturidade\/\">e o lan\u00e7amento do \u00f3timo e bem recebido \u00e1lbum hom\u00f4nimo, em 2018<\/a>, fortalece os argumentos de que o disco entra na lista dos grandes \u00e1lbuns incompreendidos quando do seu lan\u00e7amento, perspectiva mais n\u00edtida 30 anos depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tempo tratou de mostrar as qualidades do \u00e1lbum. Sua influ\u00eancia em bandas que buscam refer\u00eancias na vertente mais sonhadora daquele per\u00edodo se aproxima mais da proposta do grupo (e tamb\u00e9m do Lush) do que de quaisquer outros de seus pares. \u201cSouvlaki\u201d entra f\u00e1cil na lista de grandes \u00e1lbuns da d\u00e9cada de 90, a despeito da frieza com que foi recebido. Em 2005, o disco foi reeditado com um CD b\u00f4nus que trazia mais nove faixas (incluindo a cover de &#8220;Some Velvet Morning&#8221;). \u201cSouvlaki\u201d, um cl\u00e1ssico que voc\u00ea precisa ouvir.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/esse-voce-precisa-ouvir\/\"><em>Conhe\u00e7a outros discos que voc\u00ea precisa ouvir<\/em><\/a><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Machine Gun\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SQ6pHlVKW9w?list=OLAK5uy_kL4-koXbPqeBxIGNoPO5d60Lb0o5cuUAA\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Slowdive - Souvlaki - Pitchfork Classic\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Sjr6esFXJl4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Slowdive - Full Performance (Live on KEXP)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gwgq-IWtcPE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Slowdive - 1994-05-21 Toronto, Canada [DVD]\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5Ra8bWqJc_8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Slowdive | Pitchfork Live\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Ewn0nTNploI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013<em>\u00a0Luciano Ferreira \u00e9 editor e redator na empresa\u00a0<a href=\"https:\/\/www.urgesite.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Urge :: A Arte nos conforta<\/a>\u00a0e colabora com o Scream &amp; Yell.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cSouvlaki\u201d entra f\u00e1cil na lista de grandes \u00e1lbuns da d\u00e9cada de 90, a despeito da frieza com que foi recebido. 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