{"id":71660,"date":"2023-01-09T14:46:44","date_gmt":"2023-01-09T17:46:44","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=71660"},"modified":"2023-02-22T22:51:26","modified_gmt":"2023-02-23T01:51:26","slug":"a-capa-do-disco-the-soft-bulletin-do-flaming-lips-e-a-viagem-de-um-usuario-de-lsd-dancando-com-a-propria-sombra-na-capa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/01\/09\/a-capa-do-disco-the-soft-bulletin-do-flaming-lips-e-a-viagem-de-um-usuario-de-lsd-dancando-com-a-propria-sombra-na-capa\/","title":{"rendered":"A Capa do Disco: \u201cThe Soft Bulletin\u201d, do Flaming Lips, e a &#8216;viagem&#8217; de um usu\u00e1rio de LSD dan\u00e7ando com a pr\u00f3pria sombra"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100016802896941\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luciano Ferreira<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cLembro de pensar que hav\u00edamos finalmente conseguido fazer a m\u00fasica representada por essa capa, com essas longas passagens na metade de \u2018Everything Has Changed\u2019\u201d (Wayne Coyne)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O vocalista da banda de Oklahoma, The Flaming Lips, refere-se \u00e0 nona faixa de seu nono \u00e1lbum, \u201cThe Soft Bulletin\u201d, cuja a enigm\u00e1tica capa mostra uma figura de p\u00e9, que parece observar a pr\u00f3pria sombra projetada numa parede.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ano era 1999 e ap\u00f3s quatro \u00e1lbuns pela independente Restless Records entre 1986 e 1990, \u201cos l\u00e1bios flamejantes\u201d haviam assinado com a Warner em 1992 e lan\u00e7ado \u201cHit to Death in the Future Head\u201d, mas o relativo gosto do sucesso surgiria com o improv\u00e1vel barulho causado pelo hit single \u201cShe Don\u2019t Use Jelly\u201d, do disco seguinte, \u201cTransmissions from the Satellite Heart\u201d, que impulsionou o \u00e1lbum a conseguir a marca de 300 mil c\u00f3pias vendidas. Os Lips, no entando, voltariam a realidade com as baixas vendagens de \u201cClouds Taste Metallic\u201d (1995).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A sa\u00edda do guitarrista Ronald Jones, no final de 1996, ao mesmo tempo que deixou o trio remanescente atordoado, permitiu que tomassem uma decis\u00e3o que levaria a sonoridade da banda para um caminho impens\u00e1vel at\u00e9 ent\u00e3o: abandonar o formato de uma cl\u00e1ssica banda de rock. Sem Jones nas guitarras, Wayne criou uma regra que se tornaria mais r\u00edgida em \u201cThe Soft Bulletin\u201d: parir um disco sem guitarras, regra quebrada no mesmo \u00e1lbum ante a beleza mel\u00f3dica criada pelo guitarrista\/vocalista em \u201cFeeling Yourself Disintegrate\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_71662\" aria-describedby=\"caption-attachment-71662\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-71662 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/softbulletin2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/softbulletin2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/softbulletin2-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/softbulletin2-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-71662\" class=\"wp-caption-text\"><em>Capa original de &#8220;The Soft Bulletin&#8221;, do Flaming Lips<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Reduzidos a um trio, Wayne Coyne, Michael Ivins e Steven Drozd resolveram assumir todos os instrumentos e partiriam para experimenta\u00e7\u00f5es; primeiro organizando os chamados parking lots, eventos em que fitas K7 pr\u00e9-gravadas pela banda em est\u00fadio eram reproduzidas simultaneamente em sistemas de som de v\u00e1rios carros em um estacionamento, enquanto a banda comandava essa orquestra inusitada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cZaireeka\u201d, lan\u00e7ado em 1997, \u00e9 uma esp\u00e9cie de resumo e\/ou continua\u00e7\u00e3o desses experimentos, um \u00e1lbum qu\u00e1druplo cujos discos deveriam ser tocados simultaneamente para se ter uma experi\u00eancia completa. Na \u00e9poca, um vision\u00e1rio Wayne acreditava ser esse um caminho que muitas bandas seguiriam. O projeto mostrou-se bastante custoso e visto com ressalvas pela gravadora, com o empres\u00e1rio Scott Booker tendo que intermediar a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No document\u00e1rio sobre \u201cThe Soft Bulletin\u201d, produzido pelo site Pitchfork (assista ao final do texto), Booker afirma que as pessoas n\u00e3o entenderam o qu\u00e3o relacionados est\u00e3o \u201cZaireeka\u201d e \u201cThe Soft Bulletin\u201d, e que os \u00e1lbuns