{"id":71839,"date":"2023-01-24T02:29:43","date_gmt":"2023-01-24T05:29:43","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=71839"},"modified":"2023-02-25T19:19:14","modified_gmt":"2023-02-25T22:19:14","slug":"cinema-formulaico-e-obvio-os-fabelmans-e-muito-pouco-para-um-realizador-do-nivel-de-steven-spielberg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/01\/24\/cinema-formulaico-e-obvio-os-fabelmans-e-muito-pouco-para-um-realizador-do-nivel-de-steven-spielberg\/","title":{"rendered":"Cinema: Formulaico e \u00f3bvio, &#8220;Os Fabelmans&#8221; \u00e9 muito pouco para um realizador do n\u00edvel de Steven Spielberg"},"content":{"rendered":"<h2><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-71843 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/fabelmans4.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"625\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/fabelmans4.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/fabelmans4-240x300.jpg 240w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/Lucas_T_Reis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lucas Reis<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Steven Spielberg \u00e9 um dos cineastas mais marcantes do cinema hollywoodiano. Al\u00e9m disso, \u00e9 poss\u00edvel pensar nele como um artista paradigm\u00e1tico devido \u00e0s suas contribui\u00e7\u00f5es para a s\u00e9tima arte. S\u00e3o tantos os filmes significativos do realizador, que \u00e9 imposs\u00edvel citar todos. Basta lembrar de \u201cTubar\u00e3o\u201d (1976), \u201cContatos Imediatos de Terceiro Grau\u201d (1977) \u201cE.T &#8211; O Extraterrestre\u201d (1981), e \u201cA Lista de Schindler\u201d (1992) para dar a dimens\u00e3o da import\u00e2ncia de Spielberg e de como seus filmes reverberam em cr\u00edticas, ensaios, trabalhos acad\u00eamicos, influ\u00eancia para outras t\u00edtulos e at\u00e9 mesmo para outras manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre os temas de sua predile\u00e7\u00e3o, dois merecem destaque: o n\u00facleo familiar em conflito e a segunda guerra mundial &#8211; \u00e9 preciso lembrar que o cineasta tem ascend\u00eancia judaica. Entretanto, \u201cOs Fabelmans\u201d (\u201cThe Fabelmans\u201d, 2022), seu novo projeto, prop\u00f5e uma autobiografia. Uma forma do diretor olhar para sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia visando compreender, de alguma maneira, o que o levou a se tornar um cineasta. Levando em considera\u00e7\u00e3o a pol\u00edtica dos autores defendida pelos cr\u00edticos franceses da Cahiers du Cinema na d\u00e9cada de 1950 em que um autor costuma manter um mesmo conjunto de temas (dentre outros fatores) mesmo em filmes aparentemente muito diferentes, uma obra autobiogr\u00e1fica \u00e9 quase como se Steven Spielberg revelasse o segredo que o tornou um nome fundamental da ind\u00fastria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio do filme, h\u00e1 o desenvolvimento da paix\u00e3o pelo cinema. Desde a primeira vez que o pequeno Sam Fabelman (o protagonista da obra e alter-ego de Steven Spielberg) foi \u00e0 sala de cinema, at\u00e9 ganhar uma c\u00e2mera para criar as pr\u00f3prias imagens e realizar as suas obras &#8211; ainda de forma amadora. \u201cOs Fabelmans\u201d \u00e9 menos sobre o encanto que a sala de cinema proporciona \u2013 como \u00e9 o caso de \u201cCinema Paradiso\u201d (Giuseppe Tornatore, 1988), por exemplo \u2013 e mais sobre o que colocar em tela. Como o mundo ao redor influencia as tomadas de decis\u00f5es art\u00edsticas? Neste sentido, a fam\u00edlia de Sam se torna o principal tema de suas filmagens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m h\u00e1 uma facilidade narrativa, pois \u00e9 filmando os familiares que um grande segredo vai se revelar e desenrolar quest\u00f5es que foram fundamentais para o rompimento dos pais \u2013 levando em considera\u00e7\u00e3o que o t\u00edtulo do filme faz refer\u00eancia a fam\u00edlia, \u00e9 poss\u00edvel destacar que tal