{"id":69139,"date":"2022-09-05T00:45:00","date_gmt":"2022-09-05T03:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=69139"},"modified":"2022-11-09T23:32:41","modified_gmt":"2022-11-10T02:32:41","slug":"entrevista-jose-miguel-wisnik-vao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/09\/05\/entrevista-jose-miguel-wisnik-vao\/","title":{"rendered":"Entrevista: Jos\u00e9 Miguel Wisnik lan\u00e7a &#8220;V\u00e3o&#8221; afirmando a vida e o desejo de beleza"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00fasico, ensa\u00edsta, professor s\u00eanior de literatura brasileira da Universidade de S\u00e3o Paulo, pai. Essas s\u00e3o algumas das diversas fun\u00e7\u00f5es \/ associa\u00e7\u00f5es que podem ser feitas a Jos\u00e9 Miguel Wisnik. Na m\u00fasica, Wisnik debutou com \u201cJos\u00e9 Miguel Wisnik\u201d, um trabalho independente em 1992. De l\u00e1 para c\u00e1 vieram \u201cS\u00e3o Paulo Rio\u201d (2000), \u201cP\u00e9rolas aos Poucos\u201d (2003), \u201cIndivis\u00edvel\u201d (2011) e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/08\/29\/download-na-ozzetti-e-ze-miguel-wisnik\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00e1 e Z\u00e9<\/a>\u201d (2015, com a cantora N\u00e1 Ozzetti), trabalhos que oscilam entre o erudito e o popular.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como escritor e ensa\u00edsta est\u00e3o entre as suas principais publica\u00e7\u00f5es \u201cO Som e o Sentido\u201d (1989), \u201cVeneno Rem\u00e9dio \u2013 O Futebol e o Brasil\u201d (2008) e \u201cMaquina\u00e7\u00e3o do Mundo \u2013 Drummond e a Minera\u00e7\u00e3o\u201d (2018). Autor premiado, Jos\u00e9 recebeu o Pr\u00eamio Jabuti da C\u00e2mara Brasileira do Livro (1978), o Trof\u00e9u Noel Rosa como compositor revela\u00e7\u00e3o (1989), o pr\u00eamio do Festival de Gramado (1989), o pr\u00eamio da APCA (1991, 1993 e 1995), o pr\u00eamio do Festival de Cinema do Cear\u00e1 (2001) e o Pr\u00eamio Liter\u00e1rio da Funda\u00e7\u00e3o Biblioteca Nacional (2019).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora em 2022 ele retorna com um novo trabalho discogr\u00e1fico, \u201cV\u00e3o\u201d, um \u00e1lbum bel\u00edssimo que traz \u00e0 tona a beleza da vida, mesmo em meio ao caos inerente a esses dias incertos. M\u00f4nica Salmaso, Arnaldo Antunes, Luiz Tatit, Paulo Neves, Sophia Chablau, integrantes da banda BaianaSystem (Junix, Seko e Japa System), Celso Sim, Carlos Renn\u00f3 foram alguns dos artistas que contribu\u00edram para o resultado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em entrevista concedida por e-mail, Wisnik fala sobre suas origens musicais, sua rela\u00e7\u00e3o com \u00e1rea acad\u00eamica, inten\u00e7\u00f5es alimentadas com o novo disco, a import\u00e2ncia do posicionamento pol\u00edtico, participa\u00e7\u00f5es especiais, os desafios de produzir um \u00e1lbum \u00e0 dist\u00e2ncia, o exerc\u00edcio da paternidade e a influ\u00eancia art\u00edstica na carreira dos filhos, planos futuros e muito mais. Leia abaixo!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"V\u00c3O - \u00e1lbum completo (Jos\u00e9 Miguel Wisnik)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/818iIttc_Uw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Primeiramente eu gostaria de fazer um elogio direcionado a sua musicalidade. \u00c9 interessante observar como voc\u00ea consegue atingir algo que imagino que n\u00e3o seja f\u00e1cil: transitar entre o erudito e o popular. Nesse sentido, como se deu a sua forma\u00e7\u00e3o enquanto musicista e como se deu o processo de constru\u00e7\u00e3o desta rela\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nMuito obrigado, Bruno. A minha forma\u00e7\u00e3o foi, de fato, feita toda nesse tr\u00e2nsito. Dos sete aos vinte anos estudei piano cl\u00e1ssico. Queria ser pianista de concerto e estava me encaminhando para isso. Aos 17 anos toquei como solista de concerto