{"id":71078,"date":"2022-11-29T00:03:00","date_gmt":"2022-11-29T03:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=71078"},"modified":"2023-01-24T01:59:19","modified_gmt":"2023-01-24T04:59:19","slug":"a-capa-do-disco-three-imaginary-boys-e-a-tentativa-de-acentuar-as-raizes-suburbunas-do-the-cure","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/11\/29\/a-capa-do-disco-three-imaginary-boys-e-a-tentativa-de-acentuar-as-raizes-suburbunas-do-the-cure\/","title":{"rendered":"A Capa do Disco: &#8220;Three Imaginary Boys&#8221; e a tentativa de acentuar as ra\u00edzes suburbunas do The Cure com&#8230; eletrodom\u00e9sticos"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100016802896941\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luciano Ferreira<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSou o aspirador de p\u00f3, Robert \u00e9 a lumin\u00e1ria e Michael \u00e9 a geladeira\u201d \u00e9 o veredito do baterista Lawrence \u2018Lol\u2019 Tolhurst sobre a capa de \u201cThree Imaginary Boys\u201d, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/04\/23\/discografia-comentada-the-cure\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00e1lbum de estreia dos ent\u00e3o novatos The Cure<\/a>. Robert \u00e9 o vocalista e guitarrista Robert Smith (que nesse \u00e1lbum ainda toca harm\u00f4nica em uma faixa) e Michael \u00e9 o ent\u00e3o baixista do grupo, Michael Dempsey. Em seu livro \u201cCured: The Story of Two Imaginary Boys\u201d (2016), Tolhurst comenta ainda que \u201cningu\u00e9m queria ser a geladeira\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ado em maio de 1979, \u201cThree Imaginary Boys\u201d gerou opini\u00f5es divididas dentro da emergente banda de Crawley devido as escolhas, \u00e0 cargo do dono da gravadora Fiction Records, Chris Parry. Mas Robert Smith foi quem mais se chateou com tudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Smith odiou a escolha n\u00e3o s\u00f3 da arte da capa como tamb\u00e9m a sele\u00e7\u00e3o das faixas que entraram no \u00e1lbum, ambas \u00e0 cargo de Parry, que tamb\u00e9m foi o produtor do disco. \u201cFoi totalmente ideia do Parry. Ele teve essa ideia sobre a banda, que aceitei com resist\u00eancia. Chris nos disse para gravar todas as m\u00fasicas que t\u00ednhamos e trabalhar\u00edamos no que iria para o \u00e1lbum depois. Confiei nele, mas, no final das contas, s\u00f3 ele escolheu o que entrou no LP\u201d, afirmaria um Smith ainda revoltado com o resultado final anos depois: \u201cO primeiro disco \u00e9 o que menos gosto da banda\u201d. J\u00e1 Lol tem uma outra vis\u00e3o. Em 2005, ele comentou sobre a rea\u00e7\u00e3o da banda na \u00e9poca: \u201cFalamos \u2018OK\u2019. N\u00e3o sab\u00edamos de nada, ent\u00e3o fomos com a mar\u00e9\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_71082\" aria-describedby=\"caption-attachment-71082\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-71082 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/three2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"721\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/three2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/three2-300x288.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-71082\" class=\"wp-caption-text\"><\/em> <em>Picture disc de \u201cThree Imaginary Boys\u201d, do Cure<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A capa de \u201cThree Imaginary Boys\u201d \u00e9 minimalista e retr\u00f4. Apresenta tr\u00eas utens\u00edlios dom\u00e9sticos sob um fundo rosa, e \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o do designer e fot\u00f3grafo brit\u00e2nico Bill Smith. Bill colocou apenas os tr\u00eas objetos: a lumin\u00e1ria acesa, a geladeira com a porta aberta e o aspirador de p\u00f3 Hoover, e mais o logotipo do The Cure \u00e0 \u00e9poca, com a letra \u201cC\u201d levemente ca\u00edda. No r\u00f3tulo do disco, ao inv\u00e9s do nome das can\u00e7\u00f5es, s\u00edmbolos representando cada