{"id":6965,"date":"2011-01-17T18:38:52","date_gmt":"2011-01-17T20:38:52","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=6965"},"modified":"2023-03-29T01:15:20","modified_gmt":"2023-03-29T04:15:20","slug":"livro-50-anos-a-mil-lobao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/01\/17\/livro-50-anos-a-mil-lobao\/","title":{"rendered":"Livro: &#8220;50 Anos a Mil&#8221;, de Lob\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-6968\" title=\"lobao_livro\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/lobao_livro.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/jotadablio\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jorge Wagner <\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda que autores de renome carreguem nas tintas ou encham as bocas para afirmar escreverem n\u00e3o uma hist\u00f3ria, mas \u201ca definitiva\u201d hist\u00f3ria de determinados personagens, a verdade \u00e9 que toda biografia \u00e9 apenas uma vers\u00e3o (ainda que escrita a partir de dezenas de depoimentos e documentos) e traz apenas lampejos da vida de algu\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pense numa distante cena da sua vida: a primeira bicicleta, uma festa de anivers\u00e1rio, um bra\u00e7o quebrado, um cora\u00e7\u00e3o partido. Recorde o momento, o cen\u00e1rio, personagens e figurantes, di\u00e1logos. E agora seja sincero: distante no tempo e no espa\u00e7o e vista sob a \u00f3tica de quem voc\u00ea veio a se tornar com o correr dos dias, o quanto sua lembran\u00e7a \u00e9 fiel e corresponde, exatamente, \u00e0 realidade dos fatos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se contar a hist\u00f3ria alheia com o m\u00e1ximo de fidelidade aos fatos \u2013 que \u201cn\u00e3o s\u00e3o a verdade, mas apenas indicam onde pode estar a verdade\u201d, nas palavras da finada jornalista e espi\u00e3 americana Mary Bancroft \u2013 \u00e9 tarefa das mais dif\u00edceis, o que dizer portanto do desafio de contar a pr\u00f3pria hist\u00f3ria?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cGostaria de ressaltar tamb\u00e9m que tudo o que for dito e contado nesse livro ser\u00e1 atrav\u00e9s do ponto de vista da minha pessoa enquanto inserida naquele tempo\u201d. \u00c9 dessa maneira que Lob\u00e3o \u2013 m\u00fasico, cantor, compositor, apresentador de televis\u00e3o e mestre na arte da pol\u00eamica \u2013 inicia, depois de mais de duzentas p\u00e1ginas de sua autobiografia \u201c50 Anos a Mil\u201d (Nova Fronteira, 2010), suas explica\u00e7\u00f5es para suas antigas desaven\u00e7as com o tamb\u00e9m m\u00fasico Herbert Vianna. Se assim preferisse, Lob\u00e3o poderia usar a mesma frase ainda na primeira p\u00e1gina de seu livro, quem sabe no primeiro par\u00e1grafo. O efeito seria o mesmo e faria o mesmo sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lob\u00e3o nasceu Jo\u00e3o Luiz Woerdenbag Filho, no Rio de Janeiro, em 11 de outubro de 1957. T\u00edmido ao extremo e fruto de um casal composto por uma m\u00e3e superprotetora e com um forte transtorno bipolar e por um pai ranzinza e exc\u00eantrico, o can\u00eddeo sup\u00f5e que, \u201cpela l\u00f3gica dos fatos\u201d, deveria ter se tornado um bund\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre uma centena de hist\u00f3rias, buscou fugir disso aprendendo a tocar bateria sozinho, acompanhando Ritchie e Lulu Santos no V\u00edmana (lend\u00e1ria banda de rock progressivo que chegou a ensaiar para a grava\u00e7\u00e3o de um disco solo do tecladista Patrick Moraz, ex-Yes, antes que a explos\u00e3o do punk aguasse a proposta), fundando e rompendo com a Blitz, sendo preso por porte de drogas e virando mascote de traficantes, levando a bateria da Mangueira para a linha de frente do Rock In Rio, desafiando as gravadoras e retornando a elas com um ac\u00fastico que, embora achincalhado pela cr\u00edtica, terminou premiado com o Grammy Latino de melhor disco de rock do ano de 2007 (seja l\u00e1 o que esse pr\u00eamio hoje em dia signifique).