{"id":71562,"date":"2022-12-29T01:37:18","date_gmt":"2022-12-29T04:37:18","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=71562"},"modified":"2023-02-06T23:40:50","modified_gmt":"2023-02-07T02:40:50","slug":"meu-disco-favorito-de-2022-midnight-oil-por-leonardo-vinhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/12\/29\/meu-disco-favorito-de-2022-midnight-oil-por-leonardo-vinhas\/","title":{"rendered":"Meu disco favorito de 2022: Midnight Oil, por Leonardo Vinhas"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>MEU DISCO FAVORITO DE 2022 #4<br \/>\n\u201cResist\u201d, Midnight Oil<br \/>\nescolha de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a><\/strong><\/h2>\n<p>Artista \u2013 Midnight Oil<br \/>\n\u00c1lbum \u2013 \u201cResist\u201d<br \/>\nLan\u00e7amento \u2013 18\/02\/2022<br \/>\nSelo \u2013 Sony<br \/>\nOu\u00e7a:\u00a0<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/4Yq1cfhJVXj7y6aEdaeksm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Spotify<\/a>\u00a0\/\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BWgesOsL2dA&amp;list=OLAK5uy_nbFOh3pRks4nvpq4u-KA1freKeVzzsYds\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Youtube<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cResist\u201d \u00e9 o <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/08\/12\/discografia-comentada-midnight-oil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">13\u00ba \u00e1lbum do Midnight Oil<\/a>, lan\u00e7ado em fevereiro de 2022. Quem sempre detestou a banda vai encontrar nele muni\u00e7\u00e3o de sobra para continuar atacando: est\u00e3o aqui os riffs que misturam power chords e notas em staccato, as letras cheias de milit\u00e2ncia ecol\u00f3gica, vocais em coro e afins (mas ok, n\u00e3o tem a gaita de duas notas). Quem j\u00e1 \u00e9 adepto n\u00e3o vai ter problema em reconhecer que esse \u00e9 um dos melhores discos da banda. E aqueles que n\u00e3o caem nessa divis\u00e3o bin\u00e1ria podem muito bem se surpreender com uma excelente cole\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00faltimo \u00e1lbum de in\u00e9ditas propriamente dito havia sido \u201cCapricornia\u201d, de 2002. A banda ficou inativa entre esse per\u00edodo e 2017, fazendo apenas reuni\u00f5es espor\u00e1dicas para um ou outro show pontual, quase todos em prol de alguma causa defendida pelos integrantes. Em 2017, se reagrupam definitivamente para a turn\u00ea mundial &#8220;The Great Circle Tour&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/05\/02\/midnight-oil-ao-vivo-em-sao-paulo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que passou tamb\u00e9m pelo Brasil, relembre aqui<\/a>), e ent\u00e3o Peter Garrett (voz), Rob Hirst (bateria e vocais) Jim Moginie (guitarra e teclados), Martin Rotsey (guitarra) e Jim Moginie (guitarra e teclados) decidiram compor e gravar can\u00e7\u00f5es novas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parte delas vieram \u00e0 tona em 2020 em \u201cThe Makarrata Project\u201d, um \u201c\u00e1lbum colaborativo\u201d que \u00e9, na verdade, um EP com seis can\u00e7\u00f5es e uma longa faixa de spoken words, todas com participa\u00e7\u00f5es de diversos m\u00fasicos da Oceania, como a cantora Jessica Mauboy, o rapper Tasman Keith, integrantes das bandas Yothu Yindi e Coloured Stone, entre outros. Por\u00e9m, exce\u00e7\u00e3o feita \u00e0 excelente \u201cFirst Nation\u201d, o disco era um tanto ins\u00edpido e at\u00e9 mesmo um pouco piegas, como costumam ser os projetos fonogr\u00e1ficos que colocam uma causa (no caso, a dos povos origin\u00e1rios do seu continente) \u00e0 frente da m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse, definitivamente, n\u00e3o \u00e9 o caso de \u201cResist\u201d. Embora ele tamb\u00e9m seja um \u00e1lbum com uma \u201ccausa\u201d, ele est\u00e1 longe de ser ins\u00edpido ou piegas. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 um dos \u00e1lbuns mais contundentes e melanc\u00f3licos da banda, onde mesmo as can\u00e7\u00f5es de poder r\u00edtmico mais bruto n\u00e3o escondem a frustra\u00e7\u00e3o e a desilus\u00e3o com a futilidade dos esfor\u00e7os em deter a degrada\u00e7\u00e3o do planeta. E sim, ele tem todas as caracter\u00edsticas que fizeram o som do Oil famoso no mundo, a ponto de ser elogiado e tido como refer\u00eancia por gente t\u00e3o diferente quanto R.E.M., Green Day, Pearl Jam, Silverchair e Cranberries.