{"id":70590,"date":"2022-11-07T01:13:47","date_gmt":"2022-11-07T04:13:47","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=70590"},"modified":"2022-12-07T01:10:53","modified_gmt":"2022-12-07T04:10:53","slug":"entrevista-renovado-muntchako-propoe-se-misturar-fela-kuti-e-luiz-gonzaga-em-novo-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/11\/07\/entrevista-renovado-muntchako-propoe-se-misturar-fela-kuti-e-luiz-gonzaga-em-novo-trabalho\/","title":{"rendered":"Entrevista: Renovado, Muntchako prop\u00f5e-se a misturar Fela Kuti e Luiz Gonzaga em novo trabalho estranho, desafiador e dan\u00e7ante"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Muntchako est\u00e1 de volta \u2013 <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2017\/04\/03\/entrevista-muntchako\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mas nada est\u00e1 como era antes<\/a>. A m\u00fasica, a forma\u00e7\u00e3o, a din\u00e2mica interna e a maneira de enxergar o pr\u00f3prio futuro mudaram significativamente. O Scream &amp; Yell foi conversar com o percussionista Macaxeira Acioli para saber o que est\u00e1 rolando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na verdade, tudo meio que se entrela\u00e7a: o trio radicado em Bras\u00edlia agregou dois m\u00fasicos \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o, tornando-se um quinteto para dar conta da riqueza sonora e do punch do vindouro segundo disco&#8230; Mas essa forma\u00e7\u00e3o \u00e9 tempor\u00e1ria, e o Muntchako pode vir a se tornar um duo<br \/>\n.<br \/>\nE a tal complexidade musical da qual fal\u00e1vamos? Ela est\u00e1 presente em \u201cFela Dum Gonzaga\u201d, disco com lan\u00e7amento previsto para 2023 e que pretende mostrar o quanto o nigeriano Fela Kuti e o brasileiro Luiz Gonzaga t\u00eam em comum, uma \u00f3tica exibida por meio das lentes da proposta est\u00e9tica do Muntchako.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dois singles j\u00e1 permitem antecipar a sonoridade do \u00e1lbum: \u201cWaka Morena\u201d e \u201cPagode Russo\u201d trazem uma estranha mistura de harmonias do Nordeste brasileiro e do Oeste africano, entregando uma sonoridade que fica no meio termo entre o desafiador e o dan\u00e7ante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa mistura ser\u00e1 colocada \u00e0 prova em palcos de Belo Horizonte, Natal e Jo\u00e3o Pessoa ainda em novembro de 2022, e o que vir\u00e1 depois, nem mesmo eles sabem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em conversa franca, na qual se entrev\u00ea tanto pesar como esperan\u00e7a, Macaxeira Acioli d\u00e1 a letra sobre o presente e o incerto futuro do Muntchako. A \u00fanica garantia que ele d\u00e1 \u00e9 que, seja da forma que for, a banda e a resist\u00eancia seguem em frente.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Muntchako - Waka Morena | Fela dum Gonzaga | Fela Kuti + Luiz Gonzaga\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/i3z5a3YKTVs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Depois de um primeiro \u00e1lbum bastante plural, esse novo vir\u00e1 com uma proposta musical bem espec\u00edfica, j\u00e1 expressa no nome do disco. O que originou esse mash up conceitual?