{"id":70389,"date":"2022-10-26T01:12:38","date_gmt":"2022-10-26T04:12:38","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=70389"},"modified":"2023-01-29T23:08:23","modified_gmt":"2023-01-30T02:08:23","slug":"entrevista-o-duo-portugues-senza-fala-sobre-seu-terceiro-album-o-ambicioso-proxima-paragem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/10\/26\/entrevista-o-duo-portugues-senza-fala-sobre-seu-terceiro-album-o-ambicioso-proxima-paragem\/","title":{"rendered":"Entrevista: O duo portugu\u00eas Senza fala sobre seu terceiro \u00e1lbum, o ambicioso e abrangente \u201cPr\u00f3xima Paragem\u201d"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/pedro.m.salgado.5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pedro Salgado<\/a>, especial de Lisboa<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O gosto pelas viagens acompanhou desde cedo o percurso dos m\u00fasicos Nuno Caldeira e Catarina Duarte. Inspirados por uma longa viagem que fizeram ao sudoeste asi\u00e1tico, na qual dispuseram de mais tempo para compor m\u00fasicas da sua autoria, a dupla lan\u00e7aria o \u00e1lbum de estreia dos <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/senzamusic\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Senza<\/a> (o nome adv\u00e9m de um instrumento musical africano de l\u00e2minas), intitulado \u201cPraia da Independ\u00eancia\u201d (2016).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No trabalho, os dois artistas refletiram sobre diferentes formas de vida e propuseram um encontro musical lus\u00f3fono contemplando sonoridades tradicionais portuguesas, brasileiras e africanas. Na sequencia, no disco \u201cAntes da Mon\u00e7\u00e3o\u201d (2018), retratando as hist\u00f3rias vividas pelo duo durante uma estadia na \u00cdndia, os Senza retomaram as coordenadas sonoras anteriores, mas empreenderam uma aproxima\u00e7\u00e3o ao pop, acompanhada de uma maior vivacidade nas suas can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPr\u00f3xima Paragem\u201d (2022), o terceiro \u00e1lbum do grupo de Aveiro (cidade do norte de Portugal), que Nuno e Catarina come\u00e7aram a criar no per\u00edodo de confinamento pandemico, \u00e9 o motivo principal da nossa prazeirosa conversa via Whatsapp. As grandes novidades do disco s\u00e3o a introdu\u00e7\u00e3o do rap e da m\u00fasica eletr\u00f4nica na paleta sonora tradicional da banda e o foco numa tem\u00e1tica mais ambiciosa e abrangente (centrada em quest\u00f5es correntes como a instrumentaliza\u00e7\u00e3o da m\u00eddia, a identidade de g\u00eanero ou a influ\u00eancia da cor da pele), contrastando com o universo das viagens que dominou os primeiros trabalhos da dupla.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m dos singles \u201cSozinha no Mundo\u201d (com a participa\u00e7\u00e3o do rapper portugu\u00eas Carl\u00e3o) e \u201cBailarina do Soweto\u201d, existem outras can\u00e7\u00f5es que chamam a aten\u00e7\u00e3o como \u201cSom Misturado\u201d (com uma tonalidade sonora e l\u00edrica marcadamente brasileira), a celebrat\u00f3ria \u201cNam\u00edbia\u201d, que contou com a colabora\u00e7\u00e3o do artista nam\u00edbio Elemotho, e a agrad\u00e1vel \u201cFalar com Sotaque\u201d que proporciona bons momentos de intera\u00e7\u00e3o e musicalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o guitarrista Nuno Caldeira, justifica-se falar numa nova fase na m\u00fasica dos Senza: \u201cAcho que este disco reflete o momento em que nos encontramos e a atual etapa da banda. Seria surreal continuarmos com uma vis\u00e3o orgulhosamente inebriada do mundo como t\u00ednhamos em algumas