{"id":74146,"date":"2023-04-22T10:00:00","date_gmt":"2023-04-22T13:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=74146"},"modified":"2023-05-19T03:49:02","modified_gmt":"2023-05-19T06:49:02","slug":"faixa-a-faixa-bruno-del-rey-mergulha-no-retrosoul-em-o-que-serve-de-motor-e-comenta-inspiracoes-e-detalhes-do-disco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/04\/22\/faixa-a-faixa-bruno-del-rey-mergulha-no-retrosoul-em-o-que-serve-de-motor-e-comenta-inspiracoes-e-detalhes-do-disco\/","title":{"rendered":"Faixa a faixa: Bruno Del Rey mergulha no retrosoul em &#8220;O Que Serve de Motor&#8221; e comenta inspira\u00e7\u00f5es e detalhes do disco"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">texto de abertura\u00a0por Herbert Moura<br \/>\nfaixa a faixa por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/brunodelreymusica\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bruno Del Rey<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde 2018, o cantor e compositor Bruno Del Rey vem lan\u00e7ando singles e EPs influenciados pelas ra\u00edzes do soul e pela m\u00fasica e a est\u00e9tica produzida nos anos 60. Com o surgimento de vozes como Sharon Jones &amp; The Dap Kings, Charles Bradley e at\u00e9 Amy Winehouse, uma crescente cena de retrosoul vem se estabelecendo em todo o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Del Rey enveredeou pelo estilo seguindo as li\u00e7\u00f5es da escola soul brasileira criada por Tim Maia e Cassiano. \u201cArtistas dessa corrente revivalista do soul foram buscar suas refer\u00eancias em cantores e cantoras dos anos 50 e 60, especialmente os americanos. Eu tamb\u00e9m fui muito influenciado por eles \u2013 pelo blues, pelo jazz e finalmente pelo soul americano \u2013, mas sou brasileiro, ent\u00e3o fui fundo na influ\u00eancia do g\u00eanero aqui no Brasil, desde Wilson Simonal a Tim Maia e Cassiano\u201d, diz o artista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Que Serve de Motor\u201d (2023), seu novo trabalho, conta com 10 faixas autorais produzidas por Rafael Arag\u00e3o. O \u00e1lbum, lan\u00e7ado pelo selo franc\u00eas Groover Obsessions, est\u00e1 dispon\u00edvel em todas as plataformas digitais e deve ser lan\u00e7ado em vinil no pr\u00f3ximo semestre. \u201c\u2019O Que Serve de Motor\u2019 remete ao que buscamos como combust\u00edvel, ao que nos faz abrir os olhos, que nos inspira e motiva a seguir adiante, ao que aquece o peito e confere prop\u00f3sito \u00e0 vida\u201d, comenta Bruno, que comenta o disco faixa a faixa abaixo!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"O que Serve de Motor\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_lYYzP9Dt4y9BIkedSZSHx6FvQbppeb48w\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>\u201cO Que Serve de Motor\u201d, comentado por Bruno Del Rey<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01) \u201cDead Soul\u201d:<\/strong> Sem d\u00favida, a letra mais emblem\u00e1tica do disco. O interessante \u00e9 que me veio \u00e0 cabe\u00e7a como um sopro, r\u00e1pida. Melodia e harmonia, j\u00e1 vinha trabalhando h\u00e1 um tempo, mas a letra veio como que do inconsciente. Imagens de sensa\u00e7\u00f5es, uma hist\u00f3ria sobre morte, abismo e reden\u00e7\u00e3o. Sobre todas as deturpa\u00e7\u00f5es e desvios que temos que matar em n\u00f3s mesmos ou nos outros e como isso traz a \u201cinevitabilidade de uma alma vazia\u201d. Me permiti explorar bem as possibilidades com a voz e a melodia dos sopros \u00e9 uma das que mais gostei de fazer com Rafael Arag\u00e3o porque trouxe essa sensa\u00e7\u00e3o ao mesmo tempo f\u00fanebre e inspiradora, tal qual a letra. Foi o primeiro single do \u00e1lbum a ser lan\u00e7ado.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bruno Del Rey - Dead soul - Ao vivo no terra\u00e7o da Fauhaus (Rooftop live session)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rL1n-qs4lJQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02) \u201cExale Busca por Compreens\u00e3o\u201d:<\/strong> Pra mim, um dos pontos fortes do arranjo que fizemos s\u00e3o os metais. Lembro-me de me inspirar muito em bandas instrumentais de retrousoul como Menahan Street Band, The Olympians e tamb\u00e9m na atmosfera dos naipes de Jorge Ben na d\u00e9cada de 60. J\u00e1 tinha a can\u00e7\u00e3o quase pronta h\u00e1 mais de 1 ano antes de come\u00e7armos a gravar, mas fui lapidando no decorrer de ensaios. Gosto muito da mensagem na letra tamb\u00e9m, achei