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cRising Seas\u201d, primeiro single e tamb\u00e9m faixa de abertura, traz uma letra apocal\u00edptica sobre o aumento dos n\u00edveis dos oceanos, com a voz de Garrett \u00e0 frente e subindo ainda mais no refr\u00e3o, tudo sobre um riff que, \u00e0 melhor moda dos veteranos, s\u00f3 faz sentido com a presen\u00e7a das duas guitarras. \u00c9 o Oil de sempre, e ao mesmo tempo, h\u00e1 algo diferente. Tal impress\u00e3o continua em \u201cThe Barka-Darling River\u201d, praticamente duas can\u00e7\u00f5es em uma, de t\u00e3o distintas entre si que s\u00e3o as duas partes: a primeira, um daqueles \u201ccavalos de batalha\u201d enguitarrados para fazer bonito nos shows, e a segunda, um tema delicado conduzido pelo piano, cujo refr\u00e3o afirma que \u201cas pessoas boas s\u00e3o esquecidas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTarkine\u201d, na sequ\u00eancia, \u00e9 exemplar do lado mais mel\u00f3dico e semiac\u00fastico da banda. Mesmo tendo cara de hit instant\u00e2neo, ela enfim ajuda a entender o que est\u00e1 diferente: os Oils est\u00e3o cientes de que a milit\u00e2ncia e o ativismo do qual fizeram parte pouco fez para deter a destrui\u00e7\u00e3o do meio ambiente (no caso dessa faixa espec\u00edfica, a floresta de Takine, na Austr\u00e1lia), ou para frear o avan\u00e7o de mineradoras, petrol\u00edferas e outras empresas que sugam at\u00e9 a \u00faltima gota de recursos naturais para garantir um lucro que enriquece a pouqu\u00edssimos e empobrece muitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse tom desolado das letras persiste ao longo de todo o disco, por\u00e9m contrabalan\u00e7ado por uma abordagem mais \u00e9pica das composi\u00e7\u00f5es, como que enfatizando a urg\u00eancia dessa que pode ser a \u00faltima mensagem da banda. Essa contraposi\u00e7\u00e3o \u00e9 evidenciada \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o em \u201cAt The Time of Writing\u201d, \u00c9 at\u00e9 dif\u00edcil sintetizar as muitas camadas da excelente letra, mas o riff encorpada\u00e7o (e refor\u00e7ado com o saxofone de Andy Bickers) j\u00e1 \u00e9 suficiente para colocar essa can\u00e7\u00e3o no pante\u00e3o de cl\u00e1ssicos do Midnight Oil, e ainda servir como uma esp\u00e9cie de s\u00edntese do novo disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A veloz \u201cNobody\u2019s Child\u201d \u00e9 quase um respiro antes de \u201cTo The Ends of The Earth\u201d, um entrela\u00e7amento de guitarras ac\u00fasticas e percuss\u00e3o marcante com diversos efeitos eletr\u00f4nicos e de guitarra, um desesperan\u00e7ado e desesperado pedido de a\u00e7\u00e3o concreta. Depois dela, \u201cReef\u201d parece um al\u00edvio praiano em seu arranjo ensolarado. Mas ela n\u00e3o \u00e9 nenhuma trilha de campeonato de surfe: \u00e9 um r\u00e9quiem para os recifes de corais ao mesmo tempo que um chamado \u00e0s armas contra governos e corpora\u00e7\u00f5es, que mesmo assim n\u00e3o deixa de reconhecer que \u201co c\u00e9u \u00e9 um espelho de interesse pr\u00f3prio e gan\u00e2ncia\u201d. De brinde, o melhor e mais ruidoso solo do \u00e1lbum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o melhor \u00e9 que, at\u00e9 aqui, foi apenas metade do disco. Tem \u201cWe Resist\u201d, um \u00e9pico semieletr\u00f4nico cheio de acordes esparsos que v\u00e3o crescendo lentamente sem jamais aliviar a tens\u00e3o, tem as reminisc\u00eancias sonoras do Oil mais cru do come\u00e7o dos anos 80 de \u201cLost At Sea\u201d (que se fazem presentes tamb\u00e9m para refor\u00e7ar o cinismo de \u201cUndercover\u201d), tem o ritmo marcial e os tons sombrios pontuados por um violoncelo de \u201cWe Are Not Afraid\u201d e tem, por fim, os quase sete minutos de \u201cLast Frontier\u201d, a can\u00e7\u00e3o mais longa da discografia da banda, enriquecida pelo piano de Jim Moginie e, novamente, pelo sax de Andy Bickers, enquanto o resto da banda conduz a can\u00e7\u00e3o quase em clima de jam session.