{"id":71123,"date":"2022-12-02T01:53:34","date_gmt":"2022-12-02T04:53:34","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=71123"},"modified":"2023-01-24T02:32:19","modified_gmt":"2023-01-24T05:32:19","slug":"esse-voce-precisa-ouvir-99-9-f-o-disco-de-folk-industrial-de-suzanne-vega","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/12\/02\/esse-voce-precisa-ouvir-99-9-f-o-disco-de-folk-industrial-de-suzanne-vega\/","title":{"rendered":"Esse voc\u00ea precisa ouvir: &#8220;99.9 F\u00b0&#8221;, o disco de folk industrial de Suzanne Vega"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/paolo.bardelli\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Paolo\u00a0Bardelli<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>A liberdade do in\u00edcio dos anos noventa<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cFiquei muito feliz que o disco do Nirvana (&#8216;Nevermind&#8217;) tenha vendido mais que Michael Jackson; de repente, as pessoas n\u00e3o sabem mais o que \u00e9 preciso para ter um sucesso. Isso abre a possibilidade de que a m\u00fasica surja do nada, e isso me d\u00e1 esperan\u00e7a&#8221;. A declara\u00e7\u00e3o \u00e9 de Mitchell Froom, produtor e tecladista de &#8220;99.9 F\u00b0&#8221;, o quarto \u00e1lbum de Suzanne Vega, em mar\u00e7o de 1993 <a href=\"http:\/\/www.muzines.co.uk\/articles\/mitchell-froom-and-suzanne-vega\/3070#\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">para a Recording Musician<\/a>. Era assim naquela \u00e9poca. O ano de 1991 abriu n\u00e3o s\u00f3 uma porta, mas mil portas para quem queria fazer m\u00fasica de uma forma menos convencional, e conseguiu isso porque este m\u00e9todo funcionava e os discos assim gravados vendiam. E assim os m\u00fasicos, e sobretudo os produtores, sentiram-se \u00e0 vontade para fazer o que realmente queriam. Isso tamb\u00e9m aconteceu com este \u00e1lbum maravilhoso que \u00e9 &#8220;99.9 F\u00b0&#8221;, que completou 30 anos em 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Quando o folk de Suzanne Vega conheceu a casa<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Suzanne Vega vinha de tr\u00eas \u00e1lbuns de sucesso, ainda que mais ou menos est\u00e1ticos sonoramente, com aquele cl\u00e1ssico folk rock ac\u00fastico que abriu caminho para a composi\u00e7\u00e3o feminina em meados dos anos 1980, particularmente Tracy Chapman e Tanita Tikaram. &#8220;Suzanne Vega&#8221; e &#8220;Solitude Standing&#8221;, seus dois primeiros \u00e1lbuns s\u00e3o de 1985 e 1987 respectivamente, enquanto as estreias das outras duas cantoras folk mencionadas s\u00e3o de 1988. O terceiro, &#8220;Days Of Open Hand&#8221; (1990), possu\u00eda belas can\u00e7\u00f5es, mas do ponto de vista art\u00edstico foi uma oportunidade perdida porque Suzanne ainda n\u00e3o havia inserido mudan\u00e7as sonoras. Mas ent\u00e3o aconteceu uma coisa estranha: em 1990, dois garotos ingleses (D.N.A.) fizeram um remix eletr\u00f4nico de \u201cTom&#8217;s Diner\u201d (faixa de seu segundo disco cantada a cappela) em seu quarto. O remix, que usava um sampler r\u00edtmico de Soul II Soul (&#8220;Keep On Movin'&#8221;), foi um sucesso internacional e, apesar de os pouco mais que adolescentes da cidade de Bath n\u00e3o terem pedido autoriza\u00e7\u00e3o da A&amp;M Records, tudo terminou bem com relativa concord\u00e2ncia entre as partes.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Suzanne Vega, DNA - Tom&#039;s Diner (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/j4jtIDaeaWI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O hit fez com que Vega entendesse que sua m\u00fasica poderia ser arranjada de maneira diferente, ent\u00e3o &#8211; ao escolher o produtor para seu quarto \u00e1lbum &#8211; a gravadora indicou-a para tr\u00eas produtores e Suzanne ficou impressionada com a abordagem de Froom: &#8220;Um dos produtores me disse que eu deveria fazer algo completamente diferente e talvez fazer um disco de rap ou algo assim, outro achou a fita \u00f3tima do jeito que estava, e Mitchell me