{"id":68676,"date":"2022-08-19T13:03:23","date_gmt":"2022-08-19T16:03:23","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=68676"},"modified":"2022-09-13T14:31:15","modified_gmt":"2022-09-13T17:31:15","slug":"entrevista-de-bh-o-quarteto-falsa-luz-fala-sobre-seus-dois-novos-eps-punk-black-metal-e-lo-fi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/08\/19\/entrevista-de-bh-o-quarteto-falsa-luz-fala-sobre-seus-dois-novos-eps-punk-black-metal-e-lo-fi\/","title":{"rendered":"Entrevista: o quarteto Falsa Luz fala sobre seus novos EPs, &#8220;Obscurecido Pelo Fim&#8221; e &#8220;Acaba-Mundo&#8221;, punk, black metal e lo fi"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LuizMazetto1986\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luiz Mazetto<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Surgida em Belo Horizonte em meio ao isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19, em 2020, a banda brasileira <a href=\"https:\/\/falsaluz.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Falsa Luz<\/a> j\u00e1 tinha se destacado com a demo \u201cVozes Penadas\u201d lan\u00e7ada em 2020 \u2013 o que deve se repetir em 2022. Isso porque o grupo soltou recentemente dois lan\u00e7amentos de uma s\u00f3 vez: os EPs \u201cObscurecido pelo Fim\u201d e \u201cAcaba-Mundo\u201d. Apesar de propostas e formatos distintos, os \u00e1lbuns soam muito bem ouvidos em sequ\u00eancia e fazem muito sentido lado a lado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com quatro m\u00fasicas e cerca de 13 minutos, \u201c<a href=\"https:\/\/falsaluz.bandcamp.com\/album\/obscurecido-pelo-fim\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Obscurecido pelo Fim<\/a>\u201d (dispon\u00edvel em 7\u201d) traz basicamente uma continuidade da j\u00e1 citada demo de 2020, calcado no punk\/black metal, soando igualmente intenso e org\u00e2nico, fruto da escolha pela grava\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica\/ao vivo, que desta vez contou com o diferencial da masteriza\u00e7\u00e3o de Kris Lapke (Alberich). J\u00e1 \u201c<a href=\"https:\/\/falsaluz.bandcamp.com\/album\/acaba-mundo\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Acaba-Mundo<\/a>\u201d (dispon\u00edvel em formato leathe cut 5\u201d), composto por seis faixas de aproximadamente um minuto cada, mostra um outro lado da banda, mais minimalista e menos tradicional, com uma sonoridade lo-fi e reminisc\u00eancias do rock alternativo underground dos anos 1980.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista abaixo, os integrantes do Falsa Luz relembram como foi o surgimento e os primeiros passos do grupo, ainda de forma remota, destacam a import\u00e2ncia da banda para suas vidas, comentam sobre a recep\u00e7\u00e3o de \u201cVozes Penadas\u201d, explicam como foi o processo de cria\u00e7\u00e3o dos novos EPs, falam sobre a mudan\u00e7a de forma\u00e7\u00e3o de trio para quarteto e contam quais discos mudaram suas vidas. Confira abaixo!<\/p>\n<figure id=\"attachment_68683\" aria-describedby=\"caption-attachment-68683\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-68683 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/acabamundo.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"742\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/acabamundo.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/acabamundo-300x297.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-68683\" class=\"wp-caption-text\"><em>Arte da capa do EP &#8220;Acaba\u200b-\u200bMundo&#8221;, da Falsa Luz<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas disseram que o isolamento da pandemia, em 2020, foi a fa\u00edsca para o surgimento da banda. Mas podem contar mais sobre como foi esse come\u00e7o em termos pr\u00e1ticos? Esse in\u00edcio foi apenas \u00e0 dist\u00e2ncia, via troca online de ideias, grava\u00e7\u00f5es e refer\u00eancias, ou chegaram a se encontrar para uma intera\u00e7\u00e3o em pessoa, um ensaio ou algo no meio disso tudo?