{"id":71047,"date":"2022-11-25T00:56:59","date_gmt":"2022-11-25T03:56:59","guid":{"rendered":"http:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=71047"},"modified":"2023-02-22T22:35:29","modified_gmt":"2023-02-23T01:35:29","slug":"entrevista-de-portugal-surma-fala-sobre-alla-seu-novo-disco-relembra-sp-elogia-a-eleicao-de-lula-e-fala-sobre-tirar-a-mascara-e-assumir-se-100","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/11\/25\/entrevista-de-portugal-surma-fala-sobre-alla-seu-novo-disco-relembra-sp-elogia-a-eleicao-de-lula-e-fala-sobre-tirar-a-mascara-e-assumir-se-100\/","title":{"rendered":"Entrevista: De Portugal, Surma fala sobre o novo disco e &#8220;tirar a m\u00e1scara e assumir-se 100%&#8221;, relembra SP e elogia vit\u00f3ria de Lula"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedro.m.salgado.5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encontro-me com D\u00e9bora Umbelino (a artista conhecida como Surma) no Est\u00fadio Haus, em Lisboa, na v\u00e9spera do lan\u00e7amento do seu novo \u00e1lbum, \u201cAlla\u201d (que significa \u201cTodos\u201d em sueco). No ar h\u00e1 uma palp\u00e1vel sensa\u00e7\u00e3o de otimismo quanto \u00e0 atual fase da cantautora leiriense, que marcar\u00e1 o decorrer da nossa conversa. Para tr\u00e1s, no per\u00edodo de cinco anos que sucedeu \u00e0 edi\u00e7\u00e3o do disco de estreia, \u201cAntwerpen\u201d (2017), ficaram cinco anos de intensa atividade, nos quais Surma fez can\u00e7\u00f5es para diversos projetos, estabeleceu parcerias com outros m\u00fasicos, atuou em Portugal e em quatro continentes e participou no Festival RTP da Can\u00e7\u00e3o de 2019 com o tema \u201cPugna\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A torrente produtiva seria interrompida, em grande parte, durante a pandemia. \u201cEu estava habituada a fazer muitos shows, trilhas sonoras e a explorar v\u00e1rios mundos. Quando eclodiu o surto pand\u00eamico foi complicado ficar sem nada para fazer\u201d, conta. Mesmo assim, no per\u00edodo de confinamento, Surma manteve o esp\u00edrito criativo que a caracteriza e decidiu compor uma m\u00fasica de raiz, masteriz\u00e1-la, fazer a mixagem e produzir o clipe. Nascia dessa forma o tema \u201cSybille\u201d (2020), ligado \u00e0 solid\u00e3o e \u00e0 falta de contato, influenciado pela explora\u00e7\u00e3o do corpo da cantora e atriz americana Miranda July, pelo impactante teatro Kabuki e pelo trabalho de Kate Bush.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O single e o clipe de \u201cIslet\u201d, editado a 7 de Outubro de 2022, abriram caminho para o \u00e1lbum \u201cAlla\u201d que, na pr\u00e1tica, representa uma declara\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica de liberta\u00e7\u00e3o e auto-determina\u00e7\u00e3o individual, procurando derrubar barreiras e dar \u00e2nimo a quem passa por situa\u00e7\u00f5es de bullying, vivencia a androgenia ou enfrenta outro tipo de quest\u00f5es ligadas \u00e0 sua afirma\u00e7\u00e3o pessoal. O novo trabalho, onde a artista leiriense assume a sua identidade sem rodeios, acentua o aventureirismo sonoro de \u201cAntwerpen\u201d, assente em v\u00e1rios temas experimentalistas, incurs\u00f5es no rock (\u201cTous Les Nuages\u201d), no pop (\u201cAida\u201d), em cruzamentos sonoros exuberantes (\u201cNyanyana\u201d), finalizando a viagem musical com uma homenagem aos Velvet Underground na mega lo-fi \u201cNico, My Love\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No disco, destacam-se igualmente m\u00fasicos convidados como Cabrita, Selma Uamusse, Ana Deus, Noiserv e Ang\u00e9lica Salvi, entre outros. O processo colaborativo resultou num claro enriquecimento do trabalho e Surma assume a import\u00e2ncia do encontro art\u00edstico que da\u00ed resultou. \u201cEu e o Rui Gaspar (compositor, produtor e baixista da banda leiriense First Breath After Coma), demos as can\u00e7\u00f5es aos nossos colaboradores e eles fizeram a sua parte. N\u00e3o me intrometi na parte da composi\u00e7\u00e3o desses artistas. No final, junt\u00e1mo-nos em est\u00fadio e gerou-se uma partilha de ideias muito bonita. Eles trouxeram imenso valor e amor a este \u00e1lbum\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre os objetivos que lhe faltam alcan\u00e7ar, Surma refere que j\u00e1 