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois de alguns anos como apresentador de televis\u00e3o, Lob\u00e3o chegou \u00e0s livrarias no final de 2010 como um fen\u00f4meno editorial. A primeira leva de sua autobiografia (que conta tamb\u00e9m com a valiosa parceria do jornalista Claudio Tognolli em entrevistas e pesquisas de material publicado a respeito do m\u00fasico ao longo de toda a sua carreira profissional) esgotou-se rapidamente, levando \u00e0 impress\u00e3o de uma segunda leva com 20 mil exemplares. No dia 9 de janeiro deste ano, \u201c50 Anos a Mil\u201d figurou na lista de livros mais vendidos do Pa\u00eds publicada pela revista Veja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A biografia tem in\u00edcio com uma cena bastante peculiar: Lob\u00e3o e Cazuza cheirando coca\u00edna sobre o caix\u00e3o de J\u00falio Barroso. Lob\u00e3o reconstr\u00f3i o momento, reproduz as falas e detalha elucubra\u00e7\u00f5es \u2013 do tipo \u201c\u00c9 a hora do pastiche e da indulg\u00eancia&#8230; A hora do frenesi dos mesmos cad\u00e1veres insepultos de sempre, sugando a juventude dos que nada mais t\u00eam a oferecer, al\u00e9m do pr\u00f3prio sangue de barata.\u201d \u2013 com a mesma seguran\u00e7a de algu\u00e9m que tem em m\u00e3os um controle remoto, podendo conferir, quadro a quadro, uma situa\u00e7\u00e3o devidamente registrada. Mas n\u00e3o h\u00e1 registros. E a \u00fanica testemunha que ainda respira presente na hist\u00f3ria datada de 1984 \u00e9 ele, o autor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das raz\u00f5es para a publica\u00e7\u00e3o de \u201c50 Anos a Mil\u201d, ali\u00e1s, como o m\u00fasico gosta de repetir em entrevistas e declara\u00e7\u00f5es no twitter, foi o fato de Lob\u00e3o ter sido extirpado da hist\u00f3ria de Cazuza, um de seus maiores amigos, levada \u00e0s telas no ano de 2004. N\u00e3o sem raz\u00e3o, o cantor acusa os produtores do longa de terem \u201csanitizado\u201d a biografia do amigo, resultando em um filme muito mais pr\u00f3ximo de um cap\u00edtulo de \u201cMalha\u00e7\u00e3o\u201d que da realidade. O escritor Gabriel Garcia Marquez defende que \u201ca hist\u00f3ria de uma pessoa n\u00e3o \u00e9 o que lhe aconteceu, e sim o que ela lembra e como ela lembra\u201d. Depois do epis\u00f3dio com \u201cCazuza \u2013 O Tempo N\u00e3o Para\u201d, Lob\u00e3o decidiu contar o que lembra ser a sua hist\u00f3ria, da maneira como se lembra de t\u00ea-la vivido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Independente da opini\u00e3o que se tenha a respeito da irregular obra art\u00edstica do grande Canis lupus, \u00e9 preciso admitir que poucos personagens surgidos na cena do rock nacional da d\u00e9cada de 1980 possuem uma hist\u00f3ria t\u00e3o rica e peculiar quanto Jo\u00e3o Luiz. Poucos possuem posi\u00e7\u00f5es t\u00e3o pol\u00eamicas e fizeram tantos inimigos \u2013 seja no meio art\u00edstico, jornal\u00edstico, jur\u00eddico ou midi\u00e1tico \u2013 quanto ele. Isso, por si s\u00f3, faz com que \u201c50 Anos a Mil\u201d, embora demore a engrenar (a primeira centena de p\u00e1ginas \u00e9 dedicada \u00e0 inf\u00e2ncia do artista) e resvale, vez por outra, numa esp\u00e9cie de compensa\u00e7\u00e3o psicoterap\u00eautica (como se o autor aproveitasse suas p\u00e1ginas para expurgar dem\u00f4nios e aliviar traumas), seja um livro pertinente, interessante e recomend\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Talvez Lob\u00e3o exagere em ao lembrar de certos fatos, fa\u00e7a uso de \u201clicen\u00e7a po\u00e9tica\u201d para reconstruir di\u00e1logos e, n\u00e3o por m\u00e1 f\u00e9, adultere certas hist\u00f3rias \u2013 os trechos pesquisados por Tognolli, por exemplo, mostram que o m\u00fasico, em diferentes momentos, declarou ter come\u00e7ado a usar drogas aos 14, aos 15 e, informa\u00e7\u00e3o defendida no texto autobiogr\u00e1fico, aos 16 anos. Mas vale lembrar que \u201ctoda biografia cont\u00e9m, inevitavelmente, elementos de fic\u00e7\u00e3o\u201d, como alerta John Stape na introdu\u00e7\u00e3o da biografia do escritor Joseph Conrad. \u201c50 Anos a Mil\u201d \u00e9 um livro que n\u00e3o foge \u00e0 regra.