ruptura \u00e9 intensa para os personagens. Assim, a obra n\u00e3o \u00e9 apenas a revela\u00e7\u00e3o de uma paix\u00e3o colossal pelo cinema. Demonstra o drama de uma fam\u00edlia judia prestes a se despeda\u00e7ar. O filme re\u00fane a paix\u00e3o do realizador e os temas que marcaram boa parte de sua carreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dificuldade de todo o filme biogr\u00e1fico \u00e9 mergulhar na ess\u00eancia do biografado sem que a obra se torne apenas um meio de elencar v\u00e1rios acontecimentos de sua vida do mesmo. Em sua pr\u00f3pria biografia, Spielberg cria esse n\u00f3 custoso de desatar. Assim, o fasc\u00ednio pelo cinema de Sam fica em segundo plano porque todas as suas imagens produzidas e filmes realizados n\u00e3o existem por si, mas para fazer com que a narrativa avance ou para dar dimens\u00e3o psicol\u00f3gica de algum personagem. Ent\u00e3o, se o adolescente faz um filme com quarenta pessoas na equipe sobre a segunda guerra mundial, o que interessa \u00e9 ver a rea\u00e7\u00e3o da m\u00e3e que est\u00e1 na plateia encantada com o talento do filho, por\u00e9m n\u00e3o sabe que ele est\u00e1 enfurecido com ela pelo segredo omitido. Segredo este, que descobriu em outro de seus filmes realizados.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-71841\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/fabelmans2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/fabelmans2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/fabelmans2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 em \u201cOs Fabelmans\u201d o desenrolar sutil de uma paix\u00e3o avassaladora pelo cinema porque Spielberg n\u00e3o encara a sua forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica frontalmente. Sequer se esfor\u00e7a para refletir sobre sua realiza\u00e7\u00e3o amadora e como ela pode ter o moldado ao longo da vida. O que move a narrativa, de fato, s\u00e3o os grandes momentos de sua vida que v\u00e3o pontuando o que \u00e9 ser um artista. O encontro com um tio-av\u00f4 que Sam nunca havia visto \u00e9 caracter\u00edstico de um texto que preza pelos grandes momentos. Antes de dormir, o adolescente \u00e9 interpelado pelo senhor que demonstra experi\u00eancia e conhecimento sobre uma carreira no mundo do entretenimento. Ele diz que trabalha no circo e teve de abdicar de muito para continuar l\u00e1, mas nunca desistiu pois isso est\u00e1 no seu sangue.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa sequ\u00eancia, Sam Fabelman descobre uma ascend\u00eancia art\u00edstica e uma indica\u00e7\u00e3o do que deve ter para seguir no ramo \u2013 tudo constru\u00eddo a partir do di\u00e1logo. Esta quest\u00e3o, assim como todas as outras situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o arremessadas em tela, nunca desenvolvidas com calma. Sempre \u00e9 necess\u00e1rio avan\u00e7ar cronologicamente para que as 2h30 de filme consigam dar a dimens\u00e3o da vida de uma crian\u00e7a que vai ao cinema pela primeira vez, at\u00e9 o in\u00edcio de sua fase adulta quando consegue um emprego na \u00e1rea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mesmo acontece com as quest\u00f5es familiares. N\u00e3o h\u00e1 nada desenvolvido com sutileza, tudo \u00e9 feito de forma abrupta. Assim, os momentos de crise como uma discuss\u00e3o na mesa de jantar quando Sam leva sua primeira namorada para conhecer a sua fam\u00edlia ou o pranto dos filhos quando recebem a not\u00edcia do div\u00f3rcio dos pais s\u00e3o exemplos de cenas que permeiam toda a obra. Entretanto, faltam viv\u00eancias que v\u00e3o caracterizar aquelas pessoas como uma fam\u00edlia em seus momentos ternos e, inclusive, tediosos todavia fundamentais para dar a dimens\u00e3o real de uma viv\u00eancia \u00edntima e cotidiana. Ao contr\u00e1rio dos momentos que servem apenas para uma resolu\u00e7\u00e3o narrativa r\u00e1pida, mas que n\u00e3o d\u00e3o a dimens\u00e3o de um mundo verdadeiro em que aqueles sujeitos