{"id":73094,"date":"2023-03-06T00:01:00","date_gmt":"2023-03-06T03:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=73094"},"modified":"2023-04-01T00:46:02","modified_gmt":"2023-04-01T03:46:02","slug":"entrevista-camilla-loreta-fala-sobre-seu-primeiro-romance-sandalo-vermelho-e-os-gatunos-olhos-dela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/03\/06\/entrevista-camilla-loreta-fala-sobre-seu-primeiro-romance-sandalo-vermelho-e-os-gatunos-olhos-dela\/","title":{"rendered":"Entrevista: Camilla Loreta fala sobre seu primeiro romance, \u201cS\u00e2ndalo vermelho e os gatunos olhos dela&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/linktr.ee\/navionoespaco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcela G\u00fcther<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por meio de uma linguagem que passeia entre os di\u00e1rios de viagem, o on\u00edrico e as conex\u00f5es entre passado e presente, o romance \u201c<a href=\"https:\/\/editoraurutau.com\/titulo\/sandalo-vermelho-e-os-gatunos-olhos-dela\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">S\u00e2ndalo vermelho e os gatunos olhos dela<\/a>\u201d (Editora Urutau, 216 p.), de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/camilla_loreta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Camilla Loreta<\/a>, explora quest\u00f5es de ancestralidade e de linhagem materna. A autora, que j\u00e1 havia feito incurs\u00f5es na poesia, estreia como romancista com uma prosa \u00e1gil, ambientada na Pol\u00f4nia contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na obra, acompanhamos a travessia e o inconsciente da protagonista L\u00e9ia Stachewski, filha de pai polon\u00eas e m\u00e3e brasileira, que nasceu e passou a inf\u00e2ncia no Rio de Janeiro. Ap\u00f3s misteriosos acontecimentos vividos pela fam\u00edlia, ela retorna \u00e0 Pol\u00f4nia. No decorrer da narrativa, a personagem decide iniciar uma viagem de carro sozinha pelo Leste Europeu, rumo \u00e0 Finl\u00e2ndia. Perdida em um territ\u00f3rio gelado, ela relembra momentos de sua forma\u00e7\u00e3o no Brasil, origens familiares e motiva\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O romance come\u00e7ou a ser desenhado em 2016, quando Loreta foi convidada para uma resid\u00eancia art\u00edstica chamada The Artist Meeting, na Pol\u00f4nia, em uma pequena cidade chamada Marianowo, e ganhou vida ap\u00f3s uma oficina liter\u00e1ria com a escritora Carola Saavedra, que assina o orelha da obra. O enredo tamb\u00e9m se baseia na vida de duas mulheres: uma cigana polonesa, Papusza, que foi a mulher de seu povo a escrever, mesmo que isso fosse de encontro aos costumes tradicionais do povo romani; e Sydonia Von Bork, a \u00faltima princesa da Pomer\u00e2nia, acusada de bruxaria e queimada na Inquisi\u00e7\u00e3o ap\u00f3s 15 anos de julgamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ambas se manifestam, para a protagonista, como parte de sua ess\u00eancia e cujas trajet\u00f3rias despertam fascina\u00e7\u00e3o e interesse desde a gradua\u00e7\u00e3o. Ao iniciar a viagem que norteia a hist\u00f3ria, L\u00e9ia descobre que as duas tamb\u00e9m permeiam as anota\u00e7\u00f5es de James, um astronauta americano que realiza pesquisas para a Nasa, durante um per\u00edodo de trabalho na Pol\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Camilla Loreta \u00e9 formada em Audiovisual e Hist\u00f3ria da Arte, em S\u00e3o Paulo. Pesquisa a escrita o corpo e a imagem atrav\u00e9s das artes gr\u00e1ficas e audiovisuais. Dirigiu dois curtas-metragens, \u201cClara\u201d e \u201cO Sil\u00eancio das Pedras\u201d. Participou de diversas resid\u00eancias art\u00edsticas. Atualmente cursa a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do Instituto Vera Cruz para escritores de fic\u00e7\u00e3o. Confira abaixo a entrevista completa com Camilla Loreta:<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-73095\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/camila1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"947\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/camila1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/camila1-238x300.jpg 238w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que motivou a escrita do livro?