{"id":69971,"date":"2022-10-03T03:21:39","date_gmt":"2022-10-03T06:21:39","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=69971"},"modified":"2022-11-09T23:35:11","modified_gmt":"2022-11-10T02:35:11","slug":"entrevista-santiago-motorizado-fala-do-disco-novo-do-el-mato-a-conexao-da-banda-com-o-brasil-a-influencia-da-banda-na-nova-cena-argentina-e-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/10\/03\/entrevista-santiago-motorizado-fala-do-disco-novo-do-el-mato-a-conexao-da-banda-com-o-brasil-a-influencia-da-banda-na-nova-cena-argentina-e-mais\/","title":{"rendered":"Entrevista: Santiago Motorizado fala do disco novo do El Mat\u00f3, a conex\u00e3o da banda com o Brasil e mais num papo animado"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Leonardo Vinhas<\/a>\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre as muitas fa\u00e7anhas que o El Mat\u00f3 a Un Polic\u00eda Motorizado conquistou na sua carreira, uma das que mais impressiona os brasileiros \u00e9 ter se firmado como \u201ca\u201d refer\u00eancia em rock argentino, \u201cposi\u00e7\u00e3o\u201d que foi, por anos, de Fito P\u00e1ez. E t\u00e3o ciente est\u00e1 a banda do qu\u00e3o grande \u00e9 esse feito que seu vocalista e baixista, Santiago Motorizado, faz uma brincadeira sobre isso nessa entrevista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas \u00e9 \u00f3bvio que o Scream &amp; Yell n\u00e3o foi conversar com uma das bandas mais influentes do rock latino-americano para falar apenas de curiosidades aned\u00f3ticas em sua rela\u00e7\u00e3o com o Brasil, embora o assunto apare\u00e7a, com \u00f3timo humor, ao longo do papo com Santiago Motorizado &#8211; por chamada de v\u00eddeo. A entrevista chegou a ser interrompida porque o celular do m\u00fasico ficou sem saldo, comprovando que a banda realmente n\u00e3o tem voca\u00e7\u00e3o para ser rockstar \u2013 o que n\u00e3o quer dizer que sua popularidade n\u00e3o aumente a cada ano, levando o grupo a excursionar por diversos pa\u00edses da Europa e da Am\u00e9rica Latina, al\u00e9m dos Estados Unidos. Ali\u00e1s, foi no pa\u00eds de Rivers Cuomo que a banda gravou o celebrado \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/01\/03\/tres-discos-francois-peglau-el-mato-a-un-policia-motorizado-e-buenos-muchachos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">La Sintesis O\u2019Konor<\/a>\u201d (2017), no est\u00fadio Sonic Ranch, e \u00e9 l\u00e1 que o novo \u00e1lbum est\u00e1 sendo gestado (o primeiro totalmente de in\u00e9ditas em cinco anos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com um bom humor de dar gosto e cheio de entusiasmo para falar de m\u00fasica, Santiago ficou quase uma hora falando do disco novo, contando casos, relembrando hist\u00f3rias no Brasil e ponderando sobre uma sociedade baseada em \u201clikes\u201d e estat\u00edsticas. Como suas letras, sua conversa chega f\u00e1cil no ouvinte e aparenta simplicidade, mas quando voc\u00ea para pra pensar, v\u00ea que tem muito mais subst\u00e2ncia e subjetividade em tudo. Ent\u00e3o, coloque sua playlist pessoal do El Mat\u00f3 a Un Polic\u00eda Motorizado para tocar, e leia a entrevista.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"E\u0301l Mato\u0301 a un Polici\u0301a Motorizado - Full Performance (Live on KEXP)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/R8ukLdRCy9M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pelo que apurei com pessoas pr\u00f3ximas \u00e0 banda, voc\u00eas j\u00e1 est\u00e3o na metade da grava\u00e7\u00e3o do novo disco, que ser\u00e1 o primeiro de in\u00e9ditas desde \u201cLa Sintesis O\u2019Konor\u201d. Houve can\u00e7\u00f5es pontuais, claro, mas cada \u00e1lbum e cada EP do El Mat\u00f3 tem sua identidade muito bem estabelecida, nunca s\u00e3o apenas compilados de can\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, como \u00e9 voltar a esse universo de cria\u00e7\u00e3o de um \u00e1lbum completo, depois de pandemia, longa aus\u00eancia dos palcos, turn\u00ea intensa, disco solo e tudo o mais?