{"id":724,"date":"2009-01-20T19:12:39","date_gmt":"2009-01-20T21:12:39","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=724"},"modified":"2023-03-29T00:59:19","modified_gmt":"2023-03-29T03:59:19","slug":"pablo-honey-obra-prima-do-radiohead","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/01\/20\/pablo-honey-obra-prima-do-radiohead\/","title":{"rendered":"Pablo Honey, obra-prima do Radiohead"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-725\" title=\"radiohead_pablo\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/radiohead_pablo.jpg\" alt=\"\" width=\"450\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/radiohead_pablo.jpg 450w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/radiohead_pablo-150x150.jpg 150w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/01\/radiohead_pablo-300x300.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><br \/>\n<strong>por Eduardo Palandi<\/strong><\/h1>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de come\u00e7ar a falar sobre \u201cPablo Honey\u201d, primeiro disco do Radiohead lan\u00e7ado em 22 de fevereiro de 1993 (e l\u00e1 v\u00e3o 25 anos), deixe-me fazer uma pergunta: ao entrar nesse texto, voc\u00ea soltou alguma coisa do tipo \u201cl\u00e1 vem a ovelha negra\u201d? Bom, se n\u00e3o falou ou pensou isso, algu\u00e9m a\u00ed deve ter falado. Radiohead, em qualquer conversa, \u00e9 quase sin\u00f4nimo da trinca \u201cThe Bends\u201d \/ \u201cOK Computer\u201d \/ \u201cKid A\u201d; um ou outro vai falar do &#8220;Hail to the thief&#8221;, algu\u00e9m vai achar o &#8220;In Rainbows&#8221; genial. Mas da estr\u00e9ia do quinteto, ningu\u00e9m fala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vacilo. Tenho todos os \u00e1lbuns do Radiohead e descobri h\u00e1 dois anos que o meu preferido \u00e9 o \u201cPablo Honey\u201d. Heresia? Depende. A coisa que mais me prende em um disco geralmente \u00e9 a sinceridade do artista nele. Como nas estr\u00e9ias de Ramones e Sex Pistols, como em \u201cScott 4\u201d, do Scott Walker, em \u201cSummerteeth\u201d, do Wilco, no \u201cA New Morning\u201d, do Suede&#8230; e a lista segue. E, por mais que o Radiohead tenha se tornado genial na dupla \u201cOK Computer\u201d \/ \u201cKid A\u201d, ele nunca foi t\u00e3o sincero quanto na estr\u00e9ia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda assinou com a Parlophone em meados de 1992 e lan\u00e7ou alguns singles que n\u00e3o geraram grande como\u00e7\u00e3o no Reino Unido. Entraram para gravar o primeiro disco sob o descr\u00e9dito do pr\u00f3prio selo, sem qualquer cr\u00edtica apaixonada nem legi\u00f5es de f\u00e3s. Esse \u201cdesprezo\u201d por parte do mundo fez com que o grupo, aliado a uma produ\u00e7\u00e3o competent\u00edssima e pouco comentada, desse tudo de si nas sess\u00f5es de \u201cPablo Honey\u201d e sa\u00edsse de l\u00e1 com um disco que reflete todas as ang\u00fastias dos cinco jovens integrantes e, ao mesmo tempo, o desprezo coletivo que parecia se abater sobre eles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPablo Honey\u201d abre com \u201cYou\u201d, uma balada de amor obsessivo coberta por guitarras apocal\u00edpticas. Thom Yorke diz que ela \u00e9 o sol e a lua e as estrelas, e que ele nunca poderia fugir dela, que faz tudo funcionar em meio ao caos, enquanto ele n\u00e3o acredita em si mesmo. Palhetadas. Berros. \u201c\u00c9 como se o mundo fosse acabar em breve\u201d, enquanto Jonny e Colin Greenwood mant\u00e9m uma tens\u00e3o permanente. Segue-se \u201cCreep\u201d, outro hino da baixa auto-estima e a \u00fanica m\u00fasica do disco que ainda \u00e9 tocada ao vivo, ao ritmo de uma vez a cada vinte apresenta\u00e7\u00f5es. Se tocarem no Brasil, ser\u00e1 bonito: dezenas de trint\u00f5es cantando \u201cmas eu sou um feio, sou um esquisito \/ que diabos eu t\u00f4 fazendo aqui? \/ eu n\u00e3o sou daqui\u201d. Se n\u00e3o tocarem, a vers\u00e3o do disco, que os produtores Paul Q. Kolderie e Sean Slade acharam que era cover do grande Scott Walker, d\u00e1 conta do recado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cHow Do You\u201d conta, em terceira pessoa e em dois minutos, a vida de um mala metido a gostos\u00e3o, que vive com a m\u00e3e, sacaneia os amigos. Provavelmente, foi escrita para algum desafeto. A cada refr\u00e3o, Thom repete \u201ce voc\u00ea?