{"id":6955,"date":"2011-01-17T17:26:28","date_gmt":"2011-01-17T19:26:28","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=6955"},"modified":"2023-03-29T00:13:36","modified_gmt":"2023-03-29T03:13:36","slug":"a-vitoria-despercebida-de-jeneci","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/01\/17\/a-vitoria-despercebida-de-jeneci\/","title":{"rendered":"A vit\u00f3ria despercebida de Jeneci"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6956 aligncenter\" title=\"jeneci_ronca_ronca\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/jeneci_ronca_ronca.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"438\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/jeneci_ronca_ronca.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/jeneci_ronca_ronca-300x217.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/yuridecastro\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Yuri de Castro<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 bem prov\u00e1vel que o seu r\u00e1dio-rel\u00f3gio, numa manh\u00e3 de 1996, se programado em alguma FM brasileira, estivesse te dando bom dia com uma can\u00e7\u00e3o de estribilho assim: &#8220;Mama \u00c1frica \/ A minha m\u00e3e \/ \u00c9 m\u00e3e solteira \/ E tem que fazer mamadeira todo dia \/ Al\u00e9m de trabalhar como empacotadeira nas Casas Bahia&#8221;. Considerando voc\u00ea um sujeito mais velho e que gostava de sintonizar na r\u00e1dio adulta que mesclava sucessos do passado com sucessos atuais de gente do passado, \u00e9 poss\u00edvel que voc\u00ea tenha acordado algumas vezes com Daniela Mercury entoando outros versos dos 90: &#8220;Quando n\u00e3o tinha nada, eu quis \/ Quando tudo era aus\u00eancia, esperei \/ Quando tive frio, tremi \/ Quando tive coragem, liguei&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pouca coisa mudou nas estruturas das r\u00e1dios especializadas em reproduzir sucessos das novelas das oito \u2013 agora, das nove. Chico C\u00e9sar, compositor de &#8220;Mama \u00c1frica&#8221; e &#8220;\u00c0 Primeira Vista&#8221;, citadas acima, ainda arrecada os respectivos direitos dessas can\u00e7\u00f5es. Facilmente reconhecido por ostentar um penteado conhecido como &#8220;coqueiro&#8221; e espinafrado por boa parte do jornalismo musical de meados da d\u00e9cada de 90 pra c\u00e1, Chico C\u00e9sar, fosse um sujeito resignado, poderia tranquilamente soltar a frase dita por suspeitos na hora da acusa\u00e7\u00e3o de um crime: &#8220;ainda vou rir disso tudo&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cr\u00edtica n\u00e3o sabia, voc\u00ea n\u00e3o sabia e c\u00e1 estamos em 2011; mais precisamente, em um ver\u00e3o t\u00edpico do Rio de Janeiro. Lotado, o Teatro Oi Casa Grande ia curtindo uma quase vers\u00e3o extraordin\u00e1ria do programa Ronca Ronca, de Maur\u00edcio Valladares, enquanto Marcelo Jeneci se aquecia no camarim junto a sua sanfona e na companhia de Tulipa Ruiz, Marcelo Camelo e Arthur Verocai, outros que protagonizariam \u00f3timos momentos show abaixo. Na plat\u00e9ia, casais ouvintes da MPB FM se juntavam a uma garotada; e era isso que criava certa expectativa em cima dos minutos antecedentes do primeiro show de Marcelo Jeneci no Rio de Janeiro.<br \/>\nForam esses mesmos casais que consumiram Chico C\u00e9sar nos anos 90, Ana Carolina e Vanessa da Mata nos 2000, e, agora, estavam consumindo Jeneci. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma coincid\u00eancia. Ao observador, estranho deve ser perceber que parte dessa garotada provavelmente desprezou um hit de 2008 composto por Jeneci, &#8220;Amado&#8221; sucesso na voz de Vanessa e vencedora do Pr\u00eamio Multishow na categoria Melhor M\u00fasica de 2008. N\u00e3o daria cinco minutos para ouvir a express\u00e3o &#8220;brega demais&#8221; caso a brincadeira fosse uma cabra-cega improvisada em algum iPod tocando o hit da cantora mato-grossense.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os aplausos comedidos dos cariocas \u2013 ainda que n\u00e3o fossem frios \u2013 receberam o menino prod\u00edgio da Zona Leste de S\u00e3o Paulo para uma noite que seria incr\u00edvel. Hoje com 28 anos, Marcelo Jeneci ainda empunha a sanfona que o levou \u00e0 carreira profissional de m\u00fasico e, sua banda, uma destra habilidade que, m\u00fasica a m\u00fasica, foram levando uma poss\u00edvel timidez, um poss\u00edvel acanhamento, um talvez show apenas legal para bem longe do Casa Grande.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfileirando can\u00e7\u00f5es que crescem surpreendentemente ao vivo, o show de &#8220;Feito Pra Acabar&#8221; surgiu com &#8220;Copo D&#8217;agua&#8221; (dos versos &#8220;O meu cabelo, jeito, cheiro, dedo, pele \/ No seu orkut, e-mail, skype, net, messenger&#8221; que antecipam o refr\u00e3o &#8220;Quando um n\u00e3o quer \/ os dois n\u00e3o fazem tempestade em copo d\u2019\u00e1gua&#8221;) e a incans\u00e1vel e leve &#8220;Felicidade&#8221;. A cada minuto e m\u00fasica, o show ia se transformando em um espet\u00e1culo bem \u00e0 parte do \u00e1lbum (um dos mais citados nas listas de melhores do ano passado). A id\u00e9ia de que um show pode ser uma experi\u00eancia complementar da audi\u00e7\u00e3o de um \u00e1lbum n\u00e3o poderia ser afirmada naquela noite tamanha a diferen\u00e7a de emo\u00e7\u00e3o transbordada no palco. Singelo, &#8220;Feito pra Acabar&#8221; pode passar em branco para ouvintes j\u00e1 calejados das FMs tradicionais. Mas o show, n\u00e3o. N\u00e3o havia nada bonitinho ali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Principalmente ap\u00f3s o an\u00fancio de que Arthur Verocai e uma orquestra de c\u00e2mara deveriam comparecer ao palco. Arranjador e instrumentista, Verocai \u00e9 o respons\u00e1vel por alguns dos belos arranjos no \u00e1lbum de Jeneci e, mais do que pisando outra vez no palco do Casa Grande, comandou uma orquestra que incendiou o show de Marcelo Jeneci durante a execu\u00e7\u00e3o de todas as m\u00fasicas presentes no \u00e1lbum e tamb\u00e9m acompanhando a in\u00e9dita &#8220;Dia a Dia, Lado a Lado&#8221; (que pode ser baixada <a href=\"http:\/\/bloodypop.com\/2010\/08\/16\/jeneci-tulipa-roncaronca\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>) parceria de Jeneci com Tulipa Ruiz. Ela, dona tamb\u00e9m de um dos discos de 2010 e que subiria ao palco para cantar tamb\u00e9m &#8220;Copo D&#8217;agua&#8221; no bis, soube engrandecer ainda mais a apresenta\u00e7\u00e3o e mostrar-se, enfim, para os casais que tanto ouviram falar de seu nome por a\u00ed, mas que n\u00e3o conseguiram encontrar nos dials as m\u00fasicas do \u00e1lbum &#8220;Ef\u00eamera&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De ponta a ponta de &#8220;Feito pra Acabar&#8221;, Jeneci, ora no piano, ora na sanfona, ora no viol\u00e3o, ia espalhando simpatia e alguns sorrisos enquanto dividia a gl\u00f3ria de uma noite (que j\u00e1 podia ser anunciada como bacana) com Laura Lavieri (voz, muito menos insossa ao vivo, diga-se, e piano), Regis Damasceno (baixo &#8211; tamb\u00e9m guitarra do Cidad\u00e3o Instigado), Estevan Sinkovitz (guitarra e viol\u00e3o), Jo\u00e3o Erbetta (guitarra, viol\u00e3o e bandolim &#8211; tamb\u00e9m Los Pirata) e Richard Ribeiro (bateria). Mas, talvez, at\u00e9 ali, a maior gl\u00f3ria do show era alardear, sem orgulho baixo, algum tipo de vit\u00f3ria disfar\u00e7ada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com ecos escrachadamentes embebecidos em sucessos de Roberto e Erasmo e do cancioneiro que dominou nossas AMs na d\u00e9cada de 80, as parcerias de Jeneci com Z\u00e9lia Duncan (&#8220;Borboleta&#8221;), Arnaldo Antunes (&#8220;Quarto de Dormir&#8221;, &#8220;Jardim do \u00c9den&#8221; e &#8220;Longe&#8221;, tamb\u00e9m com Bet\u00e3o Aguiar, &#8220;Caf\u00e9 Com Leite de Rosas&#8221;, tamb\u00e9m com Ortinho) e Luiz Tatit (&#8220;Por que N\u00f3s?&#8221;), al\u00e9m das supracitadas &#8220;Felicidade&#8221; (dele com Chico C\u00e9sar) e &#8220;Copo D&#8217;agua&#8221; (esta em parceria com Arnaldo Antunes, Chico Salem e Pedro Baley), pareciam ser claras em rela\u00e7\u00e3o a seus objetivos tanto quanto eram algumas m\u00fasicas desses mesmos parceiros os quais Jeneci admira e, com os quais, deve ter aprendido que refr\u00e3o \u00e9 bom, assobiar can\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m \u00e9 legal e ser brega pode ser apenas um modo de classifica\u00e7\u00e3o que soa como ataque pessoal no Brasil. Qualquer uma dessas citadas poderiam estar no repert\u00f3rio de qualquer artista que hoje \u00e9 medalh\u00e3o em r\u00e1dios populares. &#8220;Longe&#8221;, por exemplo, foi gravada pelo cantor Leonardo (e tamb\u00e9m por Arnaldo Antunes) e seu fonograma usado na novela &#8220;Para\u00edso&#8221;, da Rede Globo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se boa parte dos artistas dos 90 j\u00e1 podia ver em Jeneci um ponto de partida para novas discuss\u00f5es, logo eles, classificados pela cr\u00edtica como insignificantes (um exagero, de certo), o que dizer do show ainda provocaria? Prometido para a noite, a participa\u00e7\u00e3o de Marcelo Camelo ainda n\u00e3o havia sido chamada e, no palco, Marcelo Jeneci e banda com a orquestra regida por Verocai pareciam estar em outro lugar do planeta na execu\u00e7\u00e3o da faixa que encerra e d\u00e1 t\u00edtulo ao \u00e1lbum, &#8220;Feito pra Acabar&#8221;. Dilacerante, a can\u00e7\u00e3o, que parece inserida em algum filme da Disney por culpa de sua introdu\u00e7\u00e3o e dos primeiros versos, explode em seu refr\u00e3o e junto leva cordas, guitarras, bateria, piano e toda a plat\u00e9ia para uma como\u00e7\u00e3o que, em terras cariocas, h\u00e1 muito tempo n\u00e3o se via. Inevit\u00e1vel n\u00e3o perceber que ap\u00f3s o estampido final da can\u00e7\u00e3o, todo o teatro j\u00e1 aplaudia de p\u00e9 e por alguns minutos a performance que parecia ter encerrado ali mesmo o show. De p\u00e9, todos da banda e tamb\u00e9m da orquestra recebiam ainda intrigados as palmas que vinham da audi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas o show n\u00e3o acabou. Podia acabar ali, mas Marcelo Jeneci emendou no piano, em tom intimista, uma can\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o acabada antes de chamar ao palco seu char\u00e1 Camelo, outro que encontra na critica nacional outros tantos adjetivos ranzinzas para com sua obra e sua pessoa em um ponto imposs\u00edvel, para alguns, desassociar um e outro. No palco, apenas os dois. E foram tr\u00eas da obra do ex-hermano: &#8220;Doce Solid\u00e3o&#8221; (com Jeneci e Laura ao piano), &#8220;Liberdade&#8221; (com Jeneci na sanfona) e &#8220;Pois \u00e9&#8221; (esta remanescente do \u00faltimo \u00e1lbum do Los Hermanos e executada em um improviso, com Jeneci ao piano), todas cantadas em un\u00edssono pela plat\u00e9ia. N\u00e3o restava