can\u00e7\u00f5es\u201d, explica. E em 2022 \u00e9 igualmente razo\u00e1vel perceber que o grupo aveirense procura um equil\u00edbrio entre uma maior honestidade musical e aquilo que torna a sua m\u00fasica vi\u00e1vel comercialmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto a vocalista Catarina Duarte me confessa que a banda \u201csente muita vontade de voltar ao Brasil\u201d (eles se apresentaram em S\u00e3o Paulo e Salvador em 2018), Nuno Caldeira apresenta uma leitura global do trabalho dos Senza: \u201cQueremos ser urbanos e compor m\u00fasica que cumpre com os nossos est\u00edmulos criativos. Temos os dois p\u00e9s no presente, mas sabemos que a nossa m\u00fasica \u00e9 arriscada num mundo que come\u00e7a a ser cada vez mais formatado. Mas, isso faz parte do jogo que estamos a jogar e sentimos que vale a pena tamb\u00e9m\u201d, conclui. De Lisboa para o Brasil, os Senza conversaram com o Scream &amp; Yell. Confira:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"SENZA - Bailarina do Soweto [ Official Music Video ]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pb_UmVoLyWM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Que objetivos voc\u00eas procuraram atingir com o disco \u201cPr\u00f3xima Paragem\u201d?<\/strong><br \/>\nComo todos os nossos colegas m\u00fasicos, passamos pela pandemia de uma forma mais fechada e introspetiva e tivemos tempo para nos reinventarmos e procurar novas solu\u00e7\u00f5es. Uma das coisas que se nota neste disco, e n\u00e3o sabemos se era exatamente o nosso objetivo, foi a mistura de sonoridades ligadas \u00e0s ra\u00edzes com a electronica numa maneira de f\u00e1cil percep\u00e7\u00e3o. Este disco \u00e9 mais urbano e, por isso, nota-se mais a fus\u00e3o de m\u00fasica tradicional com a eletr\u00f4nica. Isso foi intencional. \u00c9 claro que o resultado final faz com que as coisas sucedam de uma forma natural. Para al\u00e9m de ser urbano, \u00e9 um \u00e1lbum mais dan\u00e7\u00e1vel que os anteriores. Como aconteceu a pandemia, paramos um pouco e falamos em alguns temas como a instrumentaliza\u00e7\u00e3o da m\u00eddia. De certa forma, n\u00f3s (os consumidores), com uma televis\u00e3o ou um tablet, j\u00e1 quase n\u00e3o podemos escolher o que queremos. Estamos um pouco partidos relativamente ao que recebemos. As pessoas continuam a sonhar, mas t\u00eam menos autonomia para o fazer. E \u00e9 disso que fala a faixa \u201cSozinha no Mundo\u201d, ou seja, da passividade que temos relativamente aos nossos sonhos. Assim, temos de correr para contornarmos o que vemos e a forma como nos chega a informa\u00e7\u00e3o. Sabemos que \u00e9 uma palavra muito forte, mas pode ser perigoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O single \u201cBailarina do Soweto\u201d resulta do contato com o bairro sul-africano onde viveu Nelson Mandela. Como viveram essa experi\u00eancia?<\/strong><br \/>\nN\u00f3s estivemos na \u00c1frica austral em 2018 e passamos pela \u00c1frica do Sul, Nam\u00edbia e Zimbabwe e uma das nossas visitas marcantes foi ao bairro do Soweto e, mais concretamente, \u00e0 casa do Nelson Mandela. Foi l\u00e1 que conhecemos um projeto de dan\u00e7a local super-inventivo e super-criativo com um potencial internacional enorme, mas que ainda vive com problemas de segrega\u00e7\u00e3o. Por essa raz\u00e3o, eles t\u00eam dificuldade em colocar aquelas bailarinas no exterior. A qualidade art\u00edstica \u00e9 muito alta e aquilo \u00e9 uma esp\u00e9cie de manifesto para tentar dar um salto para o mundo, dizendo que se superam e s\u00e3o muito bons no que fazem. Isso deixou-nos particularmente sensibilizados, uma vez que