disse que gostou das m\u00fasicas, mas n\u00e3o gostou da produ\u00e7\u00e3o. Ele pensou que poderia fazer melhor. Era isso que eu queria ouvir, porque tinha curiosidade de trabalhar com algu\u00e9m que pudesse me ensinar algumas coisas. Mitchell achou que a m\u00fasica deveria ter muito mais vitalidade e soar mais exc\u00eantrica. Ele me disse que minha abordagem era muito comum e que era um erro usar baterias comuns de rock &#8216;n&#8217; roll&#8221;. E assim acertaram de trabalhar juntos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-71126\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/suzanne2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"999\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/suzanne2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/suzanne2-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Mitchell Froom, um produtor na crista da onda<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mitchell Froom revolucionou o som de Suzanne ao introduzir elementos de ru\u00eddo quase industrial, uma base percussiva constru\u00edda com samples, baixo presente e encorpado e um som que \u00e9, em \u00faltima an\u00e1lise, uma arquitetura estruturada, como aquelas constru\u00e7\u00f5es do in\u00edcio do s\u00e9culo XX que s\u00e3o reformadas com enxertos de vitrais e madeira. Froom era na \u00e9poca o homem que havia produzido os tr\u00eas primeiros \u00e1lbuns do Crowded House, al\u00e9m do incr\u00edvel &#8220;Mighty Like a Rose&#8221;, de Elvis Costello, e algo dos Pretenders, tocando teclado na maioria desses \u00e1lbuns, al\u00e9m de tocar ao vivo com Costello, Tom Waits e Crowded House. Mas, acima de tudo, ele foi o homem que devolveu a sorte aos Los Lobos ao produzir &#8220;Kiko&#8221; (1992): a grande banda de Los Angeles vinha num momento sem brilho e refez um visual sonoro com &#8220;Kiko&#8221;, inserido ent\u00e3o pela revista Q entre os 50 melhores discos de 1992. Em suma, era um jovem produtor na crista da onda, com muitas ideias em mente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-71127\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/suzanne3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/suzanne3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/suzanne3-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/suzanne3-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Uma banda matadora<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Froom reuniu para &#8220;99.9 F\u00b0&#8221; uma equipe fant\u00e1stica: ele chamou seu amigo de longa data Tchad Blake, guitarrista, mas tamb\u00e9m produtor, o guitarrista e l\u00edder do Los Lobos, David Hidalgo, o baixista de Elvis Costello, Bruce Thomas, e o baterista de Peter Gabriel, Jerry Marotta. Uma banda incr\u00edvel. Cada um destes m\u00fasicos \u00e9 essencial para o equil\u00edbrio preciso de todos os componentes de &#8220;99\u00b09 F&#8221;, em particular o trabalho maior \u00e9 feito pelo baixo de Thomas, que guia todas as can\u00e7\u00f5es e cujo som redondo e sem trastes consegue suavizar as arestas que introduzem os samples de Froom, e os elementos percussivos s\u00e3o o trabalho combinado de Marotta, Froom e Blake: \u201cTodas as faixas de percuss\u00e3o s\u00e3o uma combina\u00e7\u00e3o de Mitchell e Jerry enlouquecendo. \u00c0s vezes havia elementos sampleados e sequenciados, mas a maior parte era tocada ao vivo\u201d, explica Suzanne Vega. \u201cTodos os dias mont\u00e1vamos um kit diferente de bateria e percuss\u00e3o para cada m\u00fasica. Jerry tocou uma variedade muito peculiar de coisas em posi\u00e7\u00f5es bizarras. Foi realmente divertido. Algumas coisas eram muito simples, como ele batendo na perna com a m\u00e3o e Tchad pegando e distorcendo. O dia mais bobo foi aquele em que colocaram um saco pl\u00e1stico no microfone e tentaram bater com uma das baquetas para ver como soava. O som era horr\u00edvel. Outro momento estranho foi quando toda a banda tocou bateria. Isso soou terr\u00edvel tamb\u00e9m, ent\u00e3o n\u00f3s o