com a orquestra sinf\u00f4nica do Theatro Municipal o Concerto n. 2 de Saint-S\u00e4ens. Mas a vida de pianista cl\u00e1ssico n\u00e3o combinava pra mim com o mundo que a can\u00e7\u00e3o popular e a universidade me apresentavam \u00e0quela altura, em 1967 e 68. Foi uma crise muito grande quanto aos caminhos a seguir. Me vi perdido por um bom tempo, mas acabou prevalecendo o fato de que esse tr\u00e2nsito \u00e9 muito brasileiro, que Tom Jobim j\u00e1 passara por ele na m\u00fasica e Vin\u00edcius de Moraes na poesia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sua versatilidade transcende, inclusive, o universo da m\u00fasica indo ao encontro da \u00e1rea acad\u00eamica como professor e escritor. Como se deu a sua rela\u00e7\u00e3o com estas \u00e1reas e de que maneira elas se relacionam com a m\u00fasica? S\u00e3o elementos que se interrelacionam ou s\u00e3o conflitantes?<\/strong><br \/>\nEntrei no curso de Letras da USP querendo ser m\u00fasico e escritor, e sa\u00ed professor de literatura. As coisas eram conflitantes pra mim, naquela \u00e9poca. Achei que ser m\u00fasico exigia se dedicar exclusivamente \u00e0 m\u00fasica e que, portanto, eu n\u00e3o tinha o direito de ser m\u00fasico. Com o tempo vi que as coisas s\u00e3o mais fluidas. N\u00e3o s\u00f3 pra mim. Chico Buarque \u00e9 compositor e romancista, Caetano Veloso \u00e9 compositor e ensa\u00edsta, Arnaldo Antunes, Cacaso, Wally Salom\u00e3o, Alice Ruiz, s\u00e3o poetas do livro e da can\u00e7\u00e3o, Antonio C\u00edcero tamb\u00e9m, al\u00e9m de fil\u00f3sofo etc. Essa acaba sendo uma caracter\u00edstica da cultura brasileira. Acabei juntando isso com o trabalho di\u00e1rio de professor, que eu amo, e que \u00e9 o terceiro v\u00e9rtice do tri\u00e2ngulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;V\u00e3o&#8221; soa, para mim, como um registro bel\u00edssimo que traz \u00e0 tona a beleza da vida, mesmo em meio ao caos do contempor\u00e2neo. Para al\u00e9m desta tem\u00e1tica quais as inten\u00e7\u00f5es voc\u00ea alimentou para com esse novo disco?<\/strong><br \/>\nA principal \u00e9 essa que voc\u00ea mesmo disse, afirma\u00e7\u00e3o da vida e desejo de beleza, que as can\u00e7\u00f5es podem nos trazer, mesmo com o estado de coisas no mundo. Mas n\u00e3o quis lan\u00e7ar o disco sem que ele se referisse de alguma forma ao pesadelo do negacionismo, das fake news, da necropol\u00edtica, do neojaguncismo do desgoverno atual no Brasil (como acontece na faixa \u201cChorou e Riu\u201d). Ou do estado de mercantiliza\u00e7\u00e3o generalizada do mundo, quase sem v\u00e3o para que se respire fora disso (\u201cEstranha religi\u00e3o\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em entrevistas recentes voc\u00ea tem apontado as agruras do Brasil recente que v\u00ea se esfacelando, diariamente, \u00e1reas fundamentais ligadas a pesquisa acad\u00eamica e a cultura. Em tempos tenebrosos como os nossos qual a import\u00e2ncia da classe art\u00edstica se posicionar? Voc\u00ea acredita que este seja um exerc\u00edcio obrigat\u00f3rio?<\/strong><br \/>\n\u00c9 mais do que um exerc\u00edcio. Artista se posiciona sempre, queira ou n\u00e3o, no modo como exercita a linguagem. Falo do posicionamento art\u00edstico enquanto tal, n\u00e3o da tem\u00e1tica pol\u00edtica, necessariamente. A m\u00fasica transpira modos de se relacionar com a vida, com os outros, com o mundo. E n\u00e3o precisaria mais que isso. Mas, em tempos tenebrosos, \u00e9 preciso mais, \u00e9 preciso se posicionar politicamente, explicitamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seus discos costumam ser projetos de cria\u00e7\u00e3o coletiva. Para o \u00e1lbum mais recente, por exemplo, voc\u00ea reuniu um time diversificado de artistas \u2013 M\u00f4nica Salmaso, Arnaldo Antunes, Luiz Tatit, Paulo Neves, Sophia Chablau, integrantes da banda BaianaSystem, Celso Sim, Carlos Renn\u00f3. Como se d\u00e1 o processo de escolha de convidados? Como eles contribuem para o processo criativo como um todo?