\u201d, como se quisesse saber qual \u00e9 a do ouvinte. Logo depois, \u201cStop Whispering\u201d, a \u00fanica faixa ruim do disco, cuja letra \u00e9 mais uma prova do momento loser pelo qual Thom Yorke passava: \u201ce minha m\u00e3e diz \u2018n\u00f3s cuspimos no seu filho mais um pouco\u2019 \/ e os pr\u00e9dios dizem \u2018n\u00f3s cuspimos na sua cara mais um pouco\u2019\u201d. Deprimente. Um dos fansites do Radiohead diz que esta can\u00e7\u00e3o \u00e9 uma homenagem aos Pixies, tentando soar como eles. A sensa\u00e7\u00e3o de inadequa\u00e7\u00e3o segue com \u201cThinking About You\u201d e sua bela levada de viol\u00e3o: fala sobre ser deixado por algu\u00e9m que virou famoso. Pouco se sabe sobre a vida amorosa dos cabe\u00e7as de r\u00e1dio, ainda mais numa fase t\u00e3o derrotista \u2013 n\u00e3o deve, portanto, ser baseada em experi\u00eancias pr\u00f3prias de ningu\u00e9m da banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira metade do disco \u00e9 encerrada com o humor de \u201cAnyone Can Play Guitar\u201d, sacaneando os rock stars e repetindo \u201cI wanna be, I wanna be, I wanna be Jim Morrison\u201d, em pleno deboche. A essa altura, percebe-se que a estrutura musical das can\u00e7\u00f5es do in\u00edcio da carreira do Radiohead, sempre com duas ou tr\u00eas guitarras, baixo e bateria e no formato versos \u2013 refr\u00e3o \u2013 versos, fazem pensar que a banda que gravou o \u201cKid A\u201d n\u00e3o \u00e9 nem do mesmo planeta que a do \u201cPablo Honey\u201d. Mas o valor de Thom Yorke cantando \u201cc\u00e1 estamos, com nossa correria e confus\u00e3o \/ e eu n\u00e3o consigo mais deixar de ver a confus\u00e3o\u201d vale por toda a carreira do grupo no s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lado 2 abre com \u201cRipcord\u201d e sua explos\u00e3o grunge: a letra \u00e9 sobre o contrato conseguido com a gravadora e a falta de perspectivas para a vida; h\u00e1 uma beleza indescrit\u00edvel nas guitarras dessa m\u00fasica, e nos sonhos que a letra traz ao ouvinte; o contrato ressurge na faixa seguinte, \u201cVegetable\u201d, que fala das brigas com quem n\u00e3o acreditava no potencial do Radiohead. Antes de detalhar a can\u00e7\u00e3o, a senten\u00e7a: \u201cVegetable\u201d \u00e9 linda. Tem a melhor performance vocal de Thom Yorke, um dos riffs de guitarra mais legais que algu\u00e9m j\u00e1 colocou na abertura de uma m\u00fasica e uma letra simples e direta. At\u00e9 cheguei a fazer uma vers\u00e3o, em portugu\u00eas de Portugal, mas n\u00e3o mostro nem sob tortura. O texto original \u00e9 agressivo como todo o disco:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Eu nunca quis nada al\u00e9m disso<br \/>\nEu trabalhei duro, tentei duro<br \/>\nEu contornei disputas dom\u00e9sticas<br \/>\nEu lutei duro, morri duro<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Toda vez que foges pra longe de mim<br \/>\nToda vez que corres, eu posso ver<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Que n\u00e3o sou um vegetal<br \/>\nEu n\u00e3o vou me controlar<br \/>\nEu cuspo na m\u00e3o que me alimenta<br \/>\nEu n\u00e3o vou me controlar.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de tanto insistirem, eles estavam contratados e agora (com raz\u00e3o) jogavam isso na cara de quem n\u00e3o acreditou, para voltarem em \u201cProve Yourself\u201d dizendo que n\u00e3o ag\u00fcentavam mais respirar nessa cidade e que trabalham, sangram, ajoelham e rezam, mas preferiam estar mortos. Ah, a inadequa\u00e7\u00e3o juvenil&#8230; o fato \u00e9 que a banda logo parou de tocar \u201cProve Yourself\u201d ao vivo, por se espantarem com a molecada repetindo \u201cI\u2019m better off dead\u201d (risos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 uma banda t\u00e3o loser poderia batizar uma can\u00e7\u00e3o de \u201cI Can\u2019t\u201d (\u201ceu n\u00e3o posso\u201d), e ainda come\u00e7ar pedindo: \u201cpor favor, esque\u00e7a as palavras que vomitei \/ n\u00e3o era eu, era minha d\u00favida, feia e estranha\u201d. E que, logo depois, cometeria outra obra-prima da auto-estima zero, de nome \u201cLurgee\u201d:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Eu me sinto melhor<br \/>\nEu me sinto melhor agora que voc\u00ea se foi<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Eu estou melhor,<br \/>\nEu estou melhor, eu estou mais forte<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Eu me sinto melhor<br \/>\nEu me sinto melhor agora que n\u00e3o h\u00e1 nada de errado<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Eu