{"id":72895,"date":"2023-02-24T01:13:05","date_gmt":"2023-02-24T04:13:05","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=72895"},"modified":"2023-03-27T00:19:29","modified_gmt":"2023-03-27T03:19:29","slug":"entrevista-rogerio-bigbross-anuncia-a-14a-edicao-do-festival-bigbands-em-salvador-dessa-vez-mais-voltado-a-musica-pesada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/02\/24\/entrevista-rogerio-bigbross-anuncia-a-14a-edicao-do-festival-bigbands-em-salvador-dessa-vez-mais-voltado-a-musica-pesada\/","title":{"rendered":"Entrevista: Rog\u00e9rio Bigbross anuncia a 14\u00aa edi\u00e7\u00e3o do festival Bigbands, em Salvador, dessa vez mais voltado \u00e0 m\u00fasica pesada"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A miss\u00e3o que Rog\u00e9rio Bigbross se imp\u00f4s \u00e9 simultaneamente anacr\u00f4nica e atemporal: fomentar a atividade musical autoral no underground baiano, especialmente no que diz respeito \u00e0s diversas vertentes do som pesado. E embora atue como produtor de eventos menores, seu trabalho mais emblem\u00e1tico \u00e9 o festival Bigbands, que neste ano ter\u00e1 sua 14a edi\u00e7\u00e3o, nos dias 19\/03, 03\/05 e 19\/05.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sim, o nome \u00e9 uma refer\u00eancia direta ao seu fundador, sem qualquer rela\u00e7\u00e3o com forma\u00e7\u00f5es numerosas que tocam jazz, dixieland ou g\u00eaneros semelhantes. Bigbross \u2013 ou apenas Big, como \u00e9 conhecido no meio \u2013 \u00e9 o primeiro a admitir a autorrefer\u00eancia. J\u00e1 na apresenta\u00e7\u00e3o do projeto, <a href=\"https:\/\/festivalbigbands.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em seu site oficial<\/a>, ele explica: \u201d\u00e9 uma analogia \u00e0 minha pessoa, ao meu jeito de fazer as coisas, de agregar, de dar chance ao novo, de revitalizar o velho, de mostrar o que nunca foi visto, de misturar, de segmentar, quando necess\u00e1rio de agregar produtores de v\u00e1rios segmentos de todos os estados, que fizeram esse festival acontecer nos \u00faltimos 13 anos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a edi\u00e7\u00e3o de 2023 acontecer, Big <a href=\"https:\/\/festivalbigbands.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">lan\u00e7ou uma campanha de financiamento coletivo<\/a>, At\u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o dessa entrevista, pouco antes do Carnaval, os locais n\u00e3o estavam definidos, embora parte do lineup j\u00e1 estivesse confirmado. Era um bom momento para conversar, entre trocas de e-mails e mensagens de WhatsApp, sobre trabalhar em condi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o ideais, longevidade e propostas art\u00edsticas e pessoais.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"campanha bigbands 2023\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ELgVtjUDuTE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea anunciou essa 14a edi\u00e7\u00e3o do festival dizendo que est\u00e1 &#8220;repensando&#8221; o festival. O que muda em seu formato pra essa edi\u00e7\u00e3o vindoura?<\/strong><br \/>\nEm suas 14 edi\u00e7\u00f5es, o Bigbands nunca se repetiu: teve noite instrumental, noite hip hop teve a\u00e7\u00f5es nas escolas, rodou em algumas cidades do interior, aconteceu em v\u00e1rios bairros de Salvador ao mesmo tempo, foi gratuito e foi pago\u2026 A meta \u00e9 sempre fazer do tamanho que a perna alcan\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea tem tr\u00eas datas confirmadas, com lineup parcial ou totalmente montado, mas ainda n\u00e3o tem o local definido para rolar o festival, e ainda est\u00e1 com o crowdfunding aberto. N\u00e3o \u00e9 um risco muito grande, ainda mais considerando as li\u00e7\u00f5es deixadas por epis\u00f3dios como Metal Open Air e REP Festival?<\/strong><br \/>\nTenho o p\u00e9 no ch\u00e3o. S\u00f3 ponho meu bon\u00e9 onde posso apanhar. A data principal j\u00e1 est\u00e1 confirmada: vai ser na Pra\u00e7a Tereza Batista, no Pelourinho. As outras duas, como ser\u00e3o shows menores, nem me preocupam. Mas at\u00e9 o fim do m\u00eas j\u00e1 saem os lugares, com certeza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/08\/17\/entrevista-paulo-andre-de-moraes-pires-fala-do-memorias-de-um-motorista-de-turnes-de-chico-science-nacao-zumbi-e-muito-mais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Paulo Andr\u00e9<\/a>, do Abril Pro Rock, e o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/10\/03\/entrevista-gustavo-sa-fala-sobre-os-21-anos-do-porao-do-rock-curadoria-e-mais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Gustavo S\u00e1<\/a>, do Por\u00e3o do Rock, j\u00e1 falaram, em entrevistas para o Scream &amp; Yell e tamb\u00e9m em eventos setoriais, que o som pesado &#8211; principalmente o metal e suas vertentes &#8211; ainda \u00e9 o lastro de muitos festivais dedicados ao rock. No Bigbands, isso n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 verdade como parece que o festival est\u00e1 dando uma guinada em dire\u00e7\u00e3o a ter exclusivamente o som pesado, depois de alguns anos aberto para outros estilos. O que provocou essa mudan\u00e7a?