{"id":6922,"date":"2011-01-12T18:08:46","date_gmt":"2011-01-12T20:08:46","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=6922"},"modified":"2023-03-29T01:01:04","modified_gmt":"2023-03-29T04:01:04","slug":"como-o-arctic-monkeys-salvou-o-rock","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/01\/12\/como-o-arctic-monkeys-salvou-o-rock\/","title":{"rendered":"Como o Arctic Monkeys salvou o rock"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6923 aligncenter\" title=\"arctic_monkeys\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/arctic_monkeys.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"382\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/arctic_monkeys.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/arctic_monkeys-300x189.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/palandi.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Eduardo Palandi<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uns anos atr\u00e1s eu perdi a paci\u00eancia com o rock. Foi por volta de 2003, quando o mundo era dominado por Strokes, White Stripes, Hives e outras bandas que traziam um som t\u00e3o in\u00f3cuo quanto seu discurso, t\u00e3o chato e an\u00f3dino que a \u00fanica coisa que inspiravam era a vontade de ir para casa dormir \u2013 de t\u00e3o entediante, nem valia a pena falar mal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tempo passou e alguns bons discos de rock sa\u00edram: o primeiro do Franz Ferdinand, de 2004; o &#8220;Pocket Revolution&#8221;, do dEUS, em 2005; &#8220;Tillbaka Till Samtiden&#8221;, do Kent, dois anos depois. Mas apesar de interessantes, esses trabalhos n\u00e3o tinham em si grandes motivos para acreditar que o rock estava bem. E enquanto isso, a imprensa especializada j\u00e1 antecipava a pr\u00f3xima melhor banda de todos os tempos: um quarteto de Sheffield, Inglaterra, chamado Arctic Monkeys.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar do nome da banda ser cretino, &#8220;Whatever People Say I Am, That&#8217;s What I&#8217;m Not&#8221;, disco sa\u00eddo em 2006, tinha l\u00e1 seus m\u00e9ritos. Em tempos de politicamente correto, era bom ver algu\u00e9m fumando na capa de um disco, e isso ainda era uma fina ironia que poderia ter rela\u00e7\u00e3o com o t\u00edtulo. Mas o conte\u00fado do \u00e1lbum era uma explos\u00e3o hormonal sem muito sentido, liderada por um vocalista que n\u00e3o sabia cantar. Decep\u00e7\u00e3o pura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, um ano depois veio &#8220;Favourite Worst Nightmare&#8221;, uma surpresa positiva: Alex Turner, o cantor, havia de fato aprendido a cantar, conteve sua efervesc\u00eancia juvenil e colocou, nas doze m\u00fasicas do disco, um retrato da molecada inglesa, algo bem geracional. Rela\u00e7\u00f5es com os colegas (&#8220;Brianstorm&#8221;), gostosas bobagens surgidas na cabe\u00e7a (&#8220;Fluorescent Adolescent&#8221;), bagun\u00e7a (&#8220;This House is a Circus&#8221;) est\u00e3o na receita de &#8220;Favourite Worst Nightmare&#8221;, uma del\u00edcia de se ouvir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas se as dez primeiras m\u00fasicas s\u00e3o festivas, sem descambar para o idiota, Alex Turner deixou para o final do \u00e1lbum duas can\u00e7\u00f5es que mostravam que os Arctic Monkeys eram, sim, uma banda especial. Em &#8220;Old Yellow Bricks&#8221; ele descasca algu\u00e9m que foge de sua vida e de seus problemas, achando que tudo ser\u00e1 melhor em outro lugar (o problema, no entanto, n\u00e3o \u00e9 o lugar, mas sim a pessoa. Acontece com mais freq\u00fc\u00eancia do que voc\u00ea imagina).