{"id":73376,"date":"2023-03-17T13:43:27","date_gmt":"2023-03-17T16:43:27","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=73376"},"modified":"2023-05-03T01:00:51","modified_gmt":"2023-05-03T04:00:51","slug":"entrevista-post-rock-psych-rock-ou-nada-tudo-disso-ouca-dose-a-nova-expiacao-sonora-do-morning-scales-the-mountain","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/03\/17\/entrevista-post-rock-psych-rock-ou-nada-tudo-disso-ouca-dose-a-nova-expiacao-sonora-do-morning-scales-the-mountain\/","title":{"rendered":"Entrevista: Post-rock? Psych-rock? Nada disso? Tudo? Ou\u00e7a \u201cDose\u201d, a nova expia\u00e7\u00e3o sonora do Morning Scales the Mountain"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Lopes<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cBarulho e disson\u00e2ncia extremos podem ser algo incrivelmente purificante\u201d, j\u00e1 dizia Kim Gordon em seu livro de mem\u00f3rias \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/12\/girl-in-a-band-a-memoir-kim-gordon\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Garota da Banda<\/a>\u201d. Se o alto volume de apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo pode propiciar um ambiente sonoro imersivo, esse efeito pode ser ainda mais cat\u00e1rtico se a m\u00fasica em quest\u00e3o for improvisada livremente, seguindo o fluxo emocional dos artistas e express\u00f5es por meio de seus instrumentos. E esta \u00e9 justamente a receita do que o <a href=\"https:\/\/morningscalesthemountain.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Morning Scales the Mountain<\/a> faz em seu novo \u00e1lbum, \u201cDose\u201d (2023): uma expia\u00e7\u00e3o sonora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTudo no Morning Scales the Mountain \u00e9 livre e o caminho \u00e9 constru\u00eddo ao longo da sess\u00e3o\u201d, afirma o guitarrista e baixista Andr\u00e9 Ramiro (conhecido pela sua participa\u00e7\u00e3o na c\u00e9lebre banda curitibana de post-rock <a href=\"https:\/\/www.ruidomm.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ru\u00eddo\/mm<\/a>, al\u00e9m de outros projetos como \u00cdndios Eletr\u00f4nicos, Spectral Noise e Ramiro Mat\u00e9ria). \u201cN\u00e3o h\u00e1 repeti\u00e7\u00f5es ou registros extras, ent\u00e3o as faixas aparecem de acordo com o estado mental de cada um ali participando\u201d, pontua o m\u00fasico. A descri\u00e7\u00e3o pode soar semelhante a antigas jam sessions de m\u00fasicos de jazz; por\u00e9m neste caso a sess\u00e3o \u00e9 amplificada por riffs e drones dissonantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O MStM tomou forma em Houston, Texas (EUA), quando o guitarrista Tom Carter (influente na cena experimental norte-americana por conta de sua banda Charalambides), convidou o amigo baterista e percussionista John Alan Kennedy (ex-Cyclope Joint) para tocar com ele e Ramiro, um brasileiro que se mudou para sua cidade a trabalho e com quem mantinha contato pela internet. O resultado do ensaio descompromissado foi t\u00e3o inspirador que o trio um tempo depois divulgou seu primeiro \u00e1lbum, \u201cMorning Scales the Mountain\u201d \u2013 uma frase retirada do poema \u201cEphemeris\u201d, de Philip Lamantia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ado em setembro de 2018, o disco trazia quatro faixas que passeiam por longas paisagens com ecos de post-rock e improvisa\u00e7\u00f5es instrumentais longas e viajantes, como o single &#8220;The Stars Sit On High&#8221;, que beira os vinte minutos. A \u201cbanda imagin\u00e1ria de rock\u201d \u2013 como Tom Carter gosta de se referir ao grupo \u2013 ocasionalmente conta tamb\u00e9m com o refor\u00e7o do ex-moscovita Misha Tsypin (poeta e artista perform\u00e1tico) em vocais itinerantes e efeitos eletr\u00f4nicos nas apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora o trio principal do MStM finalmente retorna com seu segundo \u00e1lbum, <a href=\"http:\/\/sinewave.com.br\/artistas\/morning-scales-the-mountain\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">lan\u00e7ado pelo selo Sinewave<\/a>. Gravado em Houston entre 2019 e 2020 por Ryan Edwards e Shannon Smith, o material apresenta cinco composi\u00e7\u00f5es com a din\u00e2mica de m\u00fasica livre j\u00e1 caracter\u00edstica do grupo; s\u00f3 que desta vez a guitarra embebida de fuzz e wah de Tom Carter soa um pouco mais agressiva, mas sem abrir m\u00e3o de uma linguagem minimalista. Pode-se dizer que \u201cDose\u201d \u00e9 a faceta mais roqueira da banda at\u00e9 o momento, alternando-se entre dedilhados sublimes e pe\u00e7as de bateria que oscilam entre participa\u00e7\u00f5es corpulentas e marca\u00e7\u00f5es t\u00edmidas, construindo mais pulso do que ritmo, desdobrando-se em texturas e fluxos intensos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente residente em Paris (Fran\u00e7a), Andr\u00e9 Ramiro conversou rapidamente por e-mail com o Scream &amp; Yell para dar mais detalhes sobre a nova obra do MStM, explicar como funciona a din\u00e2mica do grupo e tamb\u00e9m fazer um certo mist\u00e9rio sobre seus outros projetos.