{"id":73252,"date":"2023-03-14T03:24:38","date_gmt":"2023-03-14T06:24:38","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=73252"},"modified":"2023-05-02T15:34:49","modified_gmt":"2023-05-02T18:34:49","slug":"ao-vivo-ha-mais-de-uma-maneira-de-tocar-a-alma-de-um-post-headbanger-e-o-deafheaven-mostrou-em-sao-paulo-que-sabe-disso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/03\/14\/ao-vivo-ha-mais-de-uma-maneira-de-tocar-a-alma-de-um-post-headbanger-e-o-deafheaven-mostrou-em-sao-paulo-que-sabe-disso\/","title":{"rendered":"Ao vivo: H\u00e1 mais de uma maneira de tocar a alma de um post-headbanger, o Deafheaven mostrou em S\u00e3o Paulo que sabe disso"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/BartBarbosa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marco Antonio Barbosa<\/a><br \/>\nfotos de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/fernandoyokota\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fernando Yokota<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O momento m\u00e1gico de qualquer show do Deafheaven \u2013 talvez de toda a carreira da banda \u2013 \u00e9 o drop na se\u00e7\u00e3o mel\u00f3dica de \u201cDream House\u201d, antes da porradaria recome\u00e7ar. \u00c9 um respiro em meio ao inferno de decib\u00e9is, que induz o ouvinte a uma sensa\u00e7\u00e3o \u00fanica de vertigem; o momento em que o tsunami sonoro recua e enxergamos o horizonte por um breve momento, pressentindo que o maremoto vai retornar a qualquer momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na vers\u00e3o de est\u00fadio, ocorre l\u00e1 pelos 5m45s da can\u00e7\u00e3o. No \u00fanico show que o quinteto americano fez em sua passagem pelo Brasil em 2023, no Fabrique Club (SP), na noite do dia 12 de mar\u00e7o, tivemos que esperar at\u00e9 a \u00faltima m\u00fasica do bis. Isso n\u00e3o significa que faltaram paroxismos de emo\u00e7\u00e3o e pura sinestesia no set, muito pelo contr\u00e1rio&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito pelo contr\u00e1rio. \u201cEmo\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 a palavra de ordem com o Deafheaven, e n\u00e3o faltou emo\u00e7\u00e3o no show do dia 12. H\u00e1, decerto, outras \u2013 n\u00e3o muitas \u2013 bandas t\u00e3o ou mais extremas que o grupo liderado pelo cantor (sic) George Clarke. Em teoria, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil combinar riff\u00f5es de death metal, bateria estilo trem desgovernado, vocais que desafiam o limite de qualquer garganta e teclados atmosf\u00e9ricos estrategicamente distribu\u00eddos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_73292\" aria-describedby=\"caption-attachment-73292\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-73292 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2023-03-12-deafheaven-2048px-_FY20323-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2023-03-12-deafheaven-2048px-_FY20323-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2023-03-12-deafheaven-2048px-_FY20323-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-73292\" class=\"wp-caption-text\"><em>Deafheaven<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais complicado \u00e9 reproduzir o senso de din\u00e2mica e a complexa musicalidade que as can\u00e7\u00f5es da banda conjuram. Berrar e enfiar o cacete na bateria \u00e9 mole; usar esses elementos para sugerir beleza e introspec\u00e7\u00e3o em meio a can\u00e7\u00f5es brutalmente refinadas&#8230; n\u00e3o \u00e9 qualquer um que consegue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Fabrique Club, antes do in\u00edcio do show, havia uma palp\u00e1vel tens\u00e3o no ar. Qual Deafheaven ouvir\u00edamos? A viol\u00eancia quase caricatural dos primeiros \u00e1lbuns ou o som mais sutil e pr\u00f3ximo de um indie padr\u00e3o do \u00faltimo disco, \u201cInfinite Granite\u201d (2021)? A abertura pende totalmente para a primeira vertente, com a monol\u00edtica tr\u00edade \u201cBlack Brick\u201d, \u201cIrresistible\u201d e \u201cSunbather\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_73290\" aria-describedby=\"caption-attachment-73290\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-73290\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2023-03-12-deafheaven-2048px-_FY20282-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2023-03-12-deafheaven-2048px-_FY20282-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2023-03-12-deafheaven-2048px-_FY20282-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-73290\" class=\"wp-caption-text\"><em>Shiv Mehra (o com cara de indiano-t\u00e9cnico-de-TI)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto os guitarristas Shiv Mehra (o com cara de indiano-t\u00e9cnico-de-TI) e Kerry McCoy (o com a camiseta do Radiohead) desciam o cacete em suas Les Paul, cada um num flanco, George Clarke dominava a cena com ineg\u00e1vel teatralidade. Entre caretas psic\u00f3ticas e sorrisos idem, impressionou pela intensidade da performance. E pelo espa\u00e7o generoso concedido aos meninos e meninas que, j\u00e1 na primeira m\u00fasica, se aventuravam a subir no palco para dar mosh.