<\/strong><br \/>\nEm 2016, participei de uma resid\u00eancia art\u00edstica na Pol\u00f4nia. Quando recebi o convite foi uma surpresa, pois parte da minha fam\u00edlia paterna vem dessa localidade. Ao chegar l\u00e1, me deparei com temas que me tocaram no profundo, pela hist\u00f3ria pregressa familiar. Quando ent\u00e3o, descobri, pelos anfitri\u00f5es da resid\u00eancia, que ali onde est\u00e1vamos \u2013 um monast\u00e9rio antigo \u2013 tinha sido a \u00faltima morada de Sydonia Von Bork, a \u00faltima princesa da Pomer\u00e2nia, que tinha sido queimada na inquisi\u00e7\u00e3o ap\u00f3s 15 anos de julgamento. Eu me interessei de modo instant\u00e2neo pelo assunto e comecei a pesquisar, e isso me levou a escrever. Comecei a escrever a hist\u00f3ria do livro por a\u00ed, achando que seria uma fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica a respeito do que aconteceria com Sydonia depois de sua morte. Quando retornei ao Brasil isso se aquietou e por um tempo o livro perdeu a dire\u00e7\u00e3o, at\u00e9 que alguns anos depois fiz uma oficina com Carola Saavedra, e tudo entrou nos trilhos. Assim descobri para onde queria ir com a hist\u00f3ria e, principalmente, descobri quem era a personagem principal, L\u00e9ia Stachevski.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi o processo de escrita do livro?<\/strong><br \/>\nO processo de escrita durou ao todo quatro anos, entre 2016 e 2019, com alguns hiatos. Em 2018, eu me dediquei a um processo planejado e rigoroso, com pelo menos duas horas di\u00e1rias de escrita, por cerca de cinco meses. Fiz uma linha do tempo, determinei os personagens e escrevi. Mas, durante o processo, as coisas mudaram, muitos personagens sumiram, assim como alguns cap\u00edtulos. A \u00fanica ideia que se manteve do in\u00edcio ao fim e se tornou central foi a de ser uma hist\u00f3ria on the road, pois eu queria colocar a personagem em movimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Se voc\u00ea pudesse resumir os temas centrais do livro, quais seriam? E por que escolher esses temas?<\/strong><br \/>\nAncestralidade, sonhos e linhagem materna. N\u00e3o escolhi exatamente, eles apareceram. Eu queria honrar Sydonia, j\u00e1 que na Pol\u00f4nia at\u00e9 hoje ela \u00e9 tratada como uma assombra\u00e7\u00e3o. Durante a escrita, quest\u00f5es hist\u00f3ricas e sociais desta regi\u00e3o ficam aparentes, como o nazismo, a pobreza e as perdas de territ\u00f3rio. Tudo isso tamb\u00e9m est\u00e1 intrinsecamente ligado a minha hist\u00f3ria familiar. Outro ponto que eu queria mesmo trabalhar, e esse talvez tenha sido mais deliberado, era a ideia de que o Brasil n\u00e3o tem passado matriarcal, pois ele teria sido eliminado durante a coloniza\u00e7\u00e3o. Por isso a escolha deliberada pelo desaparecimento da m\u00e3e da protagonista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o os seus livros fundamentais? Quais obras influenciaram diretamente a obra?<\/strong><br \/>\nTudo que li do Murakami. Acho que ele constr\u00f3i bem personagens, e isso sempre me motivou. Assim como os livros do Paul Auster. Gosto muito do &#8220;Noite de Or\u00e1culo&#8221;. Gosto muito de literatura asi\u00e1tica, &#8220;Kitchen&#8221;, da Banana Yoshimoto, \u00e9 meu livro favorito. Tudo que envolve comida me interessa. A poesia de Emily Dickinson \u00e9 bem seminal para mim, assim como a Sophia de Mello Breyner Andersen. Aqui no Brasil, duas leituras me deixaram rastros internos que ainda analiso os caminhos at\u00e9 hoje, que foram &#8220;Um Defeito de Cor&#8221;, da Ana Maria Gon\u00e7alves, e &#8220;Outros Cantos&#8221;, da Maria Val\u00e9ria Rezende. Os livros \u201cKafka \u00e0 beira mar\u201d, de Haruki Murakami, e \u201cO amante\u201d, de Marguerite Duras, influenciaram diretamente a escrita do meu livro. Outras refer\u00eancias para mim s\u00e3o Virginia Woolf, Matsuo Bash\u00f4, Ana Maria Gon\u00e7alves, Gita Mehta, Carola Saavedra, Ian McEwan, Paul Auster, Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez, Simone Veil, Sayaka Murata, Sei Shonagon, Maria Gabriela Llansol, Rainer Maria Rilke e Hermann Hesse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea escreve desde quando? Como come\u00e7ou a escrever?<\/strong><br \/>\nProsa passei a escrever mesmo com &#8220;S\u00e2ndalo&#8221;, antes escrevia poesia. Cheguei a publicar tr\u00eas contos em antologias durante a pandemia, mas majoritariamente a poesia era minha fonte de trabalho. N\u00e3o lembro como comecei a escrever, tenho di\u00e1rios de crian\u00e7a, tenho poesias tamb\u00e9m, de crian\u00e7a. Sempre escrevi, acho que sempre foi um modo de lidar com as minhas tens\u00f5es internas. Mas assumi que era escritora quando comecei a deixar essa face p\u00fablica. Eu tinha um Tumblr, chamava &#8220;Tomar Um Sol C.&#8221; e eu publicava poesias em conjunto com fotos. Eu gosto muito dele, ainda hoje, acho que tudo que sou mora naquele come\u00e7o. Eu me sentia muito livre, isso \u00e9 importante para a literatura. Hoje em dia penso muito no depois e isso me trava constantemente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea definiria seu estilo de escrita?