uma delas. Na parte interna, fotos diversas, incluindo de autoria de Porl Thompson, membro ocasional da banda \u00e0 \u00e9poca, que seria efetivado nos anos seguintes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A carreira de Bill Smith teve in\u00edcio como diretor de arte na editora Octopus Books e, posteriormente na gravadora Polydor Records. Em 1978, ele fundou seu pr\u00f3prio est\u00fadio de cria\u00e7\u00e3o, o Bill Smith Studio (BSS). Dentre os in\u00fameros trabalhos de sua autoria na d\u00e9cada de 70, est\u00e3o as artes das capas dos discos de Rory Gallagher, The Who, The Jam (quase todos os \u00e1lbuns), The Hollies, e o single \u201cYou Can\u2019t Put Your Arms Around a Memory\u201d, de Johnny Thunders. Indispens\u00e1vel citar esse \u00faltimo porque compartilha com a capa do The Cure a mesma tonalidade rosada, s\u00f3 que nas bordas laterais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bill era conhecido do The Cure, ele havia trabalhado com a parte gr\u00e1fica do pol\u00eamico primeiro single da banda, \u201cKilling an Arab\u201d, lan\u00e7ado em dezembro de 1978, que Robert tamb\u00e9m n\u00e3o havia gostado da capa. Detalhe: a faixa n\u00e3o apareceu entre as escolhidas por Parry para entrar em \u201cThree Imaginary Boys\u201d e s\u00f3 seria lan\u00e7ada posteriormente em \u201cBoys Don\u2019t Cry\u201d (1980), esp\u00e9cie de compila\u00e7\u00e3o lan\u00e7ada para o mercado estadunidense, contendo boa parte das faixas do \u00e1lbum de estreia, mas com uma sele\u00e7\u00e3o diferente, ordem diferente e capa diferente \u2013 \u201cKilling an Arab\u201d iria abrir tamb\u00e9m uma das mais famosas colet\u00e2neas da banda, \u201cStanding on a Beach\u201d, de 1986.<\/p>\n<figure id=\"attachment_71083\" aria-describedby=\"caption-attachment-71083\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-71083\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/thecure.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/thecure.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/thecure-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-71083\" class=\"wp-caption-text\"><em>Michael Dempsey, Robert Smith e Lol Tolhurst<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Artista requisitado, principalmente na d\u00e9cada de 80, quando foi respons\u00e1vel, por exemplo, pelas capas dos \u00e1lbuns de Kate Bush, Bill Smith comentou numa entrevista ter criado cerca de 3 mil capas, e citou a ideia que permeou a de \u201cThree Imaginary Boys\u201d (citada entre as suas preferidas): \u201cA imagem dos tr\u00eas eletrodom\u00e9sticos era para parecer uma foto tirada da revista Ideal Home por volta de 1967 e Robert era realmente uma lumin\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mesma entrevista, quando perguntado sobre as maiores capas de todos os tempos, ele cita \u201cCloser\u201d (Joy Division), \u201cRevolver\u201d (Beatles), \u201cParklife\u201d (Blur), \u201cStick Fingers\u201d (Rolling Stones), \u201cAtom Heart Mother\u201d (Pink Floyd), \u201c50,000,000 Fans Can\u2019t Be Wrong\u201d (Elvis), a do disco de estreia do The Velvet Underground, e acrescenta apenas uma de sua autoria: \u201cThree Imaginary Boys\u201d. \u201cAcho que acertei com essa\u201d, ele resume. Bill lan\u00e7ou em 2021 o livro \u201cCover Stories: 5 Decades of Album Art\u201d, onde comenta sobre a cria\u00e7\u00e3o da arte da capa de mais de setenta \u00e1lbuns, com coment\u00e1rios de artistas, fot\u00f3grafos e pintores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o Smith (Bill) artista gr\u00e1fico tem tanta estima pela capa de \u201cThree Imaginary Boys\u201d, o mesmo n\u00e3o pode ser dito pelo Smith (Robert) m\u00fasico, que por muitos anos criticou a escolha, algo que ele n\u00e3o teve como contornar, pois todo o disco j\u00e1 estava pronto quando lhe foi apresentado por Parry. A defini\u00e7\u00e3o de Robert para a arte da capa n\u00e3o \u00e9 nada lisonjeira (\u201cUm saco de merda\u201d, ele define), mas para o produtor e empres\u00e1rio da banda, eles n\u00e3o tinham uma imagem, ent\u00e3o a ideia foi fazer algo totalmente desprovido disso, al\u00e9m disso \u201cera tarde demais para mudar qualquer coisa\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-71084\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/three3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"374\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/three3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/three3-300x150.