que acertei na tradu\u00e7\u00e3o do sentimento de busca que temos ao longo da vida. A letra \u00e9 um di\u00e1logo na verdade, com a vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03) \u201cThere\u2019s a Flower Blooming in My Chest\u201d:<\/strong> Visceral. A letra \u00e9 um pouco mais direta, ainda assim com met\u00e1foras que sintetizam bem o desabrochar de dores e descobertas. Assim como em \u201cDead Soul\u201d, me doei bastante na voz e o arranjo da banda \u00e9 bastante intenso. Estava pesquisando timbres em Alabama Shakes e The White Stripes e ouvindo muito O.V.Wright, um cantor soul de Memphis (mais lado B que seus contempor\u00e2neos dos anos 70) que trazia caracter\u00edsticas mais obscuras e pesadas. Foi o \u00faltimo dos tr\u00eas singles lan\u00e7ados que anunciavam o \u00e1lbum.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bruno Del Rey - There\u00b4s a flower blooming in my chest - Ao vivo no Terra\u00e7o (Rooftop Live Session)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lrHryx9PnLE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04) \u201cO Cara do Terno Preto\u201d:<\/strong> Foi uma das primeiras can\u00e7\u00f5es que compus para esse trabalho solo, ainda em 2016 e 2017. Eu j\u00e1 havia lan\u00e7ado a m\u00fasica no meu primeiro EP: \u201cRespire Fundo e Diga 33\u201d (2017). Pouca coisa mudou dessa primeira vers\u00e3o em termos de estrutura, por\u00e9m, elementos como metais, timbres e linguagem vocal foram incorporados para que d\u00e9ssemos a roupagem do disco e a troux\u00e9ssemos para um lado mais soul de fato. Ainda assim, a faixa conserva caracter\u00edsticas pop originais bem fortes que a diferem um pouco das outras can\u00e7\u00f5es do \u00e1lbum. A letra fala sobre introspec\u00e7\u00e3o, exposi\u00e7\u00e3o e vulnerabilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05) \u201cBlack\u2019n\u2019White Shot Photographer\u201d:<\/strong> A can\u00e7\u00e3o tem bastante influ\u00eancia do r\u2019n\u2019b e do rock do come\u00e7o dos anos 50. Quer\u00edamos trazer essa atmosfera por ser uma faixa mais dan\u00e7ante. Fizemos a marca\u00e7\u00e3o de sax bar\u00edtono muito utilizada no estilo \u00e0 \u00e9poca, tanto em bandas de r\u2019n\u2019b e blues quanto nas bandas dos primeiro rocks que brotavam, do blues\/soul de Sam Cooke ao blues\/rock de Bill Halley and His Comets. De maneira bem humorada, a letra trata de momentos em preto e branco como met\u00e1fora para tristes mem\u00f3rias de um relacionamento rompido. Em algumas faixas do disco optamos por enfatizar a harmonia vocal, essa \u00e9 uma das principais. O refr\u00e3o \u00e9 sempre cantado numa harmonia de tr\u00eas partes, outro elemento bastante utilizado nos anos 50.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06) \u201cSigamos Juntos\u201d:<\/strong> Com batida mais funkeada, a faixa \u00e9 guiada instrumentalmente por um consistente riff de guitarra e baixo. A letra se distingue das outras pelo conte\u00fado mais pol\u00edtico. Apesar disso, sob um vi\u00e9s de humaniza\u00e7\u00e3o e revaloriza\u00e7\u00e3o do intelecto e da cultura muito mais do que uma abordagem hist\u00f3rico-acad\u00eamica. Compus em meio \u00e0s crises pol\u00edticas, institucionais e (por qu\u00ea n\u00e3o?) humanas que o Brasil passava nos \u00faltimos anos. A mensagem se faz bem clara ao clamar por n\u00e3o nos esquecermos, darmos as m\u00e3os e indicar que somente juntos poder\u00edamos achar uma dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07) \u201cPasse Bem!\u201d:<\/strong> Letra \u00e1cida e divertida sobre um relacionamento fr\u00e1gil e ainda buscando descobrir-se. Esteticamente talvez a faixa mais diferente do \u00e1lbum por n\u00e3o ser um soul, muito mais um folk com ecos de Jazz Manouche. Quando a escrevi, buscava algo ao estilo Manouche de Django, um jazz anos 30\/40 no qual a harmonia vocal de tr\u00eas vozes se destacasse, \u00e0 la trilha sonora de \u201cBicicletas de Belleville\u201d. Com o tempo, elementos mais folk foram mesclando-se \u00e0 can\u00e7\u00e3o, dando-lhe mais corpo at\u00e9 chegarmos \u00e0 nossa maneira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08) \u201cAin\u2019t No Mari\u201d:<\/strong> Harmonicamente, essa can\u00e7\u00e3o vagueia pelo jazz, soul e blues. A melodia \u00e9 forte, densa, pensava muito em Sharon Jones (&amp; The Dap Kings) para cant\u00e1-la. A letra, que brinca com o nome Mari(Juana) fala sobre experi\u00eancias com a erva e