<\/strong><br \/>\nSim, cada uma dessas pessoas citadas \u00e9 um artista singular que representa, ao mesmo tempo, uma linhagem cultural. Eu sou muito das parcerias, das trocas. Acho que a arte \u00e9 o espa\u00e7o das poligamias. Os integrantes do Baiana System, por exemplo, Junix (guitarra), Seko (baixo) e Japa System (percuss\u00e3o), trouxeram algo da vibra\u00e7\u00e3o da \u201cReza Forte\u201d para \u201cEstranha Religi\u00e3o\u201d. Na mesma faixa, Sophia Chablau \u00e9 a voz jovem com a personalidade de quem tem uma banda roqueira pr\u00f3pria, Carina Iglecias traz a vibra\u00e7\u00e3o do Teatro Oficina e a maravilhosa Ilessi, no coro de \u201cChorou e Riu\u201d, a voz negra do Rio de Janeiro. Celso Sim \u00e9 um parceiro de longa data em shows meus, e nos conhecemos tamb\u00e9m no Oficina. Monica Salmaso e N\u00e1 Ozzetti s\u00e3o grandes cantoras profundamente paulistas. N\u00e1 tem um apego especial \u00e0 quest\u00e3o ambiental, e est\u00e1 n\u00e3o por acaso em \u201cO Jequitib\u00e1\u201d; Monica \u00e9 uma voz que d\u00e1 uma profundidade toda sua ao lirismo pol\u00edtico de \u201cChorou e Riu\u201d, que, al\u00e9m disso, dialoga com a bossa nova. Assim tamb\u00e9m os parceiros que voc\u00ea citou, cada um \u00e9 um e tem sua marca, mas o processo criativo como um todo vem sim da intera\u00e7\u00e3o dessas for\u00e7as diferentes, com uma resultante coletiva.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-69140\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Creditos_-Bob-Wolfenson-e-Elaine-Ramos-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Creditos_-Bob-Wolfenson-e-Elaine-Ramos-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Creditos_-Bob-Wolfenson-e-Elaine-Ramos-copiar-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Creditos_-Bob-Wolfenson-e-Elaine-Ramos-copiar-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O disco foi produzido parcialmente ao longo de dois anos, em meio a pandemia. Nesse sentido, quais foram os desafios de seguir produzindo nesse per\u00edodo? Produzir e gravar \u00e0 dist\u00e2ncia trouxe novos aprendizados?<\/strong><br \/>\nAtualmente ficou muito comum gravar \u00e0 dist\u00e2ncia, com m\u00fasicos que est\u00e3o em outras cidades e t\u00eam seus pr\u00f3prios est\u00fadios. O produtor de \u201cV\u00e3o\u201d, Al\u00ea Siqueira, mora em Portugal, e trabalhou de l\u00e1, sem problemas. As dist\u00e2ncias e o isolamento trouxeram restri\u00e7\u00f5es, principalmente, \u00e9 claro, para a realiza\u00e7\u00e3o de shows, mas expandiram os modos de intera\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como voc\u00ea j\u00e1 adiantou acima, &#8220;V\u00e3o&#8221; foi produzido por Al\u00ea Siquiera, produtor que, assim como voc\u00ea, tem transitado entre a erudito e a popular. Como se deu a aproxima\u00e7\u00e3o entre voc\u00eas e quais as contribui\u00e7\u00f5es ele traz ao seu fazer art\u00edstico?<\/strong><br \/>\nEssa j\u00e1 \u00e9 uma longa hist\u00f3ria. Conheci Al\u00ea Siqueira quando ele era ainda bem garoto (tem a idade do meu filho mais velho) e nos entendemos imediatamente. Ele tamb\u00e9m transita entre o erudito e o popular e conhece profundamente as mais diferentes linguagens musicais, al\u00e9m de se dar muito bem com os m\u00fasicos mais diversos. Nossa parceria come\u00e7ou com a trilha de \u201cParabelo\u201d (1997), feita para o Grupo Corpo. Para o grupo mineiro fizemos tamb\u00e9m \u201cOnqot\u00f4\u201d (2005) e \u201cSem Mim\u201d (2011). Al\u00e9m dos meus discos, temos a gl\u00f3ria de ter feito juntos \u201cDo C\u00f3ccix ao Pesco\u00e7o\u201d (2002), que trouxe Ela Soares de volta \u00e0 cena contempor\u00e2nea, e \u201cO Anel\u201d (2020), que abriu a maravilhosa temporada de homenagens a Ala\u00edde Costa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seus