<\/strong><br \/>\nA real \u00e9 que est\u00e1 tudo indo muito bem. Fomos duas vezes ao est\u00fadio para gravar, uma semana em abril e duas semanas agora em setembro. Com \u201cLa Sintesis O\u2019Konor\u201d, fomos para a grava\u00e7\u00e3o com uma pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o muito grande, com as demos j\u00e1 bem formatadas, quase prontas mesmo. S\u00f3 faltavam alguns detalhes. Claro que, ao longo dos dias da grava\u00e7\u00e3o, apareceram outras cores e outras ideias, porque havia [no est\u00fadio] instrumentos que n\u00e3o lev\u00e1vamos em conta na pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o e que acabamos trazendo para o resultado final. Mas j\u00e1 t\u00ednhamos uma pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o bem definida. Agora \u00e9 tudo ao contr\u00e1rio: eu estava com algumas can\u00e7\u00f5es nas quais eu nunca tinha trabalhado e nem tinha mostrado aos meninos da banda. Fizemos tudo isso no primeiro dia! Claro, uma ou outra tinham sido trabalhadas nos ensaios, e os ensaios aconteceram durante a turn\u00ea, era uma coisa de alugar uma sala em um est\u00fadio, como fizemos no Paraguai, ou mesmo usar algum espa\u00e7o nos hot\u00e9is para experimentar um pouco, mas a maioria eram novas. De certo modo, isso me gerava algum medo, uma incerteza sobre como as coisas iriam acontecer no est\u00fadio, mas tamb\u00e9m me entusiasmava com a experi\u00eancia nova de ir sem um plano. Porque esse \u00e9 um recurso v\u00e1lido, n\u00e9? As coisas acontecem no momento, entre a vertigem de ter pouco tempo e isso de estarmos todos juntos no est\u00fadio. Poderia ter sa\u00eddo mal, mas saiu bem (ri). Esses \u00faltimos quinze dias em especial foram muito mais intensos. Fizemos algumas coisas na semana de abril, claro, mas nessa \u00faltima est\u00e1vamos todos muito mais inspirados e apareceram ideias incr\u00edveis. Foi surgindo um \u00e1lbum que tem muito da personalidade desse momento, e s\u00e3o coisas que nos entusiasmaram muito. (Empolgado) Gostei de descobrir o que soa bem para n\u00f3s nesse momento! Gostei de descobrir para onde v\u00e3o nossas ideias, o que nos define, a poss\u00edvel est\u00e9tica que define esse momento. Est\u00e1 tudo bem heterog\u00eaneo, n\u00e3o existe uma sonoridade pontual. Gosto que as can\u00e7\u00f5es v\u00e3o pulando de um clima diferente para outro. Acho que terminamos de gravar tudo, faltam s\u00f3 minhas vozes, e devo grav\u00e1-las em janeiro, junto com o Eduardo Bergallo, que foi o respons\u00e1vel pela grava\u00e7\u00e3o e pela mixagem. Mas j\u00e1 queremos adiantar alguma coisa, come\u00e7ar a mostrar pras pessoas o que andamos fazendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Todos os discos e EPs do El Mat\u00f3 t\u00eam uma sonoridade que, aparentemente, pode ser reproduzida ao vivo. J\u00e1 o seu \u00e1lbum solo tem arranjos muito mais variados. Pensando nisso, e nessa experi\u00eancia mais livre, mais solta, na grava\u00e7\u00e3o do disco que est\u00e1 por vir, n\u00e3o pintou uma vontade de explorar ainda mais as possibilidades do est\u00fadio e dos arranjos para fazer algo diferente? Ou essa sonoridade de banda \u00e9 realmente uma ins\u00edgnia forte para voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nBom, acho que sempre foi assim como voc\u00ea disse, mas s\u00f3 at\u00e9 \u201cLa Sintesis O\u2019Konor\u201d, porque ali teve uma mudan\u00e7a, ele j\u00e1 foi feito sem que a gente pensasse que ele podia ser executado ao vivo. N\u00e3o est\u00e1vamos preocupados com isso. Evidentemente, nos demos conta disso depois, e somamos um percussionista para a turn\u00ea, porque o \u00e1lbum tem um lugar de protagonismo para a percuss\u00e3o. Houve uma mudan\u00e7a no paradigma de som, com planos diferentes nos quais fomos colocando os instrumentos, tem muito mais presen\u00e7a de sintetizadores, a guitarra acompanha mais em arpeggios (nota: execu\u00e7\u00f5es sucessivas das notas de um acorde), em climas. Os discos