fez in\u00fameros trabalhos e que se sente bastante realizada com o percurso seguido, mas manifesta um desejo sincero e concreto de colaborar com a cantora americana St. Vincent: \u201cSou uma grande f\u00e3 do seu trabalho. Ela inspira-me imenso. Em cada disco ela vai buscar um g\u00e9nero diferente sem alterar a sua personalidade. \u00c9 isso que eu quero fazer enquanto Surma, ou seja, criar um mundo e uma atmosfera minha. A St. Vincent \u00e9 uma deusa para mim\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para apresentar \u201cAlla\u201d, a artista leiriense far\u00e1 cinco concertos, que se iniciam a 6 de Dezembro, em Leiria (Teatro Jos\u00e9 L\u00facio da Silva), passando por Braga (Gnration), Porto (Novo \u00c1tico &#8211; Coliseu), Aveiro (GrETUA) e terminando a tour a 17 de Dezembro, em Lisboa, com uma atua\u00e7\u00e3o na Culturgest. Ser\u00e1 a primeira vez que Surma ir\u00e1 se apresentar com banda, mais concretamente com os m\u00fasicos Pedro Alves (percuss\u00f5es e eletr\u00f4nicas) e Jo\u00e3o Hasselberg (contrabaixo, eletr\u00f4nicas, baixo el\u00e9trico e guitarra). Embora ainda n\u00e3o esteja totalmente definido o papel de cada um dos m\u00fasicos, a vontade da artista \u00e9 que os espet\u00e1culos contem tamb\u00e9m com um coro de tr\u00eas vozes e mais um instrumentista. Os shows ter\u00e3o ainda uma cenografia e uma performance inclu\u00edda na apresenta\u00e7\u00e3o. \u201cMesmo que as pessoas n\u00e3o gostem do concerto quero que o espet\u00e1culo cause impacto nelas\u201d, conclui. De Lisboa para o Brasil, Surma conversou com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Surma - Islet\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yZPDCc20Tuw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O seu \u00e1lbum de estreia, \u201cAntwerpen\u201d, foi editado em 2017. Pelo meio ocorreu a pandemia, mas voc\u00ea manteve sempre uma atividade bastante produtiva. Ao longo deste per\u00edodo de cinco anos qual foi o momento com mais significado para si?<\/strong><br \/>\nDesde 2017 at\u00e9 hoje tive concertos incr\u00edveis, conheci pessoas inacredit\u00e1veis e percorri metade do mundo como Surma (\u00e9 uma estrelinha que tenho tido). O que mais me agrada \u00e9 tocar todos os dias, relacionar-me com pessoas novas e aprender com elas. Mas, n\u00e3o consigo definir um momento especialmente marcante, porque todas as fases que eu vivi contribu\u00edram para o meu crescimento e para aquilo que sou hoje. Acho que foi uma generaliza\u00e7\u00e3o dessas etapas. A participa\u00e7\u00e3o no Festival RTP da Can\u00e7\u00e3o, em 2019, foi um desses per\u00edodos, pela visibilidade, pelo desafio de cantar em portugu\u00eas, por ter criado uma equipe de raiz pela primeira vez e por tocar ao vivo para milhares de portugueses no hor\u00e1rio nobre da televis\u00e3o. Foi uma press\u00e3o um pouco agressiva (risos), mas deu-me alento para lidar com outras situa\u00e7\u00f5es enquanto artista como \u00e9 o caso dos concertos, porque o mundo da televis\u00e3o mostrou-me outras formas de ver a realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O seu novo trabalho, \u201cAlla\u201d, tematicamente, parece sugerir uma ideia de coletivo bastante vincada. Trata-se de uma observa\u00e7\u00e3o sobre os tempos em que vivemos?<\/strong><br \/>\nSim. Com a pandemia ficamos mais solit\u00e1rios e eu senti muito a falta das pessoas. Eu sou um pouco \u201cbicho do mato\u201d, mas a pandemia fez-me abrir os olhos e percebi que gosto mesmo \u00e9 de estar com pessoas. Embora n\u00e3o estivesse planejado, eu decidi que este disco tinha que ser feito com amigos e fazia todo o sentido partilhar a m\u00fasica com eles e com artistas que me inspiram todos os dias. Pensei em pessoas que me eram muito queridas como o Pedro Melo Alves, tal como o Jo\u00e3o Hasselberg, que v\u00e3o tocar comigo ao vivo num formato de trio. Assim com a Selma Uamusse, o Cabrita, o Victor Torpedo ou a Ecstasya. Todos eles s\u00e3o completamente distintos uns dos outros. Procurei dar esse ambiente diversificado ao \u00e1lbum. A jun\u00e7\u00e3o das v\u00e1rias influ\u00eancias que eu tinha h\u00e1 imenso tempo deu cor ao disco. O processo colaborativo \u00e9 essencial para qualquer pessoa que fa\u00e7a arte seja na m\u00fasica, no teatro ou no cinema. Acho que sozinhos n\u00e3o temos assim tanta piada. Sinto que vamos beber muito \u00e0s diversas pessoas que conhecemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Verifico igualmente que h\u00e1 um aprofundamento do experimentalismo que definia o seu \u00e1lbum anterior e esse aspeto \u00e9 vis\u00edvel em temas como \u201cNyanyana\u201d, \u201cHuvasti\u201d ou \u201cDid I Drop Acid And This Is My Ego Death?