{"id":69311,"date":"2022-09-12T02:11:29","date_gmt":"2022-09-12T05:11:29","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=69311"},"modified":"2022-09-26T01:00:07","modified_gmt":"2022-09-26T04:00:07","slug":"entrevista-marcelo-tofani-analisa-o-efeito-rosa-neon-e-fala-sobre-sua-carreira-solo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/09\/12\/entrevista-marcelo-tofani-analisa-o-efeito-rosa-neon-e-fala-sobre-sua-carreira-solo\/","title":{"rendered":"Entrevista: Marcelo Tofani analisa o efeito Rosa Neon e fala sobre sua carreira solo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por&nbsp;<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marcelo Tofani \u00e9 um dos bons exemplos do que a efervescente cena das Minas Gerais tem a oferecer. Seu nome est\u00e1 associado ao Rosa Neon, grupo formado em 2018 por ele, Luiz Gabriel Lopes, Mariana Cavanellas, Marina Sena e o produtor BAKA, e que fez barulho no cen\u00e1rio nacional gra\u00e7as ao sucesso instant\u00e2neo de singles como \u201cOmbrim\u201d, \u201cFala L\u00e1 pra Ela\u201d, \u201cPirra\u00e7a\u201d e \u201cVai Devagar\u201d (com Djonga).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o encerramento das atividades da banda em 2021, Marcelo vem dirigindo suas aten\u00e7\u00f5es para sua carreira solo. Seu single mais recente \u00e9 \u201c<a href=\"https:\/\/links.altafonte.com\/a3gk250\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Certificar<\/a>\u201d, can\u00e7\u00e3o em que flerta com sonoridades setentistas com ares pop contempor\u00e2neos. A faixa \u00e9 uma pr\u00e9via do primeiro \u00e1lbum a ser lan\u00e7ado em novembro desse ano pelo selo AQuadrilha, encabe\u00e7ado pelo rapper mineiro Djonga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa abaixo, Tofani fala sobre o in\u00edcio da sua rela\u00e7\u00e3o com o universo da m\u00fasica, as diferen\u00e7as de se trabalhar nos formatos solo e em grupo, o sucesso espont\u00e2neo de seu ex-grupo, a aproxima\u00e7\u00e3o e afinidade com o rapper Djonga, suas refer\u00eancias musicais, planos futuros e muito mais. Confira!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Marcelo Tofani - Certificar\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ja_SpH3WKgY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Desde os tempos de Rosa Neon, o flerte e a identifica\u00e7\u00e3o com a linguagem pop t\u00eam norteado o seu fazer musical. Nesse sentido, como se deu a sua rela\u00e7\u00e3o com esse universo e em que momento ele se tornou evidente ao ponto de que decidisse seguir nesse meio?<\/strong><br \/>\nDesde que comecei a me interessar por m\u00fasica e depois comecei a criar a minha, sempre consumi e criei m\u00fasica pop em diversos ritmos e sem saber, de uma forma totalmente inconsciente do que era o pop, mas aquele tipo de est\u00e9tica e melodia me interessava muito. Falar de coisas complexas de forma simples, sabe? Me tocava muito, sempre me tocou e em algum momento por conta da vida e conjuntura das coisas, comecei minha carreira dentro de um lugar que n\u00e3o era pop e nesse lugar eu me sentia um estranho no ninho, porque senti que minhas m\u00fasicas pareciam bobas, que n\u00e3o eram rebuscadas o suficiente e um pouco antes do Rosa Neon, tive o clique do que eu gostava mesmo de fazer e me reconhecer enquanto um compositor e um cantor pop, o que quer que seja o pop.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda falando sobre seu projeto anterior, o Rosa Neon foi um supergrupo que uniu um grande time de m\u00fasicos e compositores, mas encerrou as atividades em 2021. Desde ent\u00e3o voc\u00ea tem dedicado suas aten\u00e7\u00f5es para a carreira em formato solo. Quais foram as diferen\u00e7as essenciais que voc\u00ea tem em compara\u00e7\u00e3o aos dois formatos?