{"id":74109,"date":"2023-04-19T14:19:45","date_gmt":"2023-04-19T17:19:45","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=74109"},"modified":"2023-05-24T01:01:49","modified_gmt":"2023-05-24T04:01:49","slug":"ao-vivo-em-curitiba-hoodoo-gurus-prova-em-show-festejado-que-e-possivel-envelhecer-com-dignidade-abracado-ao-power-pop","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/04\/19\/ao-vivo-em-curitiba-hoodoo-gurus-prova-em-show-festejado-que-e-possivel-envelhecer-com-dignidade-abracado-ao-power-pop\/","title":{"rendered":"Ao vivo em Curitiba, Hoodoo Gurus prova em show festejado que \u00e9 poss\u00edvel envelhecer com dignidade abra\u00e7ado ao power pop"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a><br \/>\nfotos por <a href=\"https:\/\/z-p42.www.instagram.com\/klym_fotografia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Klym fotografia<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Joe Perry, do Aerosmith, colocou silicone no peitoral, e n\u00e3o economiza na tintura para o cabelo, tal qual Anthony Kiedis, dos Red Hot Chili Peppers. Os av\u00f3s do Metallica mant\u00e9m a mesma pose de malvado bravinho que tinham quando moleque. A peruca de Marky Ramone j\u00e1 \u00e9 aned\u00f3tica, enquanto John Rzeznik, do Goo Goo Dolls, passou por tantas interven\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas que parece um cruzamento da Ana Maria Braga com o Dr. Rey. E os Hoodoo Gurus&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bem, os Hoodoo Gurus n\u00e3o est\u00e3o nem a\u00ed se os cabelos s\u00e3o uma lembran\u00e7a antiga, ou se as faces est\u00e3o vincadas, ou se o senso de moda deles \u00e9 o de algu\u00e9m na faixa dos 60 anos \u2013 que \u00e9, efetivamente, a faixa et\u00e1ria onde eles se encontram. Os australianos continuam sendo uma \u00f3tima banda de rock, e n\u00e3o precisam fazer cosplay de juventude para tentar nos convencer disso. S\u00f3 a m\u00fasica basta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, \u00e9 reconfortante ver que o rock, esse g\u00eanero que nasceu como uma m\u00fasica de e para jovens, sabe chegar \u00e0 maturidade sem perder o vigor, como puderam comprovar as mais de 1500 pessoas que quase lotaram o White Hall Jockey Eventos, em Curitiba, na madrugada de 15 para 16 de abril. P\u00fablico esse, ali\u00e1s, que parecia ser do tipo que acompanha os Gurus desde seu auge comercial \u2013 o final dos anos 1980 e in\u00edcio dos 1990, quando can\u00e7\u00f5es como \u201cWhat\u2019s My Scene?\u201d, \u201cCome Anytime\u201d e \u201cOut That Door\u201d sonorizavam reportagens televisivas e radiof\u00f4nicas sobre surfe, viagens ao litoral e at\u00e9 a programa\u00e7\u00e3o de algumas r\u00e1dios rock.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-74113\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LP3_7124-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LP3_7124-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LP3_7124-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDepois de 26 anos, estamos de volta\u201d, disse Dave Faulkner em bom portugu\u00eas, antes de abrir os trabalhos. Ele e o guitarrista (e eventual vocalista) Brad Shepherd soltariam v\u00e1rias outras frases no idioma local, e a coisa soava mais como encanto genu\u00edno com o pa\u00eds do que simples populismo de palco. Claro que os 42 anos de carreira dos Gurus ensinaram os caras a saber se comunicar com o p\u00fablico, mas eles conseguiam gerar a sensa\u00e7\u00e3o de que realmente estavam onde queriam estar, fazendo o que queriam fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a julgar pela resposta do p\u00fablico, o mesmo pode ser dito sobre eles. Aparentemente, a maior refer\u00eancia dos espectadores era a colet\u00e2nea \u201cElectric Soup\u201d (1992), o famoso \u201cdisco da toalha de mesa\u201d, que at\u00e9 hoje \u00e9 o mais vendido da banda no Brasil. Todas as faixas dessa compila\u00e7\u00e3o que apareceram no set \u2013 e n\u00e3o foram poucas \u2013 ganhavam n\u00e3o s\u00f3 uma recep\u00e7\u00e3o efusiva como, em muitos casos, eram cantadas do come\u00e7o