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Martyn Goddard, o respons\u00e1vel pela foto, <a href=\"https:\/\/www.snapgalleries.com\/the-cure-three-imaginary-boys-by-martyn-goddard\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">relembra a escolha da imagem da capa<\/a>: \u201cA natureza morta na capa do \u00e1lbum de estreia do The Cure foi concebida pelo designer de capas da Polydor, Bill Smith. Eu tinha trabalhado com Bill no \u00e1lbum \u2018In the City\u2019, do The Jam, e o The Cure era outro novo artista que a gravadora estava prestes a promover. No entanto, havia um problema; a banda n\u00e3o queria sua foto na capa. N\u00f3s utilizamos os utens\u00edlios dom\u00e9sticos comuns para representar os membros da banda. O t\u00edtulo do disco focando em \u2018Imaginary\u2019 ajudou no nosso conceito final. Eu queria usar o fundo rosa brilhante, pois ele se destacaria nas prateleiras de discos do ponto de venda e aconteceu de eu ter um rolo de papel colorama rosa no est\u00fadio\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma reportagem de 2021 sobre a arte da capa, <a href=\"https:\/\/www.bigissue.com\/culture\/music\/the-rolling-stones-kate-bush-the-cure-great-albums-cover-stories-revealed\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bill tamb\u00e9m comentou sobre a escolha<\/a>: \u201cAchei Robert um pouco distante e pouco comunicativo, mas quando ele disse algo foi muito articulado, mas ele n\u00e3o me deu nenhuma pista real sobre o que eles queriam na capa. Parece que Robert n\u00e3o estava particularmente feliz com a m\u00fasica do \u00e1lbum e, no final das contas, tamb\u00e9m n\u00e3o estava muito feliz com os elementos visuais\u2026 Eu estava olhando para artistas modernos como Jeff Koons e o artista pop Richard Hamilton, onde eles usaram eletrodom\u00e9sticos em suas colagens\/instala\u00e7\u00f5es. Eu tamb\u00e9m queria fazer a foto parecer uma p\u00e1gina de uma revista Ideal Home por volta de 1965, talvez para acentuar as ra\u00edzes suburbanas da banda\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O epis\u00f3dio com seu \u00e1lbum de estreia serviu como alerta para Robert Smith. A partir dali ele passaria a se envolver em todo o processo relacionado aos \u00e1lbuns do The Cure, desde a produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 a cria\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica. Mas a liga\u00e7\u00e3o da banda com Bill n\u00e3o se encerrou ap\u00f3s o \u00e1lbum de estreia: ele trabalharia na cria\u00e7\u00e3o da capa de \u201cBoys Don\u2019t Cry\u201d (1980) e tamb\u00e9m \u201cSeventeen Seconds\u201d, segundo \u00e1lbum do Cure. Ele tamb\u00e9m criaria a capa de \u00e1lbuns de outros dois artistas da Fiction Records: \u201cThe Affectionate Punch\u201d, dos escoceses The Associates (banda que Dempsey se juntaria ap\u00f3s sair do The Cure) e \u201cMichael &amp; Miranda\u201d, da banda p\u00f3s-punk inglesa The Passions, ambos produzidos por Parry.<\/p>\n<figure id=\"attachment_71085\" aria-describedby=\"caption-attachment-71085\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-71085 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/three5.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"767\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/three5.