como certas sensa\u00e7\u00f5es podem \u201ccombinar com o sucesso mas n\u00e3o com o fracasso\u201d. Gosto particularmente das din\u00e2micas que usamos nos arranjos, da introdu\u00e7\u00e3o mais jazzy \u00e0 explos\u00e3o do segundo verso para depois oscilar novamente entre calmaria e explos\u00e3o. O final faz uma refer\u00eancia \u00e0s can\u00e7\u00f5es de baile anos 50 com mudan\u00e7a r\u00edtmica e backing vocals caracter\u00edsticos. Uma dose de inoc\u00eancia que contrasta com o contexto e tema da can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09) \u201cO Toque Amoroso do Gin\u201d:<\/strong> Segundo single do disco a ser lan\u00e7ado. Uma faixa muito especial por ser a \u00fanica sem percuss\u00e3o e onde a mescla entre blues e jazz se faz mais presente. Assim como Billie Holiday considerava-se uma cantora de blues, eu vejo \u201cO Toque Amoroso do Gin\u201d como um blues essencialmente. O jazz derrama-se na cobertura e \u00e9 especialmente enfatizado com o solo de trompete, maravilhosamente executado por Marco Stoppa, trompetista e co-fundador da Nomade Orquestra. A \u00fanica participa\u00e7\u00e3o especial do disco. A letra vai fundo na consci\u00eancia de dores e revolu\u00e7\u00f5es internas, sobre a morte, ou o desejo dela frente a decep\u00e7\u00f5es da vida. Mas tamb\u00e9m fala sobre renascimento e sobre apreciar o caminho da vida em \u201cprosa\u201d n\u00e3o somente quando \u201cpoesia\u201d. At\u00e9 agora, minha can\u00e7\u00e3o mais ouvida nas plataformas de streaming, o que \u00e9 interessante justamente por ser a can\u00e7\u00e3o mais \u201cbalada\u201d, talvez a conex\u00e3o com as palavras tenha sido o forte com as pessoas, talvez a entrega que atingimos na grava\u00e7\u00e3o tenha ajudado com essa conex\u00e3o tamb\u00e9m, talvez a vulnerabilidade e honestidade nas palavras ainda valha muito, talvez as pessoas gostem muito de Gin.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bruno Del Rey - O Toque Amoroso do Gin - Ao vivo no terra\u00e7o da Fauhaus (Rooftop live session)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VSggg9Y9KrQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10) \u201cO Que Serve de Motor\u201d:<\/strong> Can\u00e7\u00e3o que d\u00e1 nome ao \u00e1lbum. Tem duas partes bem distintas e complementares, uma em portugu\u00eas e outra em ingl\u00eas, o que ajuda ainda mais a enfatiz\u00e1-las. Apesar disso, n\u00e3o houve espa\u00e7o de tempo na composi\u00e7\u00e3o de ambas, foram escritas para serem o que s\u00e3o, duas partes de um todo. A primeira, confesso, a inspira\u00e7\u00e3o foi Tim Maia quando compunha seus primeiros souls, baladas sofridas e lindas. Fiz tamb\u00e9m de maneira arrastada e melanc\u00f3lica. A segunda parte, que conversa diretamente com a introdu\u00e7\u00e3o da m\u00fasica, traz um funk arrastado, malandro, Bill Withers deu a dire\u00e7\u00e3o e n\u00f3s fizemos do nosso jeito. O contraste funciona pela coer\u00eancia com a letra e ao final, acho que trouxe um groove interessante. Essa dualidade \u00e9 o que nos serviu e serve de motor.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Bruno Del Rey - O que serve de motor - Ao vivo no Terra\u00e7o (Rooftop Live Session)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/L0DVs07UVjQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201c\u2019O Que Serve de Motor\u2019 remete ao que buscamos como combust\u00edvel, ao que nos faz abrir os olhos, que nos inspira e motiva a seguir adiante, ao que aquece o peito e confere prop\u00f3sito \u00e0 vida\u201d, comenta Bruno\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/04\/22\/faixa-a-faixa-bruno-del-rey-mergulha-no-retrosoul-em-o-que-serve-de-motor-e-comenta-inspiracoes-e-detalhes-do-disco\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":74147,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[6639],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74146"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=74146"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74146\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":74148,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/74146\/revisions\/74148"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/74147"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=74146"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=74146"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=74146"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}