<\/strong><br \/>\nPo\u00e9tico, fragmentado, inspirado no inconsciente. Em \u201cS\u00e2ndalo\u201d, a voz narrativa se alterna entre primeira e terceira pessoa. Em alguns momentos, a perspectiva \u00e9 de L\u00e9ia, em outros, acompanhamos a vis\u00e3o de outros narradores, o que contribui para o estilo fragment\u00e1rio e aos constantes inc\u00f4modos da protagonista, que, apesar de ser avessa a mudan\u00e7as, desloca-se por diferentes cen\u00e1rios e pa\u00edses durante o enredo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tem algum ritual de prepara\u00e7\u00e3o para a escrita? Tem alguma meta di\u00e1ria?<\/strong><br \/>\nNem sempre tenho um ritual de escrita. Mas costumo tentar fazer algo com o corpo antes de sentar. Eu fiz algum tempo de aulas de corpo e dan\u00e7a, e isso costuma ajudar a me liberar. Para &#8220;S\u00e2ndalo&#8221;, eu escrevi durante cinco meses todos os dias durante no m\u00ednimo duas horas. Eu costumava dormir antes e acordar sonolenta e assim escrevia, sem muito filtro. A\u00ed entrava o processo de edi\u00e7\u00e3o pesado na p\u00f3s escrita, algumas semanas depois. No caso do novo romance que estou escrevendo, que ainda n\u00e3o sei dizer bem sobre, costumo ficar uma hora por dia, mas as vezes eu s\u00f3 encaro a parede.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a sua aproxima\u00e7\u00e3o com a editora? Como foi o processo de edi\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nEu j\u00e1 conhecia a Urutau por outras escritoras que admiro o trabalho, e por ser uma editora que publica muita poesia eu achei que o \u201cS\u00e2ndalo\u201d tinha uma proximidade com o cat\u00e1logo deles. Eu mandei meu original e eles gostaram, e propuseram publicar. O processo de edi\u00e7\u00e3o durou uns dois meses, mas antes ele j\u00e1 tinha passado por uma preparadora de texto, ent\u00e3o n\u00e3o tinha problemas t\u00e3o estruturais, era mais uma quest\u00e3o de revis\u00e3o e ajuste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quais s\u00e3o os seus projetos atuais de escrita? O que vem por a\u00ed?<\/strong><br \/>\nTerminei minha p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o ano passado, ent\u00e3o estou finalizando meu TCC, que \u00e9 um romance. Se chama \u201cO peso e a cor de cada coisa&#8221;, sobre Sofia Bruner. O romance \u00e9 dividido em duas partes, e explora o mundo consciente na parte um e o mundo inconsciente na parte dois. A parte um tem uma forma pr\u00f3xima a um di\u00e1rio da personagem, uma roteirista que se encontra em um momento de conflitos internos com a maternidade e relacionamentos amorosos. A parte dois \u00e9 o duplo de Sofia, no mundo dos sonhos, e tem uma forte inspira\u00e7\u00e3o na cosmogonia guarani e outros mitos origin\u00e1rios. Isso apareceu na minha pesquisa \u00edntima da minha ancestralidade, que \u00e9 parte ind\u00edgena. Minha tatarav\u00f3 Filomena, ou Passarinha, tem uma hist\u00f3ria misteriosa na linhagem familiar e comecei a buscar por ela, e nesse processo a hist\u00f3ria apareceu.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-73097 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/camila3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/camila3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/camila3-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/linktr.ee\/navionoespaco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcela G\u00fcther<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista, produtora de conte\u00fado, assessora de imprensa e mediadora do <a href=\"https:\/\/leiamulheres.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia Mulheres<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A autora, que j\u00e1 havia feito incurs\u00f5es na poesia, estreia como romancista com uma prosa \u00e1gil, ambientada na Pol\u00f4nia contempor\u00e2nea.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/03\/06\/entrevista-camilla-loreta-fala-sobre-seu-primeiro-romance-sandalo-vermelho-e-os-gatunos-olhos-dela\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":107,"featured_media":73096,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9],"tags":[6591],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73094"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/107"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=73094"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73094\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73099,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/73094\/revisions\/73099"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/73096"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=73094"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=73094"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=73094"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}