<\/strong><br \/>\nO Bigbands teve diversas edi\u00e7\u00f5es sem metal. Como eu falei, nunca teve um formato fixo. Mas eu vim do metal, trabalho com ele desde o come\u00e7o dos anos 1990. Fiz meu primeiro festival em 1994 e na grade tinha mundo livre s\/a, Jorge Cabelereira, Restless, DFC, Insanity, Nadegueto, Valhala, Lacertae\u2026 Era uma \u00e9poca em que voc\u00ea tinha que tentar somar todo tipo de p\u00fablico no festival. Acho que eu, Gustavo e Paulo temos o mesmo tempo de experi\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de shows. Quando a gente come\u00e7ou, a gente tinha que fomentar uma cena que n\u00e3o existia. Esse tempo passou \u2013 pelo menos por aqui. Hoje, a Bahia tem festivais como <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/11\/18\/em-sua-sexta-edicao-o-festival-radioca-mostrou-a-potencia-de-um-nordeste-diverso-num-altissimo-nivel-de-grandes-shows\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Radioca<\/a>, Su\u00ed\u00e7a Bahiana, Feira Noise, Sanguinho Novo, dentre muitos outros. S\u00f3 que n\u00e3o tinha mais nenhum festival de metal, tampouco esses citados abrem espa\u00e7o para o g\u00eanero. Ent\u00e3o, diante dessas mudan\u00e7as, eu simplesmente voltei \u00e0s minhas ra\u00edzes metaleiras, onde encontro um p\u00fablico fiel e presente<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa fidelidade \u00e9 marcante, n\u00e3o? Me lembro de um dono de um espa\u00e7o de shows que me confidenciou que n\u00e3o queria mais fazer eventos para p\u00fablico indie ou MPB, porque \u201cningu\u00e9m vem, e quando vem, n\u00e3o gasta\u201d.<\/strong><br \/>\nSim. A prova disso foi a \u00faltima vez que fui ao Abril Pro Rock, em 2019. O dia que teve Pussy Riot, Letrux, foi bem fraco de p\u00fablico, e o dia do Nuclear Assault e Ratos de Por\u00e3o acabou ingresso, acabou cerveja, acabou at\u00e9 lim\u00e3o pra caipirinha\u2026 Por isso festivais como o Bigbands, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/05\/07\/balanco-abril-pro-rock-2016\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Abril Pro Rock<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/10\/30\/publico-geral-se-sobrepoe-aos-camisas-pretas-na-21a-edicao-do-otimo-porao-do-rock\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Por\u00e3o<\/a> est\u00e3o voltando \u00e0s origens. E tem outra: n\u00e3o h\u00e1 necessidade de eu trazer Curumim pra c\u00e1 e ele estar de volta daqui a um m\u00eas tocando de gra\u00e7a na rua num festival bancado por um patrocinador. A m\u00fasica brasileira mudou bastante, t\u00e1 tudo bem encaminhado, enfim, o cen\u00e1rio \u00e9 outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea lembrou, j\u00e1 conseguiu, pelo Bigbands, levar o hip hop baiano para as escolas. Voc\u00ea v\u00ea uma iniciativa semelhante acontecendo com o som pesado, ou os polos de cultura e as escolas continuam imperme\u00e1veis para esse tipo de m\u00fasica?<\/strong><br \/>\nForam duas edi\u00e7\u00f5es do Bigbands Vai \u00e0 Escola em escolas da rede municipal, todas em bairros de alta periculosidade. A ideia era o hip hop mesmo, levar o DJ, o b-boy, o MC, o grafite, as aulas da cultura hip hop. Foi dif\u00edcil entrar nas escolas, mas o resultado foi muito positivo. Remuneramos todo mundo que trabalhou, professores e diretores elogiaram muito, perguntavam quando teria de novo. S\u00f3 que isso n\u00e3o tem como ser feito sem verba, seja p\u00fablica ou privada. Levar o metal \u00e9 mais complexo, n\u00e3o adianta voc\u00ea for\u00e7ar a barra com o metal pra algu\u00e9m. \u00c9 aquela hist\u00f3ria, voc\u00ea escolhe o metal e o metal te escolhe. Aqui em Salvador, no final dos anos 80 e come\u00e7o dos 90, o metal era quase que exclusivamente perif\u00e9rico, assim como o punk, e quem estava l\u00e1 escolheu aquilo. Muitos [dessa cena] s\u00e3o meus amigos at\u00e9 hoje e ainda ouvem metal, e sei que j\u00e1 teve headbangers que hoje s\u00e3o professores fazendo a\u00e7\u00f5es do tipo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como est\u00e1 a cena p\u00f3s-pandemia para o rock na Bahia? Para al\u00e9m dos festivais, h\u00e1 uma movimenta\u00e7\u00e3o constante?