estou melhor<br \/>\nEu estou melhor, eu estou mais forte<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Conte-me algo<br \/>\nConte-me algo que eu n\u00e3o sei<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Conte-me uma coisa<br \/>\nConte-me uma coisa, deixe ir<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea j\u00e1 esteve numa situa\u00e7\u00e3o dessas, de estar com algu\u00e9m, n\u00e3o saber como agir e querer ir embora? Ou ent\u00e3o de saber o que fazer mas simplesmente desejar que essa pessoa estivesse bem longe? N\u00e3o responda em voz alta, por favor. \u00c9 triste, mas \u00e9 comum. Como j\u00e1 disse um amigo, \u201cno amor n\u00e3o existem sa\u00eddas, ningu\u00e9m est\u00e1 certo ou errado, n\u00e3o existem regras. Existe voc\u00ea e existe quem voc\u00ea ama\u201d. Feche os olhos, ou\u00e7a a guitarra de \u201cLurgee\u201d (g\u00edria para doen\u00e7as infecto-contagiosas) e boa sorte com o seu amor. E o disco fecha com \u201cBlow Out\u201d, uma fria can\u00e7\u00e3o de ninar que diz, entre outras coisas, \u201co tempo todo matando o que sinto\u201d e \u201ctudo que eu toco vira pedra\u201d. Menos o cora\u00e7\u00e3o de quem ouve o encerramento do disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gastei todas essas linhas apenas para dizer que o que o Radiohead fez em \u201cPablo Honey\u201d \u00e9 se mostrar, sem vergonha nenhuma, sem se importar com o que os outros diriam, sem enfeitar seu som. Uma crueza dif\u00edcil de se encontrar, um momento que a banda igualaria em qualidade em \u201cOK computer\u201d e \u201cKid A\u201d, mas jamais em sinceridade.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XFkzRNyygfk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/PECnzN8P6KQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Di2d7-rsdUI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; encrypted-media\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&#8211; Eduardo Palandi \u00e9 colaborador do S&amp;Y desde a Idade M\u00e9dia e\u00a0assina o blog <a href=\"http:\/\/palandi.com\/\">Life In Slow Motion<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; \u201cPablo Honey\u201d, por Eduardo Palandi (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/01\/20\/pablo-honey-obra-prima-do-radiohead\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cThe Bends\u201d, por Renata Honorato (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/04\/the-bends-o-melhor-do-radiohead\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cOk Computer\u201d, por Tiago Agostini (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/11\/ok-computer-um-disco-fundamental\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cKid A\u201d, por Lu\u00eds Henrique Pellanda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/18\/kid-a-o-radiohead-no-topo-do-mundo\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cAmnesiac\u201d, por Marco Tomazzoni (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/04\/amnesiac-a-vanguarda-do-rock\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cHail To The Thief\u201d, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/09\/hail-to-the-thief-e-a-volta-das-guitarras\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; &#8220;In Rainbows&#8221;, por Alexandre Matias (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/03\/17\/in-rainbows-o-album-da-decada\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Antes de come\u00e7ar a falar sobre \u201cPablo honey\u201d, primeiro disco do Radiohead (e j\u00e1 l\u00e1 v\u00e3o quinze anos), deixe-me fazer uma pergunta&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/01\/20\/pablo-honey-obra-prima-do-radiohead\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":125,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[341],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/724"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/125"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=724"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/724\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":46646,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/724\/revisions\/46646"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=724"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=724"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=724"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}