habitam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cE.T. &#8211; O Extraterrestre,\u201d tamb\u00e9m h\u00e1 uma fam\u00edlia partida. Uma m\u00e3e tem de cuidar de tr\u00eas filhos sozinha porque o pai foi embora. N\u00e3o h\u00e1 nada parecido com uma briga entre o casal ou o pai saindo de casa. De fato, o pai n\u00e3o aparece em cena em nenhum momento. A aus\u00eancia paterna estabelece um conflito que vai se desenrolando aos poucos. Assim, quando um menino finge estar febril e n\u00e3o pode ir para a escola, a m\u00e3e tem de sair para trabalhar e deix\u00e1-lo sozinho, pois n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m que possa tomar conta dele. Ou quando uma menina tenta mostrar para a m\u00e3e o E.T, mas a mulher est\u00e1 t\u00e3o cansada que n\u00e3o consegue dar aten\u00e7\u00e3o para a filha. S\u00e3o momentos pequenos que n\u00e3o mencionam o pai, mas que indicam a aus\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No fim, quando o protagonista Elliot vai se despedir do E.T e menciona: \u201ceu n\u00e3o queria que voc\u00ea fosse embora\u201d, \u00e9 uma frase que assume a rela\u00e7\u00e3o direta com o amigo extraterrestre com quem ele criou um grande v\u00ednculo e, ao mesmo tempo, remete a uma figura paterna que n\u00e3o existe mais. A constru\u00e7\u00e3o emocional em \u201cE.T\u201d \u00e9 feita de maneira sutil, mas que consegue dar profundidade para que se solidifique para o espectador. Assim, em \u201cE.T. &#8211; O Extraterrestre\u201d, por mais que as sequ\u00eancias sejam menos intensas do que em \u201cOs Fabelmans\u201d, elas s\u00e3o mais tocantes porque s\u00e3o fruto de um mundo palp\u00e1vel.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-71840\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/fabelmans1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/fabelmans1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/fabelmans1-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para encerrar a compara\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel pensar em uma sequ\u00eancia de cada filme. Em \u201cE.T &#8211; O Extraterrestre\u201d, quando Elliot fala que gostaria que seu pai estivesse com eles porque seria o \u00fanico a acreditar em sua hist\u00f3ria, a m\u00e3e diz para o garoto telefonar. Elliot avisa ser imposs\u00edvel, pois o pai est\u00e1 no M\u00e9xico com outra mulher. A m\u00e3e, ent\u00e3o, se levanta rapidamente e se direciona para uma penumbra, o garoto percebe que falou algo errado e se encolhe, o irm\u00e3o mais velho o amea\u00e7a e diz que Elliot deve respeitar o sentimento dos outros. A m\u00e3e, ent\u00e3o, exclama: \u201cele nem gosta do M\u00e9xico\u201d. J\u00e1 em \u201cOs Fabelmans\u201d, durante um acampamento, a m\u00e3e de Sam se levanta e come\u00e7a a dan\u00e7ar \u00e0 luz de far\u00f3is de um carro enquanto o rapaz a filma e as filhas, o marido e o amigo do marido a assistem. Por mais que a segunda cena seja mais chamativa e excessiva, \u00e9 na primeira em que o jogo de luz revela um mundo real em que um misto de tristeza e preocupa\u00e7\u00e3o acomete a m\u00e3e em um simples levantar da mesa. N\u00e3o h\u00e1 nada espalhafatoso, mas existe um universo e isso \u00e9 fascinante. As duas sequ\u00eancias evidenciam suas personagens com clareza, por\u00e9m, em \u201cE.T\u201d, a mise-en-scene \u00e9 mais sutil e bem engendrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 poss\u00edvel argumentar que \u201cE.T. &#8211; O Extraterrestre\u201d \u00e9 passado em um per\u00edodo cronol\u00f3gico menor do que \u201cOs Fabelmans\u201d e, assim, seria poss\u00edvel aprofundar nas quest\u00f5es que o filme desenvolve. Contudo, n\u00e3o \u00e9 qualquer recorte temporal ou mesmo a dura\u00e7\u00e3o do filme que vai influenciar a densidade de uma obra. Em \u201cRastros de \u00d3dio\u201d (John Ford, 1956), por exemplo, os personagens passam anos no deserto em busca de uma menina que foi raptada. Contudo, o que importa para Ford \u00e9 desenvolver os protagonistas e destacar como a