{"id":69867,"date":"2022-09-26T00:58:55","date_gmt":"2022-09-26T03:58:55","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=69867"},"modified":"2022-11-09T10:55:36","modified_gmt":"2022-11-09T13:55:36","slug":"musica-suede-retorna-com-autofiction-um-bom-disco-conduzido-por-guitarras-e-com-letras-diretas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/09\/26\/musica-suede-retorna-com-autofiction-um-bom-disco-conduzido-por-guitarras-e-com-letras-diretas\/","title":{"rendered":"M\u00fasica: Suede retorna com \u201cAutofiction\u201d, um bom disco conduzido por guitarras"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100016802896941\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luciano Ferreira<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Suede est\u00e1 de volta aos discos com \u201cAutofiction\u201d (2022), seu nono \u00e1lbum de est\u00fadio, passados quatro anos desde \u201cThe Blue Hour\u201d (2018), \u00e1lbum que fechou uma esp\u00e9cie de trilogia iniciada em 2013 com \u201cBloodsports\u201d, trabalho que marcou o retorno da banda ap\u00f3s um hiato discogr\u00e1fico de 11 anos, seguido por \u201cNight Thoughts\u201d (2016). \u201cAutofiction\u201d resgata uma sonoridade que andou um tanto de lado nos \u00faltimos trabalhos do Suede, voltado para can\u00e7\u00f5es mais densas e at\u00e9 um tanto sombrias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se \u201cThe Blue Hour\u201d pegava o lado mais denso de \u201cNight Thoughts\u201d e o esticava a um ponto nunca antes visto na discografia dos londrinos \u2013 com sintetizadores e elementos orquestrados a todo vapor \u2013, em \u201cAutofiction\u201d a op\u00e7\u00e3o \u00e9 pelo lado contr\u00e1rio, com arranjos mais diretos numa aproxima\u00e7\u00e3o mais com \u201cBloodsports\u201d. \u00c9 uma decis\u00e3o enfatizada j\u00e1 na sequ\u00eancia de faixas que abrem o disco e que ganha refor\u00e7o com o retorno do produtor Ed Buller, respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas primeiros discos da banda (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/08\/15\/discografia-comentada-suede\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u201cSuede\u201d, 1993; \u201cDog Man Star\u201d, 1994 e \u201cComing Up\u201d, 1996<\/a>) e tamb\u00e9m de \u201cBloodsports\u201d e \u201cNight Thoughts\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-69869\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/suede2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/suede2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/suede2-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/suede2-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o l\u00edder e vocalista Brett Anderson, \u201cAutofiction\u201d \u00e9 o disco mais punk da discografia do Suede, o que parecia inicialmente sem sentido quando analisados os singles lan\u00e7ados at\u00e9 ent\u00e3o (primeiro \u201cShe Still Leads on Me\u201d, depois \u201c15 Again\u201d e por fim \u201cThat Boy On The Stage\u201d), e ainda soa no m\u00ednimo exagerado sonoramente falando \u2013 cabe melhor se dizer respeito a como a banda se preparou para esse novo trabalho, com o quinteto reunido e ensaiando ao estilo de bandas iniciantes, conforme declarado pelo pr\u00f3prio Anderson. A pandemia pode ter sido o motor para esse desejo de uma rela\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima, passado o per\u00edodo em que o isolamento for\u00e7ou ao afastamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E se os arranjos em \u201cAutofiction\u201d est\u00e3o mais diretos, o mesmo pode-se afirmar de algumas letras. Em \u201cShe Still Leads me On\u201d, por exemplo, Anderson n\u00e3o s\u00f3 fala da import\u00e2ncia da m\u00e3e como faz uma declara\u00e7\u00e3o de amor fort\u00edssima: \u201cBut I loved her \/ With my last breath \/ And I loved her with a love that was strong as death \/ And I loved her \/ When she was unkind \/ And I loved her, I loved her, a dangerous mind\u201d. J\u00e1 \u201cThat Boy on The Stage\u201d \u00e9 sobre a pr\u00f3pria banda: \u201cHe speaks of love and power \/ And all those pretty things \/ You know the voice that flatters you \/ It\u2019s not the voice that sings.