anteriores eram muito mais garageiros, mais bagun\u00e7ados, mais simples. Eram muito mais simples de executar ao vivo. \u201cLa Sintesis O\u2019Konor\u201d teve mais complexidade, e acredito que o pr\u00f3ximo est\u00e1 assim tamb\u00e9m. Pensamos o disco como se fosse um filme em que vale tudo, e depois ao vivo a gente v\u00ea como vamos trabalh\u00e1-las, se vamos ter que mudar a forma delas ou n\u00e3o. E existe um desafio novo: tem muitas coisas de bases eletr\u00f4nicas, pr\u00e9-programa\u00e7\u00f5es, at\u00e9 baixos programados. Tem algumas coisas que t\u00eam essa linguagem de synth pop, mas eu n\u00e3o penso muito nisso. Me gera alguma preocupa\u00e7\u00e3o para o futuro (risos), mas eu gosto do desafio. Nesses processos que fomos atravessando, aprendemos muitas coisas, fomos nos adaptando \u00e0s mudan\u00e7as, e isso \u00e9 sempre para o melhor, n\u00e9? Vai contra nossas limita\u00e7\u00f5es. N\u00e3o gostaria que fiz\u00e9ssemos sempre a mesma coisa, isso me parece muito chato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma coisa que sempre me chamou aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que, por maior que fosse a popularidade que voc\u00eas fossem conquistando, voc\u00eas sempre expuseram a m\u00fasica, e n\u00e3o a voc\u00eas mesmos. Nunca tiveram uma atitude de pop stars ou \u201cestrelas do underground\u201d. Por outro lado, existe uma expectativa e uma admira\u00e7\u00e3o grande do p\u00fablico quanto ao que voc\u00eas fazem. E n\u00e3o s\u00f3 deles, mas tamb\u00e9m de outros m\u00fasicos. Entrevistei artistas grandes, como Se\u00f1or Flavio e Fito P\u00e1ez, que disseram que El Mat\u00f3 era a banda recente preferida deles, e nomes mais underground quase sempre citam voc\u00eas como exemplo. H\u00e1 toda uma cena na Argentina e no Uruguai que \u00e9 referida pela imprensa como \u201cp\u00f3s-El Mat\u00f3\u201d, ou seja, toda uma cena que nasceu inspirada por voc\u00eas. Ter tanto holofote apontado para voc\u00eas tem algum impacto, seja no pessoal ou no criativo?<\/strong><br \/>\nOlha, eu tenho uma sensa\u00e7\u00e3o\u2026 (hesita) Me encanta que existam esses coment\u00e1rios, que existam bandas novas que se inspiraram em n\u00f3s, ou que existam artistas consagrados que sentem algo com nossas can\u00e7\u00f5es. Para mim, isso \u00e9 incr\u00edvel. Por um lado, eu penso: \u201cque esquisito\u201d. Mas por outro, isso me alegra e me motiva. Mas essas coisas n\u00e3o mudam nada em nosso dia a dia. O que sinto sempre \u00e9 que\u2026 Me faziam perguntas parecidas quando fomos indicados ao Grammy, e isso sempre foi algo em que nunca vi muito sentido. N\u00e3o quero ser um estraga-prazeres: sei que \u00e9 uma festa, que \u00e9 um reconhecimento aos m\u00fasicos, mas tratar a arte como competi\u00e7\u00e3o me parece uma bobagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Aqui no Brasil o El Mat\u00f3 tem uma posi\u00e7\u00e3o incomum de ser uma banda cult, mas de ser grande dentro desse culto. Na sua percep\u00e7\u00e3o, por que essa conex\u00e3o t\u00e3o rara por aqui aconteceu de forma t\u00e3o s\u00f3lida como foi com voc\u00eas?<\/strong><br \/>\nAntes de mais nada, eu fico feliz demais que exista essa conex\u00e3o. Entendo que n\u00e3o \u00e9 comum, e isso obviamente faz dela algo ainda mais lindo. A explica\u00e7\u00e3o de tudo \u00e9 sempre algo que acontece por causa das can\u00e7\u00f5es. \u00c9 dif\u00edcil explicar de maneira literal. Mas talvez tenha tamb\u00e9m algo a ver com uma viagem que fizemos ao Brasil em 2006. S\u00e3o 16 anos! Fomos a S\u00e3o Paulo, e para n\u00f3s j\u00e1 era uma loucura que estiv\u00e9ssemos saindo da Argentina. E isso por si s\u00f3 j\u00e1 era estranho, porque uma banda argentina normalmente come\u00e7a uma carreira internacional no Uruguai, Chile, Peru\u2026 Mas nossa primeira viagem pra fora foi para o Brasil. Me lembro que chegamos, tocamos num local chamado Inferno (finada casa de show na capital paulista), e na passagem de som, algu\u00e9m da casa nos disse que iam tocar outras tr\u00eas bandas brasileiras e n\u00f3s ir\u00edamos fechar a noite. N\u00f3s dissemos: \u201cn\u00e3o!