{"id":739,"date":"2009-02-04T19:40:00","date_gmt":"2009-02-04T22:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=739"},"modified":"2017-03-13T08:32:44","modified_gmt":"2017-03-13T11:32:44","slug":"the-bends-o-melhor-do-radiohead","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/04\/the-bends-o-melhor-do-radiohead\/","title":{"rendered":"The Bends, o melhor do Radiohead"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-740 aligncenter\" title=\"radiohead_bends\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/radiohead_bends.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/radiohead_bends.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/radiohead_bends-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/radiohead_bends-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><br \/>\n<strong>Por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/renatahonorato\" target=\"_blank\">Renata Honorato<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando o &#8220;The Bends&#8221; foi lan\u00e7ado, no dia 13 de mar\u00e7o de 1995 no Reino Unido (e um m\u00eas depois nos Estados Unidos), esta escriba que vos fala tinha apenas 13 anos. Voc\u00ea vai pensar: &#8220;E quem essa pirralha pensa que \u00e9 para dar voz \u00e0queles que julgam &#8216;The Bends&#8217; o melhor \u00e1lbum do Radiohead?&#8221;. E ent\u00e3o eu respondo humildemente: &#8220;Algu\u00e9m que ainda sente um aperto no peito ao ouvir &#8216;Don&#8217;t leave me high. Don&#8217;t leave me dry&#8217;, como se o refr\u00e3o, e seu agudo caracter\u00edstico &#8216;\u00e0 la Thom Yorke&#8217;, fosse um grito adolescente de um adulto que tem medo de crescer&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Piegas? N\u00e3o para o Radiohead em sua primeira obra realmente prima. Maduros, sem medo da popularidade que perseguiu &#8220;Creep&#8221;, no justo &#8220;Pablo Honey&#8221;, o quinteto brit\u00e2nico mostrou em seu segundo \u00e1lbum toda a personalidade que mais tarde seria &#8220;marca registrada&#8221; do grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Minha hist\u00f3ria com o &#8220;The Bends&#8221; aconteceu muitos anos ap\u00f3s o seu lan\u00e7amento, justamente durante uma tarde de s\u00e1bado qualquer em que gastava minhas horas assistindo a um DVD do que considero um dos melhores programas de TV de todos os tempos: o Jools Holland. Em uma apresenta\u00e7\u00e3o datada de 27 de maio de 1995, o Radiohead, que ainda carregava consigo uma postura de uma banda iniciante, cheia de paix\u00e3o e excita\u00e7\u00e3o, e liderada por um Thom Yorke ainda loiro, tomava minha aten\u00e7\u00e3o tocando a m\u00fasica que, n\u00e3o \u00e0 toa,\u00a0 d\u00e1 nome ao disco. Jonny Greenwood fazia nascer de sua guitarra riffs ainda in\u00e9ditos para mim, uma garota de 20 anos que ainda frequentava a Galeria do Rock na esperan\u00e7a de conseguir toda e qualquer parafern\u00e1lia do DESCENDENTS. Sua guitarra, uma das caracter\u00edsticas mais pertinentes do \u00e1lbum, trouxe-me a ess\u00eancia multilateral do rock&#8217;n&#8217;roll de um jeito novo, diferente do que tinha aprendido com punk e com o hardcore. Aconteceu. Simples\u00a0 assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi esse amor \u00e0 primeira vista que, provavelmente, colaborou para que o meu PlayStation 2 n\u00e3o conseguisse mais adiantar o DVD do Jools Holland at\u00e9 a faixa &#8220;The Bends&#8221;. Na \u00e9poca, uma pobre estagi\u00e1ria no sentido mais literal da palavra, o videogame tamb\u00e9m fazia a vez de DVD player. E foi assim, entre trancos e barrancos, que consegui uma c\u00f3pia do \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O &#8220;The Bends&#8221;, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, n\u00e3o foi o meu primeiro CD do Radiohead. O primeiro \u00e1lbum da banda brit\u00e2nica que comprei foi o &#8220;I Might Be Wrong &#8211; Live Recordings&#8221;, que, evidentemente, n\u00e3o conquistou muito a minha simpatia. Eu ainda n\u00e3o sabia que o Radiohead \u00e9 o tipo de banda que precisa ser degustada devagar, fase por fase, de cabe\u00e7a aberta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 dif\u00edcil dizer qual a melhor faixa de &#8220;The Bends&#8221;. Ainda hoje o pessimismo de &#8220;Bullet Proof&#8230;I Wish I Was&#8221; e o final de sua primeira estrofe &#8220;everyday, every hour wish that I was bullet proof&#8221; mexem comigo. Claro que n\u00e3o d\u00e1 para, simplesmente, ignorar a &#8220;Fake Plastics Tree&#8221;, principalmente depois que a DM9, de olho no bonde do sucesso onde o Radiohead tinha lugar reservado na janelinha, produziu o comercial cujo protagonista era o Carlinhos. Voc\u00ea lembra, certo? Okay, Carlos Manga J\u00fanior, diretor do v\u00eddeo, merece os cr\u00e9ditos; o trabalho ficou \u00e0 altura da poesia cantada por Thom Yorke.