{"id":70598,"date":"2022-11-09T10:54:44","date_gmt":"2022-11-09T13:54:44","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=70598"},"modified":"2022-11-25T01:07:50","modified_gmt":"2022-11-25T04:07:50","slug":"entrevista-em-video-silvia-machete-fala-sobre-rhonda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/11\/09\/entrevista-em-video-silvia-machete-fala-sobre-rhonda\/","title":{"rendered":"Entrevista em v\u00eddeo: Silvia Machete fala sobre &#8220;Rhonda&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/sarahquines\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sarah Quines<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carioca radicada em S\u00e3o Paulo, Silvia Machete est\u00e1 em turn\u00ea com o \u00e1lbum &#8220;Rhonda&#8221;, lan\u00e7ado durante a pandemia, na metade de 2020. A mudan\u00e7a de ares do Rio de Janeiro para a capital paulista se reflete no quarto disco autoral, em que a cantora deixa de lado o estilo flamboyant e tropical dos trabalhos anteriores e mergulha numa persona mais cool e introspectiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com onze faixas, &#8220;Rhonda&#8221; (que ganhou edi\u00e7\u00e3o em vinil transl\u00facido) \u00e9 fruto da parceria de Silvia com o produtor e arranjador Alberto Continentino &#8211; os dois assinam a maior parte das composi\u00e7\u00f5es, que passeiam entre o jazz e o soul. Todas as m\u00fasicas s\u00e3o cantadas em ingl\u00eas, e entre elas est\u00e1 a vers\u00e3o de \u201cWith No One Else Around\u201d de Tim Maia, que deixaria o s\u00edndico orgulhoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No palco, &#8220;Rhonda&#8221; ganha uma outra camada, e o repert\u00f3rio intimista \u00e9 muito bem dosado com o lado performer e desinibido da cantora, que iniciou a carreira como artista de rua na Fran\u00e7a e nos Estados Unidos. No teatro do Sesc Pompeia, em S\u00e3o Paulo, Silvia (ou Rhonda?) entra borrifando uma garrafinha com \u201ctrauma\u201d escrito no r\u00f3tulo e transporta o p\u00fablico para algum lugar do passado enquanto canta sobre amores e saudades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confira um trecho da entrevista de Silvia Machete para o canal Garimpo Sonoro:<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-70601\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rhonda1.jpg\" alt=\"\" width=\"712\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rhonda1.jpg 712w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/11\/rhonda1-300x185.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 712px) 100vw, 712px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Rhonda&#8221; \u00e9 um disco todo cantado em ingl\u00eas. A escolha de um outro idioma que n\u00e3o o portugu\u00eas ajudou a entrar mais nessa personagem?<\/strong><br \/>\nCom certeza. Eu gosto de falar que eu trabalho com fic\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea ter esse desafio de atuar como uma pessoa diferente de quem voc\u00ea \u00e9, \u00e9 um desafio, n\u00e9? Eu t\u00f4 interpretando essas can\u00e7\u00f5es de uma outra forma, como se fosse uma outra voz tamb\u00e9m, porque automaticamente quando voc\u00ea canta em ingl\u00eas voc\u00ea acaba ganhando uma nova voz porque voc\u00ea canta de uma forma diferente por causa da fon\u00e9tica da l\u00edngua. O portugu\u00eas \u00e9 uma voz mais do peito, mais anasalada, e o ingl\u00eas a sua voz j\u00e1 t\u00e1 mais colocada de uma forma correta, ent\u00e3o tem tamb\u00e9m uma suavidade de cantar em ingl\u00eas. E as melodias do &#8220;Rhonda&#8221; fogem da nossa m\u00fasica brasileira, s\u00e3o mais jazz\u00edsticas ent\u00e3o eu sinto realmente que eu ganhei uma nova voz com &#8220;Rhonda&#8221;, um novo corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E \u00e9 um trabalho criado no contexto da pandemia n\u00e9? Quando vai pro palco ganha uma outra dimens\u00e3o?<\/strong><br \/>\n\u00c9 bem curioso assim, na verdade eu comecei a escrever as letras antes da pandemia e \u00e9 impressionante como elas combinam com todo nosso per\u00edodo pand\u00eamico. N\u00e3o s\u00f3 as letras mas tamb\u00e9m pelo ambiente mais introspectivo. E as letras assim, &#8220;I love missing you, Forget to forget&#8221;, \u00e9 como se eu j\u00e1 estivesse na quarentena. Bem louco isso assim, mas foi pura coincid\u00eancia. E quando a gente fez o primeiro show que aconteceu agora em mar\u00e7o de 2022, eu n\u00e3o sabia ainda como a &#8220;Rhonda&#8221; ia se comportar, foi ao longo deste ano desde mar\u00e7o que eu to desenvolvendo essa personagem, ela t\u00e1 se encontrando ainda com o p\u00fablico, at\u00e9 onde ela pode ir na loucura dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00e3o 11 faixas neste trabalho, queria que voc\u00ea comentasse sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o. Algumas voc\u00ea come\u00e7ou a compor antes da pandemia, outras durante\u2026e quem s\u00e3o as suas parcerias a\u00ed no disco.