\u201d (risos) Isso nos parecia um erro! Dissemos que come\u00e7ar\u00edamos a noite, tocar\u00edamos primeiro e estava tudo bem. \u201cN\u00e3o, n\u00e3o, voc\u00eas v\u00e3o fechar a noite\u201d. Tudo parecia uma loucura: n\u00e3o t\u00ednhamos discos lan\u00e7ados no Brasil (nota: e n\u00e3o havia plataformas de streaming na \u00e9poca, mesmo o Youtube era mais prec\u00e1rio), n\u00e3o t\u00ednhamos esse pouco mais de renome que talvez tenhamos agora. Mas bem, eles nos trouxeram, estavam pagando tudo, e acatamos (risos). E foi uma grande surpresa subir ao palco crentes de que ir\u00edamos ver a pista vazia, e ent\u00e3o encontrar o lugar lotado, todas as pessoas vibrando, celebrando, pedindo can\u00e7\u00f5es, cantando\u2026 Era \u00e9poca de MySpace, mas havia muito menos plataformas do que temos agora. Ent\u00e3o as pessoas que voc\u00ea encontrava era gente que tinha outro tipo de conex\u00e3o, talvez mais intensa. Nessa \u00e9poca, a explica\u00e7\u00e3o que eu dava era que as letras eram muito breves. Na Argentina, eu comentei com meus amigos que tinha sido uma loucura tocar no Brasil, que as pessoas conheciam as can\u00e7\u00f5es, cantavam \u201cChica Rutera\u201d inteira. E a\u00ed um amigo me disse: \u201cclaro, porque \u2018Chica Rutera\u2019 \u00e9 muito breve\u201d (risos \u2013 nota: a letra se resume a dois versos). E sim, \u00e9 verdade, \u00e9 uma letra f\u00e1cil de traduzir. Apesar da proximidade, o idioma sempre foi uma dist\u00e2ncia para as bandas que cantam em espanhol no Brasil. Ainda assim, cada vez que \u00edamos se dava uma liga\u00e7\u00e3o ainda mais forte com o p\u00fablico. Era tudo muito afetivo, carinhoso para com a banda. Alguns amigos meus que iam de f\u00e9rias pro Brasil voltavam me contando que, quando falavam de m\u00fasica com brasileiros e perguntava o que eles conheciam da Argentina, respondiam que s\u00f3 Fito P\u00e1ez e El Mat\u00f3 a Un Polic\u00eda Motorizado (risos). Essas coisas me d\u00e3o um orgulho e uma felicidade! Porque, n\u00e9, estamos falando do Brasil, um dos melhores pa\u00edses do mundo, e gerar essa conex\u00e3o com o p\u00fablico da\u00ed me parece maravilhoso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Olha, eu produzi um disco chamado \u201cSomos Todos Latinos\u201d, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/03\/17\/download-somos-todos-latinos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em que dois artistas gravaram vers\u00f5es do El Mat\u00f3<\/a>\u2026<\/strong><br \/>\n(empolgado) Sim, sim! Me lembro!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u2026 e outros participantes pediram para gravar can\u00e7\u00f5es de voc\u00eas! Em dado momento eu tive que barrar, porque n\u00e3o era um tributo ao El Mat\u00f3!<\/strong><br \/>\n(risos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Se bem que essa seria uma \u00f3tima ideia! (mais risos) Mas enfim, voc\u00ea escutou essa e outras vers\u00f5es? Porque existem algumas, e queria saber se essas vers\u00f5es soam bem para voc\u00eas, ou se as entendem como um carinho, uma homenagem\u2026<\/strong><br \/>\nAh, a mim me d\u00e1 um baita orgulho! Uma coisa \u00e9 que fa\u00e7am um cover de uma can\u00e7\u00e3o tua, outra \u00e9 que fa\u00e7am uma vers\u00e3o em que mudam a letra ou a traduzem. Algumas respeitam bastante as vers\u00f5es originais, mas me parece que todos os artistas que pegaram can\u00e7\u00f5es nossa somaram um \u201cplus\u201d a elas. Isso me fascina! <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=YXHkI71l6ek\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A vers\u00e3o do Superguidis (para &#8220;Navidad En Los Santos&#8221;)<\/a> \u00e9, para mim, muito melhor que a original. Mas todas t\u00eam essa liga\u00e7\u00e3o muito calorosa com as palavras, com o musical, e t\u00eam sua pegada pr\u00f3pria. V\u00e1rias vezes postamos nas redes sociais v\u00e1rios links com essas vers\u00f5es feitas por artistas brasileiros. Todas as vers\u00f5es que fazem da gente nos d\u00e3o orgulho, mas essas brasileiras me enchem de felicidade.