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-6967\" title=\"lobaoguitarra\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/lobaoguitarra.jpg\" alt=\"\"><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/jackmout\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rafael da Costa<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esque\u00e7a tudo que j\u00e1 leu e provavelmente ouviu sobre esse personagem (e deve ter sido muita coisa). Ele foi v\u00edtima de uma imprensa louca por manchetes sensacionalistas e r\u00f3tulos; de um raso sistema judici\u00e1rio ref\u00e9m de autoridades tiranas; de uma ind\u00fastria musical cafetina; de uma gera\u00e7\u00e3o sem limites&#8230; Se engana mais, entretanto, quem pensa que se aceita como v\u00edtima: trata a imprensa \u00e0 altura; o Tribunal com risos; um militar com \u00f3rdens; gravadoras com novas leis e dezenas de novos artistas independentes. Sobra at\u00e9 pro errante rock\u2019n roll, com um tamborim na Sapuca\u00ed. Por tr\u00e1s de tanta hist\u00f3ria revela-se um desnudo amante conservador, um ser sens\u00edvel e amigo. E todos sabem: ele tem raz\u00e3o. Ser\u00e1?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;50 Anos a Mil&#8221; \u00e9 o auto-retrato do inquieto e incompreendido Lob\u00e3o, um garoto carioca que cresceu no milagre brasilero, entre os carros de luxo da oficina de seu pai, o s\u00edtio da fam\u00edlia e as doen\u00e7as que desbocaram na suic\u00edda m\u00e3e superprotetora. Sem r\u00e9deas e ao pr\u00f3prio ritmo, a narrativa impressiona na confort\u00e1vel revela\u00e7\u00e3o de quem \u00e9 o tal Jo\u00e3o Luiz Woenderbag, Jo\u00e3oluizinho, Xurupito e, convenientemente, Lob\u00e3o. Ao final, o leitor se fascinar\u00e1 por esta hist\u00f3ria. O p\u00edfio vendedor de discos revoluciona, se reinventa e emociona. Al\u00e9m disso, coleciona processos, desafia autoridades e enfrenta gravadoras, r\u00e1dios e jornais. Quem tem medo do Lob\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nefrose e a epilepsia n\u00e3o domaram o pequeno Jo\u00e3o. Aos 3 anos ganhou uma bateria. Cresceu ouvindo r\u00e1dio, lendo espiritismo e Nietzsche. Aos 17 ingressava numa banda de rock progressivo com Ritchie e Lulu Santos. Se tornou frequentador do baixo Leblon, onde figuras como Cazuza e J\u00falio Barroso encabe\u00e7avam a efervecente cultura em que a coca\u00edna e o amor eram o suprassumo cool. Tocou e gravou com v\u00e1rios artistas; entrou, deu nome e saiu da Blitz, partindo para a carreira solo \u2013 que sempre achou cafona, levando-o a formar a banda Lob\u00e3o e os Ronaldos, que s\u00f3 durou um disco. A sequ\u00eancia \u00e9 cheia de altos e baixos, suic\u00eddios e depress\u00f5es&#8230; Lob\u00e3o se estabelece m\u00fasico e segue emplacando hits como Me Chama, R\u00e1dio Bl\u00e1, Cora\u00e7\u00f5es Psicod\u00e9licos, Vida Louca Vida, Decadence Avec Elegance, Vida Bandida, A Vida \u00e9 Doce e outros tantos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s os anos 80 Lob\u00e3o viveu uma fase de introspec\u00e7\u00e3o e pouco sucesso, lan\u00e7ou os melhores discos de sua carreira \u2013 os alternativos A Vida \u00e9 Doce (1999), sob influ\u00eancias de Portishead e Radiohead, e