<\/strong><br \/>\nD.C. \u2013 Ent\u00e3o, at\u00e9 mesmo antes da pandemia, eu e o D.D. j\u00e1 est\u00e1vamos conversando sobre nossa frustra\u00e7\u00e3o com o ritmo de cada um, com seus projetos e bandas; e tamb\u00e9m com o que estava rolando ao nosso redor. Acho que a vida pr\u00e9-pandemia contribu\u00eda pra manter uma certa in\u00e9rcia e continuar vendo as coisas passarem, sem se mexer muito. Com o in\u00edcio do fim daquela vida, e agora com os contatos ocorrendo mais remotos, decidimos por o plano em pr\u00e1tica e a banda come\u00e7ou. Fizemos tudo completamente a dist\u00e2ncia f\u00edsica mesmo, ainda que estando a, literalmente, metros um do outro. Refer\u00eancia pra c\u00e1, base pra l\u00e1, linha de voz em casa, e por a\u00ed vai. Como quer\u00edamos um som mais org\u00e2nico, gravar separado e a dist\u00e2ncia n\u00e3o era uma op\u00e7\u00e3o, e ainda tinha a quest\u00e3o de termos desenhado as baterias no computador, mas de n\u00e3o querer esse som e rigidez nas m\u00fasicas. Convidamos nosso amigo G.N. para materializar essas bateras e finalmente a banda se encontrou, pela primeira vez em carne e osso, para alguns ensaios antes da grava\u00e7\u00e3o. J\u00e1 nesse processo ele demonstrou interesse em n\u00e3o s\u00f3 gravar, mas entrar na banda, e assim ficamos como um trio por um bom tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ainda sobre o in\u00edcio da banda, voc\u00eas falam nos sentimentos de \u201craiva, frustra\u00e7\u00e3o e tristeza pand\u00eamica\u201d como o combust\u00edvel para a fagulha do in\u00edcio do Falsa Luz. As letras desses primeiros lan\u00e7amentos (demo e dois EPs) s\u00e3o todas focadas na pandemia e nas suas consequ\u00eancias para o Brasil?<\/strong><br \/>\nD.C. \u2013 Acho que esses sentimentos n\u00e3o surgiram na pandemia, mas de certa forma se tornaram mais constantes e intensos face ao, ent\u00e3o, vislumbre com o fim. Sei que \u00e9 meio rid\u00edculo dizer isso, mas de certa forma as imposi\u00e7\u00f5es da crise sanit\u00e1ria conseguiram sinalizar de uma forma bem clara, para alguns, que algumas de nossas escolhas e valores estavam equivocados. Ainda que no fundo j\u00e1 sabendo disso, serviu para enxergar melhor no escuro. Ent\u00e3o acho que o termo \u201ccombust\u00edvel\u201d serve bem, porque a chama j\u00e1 estava l\u00e1. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s letras, acho que o Falsa Luz \u00e9 uma extens\u00e3o nossa, ent\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 os sons mas as letras s\u00e3o um resultado direto de como nos sentimos perante o mundo e processamos o que acontece aqui. Talvez, posso ariscar que \u00e9 uma das poucas rea\u00e7\u00f5es s\u00e3s para esses tempos modernos e deprimentes. As letras n\u00e3o s\u00e3o focadas na pandemia e na situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, ainda que seja poss\u00edvel interpretar algumas nesse sentido. Na verdade, quase sempre dizem respeito a essa guerra do homem moderno com a natureza e o obscuro. Acho que todos os sons s\u00e3o lamentos contra essa mentira que encenamos da vida moderna e da sociedade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68681\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/falsaluz4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"515\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/falsaluz4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/falsaluz4-300x206.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas pensam que a banda serviu como uma forma de terapia ou algo no sentido de ajudar a suportar o peso da realidade trazido\/aprofundado pela pandemia? E, olhando agora com um pouco de dist\u00e2ncia, qual a import\u00e2ncia de terem iniciado a banda naquele momento mais agudo da pandemia?