foram gravados simultaneamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse novo momento de descobertas musicais pelo qual o grupo passava, que inclui problemas pessoais de todos os integrantes (capturados na letra de \u201cThe Spiderbyte Song\u201d), a participa\u00e7\u00e3o do produtor e amigo de longa data Dave Fridmann foi essencial para dar forma e impulsionar as ideias do trio, que resolveu montar um est\u00fadio pr\u00f3prio para ficar o mais \u00e0 vontade poss\u00edvel durante as sess\u00f5es de grava\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, Drozd assume papel fundamental nas composi\u00e7\u00f5es, apesar de enfrentar as consequ\u00eancias do v\u00edcio pesado em drogas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_71665\" aria-describedby=\"caption-attachment-71665\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-71665\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/softbulletin5.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/softbulletin5.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/softbulletin5-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/softbulletin5-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-71665\" class=\"wp-caption-text\"><em>Capa da reedi\u00e7\u00e3o repleta de extras de &#8220;The Soft Bulletin&#8221;, do Flaming Lips, em 2005<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fruto desse momento fecundo e de experimenta\u00e7\u00f5es, ali entre 1997 e 1999, pode ser percebido n\u00e3o apenas nas faixas que entraram nos dois discos lan\u00e7ados no per\u00edodo, mas na quantidade e qualidade do material produzido e que ficou de fora, lan\u00e7ado como b-sides de singles, faixas b\u00f4nus, e at\u00e9 num CD-R, lan\u00e7ado em 1999, o n\u00e3o menos essencial \u201cThe Soft Bulletin Companion\u201d. O pr\u00f3prio \u201cThe Soft Bulletin\u201d possui duas vers\u00f5es com tracklist diferentes. A quest\u00e3o que surge inevitavelmente \u00e9: Nn\u00e3o fosse o exagero de excentricidade do \u00e1lbum qu\u00e1druplo em \u201cZaireeka\u201d, \u201cThe Soft Bulletin\u201d poderia ter sido lan\u00e7ado como um disco duplo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cThe Soft Bulletin\u201d sela o processo de transi\u00e7\u00e3o do The Flaming Lips de uma sonoridade embalada por guitarras, no que pode ser chamada de primeira fase, para o que viria a ser encontrado nos \u00e1lbuns seguintes, marcados pelo uso tamb\u00e9m de elementos eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu disco de 1999, o grupo d\u00e1 boas-vindas ao mundo dos sintetizadores, dos processos de grava\u00e7\u00e3o intricados, das experimenta\u00e7\u00f5es de est\u00fadio, do uso de fitas cassete para cria\u00e7\u00e3o de loops, e dos arranjos com nuances diversas e bruscas mudan\u00e7as de andamento. No bojo, a verve psicod\u00e9lica, que crescia a cada disco, toma conta, e The Soft Bulletin \u00e9 o marco dessa mudan\u00e7a. Guitarras num n\u00edvel quase zero e bastante elementos orquestrados, mas sem o uso efetivo de uma orquestra. Um \u00e1lbum pretensioso \u00e0 beira do fim do mil\u00eanio, que levou o nome do The Flaming Lips a novos patamares.<\/p>\n<figure id=\"attachment_71678\" aria-describedby=\"caption-attachment-71678\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-71678\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/softbulletin6.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1047\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/softbulletin6.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/softbulletin6-215x300.jpg 215w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-71678\" class=\"wp-caption-text\"><em>A foto \u201cThe Acid Test: Neal Cassady\u201d (1966), de Lawrence Schiller<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para embalar o disco foi escolhida a foto \u201cThe Acid Test: Neal Cassady\u201d (1966), do fotojornalista, produtor de cinema, diretor e roteirista Lawrence Schiller, que Coyne havia visto na revista Life, numa reportagem sobre LSD. A legenda usada para a foto de Schiller trazia a frase: \u201cAlguma lei pode manter a incr\u00edvel droga longe de m\u00e3os imprudentes?