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O amor \u00e9 um tema que aparece em pelo menos tr\u00eas can\u00e7\u00f5es do trabalho, incluindo a vigorosa \u201cBlack Ice\u201d, com uma poderosa linha de baixo fazendo a cama para uma letra que fala sobre a import\u00e2ncia do senso de perigo na vida e de como o amor \u00e9 doloroso: \u201cAnd you still give me\u202f\u202ftrouble (it breaks me up) \/ But I still wear your chain (and it makes me jealous) \/ Because life without danger is no life \/ Because all love is pain (all love is pain). E tamb\u00e9m em \u201cThe Only Way I Can Love You\u201d, mais uma das declara\u00e7\u00f5es que Brett Anderson resolveu colocar no disco: \u201cAnd if I disappoint you, just know I wrote this for you \/ Another way to do what I do wrong \/ I pretend I don\u2019t adore you \/ But I\u2019d take a bullet for you \/ Yes, it\u2019s a sweet and bitter love\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u201cAutofiction\u201d, o Suede surge despido de todo o approach utilizado na produ\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es de seus discos antecessores, principalmente de \u201cThe Blue Hour\u201d, que em boa parte das faixas trazia um lado orquestrado da Philharmonic Orchestra da cidade de Praga, o que n\u00e3o quer dizer que esses momentos \u00e9picos estejam ausentes do novo \u00e1lbum, como demonstram as baladas \u201cDrive Myself Home\u201d, forte candidata a entrar na galeria de can\u00e7\u00f5es arrebatadoras do Suede, e \u201cWhat Am I Without You\u201d, apaixonada declara\u00e7\u00e3o de amor com versos pungentes cantados de uma forma como s\u00f3 Anderson consegue e com os t\u00edpicos crescendos do arranjo (\u201cOh, what am I? \/ What am I without you? \/ What am I without you? \/ Your love makes me burn&#8221;).<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Suede - &#039;She Still Leads Me On&#039; (Live Streamed from Cirque Royal, Brussels)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tfDgLym55Pg?list=PL09KSruKIGf6q4Jm7vwZjqNhfUXJX6XJL\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui as guitarras voltam a assumir o protagonismo nos arranjos e o glam rock, uma das grandes refer\u00eancias do grupo desde seu in\u00edcio, surge mais vigoroso, como em \u201cThat Boy on The Stage\u201d. Mais do que um \u00e1lbum punk, \u201cAutofiction\u201d \u00e9 um \u00e1lbum de guitarras, que guiam pelo menos 8 das 11 can\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em o disco (<a href=\"https:\/\/suede.tmstor.es\/product\/102512\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">na edi\u00e7\u00e3o deluxe s\u00e3o 15 faixas, as quatro a mais s\u00e3o b\u00f4nus exclusivos dessa edi\u00e7\u00e3o<\/a>), quase num retorno ao estilo de trabalhos mais antigos da banda. E nesse entremeio, h\u00e1 duas faixas em que Anderson &amp; cia permitem que influ\u00eancias pouco usuais brotem, como as batidas tribais de \u201cIt\u2019s Always the Quiet Ones\u201d e os sintetizadores proeminentes de \u201cTurn Off Your Brain and Yell\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que o Suede mostra em \u201cAutofiction\u201d \u00e9 que entre o certo, o novo e as apostas incertas, \u00e9 poss\u00edvel misturar tudo isso sem desvelar em auto repeti\u00e7\u00e3o ou no piloto autom\u00e1tico. Engana-se quem acreditar ser um caminho f\u00e1cil, mas o Suede o faz com maestria, e ainda que o resultado n\u00e3o seja arrebatador, permite apresentar um bom \u00e1lbum, num n\u00edvel acima da m\u00e9dia.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"AUTOFICTION: A Short Film\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nLXyvoKy2pU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>\u2013<em>\u00a0Luciano Ferreira \u00e9 editor e redator na empresa\u00a0<a href=\"https:\/\/www.urgesite.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Urge :: A Arte nos conforta<\/a>\u00a0e colabora com o Scream &amp; Yell.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Aqui as guitarras voltam a assumir o protagonismo nos arranjos e o glam rock, uma das grandes refer\u00eancias do grupo desde seu in\u00edcio, surge mais vigoroso. 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