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cResist\u201d foi composto e ensaiado durante a The Great Circle Tour, e a for\u00e7a dos palcos se faz sentir \u2013 seria at\u00e9 mesmo f\u00e1cil acreditar que algumas faixas, como \u201cReef\u201d e \u201cAt The Time of Writing\u201d, tivessem sido registradas ao vivo. Mas n\u00e3o: foi tudo gravado nas mesmas sess\u00f5es de \u201cThe Makarrata Project\u201d, capitaneadas pelo produtor Warne Livesey, parceiro de outros quatro \u00e1lbuns (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/08\/12\/discografia-comentada-midnight-oil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cDiesel and Dust\u201d, \u201cBlue Sky Mining\u201d, \u201cRedneck Wonderland\u201d e \u201cCapricornia\u201d<\/a>), extremamente h\u00e1bil em entender e captar o momento da banda e convert\u00ea-lo em uma sonoridade particular e marcante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 no seu lan\u00e7amento, o \u00e1lbum ganhou peso maior por trazer as \u00faltimas grava\u00e7\u00f5es do baixista Bones Hillman, vitimado por um c\u00e2ncer em novembro de 2020, aos 62 anos. O m\u00fasico entrou na banda em 1987, substituindo Peter Gifford, mas sua presen\u00e7a de palco carism\u00e1tica, seus backing vocals e contracantos expressivos, e suas linhas de baixo poderosas e pouco \u00f3bvias sempre fizeram com que a maioria dos f\u00e3s do Oil o admirassem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda anunciou a turn\u00ea de \u201cResist\u201d como a \u00faltima. Tamanha foi a lacuna deixada por Bones que ele foi substitu\u00eddo n\u00e3o apenas por um baixista (o australiano Adam Ventoura), mas tamb\u00e9m por duas vocalistas de apoio. A tour se encerrou em Sydney em outubro de 2022, e a banda garante que nunca mais far\u00e1 outra. Segundo Jim Moginie, o Midnight Oil continua existindo, mas apenas como projeto de est\u00fadio, que pode reaparecer muito esporadicamente para algum show na Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seja como for, \u201cResist\u201d \u00e9 um \u00e1lbum digno, poderoso e \u2013 por que n\u00e3o diz\u00ea-lo? \u2013 necess\u00e1rio. Quantas vezes voc\u00ea viu um artista reconhecer que os esfor\u00e7os aos quais se dedicaram durante a maior parte da carreira pouco adiantaram? E quantas vezes isso foi feito com grande m\u00fasica acompanhando? \u201cResist\u201d \u00e9 uma obra forte, apesar (ou por causa) de seu desencanto, e que lembra que, por mais f\u00fatil que pare\u00e7a, agir ainda \u00e9 melhor que se resignar.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leonardo Vinhas<\/a> \u00e9 jornalista, escritor e produtor cultural. Colabora com o Scream &amp; Yell desde 2000, onde tamb\u00e9m assina a coluna <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/conexao_latina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Conex\u00e3o Latina<\/a>. \u00c9 tamb\u00e9m colaborador eventual dos sites <a href=\"https:\/\/musicnonstop.uol.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Music Non Stop<\/a> (Brasil) e <a href=\"https:\/\/www.zonadeobras.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Zona de Obras<\/a> (Espanha).<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Midnight Oil - Rising Seas (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BWgesOsL2dA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Midnight Oil - We Resist (Official Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ckvDeD9spL0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Midnight Oil - At the Time of Writing (Live In The Studio)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/leXnMA9Ay8E?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Midnight Oil - Reef (Visualiser)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NdRItj22fLw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Midnight Oil - Tarkine (Official Visualizer)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QJ5JzRn-Xdw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/favorito\/\"><strong>CONHE\u00c7A OUTROS DISCOS FAVORITOS<\/strong><\/a><\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um \u00e1lbum digno, poderoso e necess\u00e1rio. 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