<\/strong><br \/>\nTudo come\u00e7ou de uma brincadeira em est\u00fadio, levada por Barata: \u201cPor que a gente n\u00e3o mistura Fela Kuti e Gonzag\u00e3o? E a\u00ed a gente chama de Fela dum Gonzaga\u201d. Como no Muntchako toda brincadeira vira algo s\u00e9rio, dito e feito: pouco tempo depois a gente tava imerso matutando as misturas juntamente com Juninho Ferreira na sanfona e Esdras Nogueira no sax. A gente conversava muito de, no pr\u00f3ximo trabalho, puxar outros m\u00fasicos para misturar as tintas e foi muito massa com os dois, sinergia pura. E mexer no ba\u00fa de Fela e Gonzag\u00e3o \u00e9 uma responsa danada, a gente n\u00e3o queria estar com os olhos voltados s\u00f3 para o bai\u00e3o ou s\u00f3 para o afrobeat, por isso a necessidade de borrar tudo isso. Eles est\u00e3o ali, voc\u00ea sente mas n\u00e3o \u00e9 na cara. Al\u00e9m de toda a mistura das bases eletr\u00f4nicas s\u00f3lidas e os instrumentos org\u00e2nicos costurando&#8230; Se fazer m\u00fasica eletr\u00f4nica fosse f\u00e1cil, todo mundo faria, n\u00e9? Tem que ter um alicerce bem feito pro neg\u00f3cio ficar de p\u00e9. O suor pinga, mas a gente t\u00e1 feliz pra caralho!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea falou, essa nova proposta tamb\u00e9m acabou trazendo instrumentos como banjo e sanfona, que n\u00e3o entravam nos arranjos anteriores. Al\u00e9m disso, as faixas j\u00e1 lan\u00e7adas contam com a participa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios m\u00fasicos adicionais. J\u00e1 se sabe que a turn\u00ea conta com a participa\u00e7\u00e3o do Esdras Nogueira (sax bar\u00edtono) e Juninho Ferreira (sanfona). Depois de tanto tempo como trio, como est\u00e1 sendo essa nova din\u00e2mica nos palcos? E considerando que o Muntchako usa muitos stems, \u00e9 poss\u00edvel pensar em participa\u00e7\u00f5es de outros convidados nos pr\u00f3ximos shows?<\/strong><br \/>\nSem sombra de d\u00favida, foi um projeto feito pra gente arrancar a tinta da trave. A ideia \u00e9 misturar mesmo, inicialmente com esses dois grandes amigos, Fofinha (Esdras) e Jamaika (Juninho), e tamb\u00e9m com outros m\u00fasicos por onde vamos passar. Tamb\u00e9m est\u00e3o pintando algumas participa\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3ximos singles, mas isso \u00e9 mais pra frente. A gente tava acostumado com tr\u00eas pessoas no palco, quando tudo \u00e9 mais f\u00e1cil: marcar ensaio, datas de show, log\u00edstica de viagem. S\u00f3 n\u00e3o dava dentro de um fusquinha porque a gente tem muita tralha eletr\u00f4nica. Ao juntar mais dois m\u00fasicos, somando cinco pessoas, a log\u00edstica come\u00e7a a ficar complicada. A gente tava mal acostumado com s\u00f3 os tr\u00eas mais a equipe t\u00e9cnica. Mas ao mesmo tempo que d\u00e1 uma complicadinha na log\u00edstica, o bolo fica mais recheado, n\u00e9? E o show t\u00e1 porrada, t\u00e1 potente, t\u00e1 malemolente, tamo feliz. M\u00e1ximo respeito de misturas as tintas dessas duas grandes entidades da m\u00fasica universal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os integrantes do Muntchako sempre foram muito envolvidos n\u00e3o apenas com m\u00fasica, mas com a agita\u00e7\u00e3o cultural, promovendo eventos, produzindo outros artistas. Ent\u00e3o \u00e9 de se imaginar que a pandemia impactou voc\u00eas em uma escala muito maior. Como foi atravessar esse per\u00edodo sombrio, e como est\u00e1 sendo essa retomada de atividades?