ao fim (ou pelo menos os refr\u00e3os eram entoados com gosto) pela audi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dessa maneira, \u201cTojo\u201d, \u201cLeilani\u201d, \u201cLike Wow \u2013 Wipeout\u201d, \u201cI Want You Back\u201d e outros cavalos de batalha aumentavam a temperatura, e vale notar o quanto a balada \u201cCastles in The Air\u201d ressoou fundo na mem\u00f3ria do p\u00fablico curitibano. E obviamente a duplinha final, formado por \u201c1000 Miles Away\u201d e \u201cCome Anytime\u201d, ajudou a gravar a ferro o sorris\u00e3o na cara dos presentes. Mas ser\u00e1 que era s\u00f3 a nostalgia que provocava essas rea\u00e7\u00f5es positivas?<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-74112\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LP3_7106-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LP3_7106-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LP3_7106-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Possivelmente n\u00e3o. Dave Faulkner nunca escondeu que suas maiores refer\u00eancias para construir o som da banda foram os primeiros trabalhos de Elvis, dos Beatles e dos Ramones, e tamb\u00e9m a banda que, em sua vis\u00e3o, conseguiu combinar a sonoridade desses tr\u00eas, os Fleshtones. O mesmo Faulkner tamb\u00e9m j\u00e1 disse com todas as letras que sua pretens\u00e3o sempre foi fazer can\u00e7\u00f5es das quais n\u00e3o se envergonhasse e com as quais pudesse fazer um dinheirinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa combina\u00e7\u00e3o de simplicidade e consci\u00eancia est\u00e9tica sempre aproximou os Hoodoo Gurus mais do power pop que de qualquer outra est\u00e9tica, e as letras refletiam isso. Salvo em algumas faixas do \u00e1lbum de estreia, \u201cStoneage Romeos\u201d (1984), Faulkner e Shepherd sempre fizeram letras que funcionam em qualquer momento da vida. Assim, a redondinha \u201cMy Girl\u201d funciona para uma desilus\u00e3o amorosa de um adolescente com a mesma efic\u00e1cia que mexe com o cora\u00e7\u00e3o de quarent\u00e3o separado. \u201cWhat\u2019s My Scene?\u201d \u00e9 um hino sem prazo de validade para qualquer pessoa que se sinta deslocada com o ambiente onde vive.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algo semelhante poderia ser dito sobre praticamente cada uma das 19 can\u00e7\u00f5es tocadas na madrugada curitibana. E em todas, a est\u00e9tica power pop funcionava a favor da can\u00e7\u00e3o, fosse ela mais veloz, mais mel\u00f3dica ou mais \u201cganchuda\u201d. Tanto que, para al\u00e9m dos hits, foi poss\u00edvel (re)descobrir o encanto e o poder de faixas menos conhecidas, como a assobi\u00e1vel \u201cAnother World\u201d, o clima de Big Star turbinado de \u201cWaking Up Tired\u201d (que foi tocada apenas em Curitiba durante a turn\u00ea brasileira) ou mesmo o apelo hard e algo blueseiro de \u201cPoison Pen\u201d, com direito a solo empolgado de gaita de Brad Shepherd. E que can\u00e7\u00e3o preciosa que \u00e9 \u201cNight Must Fall\u201d!<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-74114\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LP3_7163-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LP3_7163-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LP3_7163-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Merecem destaque, ainda, os backing vocals de Shepherd (que tamb\u00e9m faz contracantos) e do baixista Rick Grossman. \u00c9 impressionante como eles conseguem manter os mesmos tom e volume dos registros em est\u00fadio, sem que isso implique em perda de punch. E o batera Nik Rieth n\u00e3o deixou ningu\u00e9m sentir saudade de Mark Kingsmill, que se aposentara em 2015, ensaiou um retorno \u00e0 banda, mas encheu tanto o saco dos colegas que saiu de vez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O local, apelidado por alguns curitibanos de \u201cReverberation Hall\u201d, n\u00e3o era dos mais adequados: uma edifica\u00e7\u00e3o de p\u00e9 direito baixo, longa e estreita, com teto abobadado, mais prop\u00edcio para ch\u00e1s beneficentes ou bailes de debutantes que para shows de rock. Mas