{"id":73959,"date":"2023-04-13T02:15:42","date_gmt":"2023-04-13T05:15:42","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=73959"},"modified":"2023-05-11T01:26:03","modified_gmt":"2023-05-11T04:26:03","slug":"tres-perguntas-christine-valenca-fala-sobre-seu-primeiro-disco-lentes-de-ambar-um-lancamento-do-selo-maxilar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/04\/13\/tres-perguntas-christine-valenca-fala-sobre-seu-primeiro-disco-lentes-de-ambar-um-lancamento-do-selo-maxilar\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas perguntas: Christine Valen\u00e7a fala sobre seu primeiro disco, &#8220;Lentes de \u00c2mbar&#8221;, um lan\u00e7amento do selo Maxilar"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2001, quando ainda estava no col\u00e9gio, super quieta e infeliz, Christine Valen\u00e7a j\u00e1 pensava em ter uma banda e ganhou um presente decisivo: \u201cIs This It\u201d, o cl\u00e1ssico disco de estreia dos Strokes, caiu em suas m\u00e3os atrav\u00e9s da av\u00f3 do baterista Fabrizio Moretti, que morava no mesmo pr\u00e9dio em que ela. Os anos revolucion\u00e1rios do Napster tamb\u00e9m auxiliaram a abastecer a curiosidade de Christine, que pediu de presente de natal a colet\u00e2nea dupla \u201cHey! Ho! Let&#8217;s Go: The Anthology\u201d, dos Ramones, 58 m\u00fasicas que explicam por a + b como a m\u00fasica, em geral, e o rock and roll, em particular, pode ser divertido, sonhador e inspirador. \u201cViajei durante meses naquele encarte. Dali minha busca por m\u00fasica boa n\u00e3o tinha mais como parar\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouco mais de 20 anos depois, ap\u00f3s enveredar pelo teatro \u2013 ela tamb\u00e9m \u00e9 atriz e bailarina \u2013 em produ\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais (como o musical canadense &#8220;A World Apart&#8221;) e aprender a tocar piano e guitarra (\u201cTirava as m\u00fasicas dos Beatles de ouvido\u201d, revela). Christine Valen\u00e7a estreia com &#8220;<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/2QUEHyaNBSINVMkR6B2sL3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lentes de \u00c2mbar<\/a>&#8221; (2023), um disco que nasce com a chancela <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/05\/21\/entrevista-gabriel-thomaz-fala-sobre-o-selo-maxilar\/\">do selo Maxilar Records<\/a>, de Gabriel Thomaz (Autoramas), passeando com naturalidade entre estilos e sonoridades que v\u00e3o desde a m\u00fasica francesa ao rock, da MPB ao folk, do soul aos ritmos latinos. \u201cGabriel (Thomaz) foi uma das primeiras pessoas que eu procurei pra lan\u00e7ar, e ele j\u00e1 marcou uma reuni\u00e3o comigo. Ent\u00e3o foi por conta dessa confian\u00e7a\u201d, acredita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa abaixo, Christine Valen\u00e7a analisa seu envolvimento com m\u00fasica, teatro e bal\u00e9 (\u201cA intercess\u00e3o dessas linguagens me interessa\u201d, avisa), diz que sempre gostou do \u00e2mbar como um gerador de imagens (\u201c\u00c9 uma cor, uma tonalidade, uma resina natural, uma liga e um aroma. E as lentes t\u00eam a ver com esses m\u00faltiplos universos que podemos perceber atrav\u00e9s do \u00e2mbar, da mesma forma que cada can\u00e7\u00e3o oferece um \u00e2ngulo novo para se observar o mundo&#8221;) e conta como se aproximou de Gabriel e do selo Maxilar (\u201cAcho que me ofereci pra participar do Pr\u00eamio Gabriel Thomaz de M\u00fasica Brasileira, e o avisei que ia enviar a ele meu EP autoral\u201d, rememora), entre outras coisas. Fala, Christine.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"MAREMOTO BLUES - Christine Valen\u00e7a\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1zFiWrQJZDQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sua trajet\u00f3ria no universo das artes vem de ber\u00e7o, pois al\u00e9m de musicista voc\u00ea \u00e9 atriz e bailarina. De que maneira essa interface entre diversas artes contribui para o seu fazer art\u00edstico? Em que momento voc\u00ea percebeu que a m\u00fasica seria mais uma delas?<\/strong><br \/>\nTenho percebido \u2013 quando me perguntam exatamente isso \u2013 que nas minhas mem\u00f3rias de inf\u00e2ncia, a m\u00fasica veio bem mais cedo. Eu era encantada por r\u00e1dio, por discos de vinil e gostava de cantar escondido dos meus pais, porque morria de vergonha. Depois entrei no bal\u00e9, meio for\u00e7ada, que viam que eu n\u00e3o tinha muita vergonha de dan\u00e7ar na frente das pessoas. E assim foi, at\u00e9 eu pedir irritantemente a eles para sair do col\u00e9gio porque eu queria entrar num conservat\u00f3rio de m\u00fasica e me dedicar de verdade a essa carreira. Fiquei aprendendo piano e guitarra durante um tempo. Depois encontrei outras pessoas que tinham o mesmo interesse, e ficamos amigos. Foi o fato de ser mulher que acho que me colocou mais num lugar de espectadora deles, e me dificultou poder me apresentar, fazer minhas pr\u00f3prias m\u00fasicas. Tive que trabalhar isso dentro