<\/strong><br \/>\nA gente tava em um \u00f3timo momento antes da pandemia: tinha acabado de fazer uma tour na Europa e Col\u00f4mbia, e fizemos pela primeira vez s\u00f3 Espanha, al\u00e9m de transitar pelo Brasil. Quando menos esper\u00e1vamos algum problema, BUM, bombaaa pand\u00eamica! Sa\u00edmos da estrada para o acostamento, e naturalmente as rela\u00e7\u00f5es ficaram distantes devido a situa\u00e7\u00e3o de lockdown e isolamento. Come\u00e7amos a produzir o projeto Fela dum Gonzaga antes da pandemia, mas teve que ser paralisado devido ao momento delicado, e retomamos quando as coisas estavam mais tranquilas. Ainda assim, a gente produziu l\u00e1 no meu cafofo, todos com m\u00e1scara, no meio de toda essa doideira, ent\u00e3o boa parte das bases do Fela dum Gonzaga nasceram no meio de uma kitnet e os vizinhos \u00e0s vezes buzinando enchendo o saco pelo barulho das gravinas. Muita coisa que era grava\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o acabou ficando pra valer, nem tivemos que regravar l\u00e1 no nosso QG, no Zarabatana Records, est\u00fadio de Samuquinha da Ba\u00eaa. Reconhe\u00e7o que a retomada t\u00e1 bem dif\u00edcil, as bandas pequenas \/ emergentes tiveram que voltar 20 casas, e as dificuldades permanecem diante da situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e de mercado que encontramos, sem falar da pol\u00edtica e toda essa onda sombria que ainda estamos atravessamos. Mas logo logo \u00e9 tempo de reviravolta (nota: a entrevista foi feita no dia 27 de outubro), o Brasil precisa voltar a pulsar na energia que merece. Hoje, s\u00f3 os grandes nomes dos algoritmos conseguem se manter na estrada, e nos festivais por onde fui ultimamente tenho visto uma mesmice s\u00f3, os lines s\u00e3o verdadeiros Ctrl C + Ctrl V, e a cena t\u00e1 sem kickar coisa nova.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como fica o Muntchako nessa entropia?<\/strong><br \/>\nEstamos em um momento de acertar os ponteiros das expectativas individuais e coletivas. Talvez em 2023 a gente siga, s\u00f3 eu e Samuquinha, em um formato mais enxuto, mais eletr\u00f4nico, um duo. Tudo indica que Baratinha seguir\u00e1 por outros rumos, e a gente t\u00e1 mantendo esses \u00faltimos shows marcados para rever como ficaremos. Essa tal da pandemia n\u00e3o foi mole pra ningu\u00e9m, mexendo na espinha dorsal de todo mundo. Barata \u00e9 agitador cultural da cidade, um dos cabe\u00e7as do coletivo Criolina, que antes da pandemia estava em um \u00f3timo momento, com a Cervejaria Criolina, muita coisa acontecendo por l\u00e1, cada vez mais a casa estava crescendo e solidificando sua programa\u00e7\u00e3o, mas no meio de tudo isso foi dif\u00edcil de segurar a pema, ent\u00e3o muitas e muitas mudan\u00e7as individuais, coletivas e profissionais. Mas t\u00e1 massa se reinventar, a gente tem dado risadas das dificuldades. Tamo firme que nem prego em areia, mas sinto que 2023 as coisas ir\u00e3o melhorar e a gente volta a dar cipoada por ai. Tamo na instiga de voltar pra estrada!. Mas o que importa \u00e9 que estamos bem, crescendo com as dificuldades, e o tempo t\u00e1 curando as mazelas deixadas por esse tempo sombrio, e politicamente consigo ver uma luz de led no fim do t\u00fanel. Tamo retomando, o povo precisa ocupar, precisamos pulsar para modificar a energia densa que paira sobre o Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bras\u00edlia j\u00e1 passou por uma lei do sil\u00eancio arbitr\u00e1ria (que ainda vigora), pelo desaparecimento de casas noturnas, e agora vive um momento de abra\u00e7ar o conservadorismo rasteiro e intolerante. A arte autoral est\u00e1 fadada a ser sempre resist\u00eancia no DF, ou d\u00e1 para mudar esse cen\u00e1rio?