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEu tinha visto [a foto] em uma edi\u00e7\u00e3o da revista Life que peguei em um brech\u00f3 talvez 10 anos antes, e sempre pensei que seria uma capa de \u00e1lbum legal\u201d, comentaria o vocalista anos mais tarde. \u201cEu acho que est\u00e1vamos realmente fazendo m\u00fasica que soava como aquela foto, ou o que eu achava que a foto soava, de alguma forma\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Neal Leon Cassady (1926-1968), o modelo da foto, foi poeta e figura importante da gera\u00e7\u00e3o beat, com liga\u00e7\u00e3o bastante pr\u00f3xima com Jack Kerouac. Cassady serviu de inspira\u00e7\u00e3o para o personagem Dean Moriarty, do romance \u201cOn The Road\u201d (1957), de Kerouac. Al\u00e9m de presen\u00e7a em livros, filmes e document\u00e1rios, sua import\u00e2ncia para a cultura pop pode ser percebida tamb\u00e9m na m\u00fasica. Ele foi homenageado no t\u00edtulo de \u201cJack &amp; Neal \/California, Here I Come\u201d, de Tom Waits, lan\u00e7ada no \u00e1lbum \u201cForeign Affairs\u201d, de 1977; tamb\u00e9m em \u2018Neal and Jack and Me\u2019, do King Crimson, s\u00f3 para citar dois exemplos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-71664\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/softbulletin4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"382\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/softbulletin4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/softbulletin4-300x153.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A foto ic\u00f4nica, assim como todas da reportagem da revista, foi tirada por Schiller durante os chamados \u201cAcid Tests\u201d, eventos musicais alimentados por Kool-Aid (esp\u00e9cie de refresco em p\u00f3) misturados com drogas psicod\u00e9licas que o fot\u00f3grafo come\u00e7ou a documentar durante a d\u00e9cada de 60. Durante um desses eventos, Schiller resolveu fazer uma sess\u00e3o de fotos, conforme relembrou: \u201cCassady estava l\u00e1. A certa altura, fui at\u00e9 l\u00e1 e ele come\u00e7ou a dan\u00e7ar com sua silhueta. Tinha uma certa poesia nisso\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A foto foi publicada no livro \u201cLSD\u201d (1966), de Schiller, com a legenda: \u201cUm usu\u00e1rio dan\u00e7a ao som da m\u00fasica do Grateful Dead com sua pr\u00f3pria sombra at\u00e9 ter um colapso, no The Acid Test na Sunset Boulevard, em Hollywood, California, 1965\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ressurgimento da foto, mais de tr\u00eas d\u00e9cadas depois, ap\u00f3s ilustrar a capa do disco do The Flaming Lips (ganhando uma tonalidade amarelada), para alguns dos f\u00e3s o melhor trabalho da banda, mostra o poder que uma imagem pode ter e como ela pode se manter viva ao longo do tempo, at\u00e9 ser redescoberta e interpretada de acordo com a subjetividade de cada um. No caso de Wayne Coyne: \u201cPara mim, a foto representa uma pessoa indo para o desconhecido \u2013 o desconhecido dentro de si\u2026\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Soft Bulletin\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_lYHU9KbMJ6IIlVR0mr12wN6BC1GJKxefs\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"The Flaming Lips - The Soft Bulletin - Pitchfork Classic\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/widmy3lqT_w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/a-capa-do-disco\/\" rel=\"noopener\"><strong>CONHE\u00c7A HIST\u00d3RIAS SOBRE OUTRAS CAPAS DE DISCOS<\/strong><\/a><\/p>\n<p>\u2013<em>\u00a0Luciano Ferreira \u00e9 editor e redator na empresa\u00a0<a href=\"https:\/\/www.urgesite.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Urge :: A Arte nos conforta<\/a>\u00a0e colabora com o Scream &amp; Yell.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Para embalar o disco foi escolhida a foto \u201cThe Acid Test: Neal Cassady\u201d (1965), do fotojornalista, produtor de cinema, diretor e roteirista Lawrence Schiller, que Coyne havia visto na revista Life, numa reportagem sobre LSD.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2023\/01\/09\/a-capa-do-disco-the-soft-bulletin-do-flaming-lips-e-a-viagem-de-um-usuario-de-lsd-dancando-com-a-propria-sombra-na-capa\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":91,"featured_media":71661,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5915,295],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71660"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/91"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71660"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71660\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":71680,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71660\/revisions\/71680"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/71661"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71660"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71660"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71660"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}