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechando &#8220;Favourite Worst Nightmare&#8221; h\u00e1 uma pequena obra-prima, singelamente chamada &#8220;505&#8221;. \u00c9 um dos grandes momentos do desespero masculino na m\u00fasica pop, com uma letra autobiogr\u00e1fica sobre manter o amor vivo mesmo com a dist\u00e2ncia, as viagens e as diferen\u00e7as para a pessoa amada. Tem um verso perfeito, que diz &#8220;it seems that once again you&#8217;d have to greet me with goodbye&#8221; (&#8220;parece que mais uma vez voc\u00ea teve de me saudar com um adeus&#8221;), algo que talvez alguns leitores j\u00e1 tenham sentido ao menos uma vez na vida. Aqui, a molecada espinhenta de Sheffield mostrava um salto enorme de maturidade e aumentava as expectativas sobre o que viria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2008, Alex Turner lan\u00e7ou um projeto paralelo, ao lado de seu amigo Miles Kane. Batizado Last Shadow Puppets, foi feito com a mesma inspira\u00e7\u00e3o de &#8220;505&#8221;, uma mo\u00e7a chamada Alexa Chung, namorada de Turner. Todo apaixonado, o disco &#8220;The Age of the Understatement&#8221; era uma evolu\u00e7\u00e3o do som dos Monkeys, com orquestra\u00e7\u00f5es em todas as can\u00e7\u00f5es, clipes retr\u00f4s e uma indisfar\u00e7\u00e1vel empolga\u00e7\u00e3o rom\u00e2ntica. Exagero? Olhe, abaixo, uma foto da Alexa Chung. N\u00e3o foi \u00e0 toa&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6924 aligncenter\" title=\"arctic_monkeys_1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/arctic_monkeys_1.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ent\u00e3o surgiu \u201cHumbug\u201d (2009), terceiro disco dos Arctic Monkeys, que salvou o rock (ao menos para mim). Para quem conhece os dois primeiros discos, a introdu\u00e7\u00e3o mais calma, do timbre da guitarra at\u00e9 o vocal, surpreende. Quando a letra da primeira can\u00e7\u00e3o, &#8220;My Propeller&#8221;, diz &#8220;I can&#8217;t hold down the urgency&#8221;, ent\u00e3o, chega a soar ir\u00f4nico. Um clima western, sem clich\u00eas de chap\u00e9us e cavalos, toma conta do som. Algumas p\u00e1ginas de f\u00e3s acreditam que a m\u00fasica fale da pr\u00f3pria genit\u00e1lia do cantor, provavelmente por causa dos backing vocals l\u00e2nguidos e de trechos como &#8220;voc\u00ea tem que ir descendo devagar \/ e lubrificar essas chaves grudentas \/ conven\u00e7a-me, meu amor \/ e d\u00ea uma girada na minha h\u00e9lice&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sensualidade pura, que n\u00e3o caberia em outros momentos dos Monkeys. Como a revolta contida de &#8220;Crying Lightning&#8221;, onde Alex Turner fala de uma dona que se vale de dispositivos que os americanos conhecem como bitch shield e shit test, coisas do jogo amoroso. Ele conta um encontro com a doida que tenta manipul\u00e1-lo, descrevendo da postura corporal da mo\u00e7a at\u00e9 suas (p\u00e9ssimas) inten\u00e7\u00f5es. A cad\u00eancia da bateria, at\u00e9 sua pancadaria final, depois do terceiro minuto, tabela com a guitarra e o vocal, que sugere que o cara se deu bem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 menina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea conhece a express\u00e3o &#8220;guitarrada&#8221;? Essa \u00e9 a palavra que vem \u00e0 cabe\u00e7a para falar da terceira m\u00fasica de &#8220;Humbug&#8221;, &#8220;Dangerous Animals&#8221;. O animal perigoso da letra \u00e9 a garota que ele ama, que lhe deixa pirado, lhe tira o equil\u00edbrio e lhe crava o salto da bota no cora\u00e7\u00e3o, como diz a letra. Mas o grande destaque aqui \u00e9 a guitarra de Jamie Cook, que brilha duas vezes: a primeira, a 1 minuto cravado, com um solo que aumenta a tens\u00e3o de encontrar o animal perigoso; a segunda, a 2:24, numa sequ\u00eancia de palhetadas que parece estar ressoando na cabe\u00e7a de quem cruza o caminho da mo\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem m\u00fasicas que d\u00e3o vontade de dan\u00e7ar, outras d\u00e3o vontade de dirigir, outras de ir \u00e0 praia, por exemplo. &#8220;Secret Door&#8221;, a quarta faixa do \u00e1lbum, faz ter