Can\u00e7\u00f5es Dentro da Noite Escura (2005). Das desaven\u00e7as com as gravadoras criou e foi editor da revista Outracoisa, que lan\u00e7ou discos de artistas como B Neg\u00e3o, Arnaldo Baptista, Momboj\u00f3, Vanguart, Cachorro Grande e ele pr\u00f3prio. A biografia mostra intimamente a morte de sua m\u00e3e em 84, seus dias na pris\u00e3o em 87, os bastidores da lei de numera\u00e7\u00e3o de discos, a cria\u00e7\u00e3o e inspira\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias de suas m\u00fasicas e outras tantas hist\u00f3rias ins\u00f3litas &#8211; sua tara por Jesus na cruz, a oportuna sa\u00edda da Blitz, o desfile com tamborim pela Mangueira, um tiroteio com a pol\u00edcia num morro carioca, o Rock in Rio II, etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ponto fraco da biografia \u00e9 n\u00e3o dar tanta aten\u00e7\u00e3o \u00e0 fase p\u00f3s anos 80, que passa em pouco mais de 100 p\u00e1ginas, num livro de quase 600 \u2013 segundo Lob\u00e3o, por Twitter, ele queria transmitir a mesma passagem de tempo que sentiu. Lob\u00e3o lutou pela liberdade da cultura brasileira, pela classe art\u00edstica e por uma industria musical menos fascista. Viveu como vivem poucos e continua vivo. As intemp\u00e9ries desta vida e sua personalidade verborr\u00e1gica mascaram o grisalho Jo\u00e3oluizinho, que at\u00e9 hoje tenta se inserir na complicada m\u00fasica popular brasileira. 50 Anos a Mil tem hist\u00f3rias e mais hist\u00f3rias. Divertidas, imprevis\u00edveis e reveladoras, mas que n\u00e3o deixam saudades no final &#8211; a promessa de mais 50 ou mil anos de outras loucuras s\u00e3o totalmente contundentes. Quem tem medo do Lob\u00e3o, vai continuar com medo: a vida, louca vida, continua a o levar. Que venha mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Leia o prol\u00f3go do livro em PDF (\u00e9 s\u00f3 clicar na imagem abaixo):<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.ediouro.com.br\/lobao\/downloads\/50anos.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6969 aligncenter\" title=\"lobao_prologo\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/lobao_prologo.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"420\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/lobao_prologo.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/lobao_prologo-300x208.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/a><\/p>\n<p>*******<br \/>\n<strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Marcelo Costa entrevista Lob\u00e3o (2005): &#8220;A gente quer mais \u00e9 assalt\u00e1-los&#8221; (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/lobaoescura.html\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Baixe gratuitamente duas m\u00fasicas novas de Lob\u00e3o: &#8220;Song for Sampa&#8221; e &#8220;Das Tripas&#8221; (<a href=\"http:\/\/www.ediouro.com.br\/lobao\/default.php\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Jorge Wagner e Rafael da Costa\nGostaria de ressaltar tamb\u00e9m que tudo o que for dito e contado nesse livro ser\u00e1 atrav\u00e9s do ponto de vista da minha pessoa, diz Lob\u00e3o\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/01\/17\/livro-50-anos-a-mil-lobao\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":20,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6965"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6965"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6965\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":70226,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6965\/revisions\/70226"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6965"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6965"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6965"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}