deletamos&#8221;. Essa t\u00e9cnica \u00e9 interessante porque denota que o \u00e1lbum \u00e9 resultado de uma subtra\u00e7\u00e3o, de testes gravados e apagados com um verdadeiro objetivo experimental. Froom tamb\u00e9m n\u00e3o usou os teclados que estavam sendo produzidos na \u00e9poca, e que ele sentia que soavam &#8220;como varia\u00e7\u00f5es do mesmo chip defeituoso&#8221;, mas sim seus teclados &#8220;vintage&#8221;, como um Chamberlain, um Mellotron, v\u00e1rios Hammond \u00f3rg\u00e3os, um piano el\u00e9trico Wurlitzer da d\u00e9cada de 1950, um Optigon, um Clavinet e assim por diante, o que deu ao \u00e1lbum um som menos dat\u00e1vel. Paradigm\u00e1tico \u00e9 o caso do Wurlitzer que na \u00e9poca estava totalmente fora de moda, e voltou com tudo na d\u00e9cada seguinte pelo uso que <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/02\/18\/kid-a-o-radiohead-no-topo-do-mundo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Thom Yorke faria dele em &#8220;Kid A&#8221;<\/a> (2000).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Suzanne Vega - 99.9 F\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uEvjFThqmq0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Can\u00e7\u00f5es feitas de carne e nervos<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;99.9 F\u00b0&#8221; tem seu pr\u00f3prio fisico, seu pr\u00f3prio corpo: n\u00e3o \u00e9 acaso que nos deparamos com a palavra sangue contida no t\u00edtulo de duas m\u00fasicas, a tumultuada e mais industrial do lote &#8220;Blood Make Noise&#8221;, que fala de sons dentro da cabe\u00e7a de uma pessoa, e \u201cBlood Sings\u201d, uma das duas \u00fanicas can\u00e7\u00f5es (a outra \u00e9 \u201cSong of Sand\u201d) arranjadas em uma vers\u00e3o \u201cantiga Vega\u201d apenas com o viol\u00e3o e outro elemento fundador (o piano na primeira faixa e cordas na m\u00fasica que encerra o \u00e1lbum). E \u00e9 um sangue que pulsa e que cria um todo formado por &#8220;carne e nervos&#8221;. Enquanto os estrondos de \u201cRock in This Pocket (Song of David)\u201d criam o in\u00edcio necess\u00e1rio para se abrir a uma viagem de escuta \u00e1spera sem nenhum al\u00edvio e, ainda, um pouco perturbadora mesmo que com alguns acenos de suavidade (\u00e0 alegria \u201cWhen heroes go down\u201d , quase um &#8220;Shiny Happy People&#8221; um ano depois) e o estranho dualismo &#8220;noise and sweetness&#8221; da faixa-t\u00edtulo &#8220;99.9 F\u00b0&#8221; define essencialmente a figura estil\u00edstica definitiva do \u00e1lbum, \u00e9 o espanto nost\u00e1lgico dessa maravilha que \u00e9 &#8220;In Liverpool&#8221; que eleva o disco entre os melhores &#8211; na minha opini\u00e3o &#8211; de todos os anos noventa: com um texto que mais parece uma pintura, Suzanne Vega relembra um epis\u00f3dio relacionado ao seu primeiro amor j\u00e1 cantado em &#8220;Gypsy&#8221;, uma menino que ela conheceu na Am\u00e9rica em um acampamento de ver\u00e3o. Ela foi visit\u00e1-lo em Liverpool e a m\u00fasica retrata os momentos antes de conhec\u00ea-lo, aquelas horas suspensas em que a gente se pergunta se o outro que n\u00e3o se v\u00ea h\u00e1 algum tempo se apaixonou por algu\u00e9m (\u201cSe voc\u00ea deitar no ch\u00e3o nos bra\u00e7os de algu\u00e9m\u201d) e em que se consegue concentrar, distrair-se, apenas no toque dos sinos: o sineiro que toca parece sentir falta de \u201calgu\u00e9m ou alguma coisa\u201d, que era justamente o sentimento de Vega naquele momento .