tentamos trazer as coisas que s\u00e3o especiais nestas viagens e escrever sobre essa realidade (a letra da can\u00e7\u00e3o \u00e9 de Catarina Duarte). No fundo veio trazer a este disco uma postura mais cr\u00edtica, tal como outros temas e outras participa\u00e7\u00f5es, que nos levam a este tipo de observa\u00e7\u00e3o acutilante. Quando est\u00e1vamos imersos no contexto da pandemia tamb\u00e9m ficamos com uma perspetiva mais \u00e1cida. A can\u00e7\u00e3o \u201cBailarina do Soweto\u201d fala claramente de segrega\u00e7\u00e3o racial com este revestimento festivo de uma bailarina, ou seja, trata-se de uma grande met\u00e1fora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Existem algumas influ\u00eancias brasileiras na m\u00fasica dos Senza e a faixa \u201cSom Misturado\u201d \u00e9 um exemplo disso. Quem s\u00e3o, concretamente, os vossos m\u00fasicos favoritos no Brasil?<\/strong><br \/>\nAs nossas refer\u00eancias s\u00e3o as mesmas de tantos m\u00fasicos. Todo o per\u00edodo da m\u00fasica popular brasileira, bossa nova, tropicalismo. Mesmo antes dos Senza se formarem n\u00f3s toc\u00e1vamos algo desse repert\u00f3rio. \u00c9 injusto estarmos a escolher nomes, mas os suspeitos do costume s\u00e3o Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Eles s\u00e3o excelentes. H\u00e1 uma coisa que \u00e9 \u00f3tima no Brasil, nas r\u00e1dios s\u00f3 se escuta m\u00fasica brasileira ou quase. Enquanto n\u00f3s vendemos um pouco a alma ao diabo (risos). Falta-nos valorizar mais o que fazemos. Os compositores brasileiros t\u00eam uma confian\u00e7a na sua m\u00fasica e no seu patrim\u00f3nio que n\u00f3s ainda n\u00e3o temos. Se tivermos essa firmeza isso ir\u00e1 gerar melhores compositores. Os brasileiros sempre protegeram bem o seu patrim\u00f4nio musical e liter\u00e1rio. Fizeram-no porque tinham uma produ\u00e7\u00e3o criativa admir\u00e1vel. Aquilo que aconteceu no Brasil foi \u00fanico e irrepet\u00edvel. Mas, por outro lado, \u00e0 escala da popula\u00e7\u00e3o portuguesa, est\u00e1 a gerar-se um ponto interessante na m\u00fasica. N\u00e3o sabemos muito bem o que est\u00e1 a acontecer, mas h\u00e1 uma aten\u00e7\u00e3o redobrada relativamente \u00e0 m\u00fasica portuguesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ap\u00f3s v\u00e1rias viagens, shows e contatos internacionais, o que concluem sobre a viabilidade de uma maior proximidade musical entre os diversos pa\u00edses lus\u00f3fonos?<\/strong><br \/>\nSendo Portugal um dos pa\u00edses falantes de portugu\u00eas mais pequenos, em termos de popula\u00e7\u00e3o, dever\u00edamos ser os principais interessados em que isso aconte\u00e7a. At\u00e9 porque existem movimenta\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, onde gira tudo, e \u00e9 interessante que uma banda portuguesa possa tocar noutros pa\u00edses lus\u00f3fonos. O contr\u00e1rio, honestamente, talvez n\u00e3o seja t\u00e3o interessante. Num mercado t\u00e3o grande como \u00e9 o Brasil, vir para Portugal, em termos num\u00e9ricos, n\u00e3o ser\u00e1 o mesmo do que um m\u00fasico portugu\u00eas tentar o mercado brasileiro. No entanto, h\u00e1 um imagin\u00e1rio e um fasc\u00ednio pelo lado europeu que pode ser interessante e funcionar como porta de entrada na Europa. Mas, dev\u00edamos sentir que esse tipo de colabora\u00e7\u00f5es e circula\u00e7\u00e3o de artistas n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 uma necessidade econ\u00f4mica, mas tamb\u00e9m uma obriga\u00e7\u00e3o cultural nossa e uma forma de valorizarmos a l\u00edngua portuguesa. Apesar dos m\u00faltiplos sotaques h\u00e1 um interface bel\u00edssimo