passagem do tempo, as p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas e a falta de itens de necessidade b\u00e1sica os massacram. Simultaneamente h\u00e1 uma \u00e9tica impl\u00edcita naquele ambiente que n\u00e3o os permite desistir. O diretor da Hollywood cl\u00e1ssica \u00e9 personagem de uma sequ\u00eancia muito bonita de \u201cOs Fabelmans\u201d em que, com o seu famoso mau-humor, d\u00e1 dicas para Sam se tornar um cineasta. John Ford \u00e9 considerado um mestre porque sua consci\u00eancia ao encenar era, mesmo que simples, exemplar e, desse modo, chega \u00e0 raiz do ambiente em que ele retratava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dom\u00ednio que Steven Spielberg tem da encena\u00e7\u00e3o em \u201cE.T &#8211; O Extraterrestre\u201d faz com que ele trabalhe melhor com um n\u00facleo familiar inventado que passa a abrigar um extraterrestre do que com a pr\u00f3pria fam\u00edlia. Pois, as entrelinhas s\u00e3o mais elaboradas. H\u00e1 mais profundidade nos personagens do filme da d\u00e9cada de 1980 porque a ess\u00eancia daquelas coisas s\u00e3o descobertas. Por outro lado, em \u201cOs Fabelmans\u201d, tudo \u00e9 \u00f3bvio. A impress\u00e3o que passa \u00e9 que como o diretor sabia que revelaria segredos de sua fam\u00edlia, preferiu n\u00e3o ir fundo nas quest\u00f5es, apenas contar, mas n\u00e3o destrinchar o acontecido. Ent\u00e3o, seja na descoberta como artista, seja na rela\u00e7\u00e3o familiar, toda a dimens\u00e3o dram\u00e1tica de \u201cOs Fabelmans\u201d \u00e9 constru\u00edda pela apar\u00eancia. Da\u00ed, \u00e9 necess\u00e1rio apelar para uma constante m\u00fasica ao piano de John Willians para reiterar o que est\u00e1 nas imagens. Por mais que seja saboroso ter uma m\u00fasica de um dos parceiros mais not\u00e1veis de Spielberg em seu trabalho autobiogr\u00e1fico, a m\u00fasica aqui n\u00e3o \u00e9 significativa como em obras anteriores em que a dupla atuou em conjunto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 em \u201cOs Fabelmans\u201d uma caracter\u00edstica particular que o faz ser marcante e se destacar entre tantos outros filmes. Tudo parece ser feito de maneira formulaica e a vida de Sam Fabelman poderia ser a de qualquer outro garoto. Como se a sua hist\u00f3ria n\u00e3o tivesse particularidades. Claro que em um filme de Steven Spielberg, ainda h\u00e1 boas sequ\u00eancias em que o humor \u00e9 sempre muito bem trabalhado, mesmo em momentos de drama, pois o diretor sempre soube construir as suas cenas. Entretanto, \u00e9 mais f\u00e1cil pens\u00e1-lo como um bom artes\u00e3o do que como um realizador com um ideal art\u00edstico \u00fanico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que incomoda em \u201cOs Fabelmans\u201d \u00e9 que Steven Spielberg faz uma obra pessoal, sem particularidades. H\u00e1 apenas tra\u00e7os distantes dos grandes trabalhos que realizou em outros tempos. Pode ser que o filme ainda aparente ser melhor do que boa parte dos t\u00edtulos que est\u00e3o em cartaz ou que est\u00e3o na corrida pelas principais premia\u00e7\u00f5es do cinema, mas isso \u00e9 fruto do talento de Spielberg. De qualquer maneira, \u00e9 muito pouco para um realizador de seu n\u00edvel.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Os Fabelmans \u2013 Trailer Oficial\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/R4eRHRPs8Ss?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211; <a href=\"https:\/\/twitter.com\/Lucas_T_Reis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Lucas Reis<\/a> \u00e9 pesquisador de cinema brasileiro. Atua como cr\u00edtico de cinema, hist\u00f3rias em quadrinhos e televis\u00e3o. Escreve na <a href=\"https:\/\/auroracine.com.br\/lucas-reis-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Revista Aurora Cine<\/a>.&nbsp;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O que incomoda em \u201cOs Fabelmans\u201d \u00e9 que Spielberg faz uma obra pessoal, sem particularidades. 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