<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Except for the boy in the belfry<\/em><br \/>\n<em>He\u2019s crazy, he\u2019s throwing himself<\/em><br \/>\n<em>Down from the top of the tower<\/em><br \/>\n<em>Like a hunchback in heaven<\/em><br \/>\n<em>He\u2019s ringing the bells in the church<\/em><br \/>\n<em>For the last half an hour<\/em><br \/>\n<em>He sounds like he\u2019s missing something<\/em><br \/>\n<em>Or someone that he knows he can\u2019t<\/em><br \/>\n<em>Have now and if he isn\u2019t<\/em><br \/>\n<em>I certainly am<\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Suzanne Vega - In Liverpool\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0df0racc3vk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Uma hist\u00f3ria de fam\u00edlia<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De &#8220;99,9 F\u00b0&#8221; realmente nasce uma hist\u00f3ria de amor, entre Vega e Froom. Muito intenso e concreto, j\u00e1 que em 1994 nasceu sua filha Ruby. Em suma, essa colabora\u00e7\u00e3o frut\u00edfera foi imediatamente explosiva, tanto musical quanto pessoalmente, e n\u00e3o importa que os dois tenham se separado em 1998 porque, de qualquer forma, eles permaneceram em boas rela\u00e7\u00f5es pelo menos ap\u00f3s seu segundo casamento, ocorrido em 2006 quando Froom voltou a acompanhar Suzanne Vega na turn\u00ea. Esse \u00e1lbum, portanto, se encaixou em um ponto de virada na vida pessoal de Vega, <a href=\"https:\/\/www.latimes.com\/archives\/la-xpm-1993-02-10-ca-1377-story.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">como ela declarou ao Los Angeles Times<\/a>: &#8220;De repente, senti essa grande explos\u00e3o de energia h\u00e1 cerca de um ano e meio. Voc\u00ea passa por certas mudan\u00e7as em sua vida e tudo fica de cabe\u00e7a para baixo e voc\u00ea come\u00e7a a se perguntar para que est\u00e1 na Terra, e talvez isso ajude voc\u00ea a colocar as coisas em perspectiva, e acho que passei por algo assim h\u00e1 um tempo atr\u00e1s. Mas n\u00e3o quero ser mais espec\u00edfica do que isso&#8221;. A cantora e compositora de fato compensou algumas coisas de seu passado, ela que, criada em uma fam\u00edlia europ\u00e9ia\/porto-riquenha no East Harlem e outros bairros de Manhattan, foi informada aos 9 anos de idade que o homem que ela conhecia como seu pai era na verdade seu padrasto e que ela n\u00e3o era meio porto-riquenha. Alguns anos antes de &#8220;99,9 F \u00b0&#8221;, Vega rastreou seu pai biol\u00f3gico e descobriu que sua av\u00f3 era baterista de um grupo feminino no circuito de vaudeville. \u201c\u00c9 uma sensa\u00e7\u00e3o especial ter escolhido um estilo de vida pensando que voc\u00ea \u00e9 original e espont\u00e2neo, e de repente perceber que sua av\u00f3 fez a mesma coisa h\u00e1 50 anos. Sinta seu sangue falando com voc\u00ea. Seu sangue que canta&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumindo, &#8220;99\u00b09 F&#8221; \u00e9 realmente uma quest\u00e3o de sangue.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"99.9F\u00b0\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_nAivShGTMx2vQQluGwLYa9RGOampAa4U0\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Texto publicado originalmente no site italiano\u00a0<a href=\"http:\/\/www.kalporz.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Kalporz<\/a>, parceiro de conte\u00fado do Scream &amp; Yell.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;99.9 F\u00b0&#8221; tem seu pr\u00f3prio fisico, seu pr\u00f3prio corpo: n\u00e3o \u00e9 acaso que nos deparamos com a palavra sangue contida no t\u00edtulo de duas m\u00fasicas. \u00c8, tamb\u00e9m, o disco que tira Suzanne Vega da zona de conforto&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/12\/02\/esse-voce-precisa-ouvir-99-9-f-o-disco-de-folk-industrial-de-suzanne-vega\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":98,"featured_media":71125,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[4782,1768],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71123"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/98"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71123"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71123\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":71134,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71123\/revisions\/71134"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/71125"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71123"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71123"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71123"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}