entre n\u00f3s e no fundo \u00e9 bonito que haja essa diversidade. No entanto, o mundo lus\u00f3fono j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 assim t\u00e3o afastado. Por exemplo, n\u00e3o nos encontramos muito distantes da m\u00fasica angolana nem da mo\u00e7ambicana. Globalmente, estamos mais pr\u00f3ximos das sonoridades dos outros pa\u00edses lus\u00f3fonos. A l\u00edngua aproxima-nos e as leituras que fazemos das can\u00e7\u00f5es s\u00e3o mais compreens\u00edveis, enquanto h\u00e1 uns anos atr\u00e1s com tantas formas diferentes de escrever n\u00e3o era. Achamos que isso nos est\u00e1 a contagiar e nota-se na nossa m\u00fasica, desde o primeiro disco dos Senza. H\u00e1 momentos cantados (por Catarina Duarte) sugerindo o sotaque intencional por quest\u00f5es t\u00e9cnicas. Isso tem a ver com uma forma de abertura a esse cont\u00e1gio e a absorvermos isso positivamente. \u00c9 algo bonito de verificar. N\u00e3o tanto no sentido da uniformiza\u00e7\u00e3o, porque isso faria com que fic\u00e1ssemos iguais e diminu\u00eda o interesse, mas \u00e9 uma forma de partilha e de criar encontros musicais. Sentimos que isso est\u00e1 a acontecer cada vez mais e \u00e9 positivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>At\u00e9 ao final do ano voc\u00eas ir\u00e3o atuar em v\u00e1rias cidades portuguesas e em palcos na \u00cdndia. Quais s\u00e3o as vossas espetativas relativamente \u00e0 recetividade do p\u00fablico ao novo trabalho?<\/strong><br \/>\nJ\u00e1 come\u00e7amos a tocar \u201cSozinha no Mundo\u201d em alguns shows e nas pr\u00f3ximas apresenta\u00e7\u00f5es vamos incluir mais tr\u00eas ou quatro can\u00e7\u00f5es do novo disco. As nossas expectativas s\u00e3o que as pessoas gostem e que possamos entregar-lhes algo de novo e n\u00e3o mais do mesmo. Foi o que trabalhamos neste \u00e1lbum. J\u00e1 tinha acontecido isso quando lan\u00e7amos o segundo disco, \u201cAntes da Mon\u00e7\u00e3o\u201d (2018), que n\u00e3o era id\u00eantico ao primeiro, mas estava l\u00e1 a nossa identidade. Sentimos que tamb\u00e9m acontece um pouco no \u201cPr\u00f3xima Paragem\u201d, porque as m\u00fasicas s\u00e3o muito diferentes entre si e n\u00e3o foi feito com intencionalidade. Parece que s\u00e3o os tais microclimas sonoros que voc\u00ea falou e aparentam vir de outro universo. Mas, o objetivo \u00e9 inovar e manter a identidade e achamos que as pessoas apreciam isso. Lan\u00e7ar discos repetidos \u00e9 t\u00e3o arriscado como partir para outros registros. H\u00e1 sempre riscos. Podemos perder pessoas durante o caminho, que essencialmente gostavam da sonoridade anterior. Se passar a ideia de que a banda est\u00e1 a produzir coisas e que os Senza est\u00e3o \u00e0 procura do seu caminho ficamos contentes. Relativamente \u00e0 expectativa concreta dos shows na \u00cdndia, n\u00f3s temos secretamente uma ambi\u00e7\u00e3o: atingir a receptividade que tivemos l\u00e1 (em 2016), quando fizemos o primeiro disco. \u00c9 algo que criamos instintivamente, sem grande controle e \u00e9 a refer\u00eancia dos Senza nas suas primeiras apresenta\u00e7\u00f5es de sempre na \u00cdndia. Esperamos que desta vez tamb\u00e9m seja t\u00e3o especial para n\u00f3s como para o p\u00fablico. Contamos vir de l\u00e1 com boas mem\u00f3rias e vontade de fazer mais espet\u00e1culos. O p\u00fablico indiano, pelo menos aconteceu isso connosco, \u00e9 muito euf\u00f3rico a manifestar-se (risos). A reatividade e generosidade dos indianos surpreendeu-nos. Eles n\u00e3o entendem nada do que dizemos, aparte alguns momentos entre as m\u00fasicas em que falamos em ingl\u00eas, por isso \u00e9 s\u00f3 a m\u00fasica que os move.