de mim durante um per\u00edodo. De qualquer maneira, \u00e9 justamente a intercess\u00e3o dessas linguagens que me interessa, n\u00e3o sei se pelo fato de que dessa forma consigo estar sempre empolgada por um canal de express\u00e3o. Mas acredito sempre que a m\u00fasica segue como a mais distinta pra mim, que acaba ligando meus outros interesses uns nos outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando sobre &#8220;Lentes de \u00c2mbar&#8221;, o disco \u00e9 composto de 11 faixas nas quais voc\u00ea transita em diversos ritmos e sonoridades que dialogam com a sua \u00f3tica ampla de ver o cotidiano. Pensando nessa versatilidade gostaria de saber como se deu a sua forma\u00e7\u00e3o musical. E ainda: como foi o processo de composi\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nMinha forma\u00e7\u00e3o musical tem v\u00e1rios per\u00edodos, comecei a me interessar por m\u00fasica com 12 anos, mais ou menos, quando eu comecei a nutrir um desejo de ter uma banda, encontrar outras pessoas que gostassem de sons antigos, e acontece que eu tive uma certa sorte de morar no mesmo pr\u00e9dio da av\u00f3 do Fabrizio Moretti, do Strokes. E em 2001 eles estouraram, e eu ganhei dela o &#8220;Is This It&#8221;. Foi muito importante pra mim. Eu sofria muito no col\u00e9gio, era super quieta e infeliz ali. Comecei a explorar as ferramentas de busca, na \u00e9poca era o Napster, e comecei a descobrir sons que at\u00e9 hoje fazem minha vida melhor. Lembro que pedi de Natal o \u201cAnthology\u201d, dos Ramones, e naquele encarte viajei durante meses. Dali minha busca por m\u00fasica boa n\u00e3o tinha mais como parar. Aprendi a tocar piano e guitarra, tirava as m\u00fasicas dos Beatles de ouvido. Mas demorou bastante tempo pra eu colocar tudo isso em m\u00fasicas autorais. Acho que eu sempre tive a r\u00e9gua um pouco mais alta, ent\u00e3o eu achava tudo que eu fazia deplor\u00e1vel, e tive que buscar ferramentas para deixar as coisas flu\u00edrem sem me criticar. O \u00e1lbum fala um pouco explicitamente sobre esse processo, e sobre muitos outros assuntos mais pessoais que me fizeram dar essa virada de chave, conter musicalmente essa urg\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O \u00e1lbum \u00e9 um lan\u00e7amento da Maxilar Records, selo que tem em seu cast um time amplo de artistas. Como se deu a aproxima\u00e7\u00e3o com eles? E com um disco novo debaixo do bra\u00e7o quais s\u00e3o seus planos futuros?<\/strong><br \/>\nO selo surgiu porque primeiro eu e o Gabriel Thomaz temos in\u00fameros amigos em comum, ent\u00e3o a aproxima\u00e7\u00e3o foi natural. Acho que me ofereci pra participar do Pr\u00eamio Gabriel Thomaz de M\u00fasica Brasileira, e o avisei que ia enviar a ele meu EP autoral. Acho que rolou um interesse, e quando o n\u00famero de m\u00fasicas cresceu e virou um \u00e1lbum, acabou que Gabriel foi uma das primeiras pessoas que eu procurei para lan\u00e7ar, e ele j\u00e1 marcou uma reuni\u00e3o comigo. Ent\u00e3o foi por conta dessa confian\u00e7a. Meus planos pro futuro s\u00e3o levar as can\u00e7\u00f5es pro maior n\u00famero de pessoas, e fazer meu show da melhor maneira. Eu tenho uma predile\u00e7\u00e3o em fazer show em locais que n\u00e3o necessariamente seriam pra show, ent\u00e3o estou buscando esses espa\u00e7os tamb\u00e9m. Gostaria muito de fazer n\u00famero de abertura pra artistas com a mesma sintonia, e tamb\u00e9m tenho feito can\u00e7\u00f5es novas pra um projeto por vir! Estamos a\u00ed!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Qu\u00ea h\u00e1 de ins\u00f3lito?\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QzFTSbpQAeE?list=OLAK5uy_mkBJZNsNbDF0vE0lbsONjq1qn4UVBw8kE\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0 escreve no Scream &amp; Yell desde 2014. A foto que abre o texto \u00e9 de Lucas Campbell.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Christine Valen\u00e7a estreia com um disco que passeia com naturalidade entre estilos e sonoridades que v\u00e3o desde a m\u00fasica francesa ao rock, da MPB ao folk, do soul aos ritmos latinos.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/04\/13\/tres-perguntas-christine-valenca-fala-sobre-seu-primeiro-disco-lentes-de-ambar-um-lancamento-do-selo-maxilar\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":73960,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[6625,5190],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73959"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73959"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73959\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73963,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73959\/revisions\/73963"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73960"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73959"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73959"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73959"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}