\u201d Foi esse pensamento que norteou o seu processo de composi\u00e7\u00e3o ou decorreu da grava\u00e7\u00e3o deste disco?<\/strong><br \/>\nEu n\u00e3o costumo pensar se vou fazer um \u00e1lbum jazz, pop ou rock quando me dirijo ao est\u00fadio. No entanto, a composi\u00e7\u00e3o deste disco divertiu-me muito, porque eu tinha demos muito cruas em casa. A \u201cIslet\u201dera uma dessas demos e foi dos primeiros temas a serem acabados e recordo que comecei a gravar tudo durante a pandemia. Depois fui para o est\u00fadio com o Rui Gaspar. Era uma salinha muito acolhedora com v\u00e1rios instrumentos, baterias, Casios muito velhos e quando acabamos de rever as demos, perguntamos: \u201cO que \u00e9 que o disco vai ser?\u201d. N\u00f3s n\u00e3o sab\u00edamos qual seria o caminho a seguir. Foi um trabalho de equipe entre mim e o Rui. Portanto, acabou por ser a explora\u00e7\u00e3o dos instrumentos que estavam na sala. Na \u201cIslet\u201d, por exemplo, s\u00f3 de bateria h\u00e1 quase 200 faixas porque cada um de n\u00f3s ia tocar uma coisa diferente, j\u00e1 que n\u00e3o somos bateristas. Montamos a percuss\u00e3o como se fosse um puzzle e isso \u00e9 muito divertido de fazer porque os resultados nunca s\u00e3o iguais. Houve v\u00e1rios instrumentos que n\u00e3o pensamos que entrariam assim t\u00e3o bem nas m\u00fasicas e acabaram por ser a pe\u00e7a fundamental. Na faixa \u201cDid I Drop Acid And This Is My Ego Death?\u201d, o Rui usou um tubo de ar e \u00e9 esse elemento que agarra a can\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio ao fim. S\u00e3o esses experimentalismos que d\u00e3o magia ao trabalho, mas foi tudo feito no momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O v\u00eddeo de \u201cIslet\u201d (realizado pela produtora audiovisual leiriense Casota Collective), transmite uma ideia de supera\u00e7\u00e3o e de liberta\u00e7\u00e3o em contraponto com a aparente resigna\u00e7\u00e3o que define o seu clipe antigo \u201cMaasai\u201d. Podemos dizer que estamos na presen\u00e7a de uma nova Surma?<\/strong><br \/>\nSem sombra de d\u00favidas. Foram cinco anos que me deram a matura\u00e7\u00e3o suficiente para falar de temas que eu j\u00e1 queria ter abordado no \u00e1lbum \u201cAntwerpen\u201d mas, na \u00e9poca, eu n\u00e3o tinha o amadurecimento necess\u00e1rio para falar sobre eles. A inspira\u00e7\u00e3o para este \u00e1lbum veio de muitos livros que eu li e de v\u00e1rios filmes que vi. Mas, com a falta de tempo, nunca pude desenvolver muito bem o que pretendia fazer enquanto Surma. O disco \u201cAlla\u201d e a faixa \u201cIslet\u201d s\u00e3o o resultado da explora\u00e7\u00e3o daquilo que eu sempre ambicionei, ou seja, tirar a m\u00e1scara e assumir-me a 100%. Com esse clipe quis mostrar \u00e0s pessoas que n\u00e3o estamos sozinhos no mundo e representa tamb\u00e9m uma fase muito espec\u00edfica da minha vida em que o bullying e a androgenia me dizem muito. Estar num certo pacote ou numa caixinha agradando a toda a gente \u00e9 algo que eu n\u00e3o desejo. Li uma entrevista do Nick Cave h\u00e1 alguns anos em que ele dizia: \u201cUsei uma m\u00e1scara durante tanto tempo e quando a tirei n\u00e3o me conhecia\u201d. Eu n\u00e3o tenho a inten\u00e7\u00e3o de me identificar com quem n\u00e3o sou. Quero ser eu mesma. No disco \u201cAntwerpen\u201d eu estava mais retra\u00edda mas, no v\u00eddeo de \u201cIslet\u201d, digo \u00e0s pessoas que estou aqui realmente, porque as falsidades n\u00e3o fazem bem a quem me rodeia nem a mim. Este trabalho \u00e9 meu, mas \u00e9 para todos v\u00f3s e digo claramente: \u201cSejam voc\u00eas mesmos sem g\u00eaneros, barreiras ou qualquer risco!\u201d. \u00c9 a transpar\u00eancia total (sorrisos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Surma tocou no Festival SIM em S\u00e3o Paulo a 6 de Dezembro de 2018. Qual \u00e9 a sua recorda\u00e7\u00e3o mais v\u00edvida desse show?