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/three5-293x300.jpg 293w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-71085\" class=\"wp-caption-text\"><em>A foto de Martyn Goddard<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cThree Imaginary Boys\u201d tem treze faixas, abrindo com \u201c10:15 Saturday Night\u201d, lado B do single \u201cKilling an Arab\u201d, e \u201cfechando\u201d com a faixa t\u00edtulo \u2013 seguida pela instrumental \u201cWendy Burton\u201d. A primeira, um hit que a banda tocou por muito tempo durante os shows; e a \u00faltima, a can\u00e7\u00e3o mais densa do disco, como que antecipando o que viria no \u00e1lbum seguinte. H\u00e1 ainda uma vers\u00e3o crua para \u201cFoxy Lady\u201d, de Jimi Hendrix, cantada por Dempsey, e que Robert Smith odiou que tivesse entrado no disco, assim como \u201cThe Object\u201d, consideradas descart\u00e1veis. Tanto Smith quanto os outros membros da banda tamb\u00e9m n\u00e3o gostaram da sonoridade do \u00e1lbum, a cargo de Parry (produ\u00e7\u00e3o) e Mike Hedges (Engenheiro de Som).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da chatea\u00e7\u00e3o de Robert Smith, na \u00e9poca de seu lan\u00e7amento, \u201cThree Imaginary Boys\u201d, a despeito de algumas cr\u00edticas negativas, teve boa recep\u00e7\u00e3o de forma geral \u2013 a de Paul Morley, do NME, foi a mais incisiva: \u201cO The Cure est\u00e1 tentando nos dizer algo, est\u00e3o tentando dizer que eles n\u00e3o existem. Est\u00e3o tentando dizer que tudo \u00e9 vazio. Est\u00e3o fazendo papel de bobos\u201d. A banda ficou t\u00e3o irritada que fez uma vers\u00e3o para \u201cGrinding Halt\u201d com o t\u00edtulo \u201cDesperate Journalist In Ongoing Meaningful Review Situation\u201d <a href=\"https:\/\/curesongs.home.blog\/2019\/05\/09\/9-may-1979-desperate-journalist-in-ongoing-meaningful-review-situation\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">durante uma sess\u00e3o para o programa de John Peel em 1979<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2004, \u201cThree Imaginary Boys\u201d ganhou uma edi\u00e7\u00e3o dupla remasterizada (relan\u00e7ada em 2012), trazendo v\u00e1rias faixas b\u00f4nus: demos, out-takes e vers\u00f5es ao vivo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Three Imaginary Boys\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_kb8mwZCZdkS1E0y9rpp8gpwnV6Md6-m90\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/a-capa-do-disco\/\" rel=\"noopener\"><strong>CONHE\u00c7A HIST\u00d3RIAS SOBRE OUTRAS CAPAS DE DISCOS<\/strong><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2013<em>&nbsp;Luciano Ferreira \u00e9 editor e redator na empresa&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.urgesite.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Urge :: A Arte nos conforta<\/a>&nbsp;e colabora com o Scream &amp; Yell.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cSou o aspirador de p\u00f3, Robert \u00e9 a lumin\u00e1ria e Michael \u00e9 a geladeira\u201d \u00e9 o veredito do baterista Lawrence \u2018Lol\u2019 Tolhurst sobre a capa de \u201cThree Imaginary Boys\u201d, \u00e1lbum de estreia dos ent\u00e3o novatos The Cure.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/11\/29\/a-capa-do-disco-three-imaginary-boys-e-a-tentativa-de-acentuar-as-raizes-suburbunas-do-the-cure\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":91,"featured_media":71086,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5915,2580],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71078"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/91"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71078"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71078\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":71092,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71078\/revisions\/71092"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/71086"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71078"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71078"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71078"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}