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Beto S\u00f3 - Mas o Menos Bien (#SomosTodosLatinos)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/pDCnVjMZzsY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uma lembran\u00e7a que tenho bem forte do El Mat\u00f3 no Brasil foi o show da banda na C\u00e9lula Showcase, em Florian\u00f3polis, em 2014 (como parte do festival Floripa Noise). Voc\u00ea havia quebrado a perna, e acabou subindo ao palco engessado, assumindo exclusivamente o papel de cantor. Foi o show mais intenso do El Mat\u00f3 que eu j\u00e1 vi \u2013 e j\u00e1 os vi ao vivo algumas vezes, inclusive na Argentina. As can\u00e7\u00f5es tiveram uma execu\u00e7\u00e3o, mais forte, com um sentimento diferente nas can\u00e7\u00f5es, tudo muito poderoso. O que voc\u00ea se lembra dessa \u00e9poca?<\/strong><br \/>\n(sorrindo) Gostei muito dessa \u00e9poca. Eu estava com a perna quebrada por causa de uma partida de futebol. Gostei muito de estar com a cabe\u00e7a concentrada apenas na voz. \u00c9 muito diferente de levar o baixo junto, porque o baixo \u00e9 um instrumento r\u00edtmico, e n\u00e3o d\u00e1 para deixar a voz 100% livre, \u00e9 preciso estar com metade do c\u00e9rebro levando o ritmo e a outra metade deixando que a voz flua com a melodia da can\u00e7\u00e3o. Tenho grandes mem\u00f3rias disso, tamb\u00e9m porque gosto muito de como o Agust\u00edn, nosso tecladista, toca baixo. Ele \u00e9 um grande baixista, inclusive gravou alguns dos baixos em nossos discos. \u00c9 uma combina\u00e7\u00e3o que aconteceu por acidente, mas \u00e9 algo que eu sempre tenho em mente e que eu gostaria de rever um pouco. Foi por obriga\u00e7\u00e3o que tive que ser frontman, mas se tenho que me fazer de frontman agora, n\u00e3o sei se estou pronto. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, n\u00e9? Mas eu gostaria. Talvez n\u00e3o o show todo, mas uma parte dele. Quando toco sozinho, tenho mais espa\u00e7o para isso: algumas can\u00e7\u00f5es s\u00e3o s\u00f3 piano e voz nos shows solo, ent\u00e3o me animo a ficar s\u00f3 com o microfone e cantar. Mas talvez com o pr\u00f3ximo disco do El Mat\u00f3 eu tamb\u00e9m tenha espa\u00e7o. Quando come\u00e7armos a montar os shows desse pr\u00f3ximo disco, vai ser um desafio e talvez isso seja algo para levar em considera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando nesse seu disco solo: ele tem muitos convidados, mas um em especial me chama muito a aten\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o Jorge Serrano (vocalista e principal compositor da veterana banda Los Autenticos Decadentes). Ele \u00e9 um dos maiores referentes da can\u00e7\u00e3o popular argentina, transita por um universo musical muito amplo e muito pop, que pode ir da murga ao bolero. N\u00e3o que seu disco tenha algo a ver com os Decadentes diretamente, mas me parece que voc\u00ea procurou, nesse seu \u00e1lbum solo, a mesma coisa que o Jorge: buscar a can\u00e7\u00e3o popular de um jeito muito pop, com uma comunica\u00e7\u00e3o muito clara. Alguma hist\u00f3ria com ele que voc\u00ea queira compartilhar?<\/strong><br \/>\nFoi incr\u00edvel. Ele \u00e9 um \u00eddolo, e estou de acordo com tudo que voc\u00ea disse. \u00c0s vezes sinto que falta reconhecimento para ele, porque o Jorge \u00e9 realmente um gigante da can\u00e7\u00e3o, que fez grandes obras e percorreu muitos estilos, como voc\u00ea disse, E fez isso sempre com uma vibra\u00e7\u00e3o muito sens\u00edvel, com muita profundidade, com gra\u00e7a, com muito carinho. \u00c9 um gigante, sem d\u00favida, e que tenha aceitado o convite para cantar comigo foi algo espetacular. N\u00e3o pude estar fisicamente ao lado dele durante a grava\u00e7\u00e3o, porque eram dias de pandemia, e al\u00e9m disso, ele mora longe, na praia. Ele gravou as pistas na casa dele mesmo, mas muito comprometido com a can\u00e7\u00e3o, me mandou v\u00e1rias tomadas de voz. A \u00fanica coisa que me lembro desse interc\u00e2mbio \u00e9 de ele ter dito que ficou espantado de ver o quanto nosso registro de voz \u00e9 parecido, que temos um tom grave, um pouco arenoso, e que ele realmente achava parecido. Eu s\u00f3 dizia: \u201ctomara!