<\/p>\n<figure id=\"attachment_73291\" aria-describedby=\"caption-attachment-73291\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-73291\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2023-03-12-deafheaven-2048px-_FY20287-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2023-03-12-deafheaven-2048px-_FY20287-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2023-03-12-deafheaven-2048px-_FY20287-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-73291\" class=\"wp-caption-text\"><em>Kerry McCoy (o com a camiseta do Radiohead)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sofrimento ao rasgar as cordas vocais era palp\u00e1vel, mas nas pausas entre as can\u00e7\u00f5es, n\u00e3o havia qualquer sinal de rouquid\u00e3o. Seria mais jogo de cena? N\u00e3o: assim como as muralhas de guitarras ou as m\u00faltiplas avalanches desencadeadas pelo baterista Daniel Tracy, o estilo extremo de Clarke \u00e9 um dos instrumentos que o Deafheaven emprega para impactar seus f\u00e3s com emo\u00e7\u00e3o verdadeira \u2013 mas nunca monoc\u00f3rdia. Prova disso \u00e9 a troca de marcha imprimida depois das primeiras m\u00fasicas, quando a banda incursiona pelas can\u00e7\u00f5es mais domesticadas de \u201cInfinite Granite\u201d: a transi\u00e7\u00e3o \u00e9 fluida, sem traumas. Os riffs menos monstruosos, os dedilhados mais elaborados, as melodias definidas em vez de apenas sugeridas, os refr\u00e3os discern\u00edveis s\u00e3o t\u00e3o genu\u00ednos quanto a artilharia pesada dos primeiros \u00e1lbuns.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 mais de uma maneira de tocar a alma de um post-headbanger e Clarke sabe disso: ao introduzir \u201cShellstar\u201d, do \u00faltimo \u00e1lbum, ele diz, com um sorriso maroto: \u201cQuem conhecer essa, pode puxar a pessoa amada para dan\u00e7ar um pouco&#8230;\u201d. A m\u00fasica \u00e9 recebida como se fosse um megahit radiof\u00f4nico. Assim como a bruma de synths subs\u00f4nicos de \u201cGreat Mass of Color\u201d e o envolvente interplay de guitarras na introdu\u00e7\u00e3o de \u201cCanary Yellow\u201d. Cantando \u201cde verdade\u201d em vez de gritar, Clarke segue dominando a massa com um gestual que (aliado \u00e0 roupa toda preta) at\u00e9 poderia ser mal interpretado como evoca\u00e7\u00f5es fascist\u00f3ides. Mas fascistas seriam incapazes de cantar letras sobre horizontes evanescentes e lilases balan\u00e7ando ao vento.<\/p>\n<figure id=\"attachment_73294\" aria-describedby=\"caption-attachment-73294\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-73294 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2023-03-12-deafheaven-2048px-_FY20303-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"938\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2023-03-12-deafheaven-2048px-_FY20303-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2023-03-12-deafheaven-2048px-_FY20303-copiar-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-73294\" class=\"wp-caption-text\"><em>Deafheaven, o grupo liderado pelo cantor (sic) George Clarke<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">E \u00e9 a hora do setlist de din\u00e2mica impec\u00e1vel retomar ao inferno para o bis, com \u201cBrought to the Water\u201d e a j\u00e1 citada \u201cDream House\u201d. E voltamos sorrindo. Transe, apoteose, \u00eaxtase induzidos pelo brutalismo (e felizmente o som bem equalizado do Fabrique nos permite ouvir todos os muitos detalhes dos arranjos). \u201cEu quero sonhar\u201d, esgoela-se um exultante Clarke, com for\u00e7a suficiente para romper t\u00edmpanos e estra\u00e7alhar cora\u00e7\u00f5es. Sonhar acordado, pois durma-se com um barulho desses.<\/p>\n<figure id=\"attachment_73295\" aria-describedby=\"caption-attachment-73295\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-73295 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2023-03-12-terraplana-2048px-_FY20063-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2023-03-12-terraplana-2048px-_FY20063-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2023-03-12-terraplana-2048px-_FY20063-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-73295\" class=\"wp-caption-text\"><em>terraplana<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se os cr\u00edticos ainda cortam um dobrado para classificar o som do Deafheaven \u2013 p\u00f3s-metal? Deathgaze? \u2013 a banda da abertura, a curitibana terraplana, \u00e9 mais facilmente categoriz\u00e1vel. Eles eram garotos (e uma garota) que, como eu, amavam My Bloody Valentine &amp; Slowdive. Palmeando o lado mais narcol\u00e9ptico do shoegaze, o quarteto impressiona pela massa sonora, em especial quando botam as alavancas das guitarras pra funcionar e emulam (tanto quanto poss\u00edvel) o gliding t\u00edpico do MBV. Ainda podem e devem evoluir, especialmente na constru\u00e7\u00e3o de melodias. Mas demonstraram maturidade suficiente para n\u00e3o se intimidarem, abrindo para uma de suas influ\u00eancias declaradas (eles mesmos admitiram no palco).<\/p>\n<figure id=\"attachment_73296\" aria-describedby=\"caption-attachment-73296\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-73296 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2023-03-12-terraplana-2048px-P3120051-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2023-03-12-terraplana-2048px-P3120051-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/2023-03-12-terraplana-2048px-P3120051-copiar-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-73296\" class=\"wp-caption-text\"><em>terraplana<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Marco Antonio Barbosa \u00e9 jornalista (<a href=\"http:\/\/medium.com\/telhado-de-vidro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">medium.com\/telhado-de-vidro<\/a>) e m\u00fasico (<a href=\"http:\/\/borealis.art.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/borealis.art.br<\/a>).<br \/>\n\u2013 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/fernandoyokotafotografia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Fernando Yokota<\/a>\u00a0\u00e9 fot\u00f3grafo de shows e de rua. Conhe\u00e7a seu trabalho:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/fernandoyokota\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">instagram.com\/fernandoyokota\/<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cEmo\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 a palavra de ordem com o Deafheaven, e n\u00e3o faltou emo\u00e7\u00e3o nesse show. 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