<\/strong><br \/>\nApesar de Bras\u00edlia trazer os tra\u00e7os modernos, ainda respira muito o tradicional e conservador. Fruto do funcionalismo p\u00fablico careta que cerca os quatro cantos do Plano Piloto e acaba refletindo na cena e no pulso da cidade. A lei do sil\u00eancio engessa as atividades culturais e silencia a vida noturna da cidade. Infelizmente essa \u00e9 a leitura da lei org\u00e2nica do Plano Piloto, devido \u00e0s proximidades das quadras residenciais e comerciais. Mas temos uma vida cultural intensa de resist\u00eancia que pulsa no CONIC, no Setor de Divers\u00f5es Norte, por exemplo, que \u00e9 um dos poucos locais zoneados no plano diretor da capital abertos a atividades noturnas. Muita coisa t\u00e1 acontecendo por l\u00e1. E essa mudan\u00e7a \u00e9 precisa: em pleno s\u00e9culo 21 Bras\u00edlia elegeu uma figura fundamentalista de extrema direita como Damares [Alves, eleita senadora pelo DF]. Isso \u00e9 tr\u00e1gico. Na verdade, antes da pandemia Bras\u00edlia tava borbulhando, muita coisa acontecendo. Estava mais malemolente, e isso reflete visivelmente nas rela\u00e7\u00f5es, eu meu meu ver., Mas depois de toda essa mar\u00e9 pand\u00eamica, a cidade voltou algumas casas no tabuleiro, e agora \u00e9 respirar fundo e jogar o dado de volta. Mas como cena, observo que Bras\u00edlia tem que se entender, se conhecer, se curtir. N\u00e3o existe um circuito, e a uni\u00e3o t\u00e1 longe do b\u00e1sico. S\u00e3o muito galhos para olhar e todo mundo indo por um caminho&#8230; Rola muita grana para eventos em Bras\u00edlia, o FAC (Fundo de Apoio \u00e0 Cultura) \u00e9 um grande fomento \u00e0 Cultura da cidade, talvez o maior fundo per capita do Brasil. Mas ainda existe uma mentalidade \u201ccol\u00f4nia\u201d da coisa, uma valoriza\u00e7\u00e3o das pessoas que vem de fora e quem t\u00e1 roendo o osso no miolo n\u00e3o tem o merecimento e respeito, saca? E essas pessoas e profissionais s\u00e3o nossos pr\u00f3prios amigos e conhecidos. Institui\u00e7\u00f5es e festivais com aporte financeiro de todos os lados, principalmente governamentais pagando mixaria para os projetos que est\u00e3o em circula\u00e7\u00e3o e evid\u00eancia na cidade. Criou-se uma tabela imagin\u00e1ria que est\u00e1 congelada h\u00e1 anos: \u00e9 triste receber uma liga\u00e7\u00e3o nos dias de hoje oferecendo cach\u00eas de R$ 2.000,00, R$ 4.000,00 para toda uma equipe t\u00e9cnica de profissionais que d\u00e3o duro, \u00e9 lament\u00e1vel. Como o Muntchako sempre se posicionou frente a essas quest\u00f5es, acabou ficando na geladeira por n\u00e3o topar o que o mercado estipula. Na verdade, isso \u00e9 um grande papo de buteco, o que t\u00e1 sendo comentado aqui \u00e9 a primeira casca, mas \u00e9 importante a provoca\u00e7\u00e3o para o di\u00e1logo. A resist\u00eancia continua!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Muntchako - Pagode Russo  | Fela dum Gonzaga = Fela Kuti + Luiz Gonzaga\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/M4m50-u0mEs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Muntchako em Fela dum Gonzaga -  MiniDoc\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-ci2xKdIIzc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Terra Plana 2D - Muntchako feat. Felipe Cordeiro e Keila (V\u00eddeo Quarentena)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zqq_cRFBIg4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) \u00e9 produtor e assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell. A foto que abre o texto \u00e9 de Let\u00edcia de Maceno<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Muntchako est\u00e1 de volta \u2013 mas nada est\u00e1 como era antes. 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