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Broken Thing\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/SA_1x4_TuMo?list=OLAK5uy_lcl4ePlgUm0C0kL_2PDHENrY-GRfJawN8\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em compara\u00e7\u00e3o ao \u00e1lbum anterior, &#8220;Dose&#8221; tem uma sonoridade mais pesada, utilizando mais guitarras com fuzz e wah wah e a bateria est\u00e1 mais presente e pulsante. Falando em r\u00f3tulos, \u00e9 como se o primeiro disco fosse mais para post-rock e o novo para psych-rock. Ao que a banda acha que se deve essa mudan\u00e7a?<\/strong><br \/>\nAcredito que seja dif\u00edcil rotularmos alguns \u00e1lbuns ou determinadas bandas. O pr\u00f3prio termo post-rock \u00e9 uma caixa bagun\u00e7ada repleta de grupos indefinidos, n\u00e9? Por\u00e9m, a compara\u00e7\u00e3o que voc\u00ea fez entre o disco anterior e \u201cDose\u201d \u00e9 verdadeira. Pode-se dizer que a sonoridade final ficou mais pesada. Desta vez inclu\u00edmos o contrabaixo em algumas grava\u00e7\u00f5es (no outro disco eram apenas guitarras) e talvez seja este o fator de maior acento e peso nas faixas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como aconteceu o processo de composi\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum?<\/strong><br \/>\nTudo no Morning Scales the Mountain \u00e9 livre e o caminho \u00e9 constru\u00eddo ao longo da sess\u00e3o. Ficamos no est\u00fadio por volta de tr\u00eas a quatro horas e existe apenas um take para cada momento. Assim, alguns ficam legais, outros nem tanto, mas procuramos utilizar o m\u00e1ximo poss\u00edvel. N\u00e3o h\u00e1 repeti\u00e7\u00f5es ou registros extras, ent\u00e3o as faixas aparecem de acordo com o estado mental de cada um ali participando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cDose\u201d deve sair em formato f\u00edsico tamb\u00e9m?<\/strong><br \/>\nA Sinewave vai distribuir nos streamings e \u00e9 nosso selo principal. H\u00e1 interesse de selos europeus para uma tiragem pequena em vinil (CD nem vale a pena hoje em dia), mas vamos ver. Nada certo ainda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas pretendem tocar o \u00e1lbum ao vivo, fazer shows para divulg\u00e1-lo?<\/strong><br \/>\nSim, sempre que nos encontrarmos iremos tocar. H\u00e1 boa chance de eu ir visitar o Tom e o John no Texas ainda este ano, e alguns shows na Europa poder\u00e3o tamb\u00e9m acontecer, j\u00e1 que estou por aqui [na Fran\u00e7a]. Quer\u00edamos muito tocar no Brasil um dia, vamos ver se rola. Por\u00e9m, sobre divulgar o \u00e1lbum ao vivo: como disse antes, o show pode at\u00e9 ter uns elementos que aparecem no disco, mas a viagem \u00e9 livre e normalmente bem diferente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Reparei que John Alan Kennedy assinou a arte da capa dos dois \u00e1lbuns da banda. Existe um conceito espec\u00edfico ou ideia principal que o artista\/baterista quis transmitir nas capas?<\/strong><br \/>\nO John \u00e9 um artista \u00fanico, uma das pessoas mais talentosas que conheci no Texas. A arte do nosso primeiro disco ele fez \u00e0 caneta e a quantidade de detalhes \u00e9 surreal. Ele fez este desenho novo para \u201cDose\u201d que tamb\u00e9m achamos muito bacana e decidimos utilizar. N\u00e3o posso falar por ele, mas me parece que a ilustra\u00e7\u00e3o do John transmite os mesmos dualismos do nosso som: luz e sombra, amor e \u00f3dio, vida e morte, e outros tantos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tempos atr\u00e1s morar em cidades ou estados diferentes eram raz\u00e3o suficiente para que bandas chegassem ao fim de suas atividades, mas o MStM possui integrantes em continentes separados. Como voc\u00eas enxergam isso e o quanto isso atrapalha ou beneficia o grupo?<\/strong><br \/>\nO MStM \u00e9 um grupo que n\u00e3o executa faixa de disco ao vivo, ent\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 necessidade de ensaio. Na verdade, todo encontro com instrumentos vira uma grava\u00e7\u00e3o, o que para mim \u00e9 o lado positivo do grupo. O problema de n\u00e3o estarmos juntos na mesma cidade ou pa\u00eds \u00e9 que n\u00e3o iremos gravar usando computadores \u00e0 dist\u00e2ncia. Precisamos estar na mesma sala, ouvindo uns aos outros e por vezes n\u00e3o ouvindo nada de t\u00e3o alto (risos), mas a presen\u00e7a f\u00edsica \u00e9 obrigat\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em 2021 voc\u00eas participaram do \u201cLove You\u201d, um \u00e1lbum tributo duplo em homenagem ao Syd Barrett, juntamente com bandas de diversos pa\u00edses como It\u00e1lia, M\u00e9xico, Fran\u00e7a, Irlanda, Reino Unido, EUA, etc. Voc\u00eas gravaram uma vers\u00e3o de um outtake instrumental obscuro chamado \u201cRhamadan\u201d. Como isso aconteceu?