\u201d (risos) Mas volta e meia a gente se cruza em algum aeroporto ou algum festival, e espero que um dia a gente possa ter um espa\u00e7o maior para conversar, porque ele deve ter umas hist\u00f3rias divertid\u00edssimas para contar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Santiago Motorizado - Bandera blanca (junto a Jorge Serrano)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tDFFmV3vhmE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas do El Mat\u00f3 s\u00e3o todos f\u00e3s de m\u00fasica, daqueles que v\u00e3o a fundo em diferentes artistas, fu\u00e7ando em obscuridades, ouvindo o m\u00e1ximo de discos, essas coisas. Se algu\u00e9m for olhar na sua cole\u00e7\u00e3o de discos, qual seria a coisa mais inesperada que encontraria?<\/strong><br \/>\nUf\u2026 N\u00e3o sei, eu gosto de tudo! Talvez seja justamente Los Autenticos Decadentes. Sou muito f\u00e3. Talvez um seguidor do El Mat\u00f3 n\u00e3o veja essa liga\u00e7\u00e3o, mas sou f\u00e3za\u00e7o, j\u00e1 fui v\u00ea-los ao vivo muitas vezes. Los Fabulosos Cadillacs \u00e9 a mesma coisa: sou um grande f\u00e3, e me lembro que, nos primeiros anos, quando nos definimos e come\u00e7amos a ter mais exposi\u00e7\u00e3o, eu evitava falar sobre isso. Porque quando se \u00e9 jovem, nos definimos dizendo coisas do tipo \u201cqueremos soar como Pixies\u201d. Ou como Velvet Underground, Sonic Youth. E se voc\u00ea diz \u201ceu gosto dos Fabulosos Cadillacs\u201d, acaba desorientando o p\u00fablico, que n\u00e3o sabe o que esperar da banda. Hoje n\u00e3o tenho mais isso, um pouco porque o espectro do nosso som foi se ampliando. Em \u201cLa Sintesis O\u2019Konor\u201d tem bem mais percuss\u00e3o, e talvez seja coisa s\u00f3 da minha cabe\u00e7a, mas acho que d\u00e1 para dizer que uma parte dela remete aos Fabulosos Cadillacs, mesmo que seja um trecho breve. Tem artistas que me fascinam e de quem sou fan\u00e1tico, como Dean Martin, com essas baladas jazz antigas, e que s\u00e3o coisas que tenho muito presentes e sempre escuto, mas n\u00e3o sei se repercutem em algum ponto na m\u00fasica do El Mat\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os espa\u00e7os onde voc\u00eas tocam est\u00e3o cada vez maiores, est\u00e3o muito presentes em grandes festivais, tocam em salas maiores. E os setlists do El Mat\u00f3 t\u00eam momentos com can\u00e7\u00f5es mais intimistas, ou com detalhes que me parecem bem dif\u00edceis de transpor para esses palcos. Vi um show de voc\u00eas no Cosqu\u00edn Rock de 2018 e foi um show um pouco estranho nesse sentido, muita coisa se perdia ou se dispersava naquele espa\u00e7o imenso. Mas era o come\u00e7o da turn\u00ea de \u201cLa Sintesis O\u2019Konor\u201d, e entendo que muita coisa pode ter mudado. Como voc\u00eas est\u00e3o lidando com essa quest\u00e3o dos grandes espa\u00e7os?<\/strong><br \/>\nIsso \u00e9 algo sobre o qual falamos com frequ\u00eancia na banda, mas sobre o qual \u00e9 um pouco estranho de pensar a respeito. Porque \u00e9 aquilo de \u201cvoc\u00eas est\u00e3o prontos para isso?\u201d At\u00e9 que ponto algu\u00e9m tem que ceder a esse tipo de press\u00e3o? Por outro lado, isso me interessa, porque vejo bandas que aumentam a aposta em termos de palco, que v\u00e3o apresentando shows para grandes est\u00e1dios, e s\u00e3o shows que me divertem. Cada momento de um show \u2013 seja no som, na letra, nos movimentos ou na cenografia \u2013 \u00e9 tamb\u00e9m um momento para emplacar suas ideias, inclusive a de que o El Mat\u00f3 n\u00e3o nasceu muito para esse tipo de show. N\u00f3s temos nossas ideias sobre como deve ser esse tipo de show dentro da nossa personalidade, e isso tamb\u00e9m me