{"id":70486,"date":"2022-10-30T01:59:02","date_gmt":"2022-10-30T04:59:02","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=70486"},"modified":"2022-12-22T00:40:07","modified_gmt":"2022-12-22T03:40:07","slug":"esse-voce-precisa-ouvir-os-20-anos-de-sea-change-o-disco-de-fim-de-relacionamento-de-beck","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/10\/30\/esse-voce-precisa-ouvir-os-20-anos-de-sea-change-o-disco-de-fim-de-relacionamento-de-beck\/","title":{"rendered":"Esse voc\u00ea precisa ouvir: &#8220;Sea Change&#8221;, o disco de &#8220;fim de relacionamento&#8221; de Beck"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/paolo.bardelli\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Paolo\u00a0Bardelli<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A grandeza de \u201cSea Change\u201d, de Beck, \u00e9 evidente desde seu lan\u00e7amento em 24 de setembro de 2002, mas tamb\u00e9m aumentou ao longo do tempo. Em seu anivers\u00e1rio de 20 anos, o \u00e1lbum, depois de tantas temporadas, assume o inevit\u00e1vel contorno de &#8220;cl\u00e1ssico&#8221;, tamb\u00e9m por causa de seu som pouco dat\u00e1vel: poderia ser um \u00e1lbum de Nick Drake mais bem gravado, portanto pertence a uma era indefinida que vai dos anos 70 at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pano de fundo de \u201cSea Change\u201d, e sua inspira\u00e7\u00e3o, \u00e9 bem conhecido: surge como uma forma de \u201cconsertar\u201d o cora\u00e7\u00e3o de Beck Hansen destru\u00eddo pelo fim de um relacionamento de nove anos com a estilista Leigh Limon, que estava tendo um caso com um membro da banda Whiskey Biscuit, de Los Angeles &#8211; Beck descobriu a trai\u00e7\u00e3o tr\u00eas semanas antes de seu anivers\u00e1rio de 30 anos, em 2000, e escreveu a maioria das can\u00e7\u00f5es em uma semana, deixando-as guardadas at\u00e9 mar\u00e7o de 2002, quando come\u00e7ou a registrar o \u00e1lbum ciente de que o sentimento melanc\u00f3lico daquelas m\u00fasicas n\u00e3o era apenas seu, mas universal. Tamb\u00e9m \u00e9 marcante a (quase) singularidade do (oitavo) \u00e1lbum em sua discografia \u00e9 bem conhecida, pois aparece logo ap\u00f3s o arrebatador &#8220;Midnite Vultures&#8221; (1999) e antes do evolutivo &#8220;Guero&#8221; (2005), como uma esp\u00e9cie de par\u00eanteses necess\u00e1ria para mandar embora os fantasmas de sua ex em um passeio emocional na frente de todo o p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na realidade, Beck se reconectou \u00e0s fontes daquele elixir da vida que a maioria das pessoas vai beber, \u00e0quela for\u00e7a vital que leva ao restabelecimento do equil\u00edbrio interno ap\u00f3s o luto e que cada um deve encontrar dentro de si quando certas coisas acontecem, em 2014 com &#8220;Morning Phase&#8221;, mas era mais um desejo de fotografar aqueles movimentos da alma, da altern\u00e2ncia normal dos dias e das esta\u00e7\u00f5es, como elementos da natureza, enquanto &#8220;Sea Change&#8221; registra o grito abafado numa resigna\u00e7\u00e3o (dolorosa) composta em contato direto, real, vivido e tang\u00edvel com um sentimento.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-70488\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/becksea2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"475\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/becksea2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/becksea2-300x190.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, 20 anos depois portanto, permanece a m\u00fasica cristalina, aquelas melodias que conseguem ser incrivelmente melanc\u00f3licas e doces, como se a perda tamb\u00e9m tivesse levado \u00e0 necessidade de ser calmo, desapegado, de n\u00e3o enlouquecer, com arranjos de cordas l\u00e2nguidos que tornam tudo ainda mais emocional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A produ\u00e7\u00e3o man\u00edaca e muito l\u00facida de Nigel Godrich (evidentemente em seu climax de carreira, entre &#8220;Kid A&#8221;, de 2000, do Radiohead, &#8211; \u201cTalkie Walkie&#8221;, de 2004, do Air, e \u201cChaos and Creation in the Backyard\u201d, de 2005, de Paul McCartney) destaca viol\u00f5es t\u00e3o maravilhosamente equalizados que poderia fazer de \u201cSea Change\u201d o \u00e1lbum a ser usado para ouvir a renderiza\u00e7\u00e3o da sonoridade hi-fi de um aparelho no momento da compra (fun\u00e7\u00e3o anteriormente concedida a discos como &#8220;Brothers in Arms&#8221;, do Dire Straits, ou &#8220;The Nightfly&#8221;, de Donald Fagen), elementos que est\u00e3o \u00e0 nossa frente ao nos aproximarmos deste trabalho inesquec\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, sobretudo, as