<\/strong><br \/>\nD.C. \u2013 Acho que, acima de tudo, sempre odiei me sentir preso neste mundo, e a pandemia de certo modo refor\u00e7a esse sentimento seja pelas restri\u00e7\u00f5es ou seja pela proximidade com o fim disso aqui. Mas enxergar al\u00e9m da carne n\u00e3o nos liberta das garras da realidade e atrav\u00e9s desse tipo de som eu luto pela liberdade da minha mente e esp\u00edrito. Ent\u00e3o, come\u00e7ar a banda naquele momento foi essencial para aproveitar esses sentidos agu\u00e7ados e dar foco ao que est\u00e1vamos fazendo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D.D. \u2013 De fato, com essa vis\u00e3o agora mais distanciada daquele momento penso tamb\u00e9m que a ideia de colocar a banda em pr\u00e1tica funcionou, e at\u00e9, talvez de maneira inconsciente, como uma esp\u00e9cie de meio para mantermos um contato mais pr\u00f3ximo e di\u00e1rio enquanto amigos mesmo. Isso sem d\u00favida acabou sendo algo muito positivo no final das contas, tanto para o resultado musical quanto para enfrentarmos a pandemia juntos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">G.N. \u2013 Ingressar na banda foi fundamental pra que eu me reestabelecesse em termos de sa\u00fade mental e at\u00e9 mesmo fisicamente. Depois de meses trancados em casa, refletindo minha vida e algumas escolhas, ficou claro que eu precisava voltar a investir um tempo no que realmente amo na m\u00fasica, que \u00e9 tocar bateria em sons r\u00e1pidos e cat\u00e1rticos. Foi como uma terapia, mas tamb\u00e9m um reencontro. Acho que uma banda vai muito al\u00e9m da m\u00fasica e nada foi mais saud\u00e1vel, pra mim, que fazer planos com amigos importantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Os nomes\/hist\u00f3ricos e rostos dos integrantes nunca s\u00e3o mostrados. Por que isso? Essa decis\u00e3o de n\u00e3o trazer esse protagonismo, vamos dizer, para as pessoas em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00fasica era algo que j\u00e1 pensavam desde o in\u00edcio da banda?<\/strong><br \/>\nD.C. \u2013 Como eu falei, eu vejo o Falsa Luz como nossa extens\u00e3o. N\u00e3o estamos criando personagens ou criando uma narrativa fantasiosa. Acho que d\u00e1 pra descobrir tudo o que voc\u00ea precisa saber sobre n\u00f3s, escutando as m\u00fasicas e apreciando todo seu entorno (letras, artes..). Ent\u00e3o, no final das contas, n\u00e3o tem relev\u00e2ncia o que a minha carteira de identidade diz. N\u00e3o tem relev\u00e2ncia em quantas bandas tocamos ou o que alcan\u00e7amos com elas. Al\u00e9m do mais, acho que com o iluminismo intern\u00e9tico as pessoas se tornaram mal-acostumadas em saber mais do que precisam sobre as outras e a moldar seus gostos e interpreta\u00e7\u00f5es baseando-se em fatores que n\u00e3o importam. Ent\u00e3o, de certa forma, nossos nomes e rostos s\u00e3o irrelevantes.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68680\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/falsaluz3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"606\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/falsaluz3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/falsaluz3-300x242.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas s\u00e3o de Belo Horizonte, que \u00e9 conhecida hist\u00f3rica e mundialmente pela cena de metal extremo, que surgiu l\u00e1 nos anos 1980, que inicialmente ficou marcado por um som mais cru, que conscientemente ou n\u00e3o, sempre me trouxe uma liga\u00e7\u00e3o com o punk\/hardcore \u00e0 mente. Esse legado e essas bandas influenciam\/influenciaram de alguma forma o Falsa Luz?<\/strong><br \/>\nD.C. \u2013 Com certeza. Talvez nem tanto no som, at\u00e9 porque acho que aquela selvageria foi algo espec\u00edfico, \u00fanico e exclusivo daquela cena e \u00e9poca. Claro que existem bandas emulando aquele som at\u00e9 hoje, mas nunca chega perto de despertar os mesmos sentimentos. \u00c9 dif\u00edcil achar algo t\u00e3o chocante como o I.N.R.I. hoje em dia, imagina em 87. Acho que, a influ\u00eancia, talvez, seja mais no esp\u00edrito. Fazer um som mais pr\u00f3ximo do que voc\u00ea quer fazer sem se preocupar com estruturas. Ou talvez, no sentido de deixar o esp\u00edrito mais livre para toda aquela agressividade transbordar de uma forma natural. E acho que a liga\u00e7\u00e3o com o punk est\u00e1 nesse lugar tamb\u00e9m, al\u00e9m do som, o de usar mais da energia e menos da t\u00e9cnica e n\u00e3o necessariamente na jun\u00e7\u00e3o das refer\u00eancias. Essa ideia batida de fazer umas bases motorheadianas com bateria d-beat de hoje em dia n\u00e3o nos interessa. O \u201cpunk\u201d \u00e9 muito mais do que as bandas, e o \u201cblack metal\u201d tamb\u00e9m.