diverte! Mas somos muito cabe\u00e7as-duras, no sentido de que temos muitas ideias e no fim, n\u00e3o executamos nem a metade. Por isso temos t\u00e3o poucos clipes: porque n\u00e3o temos tempo de executar esse tanto de ideias que temos. Mas sim, penso bastante nisso. Agora, tamb\u00e9m entendo que um pouco da ess\u00eancia do El Mat\u00f3 \u00e9 ser uma banda tocando. Tenho um DVD do Ramones que \u00e9 muito bom: \u00e9 cronol\u00f3gico, come\u00e7a com eles tocando muito mal no CBGB; passa a um show hist\u00f3rico em Londres, com eles j\u00e1 mais ajustados, s\u00f3 que \u00e9 um show de rock\u2019n\u2019roll com o p\u00fablico enlouquecido; e depois dos anos, voc\u00ea os v\u00ea em um festival, totalmente desencaixados. Tem alguma coisa de belo nessa coisa esquisita, que me faz pensar: at\u00e9 que ponto os Ramones tinham que se adaptar a esse contexto de grandes palcos? N\u00e3o seriam as pessoas que teriam que se conectar? E acho que \u00e9 um pouco de cada coisa, porque nada \u00e9 preto ou branco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A \u00faltima pergunta: rolou uma brincadeira entre os m\u00fasicos de rock no come\u00e7o dos anos 2000 aqui no Brasil, dizendo que rock tinha virado \u201cop\u00e7\u00e3o de carreira\u201d. Do tipo \u201cou eu fa\u00e7o arquitetura, ou monto uma banda\u201d, uma coisa bem classe m\u00e9dia mesmo (risos), bem insossa. Eu nunca percebi isso no El Mat\u00f3, no sentido que sempre me pareceu uma banda que encampou essa quest\u00e3o de viver da m\u00fasica, de ser banda mesmo, pra valer. Em que momento bateu essa coisa em voc\u00eas, de que iriam seguir fizessem sucesso ou n\u00e3o? Porque com certeza n\u00e3o foi f\u00e1cil.<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, n\u00e3o foi mesmo. Quando o El Mat\u00f3 come\u00e7ou, era 2001, momento de crise total na Argentina, talvez a pior da hist\u00f3ria, o pa\u00eds rachou. A pior coisa naquele momento era dizer aos nossos pais que \u00edamos tocar m\u00fasica. Eles n\u00e3o podiam acreditar nisso, mas era algo que n\u00e3o pod\u00edamos deixar de fazer. N\u00e3o era um passatempo. Era algo que nos nutria, nutria nossa alma. N\u00e3o sei nem como dizer. Era uma necessidade, de ter uma banda, fazer m\u00fasica, e estar fazendo o que faz\u00edamos, sem pensar no que iria acontecer depois. N\u00e3o t\u00ednhamos ambi\u00e7\u00e3o nem objetivo, tudo foi aparecendo e obviamente tudo foi bem-vindo. Nos deu mais liberdade, nos deu mais tempo para o que gostamos de fazer, nos fez recorrer o mundo, e mais um mont\u00e3o de coisas mais. Mas sempre estava essa puls\u00e3o muito grande, muito pura, de fazer m\u00fasica, fazer arte, desenhar, pensar ideias, conceitos. Tudo isso entra na sua cabe\u00e7a e n\u00e3o vai mais embora. Isso \u00e9 o importante: ter essa liga\u00e7\u00e3o muito profunda com a arte, com as can\u00e7\u00f5es, com a m\u00fasica, porque isso vira um motor que n\u00e3o te deixa parar. Porque o mundo da arte \u00e9 muito vol\u00e1til: num dia tudo est\u00e1 bem, no outro j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1; \u00e0s vezes voc\u00ea est\u00e1 tocando para 10 pessoas, outro dia para 1000, depois para 100. Eu falo pra garotada que est\u00e1 come\u00e7ando que, se voc\u00ea est\u00e1 tocando para 10 pessoas, s\u00e3o 10 pessoas que se conectaram com as suas can\u00e7\u00f5es. Isso \u00e9 um dos maiores milagres do mundo! Se voc\u00ea estabelece uma conex\u00e3o com algu\u00e9m, n\u00e3o importa a quantidade de pessoas. O que acontece \u00e9 que vivemos em um mundo cada vez mais superficial, em que tudo se mede com estat\u00edsticas: quantas meninas deram like nos apps de encontro, ou quantos likes voc\u00ea conseguiu no Twitter, quantos views tem o seu Stories\u2026 Tudo isso est\u00e1 quantificado, te carcome o c\u00e9rebro, e se voc\u00ea mistura sua arte com esse mundo de estat\u00edsticas \u00e9 muito pior, \u00e9 um combo letal. \u00c9 tentador, e n\u00e3o quero dizer que estou al\u00e9m disso, eu uso essas coisas. Mas