letras de Beck em \u201cSea Change\u201d permanecem definitivamente dilacerantes e depressivas, ainda que equilibradas, ao escrutinar a morte de um sentimento (\u201cAlready Dead\u201d \u00e9 uma das que traz mais refer\u00eancias \u00e0 morte) tamb\u00e9m tentando (timidamente) olhar \u2013 se n\u00e3o para a frente \u2013 para outro lado. A mudan\u00e7a necess\u00e1ria, a &#8220;mudan\u00e7a do mar&#8221;, \u00e9 evocada em &#8220;Little One&#8221;, onde h\u00e1 algu\u00e9m est\u00e1 se afogando em &#8220;ondas estranhas que nos empurram em todas as dire\u00e7\u00f5es&#8221;, percebe que &#8220;nada \u00e9 seguro&#8221; para aceitar deixar-se levar: \u201cvamos flutuar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Drown, drown, sailors run aground<\/em><br \/>\n<em>In a sea change, nothing is safe<\/em><br \/>\n<em>And strange waves push us every way<\/em><br \/>\n<em>In a stolen boat, we\u2019ll float away<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas primeiro \u00e9 preciso se conscientizar da situa\u00e7\u00e3o, num turbilh\u00e3o incessante de humores cujo \u00fanico denominador \u00e9 o estranhamento, e \u00e9 dif\u00edcil &#8220;se virar&#8221;: &#8220;Esses dias eu mal consigo \/ E nem tento&#8221;, canta Beck em &#8220;Golden Age:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>These day I barely get by<\/em><br \/>\n<em>I don\u2019t even try<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">enquanto ent\u00e3o o sujeito da letra sai e dirige \u00e0 noite para n\u00e3o pensar, para \u201cesfriar sua cabe\u00e7a dolorida\u201d (\u201cCool your aching head\u201d).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-70489\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/becksea3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"486\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/becksea3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/becksea3-300x194.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A imagem mais metaf\u00f3rica, a da barreira que o separa do mundo dela, est\u00e1 em &#8220;Guess I\u2019m Doing Fine&#8221;: ele est\u00e1 na janela, olha para fora, h\u00e1 um passarinho cantando, mas ele n\u00e3o consegue ouvi-lo (&#8220;H\u00e1 um p\u00e1ssaro azul na minha janela \/ n\u00e3o consigo ouvir as m\u00fasicas que ele canta&#8221;) uma representa\u00e7\u00e3o da divis\u00e3o definitiva entre eles (uma can\u00e7\u00e3o da banda italiana Marlene Kuntz, \u201cE poi il buio\u201d, traz uma defini\u00e7\u00e3o que encaixa a perfei\u00e7\u00e3o: &#8220;Devem ter dividido o mundo em dois e acho que estou do lado errado&#8221; ).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A consci\u00eancia de estar passando por um momento do qual voc\u00ea n\u00e3o pode escapar, que voc\u00ea tem que enfrentar, fica clara em &#8220;Lonesome Tears&#8221;, porque Hansen est\u00e1 cansado de chorar, ele entende que n\u00e3o precisa daquelas &#8220;l\u00e1grimas solit\u00e1rias&#8221;, mas ao mesmo tempo percebe que elas s\u00e3o permanentes como uma tatuagem, que &#8220;elas n\u00e3o podem ser apagadas&#8221;:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>These tears just can\u2019t erase<\/em><br \/>\n<em>I don\u2019t need them anymore<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0s vezes surge claramente um grande cansa\u00e7o (&#8220;Estou cansado de lutar&#8221;, canta em &#8220;Lost Cause&#8221;), mas tamb\u00e9m um entendimento que provavelmente s\u00f3 leva tempo porque &#8220;n\u00e3o h\u00e1 muito a dizer&#8221; e &#8220;n\u00e3o h\u00e1 muito para fazer&#8221;, todo mundo &#8220;jogou seu jogo&#8221; e agora voc\u00ea s\u00f3 precisa descansar (de \u201cEnd of the Day\u201d):<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Not a lot to say \/ Not a lot to do<\/em><br \/>\n<em>You played the game<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>You owe nothing to yourself<\/em><br \/>\n<em>Rest a day<\/em><br \/>\n<em>For tomorrow you can\u2019t tell<\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-70490\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/becksea4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"477\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/becksea4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/becksea4-300x191.