<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 no primeiro ano de pandemia eu soube que minha vida como produtor s\u00f3 iria se normalizar em 2024. Trabalho com casas de shows de acordo com a demanda do evento, ent\u00e3o trabalho tanto com casas com capacidade para 50, 100 ou 200, como com outras para 300, 500 pessoas. E todas elas fecharam na pandemia. Por conta disso, meu sebo de vinis, CDs e K7, que era somente virtual, virou loja f\u00edsica. Ele s\u00f3 viraria f\u00edsico no meu plano de aposentadoria, mas tive que antecipar essa ideia. FIz isso para continuar trabalhando com m\u00fasica e continuar sendo independente de patr\u00e3o, e continuei fazendo algumas produ\u00e7\u00f5es na medida do poss\u00edvel. Tem coisas \u00e0s quais n\u00e3o me submeto: nenhuma marca vai indicar artista para o Bigbands em troca de patroc\u00ednio, nenhum artista vai pagar para poder tocar no festival. N\u00e3o sou eu quem vai salvar a m\u00fasica brasileira, mas isso n\u00e3o \u00e9 motivo para abandonar meus princ\u00edpios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual foi a edi\u00e7\u00e3o que voc\u00ea considera a melhor sucedida, seja pelos crit\u00e9rios que for, de toda a hist\u00f3ria do festival?<\/strong><br \/>\nEm termos de p\u00fablico, as edi\u00e7\u00f5es de 2009 e 2012 foram muito boas, mas a de 2014 foi a mais emocionante. Foi quando muitos amigos, produtores e artistas se juntaram de verdade para o festival acontecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E uma \u00faltima pergunta: depois de 13 edi\u00e7\u00f5es, ainda aparecem artistas te procurando achando que \u00e9 um festival de big bands mesmo? (risos)<\/strong><br \/>\nEm toda rodada de neg\u00f3cios que participo, da SIM S\u00e3o Paulo ao Porto Musical, sempre tem os desavisados que n\u00e3o leram o release do festival. Tamb\u00e9m acontece nas mensagens das redes sociais, nos contatos por email ou zap. Pra esses, j\u00e1 tenho at\u00e9 o texto pronto para a resposta.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-72897\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/bigbands2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"754\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/bigbands2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/bigbands2-298x300.jpg 298w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/02\/bigbands2-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista, escritor e produtor cultural. Colabora com o Scream &amp; Yell desde 2000, onde tamb\u00e9m assina a coluna\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Conex\u00e3o Latina<\/a>. \u00c9 tamb\u00e9m colaborador eventual dos sites\u00a0<a href=\"https:\/\/musicnonstop.uol.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Music Non Stop<\/a>\u00a0(Brasil) e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.zonadeobras.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Zona de Obras<\/a>\u00a0(Espanha).<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;Em suas 14 edi\u00e7\u00f5es, o Bigbands nunca se repetiu: teve noite instrumental, noite hip hop teve a\u00e7\u00f5es nas escolas, rodou em algumas cidades do interior, aconteceu em v\u00e1rios bairros de Salvador ao mesmo tempo&#8230;&#8221;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/02\/24\/entrevista-rogerio-bigbross-anuncia-a-14a-edicao-do-festival-bigbands-em-salvador-dessa-vez-mais-voltado-a-musica-pesada\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":72896,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[6572,4249],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72895"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72895"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72895\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":72898,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72895\/revisions\/72898"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72896"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72895"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72895"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72895"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}