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os altos e baixos s\u00e3o caracter\u00edsticas padr\u00e3o do \u00e1lbum. Se em &#8220;High and Dry&#8221; a s\u00faplica \u00e9 por um &#8220;n\u00e3o me deixe mal, me deixe sozinho&#8221;, em &#8220;Just&#8221; o acorde limpo d\u00e1 lugar a uma guitarra suja, agressiva, e a um refr\u00e3o sem frescura (voc\u00ea fez isso para voc\u00ea mesmo, voc\u00ea fez, e isso \u00e9 o que realmente d\u00f3i). Foi nessa can\u00e7\u00e3o, e na guitarra de Greenwood, que comecei a perceber o grande potencial do Radiohead que, anos mais tarde, me levaria a uma busca incans\u00e1vel, atrav\u00e9s do Atl\u00e2ntico, \u00e0s margens do T\u00e2misa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 contradit\u00f3rio dizer que o &#8220;The Bends&#8221; foi o grande respons\u00e1vel em elevar o Radiohead ao patamar de &#8220;big band&#8221;. Bem produzido, consistente, maduro e sincero, o disco \u00e9 um misto perfeito entre a jovialidade da banda t\u00e3o presente em &#8220;Pablo Honey&#8221; e os pulsos fortes, ainda mais marcantes em &#8220;OK Computer&#8221;, lan\u00e7ado em 1997.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E se restava alguma d\u00favida quanto \u00e0 qualidade incontest\u00e1vel do \u00e1lbum, os\u00a0tr\u00eas minutos de &#8220;Just&#8221; (a 12\u00ba m\u00fasica do show que vi em Londres), o cora\u00e7\u00e3o acelerado e as l\u00e1grimas que amea\u00e7avam cair naquele 24 de junho provaram o que l\u00e1 dentro eu j\u00e1 sabia: &#8220;O &#8216;The Bends&#8217; \u00e9 e sempre ser\u00e1 o melhor \u00e1lbum do Radiohead&#8221;.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pRU-6vaKaf4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-_qMagfZtv8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/n5h0qHwNrHk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LCJblaUkkfc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/U2RhYy1va1M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Renata Honorato (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/renatahonorato\" target=\"_blank\">@renatahonorato<\/a>) \u00e9 jornalista. Mais: <a href=\"http:\/\/about.me\/renata.honorato\" target=\"_blank\">http:\/\/about.me\/renata.honorato<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O Scream &amp; Yell faz um retrospectiva da carreira da banda de Thom Yorke detalhando disco a disco a trajetoria de um dos poucos grupos que realmente importam no rock mundial. Semana que vem, \u201cOk Computer\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; \u201cPablo Honey\u201d, por Eduardo Palandi (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/01\/20\/pablo-honey-obra-prima-do-radiohead\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cThe Bends\u201d, por Renata Honorato (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/04\/the-bends-o-melhor-do-radiohead\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cOk Computer\u201d, por Tiago Agostini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/11\/ok-computer-um-disco-fundamental\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cKid A\u201d, por Lu\u00eds Henrique Pellanda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/18\/kid-a-o-radiohead-no-topo-do-mundo\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cAmnesiac\u201d, por Marco Tomazzoni (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/04\/amnesiac-a-vanguarda-do-rock\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cHail To The Thief\u201d, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/09\/hail-to-the-thief-e-a-volta-das-guitarras\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;In Rainbows&#8221;, por Alexandre Matias (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/17\/in-rainbows-o-album-da-decada\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Renata Honorato\nQuando &#8220;The Bends&#8221; foi lan\u00e7ado, em mar\u00e7o de 1995 no Reino Unido e um m\u00eas depois nos Estados Unidos, eu tinha apenas 13 anos&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/04\/the-bends-o-melhor-do-radiohead\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[341],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/739"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=739"}],"version-history":[{"count":22,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/739\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42268,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/739\/revisions\/42268"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=739"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=739"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=739"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}