<\/strong><br \/>\nAcho que carreira solo nunca \u00e9 um trabalho solo e isso \u00e9 o mais legal, poder seguir colaborando com outros artistas, compositores, produtores e a equipe sempre junto colaborando tamb\u00e9m. E eu n\u00e3o comecei necessariamente com a banda, e sim com a carreira solo, eu tive um tempinho ali de carreira solo antes de ter o Rosa Neon e senti assim um gostinho do que eu sinto hoje. Eu era muito jovem, estava totalmente na loucura, totalmente \u201cOutsider\u201d, e aprendi muito com o Rosa, foi uma experi\u00eancia muito nova pra mim e muita coisa aconteceu em pouco tempo, n\u00e9? O aprendizado foi gigantesco, eu vivi muitos anos em s\u00f3 dois anos, saca? e eu gosto muito de estar solo agora criativamente, mostrando pras pessoas mais do meu universo. E eu acho que a carreira solo tem muito disso, at\u00e9 quando voc\u00ea n\u00e3o est\u00e1 falando necessariamente sobre voc\u00ea, tem uma carga muito pessoal, que n\u00e3o tem necessariamente em grupo, isso dilui bastante na forma como a galera absorve. Ent\u00e3o eu gosto de poder estar criando livremente, apontando pro caminho que eu quero enquanto indiv\u00edduo e claro, sempre colaborando porque esse \u00e9 meu maior tes\u00e3o na m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Recentemente assisti a uma apresenta\u00e7\u00e3o da Marina Sena, sua colega de Rosa Neon, e foi impressionante perceber como &#8220;Ombrim&#8221; segue viva no cora\u00e7\u00e3o das pessoas. Qual \u00e9 o principal legado do grupo na sua percep\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nAcho que para o p\u00fablico, sem sombra de d\u00favidas, o maior legado que deixamos s\u00e3o as obras, as m\u00fasicas, o \u00e1lbum porque quem conheceu a \u201clabareda\u201d que era o Rosa Neon sempre que quiser vai poder voltar e revisitar quando sentir saudade. \u00c9 eterno, n\u00e9? As m\u00fasicas v\u00e3o estar a\u00ed pra sempre, sempre chega gente nova, sempre pessoas novas conhecendo e se identificando com o som. E tem um segundo legado que eu acho t\u00e3o importante quanto o da est\u00e9tica: talvez seja pretensioso da minha parte, mas n\u00f3s faz\u00edamos clipes com pouqu\u00edssima grana parecerem produ\u00e7\u00f5es grandes, saca? E a gente tinha uma esp\u00e9cie de \u201cdel\u00edrios de Anitta\u201d pra uma banda indie naquela \u00e9poca e no momento n\u00e3o era uma coisa t\u00e3o comum. Eu sinto que hoje em dia os artistas indie tem muito mais const\u00e2ncia, consist\u00eancia e cuidado com os clipes, o visual no geral assim. E eu acho que o Rosa Neon trouxe muito isso, n\u00e9? O Rosa foi uma banda que estava no cen\u00e1rio independente, mas o nosso visual parecia ser de artistas grandes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Certificar&#8221;, seu mais recente single, \u00e9 uma pr\u00e9via do novo disco que est\u00e1 por vir nesse segundo semestre e foi lan\u00e7ado com a chancela do selo AQuadrilha, capitaneado pelo rapper Djonga. Como se deu a aproxima\u00e7\u00e3o entre voc\u00eas e qual a import\u00e2ncia de ter o seu nome vinculado ao selo?<\/strong><br \/>\nMinha amizade com Djonga come\u00e7ou l\u00e1 em 2015, bem antes do Rosa Neon, eu tinha acabado de lan\u00e7ar um EP solo que hoje em dia nem est\u00e1 mais no ar e o Djonga tinha acabado de lan\u00e7ar um EP solo tamb\u00e9m que hoje n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel. Mas nessa \u00e9poca, como BH n\u00e3o estava acontecendo tanta coisa quanto est\u00e1 acontecendo hoje, a gente se conheceu com um escutando o som do outro e depois um amigo em comum nos apresentou e resolvemos fazer um show juntos. Fizemos o show numa casa que chama \u201cMatriz\u201d em BH e eu lembro at\u00e9 hoje; deu cinquenta pessoas nesse show, cada um ganhou R$70 e foi feliz pra casa. Nesse show a gente tocava as m\u00fasicas do meu EP, eu e a banda que me acompanhava e a\u00ed, continu\u00e1vamos no palco, o Djonga entrava, a gente tocava e ele cantava as m\u00fasicas do EP dele. Eu acho que eu estar n\u2019A Quadrilha hoje e eu assinar com o selo, \u00e9 um sintoma dessa amizade, dessa parceria que temos de muito tempo, ele foi um cara fundamental no processo do Rosa Neon e no processo da minha carreira no geral e era natural que n\u00f3s permanecemos juntos e o que eu acho mais legal disso tudo \u00e9 o fato deu ser um dos poucos artistas d\u2019A Quadrilha que n\u00e3o \u00e9 rapper e mostra muito essa minha realidade de querer colaborar com artistas de outras viv\u00eancias e ritmos e n\u00e3o querer e nem conseguir encaixotar a minha m\u00fasica dentro de um s\u00f3 ritmo, n\u00e9? Pra mim o pop \u00e9 um g\u00eanero que absorve ritmos, como uma esponja.