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u201cPr\u00f3xima Paragem\u201d \u00e9 um disco celebrat\u00f3rio, dan\u00e7\u00e1vel, mas igualmente relaxante e reflexivo. Para onde pretendem levar a vossa m\u00fasica no futuro?<\/strong><br \/>\nAchamos que ser\u00e1 para esse mundo que reflete, mas que ao mesmo tempo tem energia e deixa-se contagiar pela dan\u00e7a e pelo movimento. \u00c9 para a\u00ed que a queremos levar. Porque n\u00f3s sempre quisemos que as nossas m\u00fasicas tivessem conte\u00fado. Por essa raz\u00e3o, as letras das nossas can\u00e7\u00f5es falam de experi\u00eancias de viagens e n\u00e3o falam todas de hist\u00f3rias de amor, embora tenhamos alguns temas rom\u00e2nticos neste trabalho. O fato de querermos que as m\u00fasicas dos Senza tenham significado faz com que entrar nesse lado mais po\u00e9tico e reflexivo aconte\u00e7a. Mas, \u00e9 para esse mundo que dan\u00e7a, tem energia e \u00e9 alegre que queremos e tentamos estar. Ficamos muito contentes com o seu elogio de h\u00e1 pouco. \u00c9 sinal que o elemento dan\u00e7\u00e1vel passa neste disco, mas tamb\u00e9m tem um lado reflexivo com o qual nos preocupamos. \u00c9 importante que n\u00e3o seja uma leveza desprovida de conte\u00fado. Onde n\u00f3s nos situamos \u00e9 a fazer uma m\u00fasica que disp\u00f5e bem as pessoas, mas n\u00e3o a fazer sem trazer nada que nos diga respeito ou a um assunto que mere\u00e7a aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Pr\u00f3xima Paragem\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_nnMSErXsQAQwxUVkpX7aByAgGBI9PY_DE\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"SENZA Live Session @ Aldeia do Xisto de \u00c1lvaro [ Official Live Music Video ]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ycHIxPaoEVE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"SENZA - Mistura (feat. J\u00falio Pereira) [ Official Music Video ]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rL8OaSFgPZU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Pedro Salgado (siga\u00a0<a href=\"http:\/\/twitter.com\/woorman\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@woorman<\/a>) \u00e9 jornalista, reside em Lisboa e colabora com o Scream &amp; Yell desde 2010 contando novidades da m\u00fasica de Portugal. Veja outras entrevistas de Pedro Salgado\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/author\/pedro-salgado\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aqui<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As grandes novidades do disco s\u00e3o a introdu\u00e7\u00e3o do rap e da m\u00fasica eletr\u00f4nica na paleta sonora tradicional da banda e o foco numa tem\u00e1tica mais ambiciosa e abrangente&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/10\/26\/entrevista-o-duo-portugues-senza-fala-sobre-seu-terceiro-album-o-ambicioso-proxima-paragem\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":7,"featured_media":70390,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[47,6385],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70389"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=70389"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70389\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":70394,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/70389\/revisions\/70394"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/70390"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=70389"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=70389"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=70389"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}