tenho a sorte de ter vivido em um mundo onde n\u00e3o existia isso, e sinto que foi uma vantagem para me conectar com coisas mais importantes. N\u00e3o digo que as pessoas hoje n\u00e3o se conectam, mas existem muitas interfer\u00eancias mais entre o autor e sua obra com todas essas coisas que s\u00e3o muito \u00fateis para promover sua arte, mas t\u00eam tamb\u00e9m sua cota de engano e de trai\u00e7\u00e3o. Sinto que existe essa coisa de querer o imediato, e isso est\u00e1 em todos os lados: na pol\u00edtica, na sociedade, nas exig\u00eancias que temos com nossos dirigentes\u2026 Mas os processos s\u00e3o muito longos, principalmente na arte. O processo para gerar uma obra, depois o processo para se conectar com ela, se conectar com outra pessoa, para compartilhar um momento especial com um amigo e formar uma banda, tudo isso tem seu tempo, e s\u00e3o todos processos muito bonitos. Vivemos cada vez mais na \u201cn\u00e3o-experi\u00eancia\u201d que \u00e9 a virtualidade, e esse mundo todo que \u00e9 sair da sua casa e viver uma aventura porque voc\u00ea fez uma can\u00e7\u00e3o \u00e9 algo que voc\u00ea tem que fazer o exerc\u00edcio de se concentrar, e viver isso a cada dia e emocionar-se com isso, para n\u00e3o se se tornar frio diante de tudo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"El mat\u00f3 a un polic\u00eda motorizado - La otra ciudad (Video oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EoJM52nGvHQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"El mat\u00f3 a un polic\u00eda motorizado - El perro (Video oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FKuiJoT7GVM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Fito P\u00e1ez y Santiago Motorizado - El Tesoro (En vivo)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/jRRctKEwkaE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"\u00c9l mat\u00f3 a un polic\u00eda motorizado - Amigo piedra (Live on PardelionMusic.tv)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QYymksHBBnw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"M\u00e1s o Menos Bien - El Mato\u0301 a un Polici\u0301a Motorizado (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7ejQ_CL_dWA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"\u00c9l Mat\u00f3 a un Polic\u00eda Motorizado - Mi pr\u00f3ximo movimiento (Video 360\u00b0) (Live on PardelionMusic.tv)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BGKvZMWb6iU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013 Leonardo Vinhas (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/leovinhas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@leovinhas<\/a>) \u00e9 produtor e assina a se\u00e7\u00e3o Conex\u00e3o Latina (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/05\/03\/tag\/conexao_latina\/\">aqui<\/a>) no Scream &amp; Yell.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com um bom humor de dar gosto e cheio de entusiasmo para falar de m\u00fasica, Santiago ficou quase uma hora falando do disco novo, contando casos, relembrando hist\u00f3rias no Brasil&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/10\/03\/entrevista-santiago-motorizado-fala-do-disco-novo-do-el-mato-a-conexao-da-banda-com-o-brasil-a-influencia-da-banda-na-nova-cena-argentina-e-mais\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":6,"featured_media":69977,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[45,6338],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69971"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69971"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69971\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":70173,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69971\/revisions\/70173"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/69977"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69971"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69971"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69971"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}