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um epis\u00f3dio a parte \u00e9 \u201cIt\u2019s All in Your Mind\u201c, single j\u00e1 lan\u00e7ado em outra vers\u00e3o em 1995 e, portanto, uma m\u00fasica que n\u00e3o pode ser estritamente relacionada aos temas do \u00e1lbum: geralmente interpretada como um di\u00e1logo paranoico entre duas personalidades, \u201cIt\u2019s All in Your Mind\u201c tamb\u00e9m pode ser interpretada como um pedido de ajuda a um amigo que, por outro lado, n\u00e3o p\u00f4de estar perto naquele momento, e se comportou como todo mundo:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>You\u2019re all scared and stiff<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, como que para confirmar uma l\u00f3gica de \u00e1lbum conceitual que serpenteia em uma dire\u00e7\u00e3o, &#8220;Round the Bend&#8221; e &#8220;Sunday Sun&#8221; s\u00e3o as escolhidas para contar o final desta hist\u00f3ria, que \u00e9 a \u00fanica poss\u00edvel para quem tem um pouco de autoestima: lamber as feridas e recome\u00e7ar, olhar para o que est\u00e1 &#8220;al\u00e9m da curva&#8221;, pois &#8220;a vida continua onde tem que ir&#8221;:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>We don\u2019t have to worry<\/em><br \/>\n<em>Life goes where it does<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">e n\u00e3o h\u00e1 mais nada a fazer sen\u00e3o esperar o &#8220;sol de domingo&#8221;, aquele dia que inevitavelmente ficar\u00e1 vazio sem a amada, mas que ainda pode estar quente, com um pouco de sol:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">There\u2019s no other ending<br \/>\nSunday sun<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 justo voltar a este \u00e1lbum porque o que Beck canta aqui \u00e9 universal, \u00e9 a transcri\u00e7\u00e3o dolorosa de uma fase humana entre a dor e a acomoda\u00e7\u00e3o t\u00edmida, porque onde h\u00e1 tanto amor h\u00e1 tamb\u00e9m a possibilidade de igual sofrimento. \u00c9 um equil\u00edbrio prec\u00e1rio, sutil, uma corda bamba que pode se romper a qualquer momento, deixando-nos agarrados ao vazio, que o cantor e compositor de Los Angeles quis assim preencher, deixando-nos participar de sua forma de supera\u00e7\u00e3o &#8211; ansioso para o in\u00edcio de uma nova fase brilhante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deixe a idade de ouro come\u00e7ar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ps. Uma curiosidade: para recriar &#8220;Sea Change&#8221; ao vivo, Beck saiu em turn\u00ea com os Flaming Lips, que abriam a noite com um show pr\u00f3prio e depois se transformavam na banda de apoio de Beck para recriar o \u00e1lbum ao vivo. O segundo v\u00eddeo, logo abaixo, \u00e9 um registro de um show completo de Beck com os Flaming Lips em 2002.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sea Change\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_kfT9JyHrarCayBl3nO1QFqTbnvngrqgs0\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Beck with The Flaming Lips - Austin City Limits ACL 2002 - Live Sea Change Tour\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wn-23rJudi8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Beck Sea Change vinyl unboxing\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eLuthAk5Gkw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Texto publicado originalmente no site italiano\u00a0<a href=\"http:\/\/www.kalporz.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Kalporz<\/a>, parceiro de conte\u00fado do Scream &amp; Yell. As fotos deste artigo, obra de <a href=\"http:\/\/www.autumndewilde.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Autumn De Wilde,<\/a> foram tiradas durante a grava\u00e7\u00e3o de &#8220;Sea Change&#8221;.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A grandeza de \u201cSea Change\u201d, de Beck, \u00e9 evidente desde seu lan\u00e7amento em 2002, mas tamb\u00e9m aumentou ao longo do tempo. Em seu anivers\u00e1rio de 20 anos, o \u00e1lbum, depois de tantas temporadas, assume o inevit\u00e1vel contorno de &#8220;cl\u00e1ssico&#8221;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/10\/30\/esse-voce-precisa-ouvir-os-20-anos-de-sea-change-o-disco-de-fim-de-relacionamento-de-beck\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":98,"featured_media":70487,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5761,4782],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70486"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/98"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=70486"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70486\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":70497,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70486\/revisions\/70497"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/70487"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=70486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=70486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=70486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}