<\/strong><br \/>\nQue legal que voc\u00ea achou isso, estou preparando um post para colocar esta track no bandcamp! Este convite veio pelo Tom Carter, que tem muita hist\u00f3ria na m\u00fasica experimental dos EUA e do mundo, e com isso muitos contatos de gravadoras e produtores. Fizemos esta grava\u00e7\u00e3o ao vivo no Khon\u2019s, um bar em Houston aberto a experimenta\u00e7\u00f5es e que ajuda muito a cena de improvisa\u00e7\u00e3o. Lembro que ouvimos juntos a track original para delinearmos algo, mas no final trocamos umas palavras de como \u00edamos come\u00e7ar, alguma ideia de meio e algo para o final; ou seja, n\u00e3o definimos quase nada (risos). No final das contas gravamos um encontro sonoro dentro do nosso ambiente espacial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O seu \u00faltimo show com o ru\u00eddo\/mm aconteceu em 2016 no South by Southwest e os outros membros est\u00e3o envolvidos em projetos distintos. Mas recentemente o perfil da banda no instagram postou imagens de voc\u00eas juntos e em um est\u00fadio. Podemos esperar por novidades?<\/strong><br \/>\nAcho que tiveram outros shows [do ru\u00eddo\/mm] depois do SXSW, por\u00e9m foi realmente meu \u00faltimo com a banda. Como estou morando fora [do Brasil], tento ajudar como posso em composi\u00e7\u00f5es e grava\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa; a presen\u00e7a faz uma grande diferen\u00e7a. Diria assim: o ru\u00eddo\/mm est\u00e1 hibernando p\u00f3s-covid, que n\u00e3o foi f\u00e1cil para ningu\u00e9m. Ent\u00e3o vejo o grupo quieto, sem muitas palavras, por\u00e9m com seus integrantes estudando, gravando e trabalhando em diferentes projetos. Ou seja, o vulc\u00e3o ainda est\u00e1 ativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Al\u00e9m do Morning Scales the Mountain, quais s\u00e3o seus pr\u00f3ximos planos? Voc\u00ea pretende voltar a lan\u00e7ar mais material pelo seu projeto solo, o Ramiro Mat\u00e9ria?<\/strong><br \/>\nMeus planos mudam o tempo todo. Tem dias que quero lan\u00e7ar um monte de estudos do Ramiro Mat\u00e9ria (tem muita coisa para sair), por\u00e9m no dia seguinte quero vender tudo e ficar s\u00f3 com um viol\u00e3o e nunca mais gravar (risos). O certo \u00e9 que em Paris ainda n\u00e3o achei meu \u201cMorning Scales por mil\u00edmetro\u201d e fazer as coisas sozinho \u00e9 muito chato. Ter uma banda \u00e9 uma das melhores experi\u00eancias da vida, ent\u00e3o espero achar as pessoas certas aqui para a adrenalina voltar a correr.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-73377 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/dose.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/dose.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/dose-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/dose-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013 Alexandre Lopes (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/ociocretino\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@ociocretino<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ociocretino.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.ociocretino.blogspot.com.br<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cTudo no Morning Scales the Mountain \u00e9 livre e o caminho \u00e9 constru\u00eddo ao longo da sess\u00e3o\u201d, afirma o guitarrista e baixista Andr\u00e9 Ramiro (conhecido pela sua participa\u00e7\u00e3o na c\u00e9lebre banda curitibana de post-rock ru\u00eddo\/mm&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/03\/17\/entrevista-post-rock-psych-rock-ou-nada-tudo-disso-ouca-dose-a-nova-expiacao-sonora-do-morning-scales-the-mountain\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":101,"featured_media":73378,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[6603],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73376"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/101"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73376"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73376\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73382,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73376\/revisions\/73382"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73378"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73376"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73376"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73376"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}