<\/strong><br \/>\nEu comecei a compor logo que me mudei do Rio pra S\u00e3o Paulo e isso me ajudou muito na minha inspira\u00e7\u00e3o, porque quando a gente muda de um lugar pro outro a gente corre esse risco da inspira\u00e7\u00e3o, porque tudo \u00e9 uma novidade. Mesmo eu j\u00e1 conhecendo super bem S\u00e3o Paulo, foi uma novidade morar em S\u00e3o Paulo, nunca tinha morado em S\u00e3o Paulo. Ent\u00e3o veio uma inspira\u00e7\u00e3o, veio um amor gigante tamb\u00e9m, eu tava muito apaixonada. E a ideia tamb\u00e9m de cantar em ingl\u00eas, porque S\u00e3o Paulo \u00e9 t\u00e3o diferente do Rio, que eu tava me sentindo fora do Brasil. E a l\u00edngua mais natural pra mim fora do Brasil \u00e9 o ingl\u00eas. E eu comecei a compor com o Alberto Continentino e o Emerson Villani, que s\u00e3o dois grandes m\u00fasicos brasileiros. O Alberto \u00e9 um m\u00fasico com quem eu j\u00e1 convivo e toco h\u00e1 muitos anos, inclusive em outros discos, j\u00e1 esteve tocando comigo em outros shows, ent\u00e3o a gente divide um universo musical muito parecido, a gente coleciona refer\u00eancias sonoras tamb\u00e9m, ent\u00e3o ele sabe as melodias que eu quero cantar, ele sabe o tipo de m\u00fasica que eu quero cantar. Quando eu abordei ele pra fazer o disco, eu me lembro que eu falei pra ele \u201ceu quero fazer um disco de jazz\u201d. Mas como seria fazer um disco de jazz? Seria standards? Eu sinto que eu amo jazz, \u00e9 muito presente no meu estudo como cantora essas refer\u00eancias, mas fazer um disco de jazz moderno e eu acho que ele entendeu isso muito bem, porque tem ali todas as refer\u00eancias do rhythm&#8217;n&#8217;blues, do soul, do folk, de quem eu sou muito f\u00e3, e ou\u00e7o Joni Mitchell, Joan Baez e todas essa cantoras. Ent\u00e3o a gente conseguiu criar essa sonoridade juntos, essa atmosfera vintage, essa coisa sessentista, setentista, que remete a gente a uma outra \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Abaixo, o v\u00eddeo com a entrevista completa. Assista:<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Entrevista | SILVIA MACHETE fala sobre Rhonda\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/P53hA_a7Tj0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p class=\"has-text-align-center\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/garimpo-sonoro\/\"><strong>ASSISTA AOS EPIS\u00d3DIOS ANTERIORES DO GARIMPO SONORO<\/strong><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Sobre o Garimpo Sonoro :com roteiro, apresenta\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o de Sarah Quines, o Garimpo Sonoro \u00e9 um canal para quem gosta de garimpar m\u00fasicas por a\u00ed e descobrir as hist\u00f3rias por tr\u00e1s dos sons. Um lugar onde a m\u00fasica n\u00e3o tem limita\u00e7\u00f5es de estilos, nem de \u00e9pocas ou fronteiras geogr\u00e1ficas. Vale toda m\u00fasica, artista, \u00e1lbum, instrumento, g\u00eanero e movimento do Brasil e do mundo, atual ou do passado, que tenha uma boa hist\u00f3ria para contar. Toda ter\u00e7a-feira \u00e0s 20h no youtube e na quarta-feira tamb\u00e9m no Scream &amp; Yell.<\/em><\/p>\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>\u2013 Sarah Quines (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/sarahquines\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">@sarahquines<\/a>) \u00e9 jornalista e criadora do canal\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/garimpo-sonoro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Garimpo Sonoro<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Carioca radicada em S\u00e3o Paulo, Silvia Machete est\u00e1 em turn\u00ea com o \u00e1lbum &#8220;Rhonda&#8221;, lan\u00e7ado durante a pandemia, na metade de 2020. Aqui ela mergulha numa persona mais cool e introspectiva.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/11\/09\/entrevista-em-video-silvia-machete-fala-sobre-rhonda\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":109,"featured_media":70602,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5397,4781],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70598"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/109"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=70598"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70598\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":70603,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70598\/revisions\/70603"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/70602"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=70598"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=70598"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=70598"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}