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O single e o clipe de &#8220;Certificar&#8221; s\u00e3o carregados de refer\u00eancias musicais que v\u00e3o desde os Bee Gees ao Jamiroquai. Num exerc\u00edcio de mapear a sua mente enquanto compositor, quais s\u00e3o os artistas, de ontem e de hoje, que fazem a sua cabe\u00e7a?<\/strong><br \/>\nSempre que chega nessa pergunta em qualquer entrevista \u00e9 a parte que eu travo, pra mim \u00e9 quase imposs\u00edvel responder porque eu sou aquele cara que est\u00e1 aberto a ouvir qualquer tipo de som e que ouve artistas de g\u00eaneros totalmente diversos, acho que isso \u00e9 muito um sintoma da minha gera\u00e7\u00e3o n\u00e9? A gera\u00e7\u00e3o que ouve divas pop e ao mesmo tempo gosta de rap e quando toca uma pisadinha pira tamb\u00e9m. Isso \u00e9 muito a nossa gera\u00e7\u00e3o, n\u00e9? Mas eu posso falar o que eu tenho ouvido; ultimamente escuto muito Bee Gees (obviamente, como disse na m\u00fasica), tenho ouvido muito Michael Jackson, Bad Bunny, reggaeton, Jo\u00e3o Gomes, Steve Lace. Tenho ouvido muita coisa, todos os dias eu procuro m\u00fasicas novas de todo g\u00eanero e ritmos. Minha parada \u00e9 m\u00fasica. Eu gosto de m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O novo \u00e1lbum ser\u00e1 lan\u00e7ado em novembro. At\u00e9 l\u00e1 ser\u00e1 lan\u00e7ado mais algum single? Quais s\u00e3o os planos futuros?<\/strong><br \/>\nVou lan\u00e7ar outro single antes do \u00e1lbum (e toma spoiler!) e essa m\u00fasica \u00e9 totalmente diferente do primeiro single e entre si teoricamente todas as m\u00fasicas do \u00e1lbum s\u00e3o diferentes umas das outras e esse \u00e9 o conceito do \u00e1lbum. Nos \u00faltimos tempos eu estava me sentindo meio perdido porque existe um padr\u00e3o que a ind\u00fastria coloca em cima do artista que \u00e9: se voc\u00ea fizer coisas muito diferentes umas das outras voc\u00ea n\u00e3o acerta ningu\u00e9m, voc\u00ea n\u00e3o vai ter p\u00fablico-alvo, tipo aquele papo meio de publicit\u00e1rio, e eu liguei o foda-se pra isso e estou a fim de fazer o que me vem na cabe\u00e7a, o que me vem no cora\u00e7\u00e3o, colaborar com artistas de g\u00eaneros diferentes e \u00e9 essa minha versatilidade! Por que n\u00e3o? Eu sou um cara que passeia entre muitos lugares musicais, que cria pontes entre artistas que \u00e0s vezes n\u00e3o teriam nada a ver uns com os outros, repetindo pra refor\u00e7ar isso \u00e9 uma coisa que d\u00e1 muita alegria pra mim na m\u00fasica, me d\u00e1 muita alegria enquanto um cantor pop poder circular entre v\u00e1rios ritmos e colaborar com artistas de v\u00e1rios ritmos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-69312\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/marcelotofani2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/marcelotofani2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/marcelotofani2-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/marcelotofani2-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a>&nbsp; escreve no Scream &amp; Yell desde 2014.&nbsp;&nbsp;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Tofani fala sobre o in\u00edcio da sua rela\u00e7\u00e3o com o universo da m\u00fasica, as diferen\u00e7as de se trabalhar nos formatos solo e em grupo, o sucesso espont\u00e2neo de seu ex-grupo, a aproxima\u00e7\u00e3o e afinidade com o rapper Djonga, suas refer\u00eancias musicais&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/09\/12\/entrevista-marcelo-tofani-analisa-o-efeito-rosa-neon-e-fala-sobre-sua-carreira-solo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":69313,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[6123],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69311"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69311"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69311\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":69422,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69311\/revisions\/69422"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/69313"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69311"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69311"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69311"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}