vontade de&#8230; rezar. De correr para a igreja mais pr\u00f3xima, acompanhar uma missa em latim e permanecer l\u00e1 dentro orando at\u00e9 que a alma esteja finalmente salva. Essa sensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se relaciona com a letra, um tanto psicod\u00e9lica e que fala, exatamente, de portas secretas que se abrem para mundos diferentes. A guitarra, em peculiar afina\u00e7\u00e3o, se junta a um \u00f3rg\u00e3o mixado bem baixinho para jogar os ouvintes na metade dos anos 1970. Nem o fato de a letra ter um palavr\u00e3o tira de &#8220;Secret Door&#8221; o t\u00edtulo de melhor m\u00fasica de &#8220;Humbug&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Potion Approaching&#8221;, que a sucede, tem jeito de ter sido das primeiras m\u00fasicas a serem escritas para o disco, j\u00e1 que guarda alguma sonoridade de &#8220;Favourite Worst Nightmare&#8221;. A letra, bem mais refinada, entrega o medo de botar um relacionamento a perder: &#8220;tenho esse ego mec\u00e2nico (&#8230;) eu preferia que ela fosse um desenho animado \/ se eu pudesse ser outra pessoa por uma semana \/ eu preferia pass\u00e1-la correndo atr\u00e1s de voc\u00ea&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda metade do \u00e1lbum come\u00e7a com &#8220;Fire and the Thud&#8221;, uma baladinha discreta que conta com os backing vocals de Alisson Mosshart, do Kills, e que pode ser resumida num peda\u00e7o de sua bela letra: &#8220;um dia depois que voc\u00ea roubou-me o cora\u00e7\u00e3o \/ tudo que eu tocava me dizia que seria melhor dividido com voc\u00ea&#8221;. \u00c9 a deixa para uma das mais belas baladas de corno feitas nessa d\u00e9cada, &#8220;Cornerstone&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6925 aligncenter\" title=\"arctic_monkey6s3\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/arctic_monkey6s3.jpg\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se da hist\u00f3ria de um p\u00e9 na bunda superado quando n\u00e3o se sabe exatamente se \u00e9 isso o que desejamos. Melhor explicar: \u00e0s vezes voc\u00ea acha uma pessoa muito especial e a conquista, depois de muito brigar por ela. A\u00ed vem a fase de manter a rela\u00e7\u00e3o. Normalmente se consegue, mas \u00e0s vezes n\u00e3o d\u00e1, e voc\u00ea a perde. Nesse caso voc\u00ea vai atr\u00e1s de alguma outra pessoa para substitu\u00ed-la, mas ent\u00e3o voc\u00ea descobre que n\u00e3o \u00e9 qualquer uma que pode ficar no lugar: seu n\u00edvel de exig\u00eancias aumentou e voc\u00ea n\u00e3o quer menos do que tinha antes. \u00c0s vezes n\u00e3o quer nem algu\u00e9m do mesmo patamar. Quer mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim Alex Turner procura em todas as meninas aquilo que tinha na outra, inclusive pedindo para cham\u00e1-las pelo nome da ex. \u00c9 a maior m\u00fasica de corno desde a vers\u00e3o ac\u00fastica que Matogrosso &amp; Mathias gravaram para &#8220;24 Horas de Amor&#8221;, em 2003 \u2013 mas com um final feliz, desta vez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A influ\u00eancia do produtor Josh Homme (\u201co\u201d Queens of The Stone Age), que at\u00e9 ent\u00e3o havia sido discreta, livrando &#8220;Humbug&#8221; de m\u00e1culas, se mostra mais forte em &#8220;Dance Little Liar&#8221;, sem que isso seja um ponto ruim. Ao contr\u00e1rio, \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o que mistura, com maestria, um maior peso a um clima dark, uns vocais abafados a um baixo marcante. &#8220;Pretty Visitors&#8221; \u00e9 outra que poderia caber no disco anterior, com uma bateria arrasadora cobrindo uma letra menos sobre os novos sentimentos e mais sobre as impress\u00f5es de Alex Turner sobre sua turma, sua gera\u00e7\u00e3o, sua cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O disco fecha com o belo piano de &#8220;The Jeweller&#8217;s Hands&#8221;, uma reflex\u00e3o