filhos (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/06\/17\/cds-curumin-transmissor-marina-wis\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marina<\/a> e Guilherme Wisnik) tamb\u00e9m contribu\u00edram musicalmente no novo disco. N\u00e3o \u00e9 de hoje que eles, assim como voc\u00ea, jogam, usando um jarg\u00e3o do futebol, &#8220;nas 11&#8221; atuando em v\u00e1rias frentes art\u00edsticas. Ent\u00e3o como pai que sou (de duas crian\u00e7as) e que gosta de abordar o universo da paternidade pergunto: como se deu a sua influ\u00eancia para que eles seguissem esse caminho? Foi algo natural ou foi necess\u00e1rio algum tipo de &#8220;interven\u00e7\u00e3o&#8221; (risos)?<\/strong><br \/>\nFoi totalmente natural. Fa\u00e7o parte de uma gera\u00e7\u00e3o em que, especialmente entre m\u00fasicos, a colabora\u00e7\u00e3o com os filhos \u00e9 muito grande. A can\u00e7\u00e3o popular brasileira foi a base da cria\u00e7\u00e3o deles, em casa. Al\u00e9m do Teatro Oficina. Marina tem duas parcerias comigo, no disco, \u201cRoma\u201d e \u201cAvesso V\u00e3o\u201d, que ela mesma canta, al\u00e9m de participar cantando em outras faixas. Guilherme \u00e9 parceiro em \u201cEstranha Religi\u00e3o\u201d, com uma letra na qual est\u00e1 encapsulada muita conversa entre n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seu primeiro disco comemora 30 anos agora em 2022. De l\u00e1 pra c\u00e1 sua discografia perpassou por trilhas e \u00e1lbuns solos. Olhando em retrospecto, voc\u00ea j\u00e1 imaginava o momento em que voc\u00ea est\u00e1 agora na sua carreira?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o, n\u00e3o me imaginava por antecipa\u00e7\u00e3o. Minha vida foi sempre a de ir tocando: tocando piano e tocando projetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por fim, sua nova turn\u00ea come\u00e7a agora em agosto. Como ser\u00e3o essas apresenta\u00e7\u00f5es? Quais s\u00e3o os planos futuros?<\/strong><br \/>\nAt\u00e9 aqui a prioridade era lan\u00e7ar o \u00e1lbum e fazer o show de lan\u00e7amento, com o privil\u00e9gio ainda de ter o clipe para \u201cO Jequitib\u00e1\u201d, todo com fotos especialmente feitas por Bob Wolfenson e montadas e dirigidas pelo coletivo Bijari (convido todo mundo para assistir logo abaixo). Agora estamos no v\u00e3o do mundo, menos com planos futuros prontos do que prontos para o presente, como diz a \u00faltima m\u00fasica do show: \u201ceu quero simplesmente \/ te dar um presente\u201d.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"O JEQUITIB\u00c1 _ videoclipe (Jos\u00e9 Miguel Wisnik\/Carlos Renn\u00f3)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3W4IRpHxXIw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0 escreve no Scream &amp; Yell desde 2014. A foto que abre o texto \u00e9 de Bob Wolfenson.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Agora em 2022 Wisnik retorna com um novo trabalho discogr\u00e1fico, \u201cV\u00e3o\u201d, um \u00e1lbum bel\u00edssimo que traz \u00e0 tona a beleza da vida, mesmo em meio ao caos inerente a esses dias incertos.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/09\/05\/entrevista-jose-miguel-wisnik-vao\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":69141,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[4838],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69139"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=69139"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69139\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":69143,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/69139\/revisions\/69143"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/69141"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=69139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=69139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=69139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}