muita coisa. A plat\u00e9ia que j\u00e1 tinha decretado uma linha de chegada imagin\u00e1ria parecia jogar champagne no p\u00f3dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jeneci ainda cometeu a provoca\u00e7\u00e3o de uma declara\u00e7\u00e3o que pode parecer exagerada. &#8220;Eu s\u00f3 escrevi todas as minhas m\u00fasicas por causa das m\u00fasicas desse cara&#8221;, dizia olhando para Camelo. N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o exagerado assim. Um \u00e1s da sanfona, Jeneci s\u00f3 comp\u00f4s o repert\u00f3rio de &#8220;Feito pra Acabar&#8221; ao escutar \u201cVentura\u201d, \u00faltimo sopro da obra hermana, enquanto excursionava com Vanessa da Mata. Foi por essas bandas de tempo que resolveu abra\u00e7ar o viol\u00e3o e a guitarra. E foi a guitarra a bola da vez em um encerramento com ecos de Mutantes e Jovem Guarda em &#8220;Pense Duas Vezes&#8221; (parceria dele com Arnaldo Antunes e Ortinho) e &#8220;Do Outro Lado da Cidade&#8221;, este um cover cl\u00e1ssico de Roberto Carlos. Haveria um bis, haveria at\u00e9 Tulipa Ruiz novamente no palco (para dividir &#8220;Copo D&#8217;agua&#8221;), mas d\u00favidas, essas se dissiparam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em \u00eaxtase, o casal que se beija agora sabe quem \u00e9 Marcelo Jeneci, um cara que come\u00e7ou a tocar h\u00e1 pouco nas r\u00e1dios adultas. Onde estivesse, Chico C\u00e9sar talvez se lembrasse de quando um moleque, virtuose na sanfona, com seus 17 anos, substitiu um de seus m\u00fasicos, na turn\u00ea subsequente ao sucesso de &#8220;Mama \u00c1frica&#8221;. Colocando os fones do iPod no ouvido e rumando porta \u00e0 fora, a molecada, que j\u00e1 sabia, pelo YouTube, por blogs e por listas, quem era Marcelo Jeneci, saiu com cara de que, do Teatro Oi Casa Grande pra frente, muitas avalia\u00e7\u00f5es dali pra frente n\u00e3o ser\u00e3o as mesmas. Afinal, ao contr\u00e1rio das m\u00fasicas, algumas opini\u00f5es s\u00e3o feitas pra acabar.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6957 aligncenter\" title=\"jeneci_ronca_ronca2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/jeneci_ronca_ronca2.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"666\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/jeneci_ronca_ronca2.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/jeneci_ronca_ronca2-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Yuri Castro \u00e9 jornalista e produtor das r\u00e1dios Litoral FM e Gazeta AM<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Fotos do site do <a href=\"http:\/\/roncaronca1.tempsite.ws\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ronca Ronca<\/a>. Veja mais fotos da noite <a href=\"http:\/\/roncaronca1.tempsite.ws\/site\/2011\/01\/11\/2036\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Yuri de Castro\nDe ponta a ponta do \u00e1lbum Feito pra Acabar, Jeneci, ora no piano, ora na sanfona, ora no viol\u00e3o, ia espalhando simpatia e sorrisos\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/01\/17\/a-vitoria-despercebida-de-jeneci\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6955"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6955"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6955\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73632,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6955\/revisions\/73632"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6955"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6955"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6955"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}