os t\u00e9cnicos de som fizeram milagre, de modo a garantir um som digno para quem n\u00e3o estivesse muito ao fundo (onde tudo virava uma ma\u00e7aroca sonora) nem na cara do palco (onde o volume estourava e tornava a audi\u00e7\u00e3o dolorosa). Mas como essa \u00faltima \u00e1rea era uma esp\u00e9cie de \u201cpista mega premium exclusive\u201d (ou algo do tipo) e quase ningu\u00e9m quis ir pro fund\u00e3o, deu pra relevar numa boa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um leitor do Scream &amp; Yell j\u00e1 escreveu duas vezes para relatar seu inc\u00f4modo com men\u00e7\u00f5es \u00e0 \u201cmeia-idade\u201d em p\u00fablicos de shows. \u00c9 uma observa\u00e7\u00e3o curiosa, j\u00e1 a express\u00e3o apenas caracteriza uma faixa et\u00e1ria, <a href=\"https:\/\/www.ufjf.br\/ladem\/2010\/03\/21\/meia-idade-comeca-aos-35-e-termina-aos-58-diz-estudo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aquela que j\u00e1 passou dos 35\/40<\/a>, mas ainda est\u00e1 longe de ser chamada de terceira idade \u2013 faixa et\u00e1ria, inclusive, desse rep\u00f3rter, que nasceu em algum ponto da d\u00e9cada de 1970. N\u00e3o h\u00e1 qualquer deprecia\u00e7\u00e3o impl\u00edcita nela, mas de alguma maneira atestar a passagem do tempo parece gerar inc\u00f4modo em algumas pessoas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-74111\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LP3_7035-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LP3_7035-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LP3_7035-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E por que a quest\u00e3o et\u00e1ria \u00e9 importante aqui? Porque \u00e9 surpreendente que uma banda que atingiu seu pico de popularidade h\u00e1 cerca de 30 anos continue convocando tanta gente que quer, sim, viver a nostalgia daquele per\u00edodo, mas que tamb\u00e9m se mant\u00e9m aberta e interessada ao a banda pode oferecer hoje. Tanto \u00e9 assim que o show se iniciou com \u201cWorld of Pain\u201d, do recente \u201cChariot of The Gods\u201d (2022), e ningu\u00e9m ficou de bra\u00e7os cruzados esperando a hora que tocassem algum hit. O entusiasmo foi genu\u00edno, e se repetiu tamb\u00e9m na \u00f3tima faixa-t\u00edtulo do \u00e1lbum em quest\u00e3o e em \u201cEquinox\u201d, cantada pelo guitarrista Brad Shepherd.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais do que isso, \u00e9 ainda mais revigorante ver que os quatro integrantes da banda acolhem a passagem do tempo sem que isso tire qualquer coisa da sua vitalidade. Para Dave Faulkner e companhia, o rock n\u00e3o tem a ver com ideias datadas e autodestrutivas como \u201cespero morrer antes de ficar velho\u201d ou \u201cviva r\u00e1pido, morra jovem\u201d. Tem a ver com sentir-se vivo, e garantir a frui\u00e7\u00e3o das can\u00e7\u00f5es. E naquela noite chuvosa na capital paranaense, foi exatamente isso que eles entregaram.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obrigado, Gurus. Come anytime.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-74115\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LP3_7182-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LP3_7182-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LP3_7182-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista, escritor e produtor cultural. Colabora com o Scream &amp; Yell desde 2000, onde tamb\u00e9m assina a coluna\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Conex\u00e3o Latina<\/a>. \u00c9 tamb\u00e9m colaborador eventual dos sites\u00a0<a href=\"https:\/\/musicnonstop.uol.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Music Non Stop<\/a>\u00a0(Brasil) e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.zonadeobras.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Zona de Obras<\/a>\u00a0(Espanha).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Para Dave Faulkner e companhia, o rock n\u00e3o tem a ver com ideias datadas e autodestrutivas como \u201cespero morrer antes de ficar velho\u201d ou \u201cviva r\u00e1pido, morra jovem\u201d. 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