em terceira pessoa sobre a chegada \u00e0 idade adulta: hora de assumir os pr\u00f3prios erros, de n\u00e3o se deixar dominar por obsess\u00f5es, de manter a cabe\u00e7a no lugar. E lidar, com o cuidado das m\u00e3os de um joalheiro, com as coisas preciosas da vida. Ao contr\u00e1rio das faixas anteriores, onde o recado era dado em cerca de tr\u00eas minutos, essa aqui leva seis \u2013 dois deles para, sem a ang\u00fastia de &#8220;505&#8221;, Alex Turner proclamar: &#8220;se voc\u00ea tem uma li\u00e7\u00e3o para me ensinar, eu estou ouvindo, pronto para aprender&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E assim os Arctic Monkeys fizeram, em &#8220;Humbug&#8221;, o disco que marca a virada em sua carreira. Que mostra que chegar \u00e0 idade adulta n\u00e3o \u00e9, necessariamente, aliviar o peso das guitarras, financiar um apartamento ou concordar com tudo aquilo o que dizem. Ao contr\u00e1rio, d\u00e3o a cara a tapa, se irritam com o que est\u00e1 errado, mostram que malacos em jaquetas de moletom tamb\u00e9m amam. E tocam, ao longo dos pouco menos de 40 minutos do disco, com um tes\u00e3o que parecia que havia sido erradicado do rock no in\u00edcio da d\u00e9cada, sem precisar disfar\u00e7ar suas emo\u00e7\u00f5es em poses de roqueiro vintage.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Arctic Monkeys salvaram o rock. E pela primeira vez tenho um \u00eddolo mais novo do que eu.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6926 aligncenter\" title=\"arctic_monkeys4\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/arctic_monkeys4.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"395\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/arctic_monkeys4.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/01\/arctic_monkeys4-300x195.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eduardo Palandi, 29, \u00e9 branquelo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Leia tamb\u00e9m<\/strong><\/span><br \/>\n&#8211; &#8220;Whatever People Say I Am, That&#8217;s What I&#8217;m Not&#8221;, Arctic Monkeys, por Juliana Zambelo (<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/musicadois\/arcticmonkeys.htm\" target=\"_self\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cFavourite Worst Nightmare\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2007\/04\/12\/o-arctic-monkeys-continua-o-mesmo\/\">aqui<\/a>), &#8220;Humbug&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2009\/09\/17\/arctic-monkeys-dead-weather-brakes\/\">aqui<\/a>) e &#8220;At The Apollo&#8221; (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/01\/17\/diana-krall-arctic-monkeys-elvis-presley\/\">aqui<\/a>), por Mac<br \/>\n&#8211; Arctic Monkeys em S\u00e3o Paulo: sem punch, mas com pretendentes a cl\u00e1ssico, por Mac (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2007\/10\/29\/bjork-brilha-no-fraco-tim-festival-2007-em-sao-paulo\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Eduardo Palandi\nHumbug mostra que chegar \u00e0 idade adulta n\u00e3o \u00e9, necessariamente, aliviar o peso das guitarras e financiar um apartamento&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2011\/01\/12\/como-o-arctic-monkeys-salvou-o-rock\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":125,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6922"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/125"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6922"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6922\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73619,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6922\/revisions\/73619"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6922"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6922"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6922"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}