<\/strong><br \/>\nEu trouxe recorda\u00e7\u00f5es t\u00e3o bonitas de S\u00e3o Paulo\u2026 Lembro-me de estar a tocar num pequeno audit\u00f3rio que fazia lembrar uma cave ou um bunker. O p\u00fablico estava sentado e a meio do show as pessoas levantaram-se todas foram para o p\u00e9 de mim. Senti um v\u00ednculo familiar e de uni\u00e3o inacredit\u00e1vel. Esse momento marcou-me bastante. Lembro-me tamb\u00e9m de ter ido com os meus amigos brasileiros de l\u00e1 a uma tasquinha regional beber cerveja em copinhos da av\u00f3 e comer p\u00e3o de queijo logo pela manh\u00e3. Eu adorei (risos). Foi uma experi\u00eancia fascinante. Trago mem\u00f3rias incr\u00edveis de S\u00e3o Paulo, relativamente \u00e0s pessoas e \u00e0 cultura musical. Inspirou-me bastante. A Gal Costa que infelizmente faleceu ontem (nota do editor: a entrevista foi realizada um dia ap\u00f3s a morte de Gal) \u00e9 uma pessoa que me influenciou muito e tamb\u00e9m a n\u00edvel pessoal, porque era uma mulher com uma for\u00e7a inacredit\u00e1vel. A Elza Soares era extraordin\u00e1ria, mas tamb\u00e9m gosto de coisas mais recentes. A Labaq \u00e9 minha amiga e vive em Portugal neste momento. Estivemos l\u00e1 as duas uma semana e foi fant\u00e1stico. Outro amigo meu de S\u00e3o Paulo \u00e9 o Victor Ara\u00fajo e h\u00e1 v\u00e1rios m\u00fasicos de grande valor como o Tim Bernardes. Fui ver o show dele no Coliseu de Lisboa recentemente e posso-lhe dizer que sou louca pela m\u00fasica do Tim. Sou muito inspirada pela cultura brasileira, seja pela m\u00fasica ou a gastronomia. Quero voltar ao Brasil porque senti imenso amor em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Qual \u00e9 a sua mensagem para os leitores do Scream &amp; Yell?<\/strong><br \/>\nEm primeiro lugar dou os meus parab\u00e9ns aos brasileiros pela elei\u00e7\u00e3o de Lula. Estou muito feliz e acho que vai ser \u00f3timo para eles. Espero que este per\u00edodo seguinte seja melhor para o Brasil. Fa\u00e7o votos de que gostem do meu novo disco (foi editado a 11 de Novembro). Vai ser uma fase nova para mim e para quem acompanha a minha m\u00fasica. Desejo tamb\u00e9m que seja uma experi\u00eancia muito bonita para quem escutar as can\u00e7\u00f5es de \u201cAlla\u201d e que tenha um significado positivo para todas as pessoas. Muito obrigado por todo o apoio que me t\u00eam dado durante o meu trajeto art\u00edstico.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"etel.vina\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2CNiUAJ28MI?list=OLAK5uy_kUsi_tuBXkw5Hfk8zggo5PXxRPk6EWVn4\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Omnichord Outtakes #1 - Surma - Femme Fatale (Velvet Underground)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/r7Oi0B0QU_g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Surma - Dro\u0308g\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7nwI02pYuP0?list=OLAK5uy_mgbqqFVnVhMcyS43UPzZDpDGi7bBb11kQ\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010 contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/pedro-salgado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cinco anos ap\u00f3s o elogiado \u201cAntwerpen\u201d (2017), Surma retorna com &#8220;Alla&#8221;, um \u00e1lbum repleto de colabora\u00e7\u00f5es que traz a artista vivendo um momento de &#8220;transpar\u00eancia total&#8221;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/11\/25\/entrevista-de-portugal-surma-fala-sobre-alla-seu-novo-disco-relembra-sp-elogia-a-eleicao-de-lula-e-fala-sobre-tirar-a-mascara-e-assumir-se-100\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":71049,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[47,2379],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71047"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71047"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71047\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":71055,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71047\/revisions\/71055"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/71049"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71047"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71047"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71047"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}