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D.D. \u2013 Me lembro de conversar muito com o D.C. sobre o modo como essas bandas surgiram e como os \u00e1lbuns eram feitos em BH nessa \u00e9poca, no sentido da falta de instrumentos, falta de condi\u00e7\u00f5es e tempo em est\u00fadio, gravando tudo junto ao vivo, sem muito apre\u00e7o t\u00e9cnico com a execu\u00e7\u00e3o das m\u00fasicas, mas sim com a agressividade, etc&#8230; N\u00e3o \u00e9 novidade para ningu\u00e9m, o sujeito ia no Gauguin com os instrumentos que tinha, usava o equipamento que tinha no est\u00fadio com um t\u00e9cnico, na maioria das vezes, nada \u201cmetal\u201d e tinha um dia para gravar e mixar todos os 10 sons do disco. \u00c9 claro que hoje em dia n\u00e3o teria como reproduzirmos exatamente esses processos de produ\u00e7\u00e3o e grava\u00e7\u00e3o, e nem era a inten\u00e7\u00e3o, mas sim de fazer algo mais simples e direto mesmo, mas dentro do nosso universo e tempo. Passar por cima de erros de execu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o fazer edi\u00e7\u00f5es, respeitarmos os defeitos t\u00e9cnicos de mesas e equipamentos antigos e por a\u00ed vai. Essas limita\u00e7\u00f5es dos anos 1980, n\u00e3o s\u00f3 aqui, mas de uma maneira global, tiveram um efeito \u00fanico naquelas grava\u00e7\u00f5es, e, sem d\u00favida, fomos em busca de um pouco disso tamb\u00e9m para nossas m\u00fasicas, ainda que de uma forma diferente e contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nos \u00faltimos anos, temos visto cada vez mais bandas de metal e punk\/HC do Brasil com letras em portugu\u00eas, enquanto at\u00e9 alguns anos atr\u00e1s o padr\u00e3o sempre era fazer tudo em ingl\u00eas. Por que essa escolha por parte da banda, qual a import\u00e2ncia de colocar suas ideias no seu idioma original? E como veem essa mudan\u00e7a por aqui?<\/strong><br \/>\nD.C. \u2013 Naquele sentido de que a banda \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o de n\u00f3s mesmos, n\u00e3o faria sentido ser diferente. E pessoalmente, acho que, dialetos diferentes do ingl\u00eas (quando segunda l\u00edngua) geralmente trazem uma sinceridade e agressividade incompar\u00e1vel no final. Nunca tivemos essa necessidade de ser aceito por uma maioria a ponto de buscar escolhas que facilitassem a \u201caceita\u00e7\u00e3o\u201d dos sons. Ai no final das contas nem foi uma \u201cescolha\u201d mesmo, mas a \u00fanica op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D.D. \u2013 Um \u00e1lbum como o \u201cCentelha\u201d, por exemplo, me impactou bastante quando conheci. Ouvi ali uma banda de metal\/hardcore com letras relevantes em portugu\u00eas, que desciam macias aos ouvidos e que tiveram excelente repercuss\u00e3o mesmo fora do Brasil. Penso que, por essas e outras, o caminho j\u00e1 est\u00e1 muito bem pavimentado para que as bandas daqui abracem o portugu\u00eas de um jeito bem mais natural, j\u00e1 que hoje em dia temos muito mais refer\u00eancias de coisas que funcionaram na nossa l\u00edngua, tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68679\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/falsaluz2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"532\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/falsaluz2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/falsaluz2-300x213.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/falsaluz2-120x85.jpg 120w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O primeiro lan\u00e7amento da banda, a demo \u201cVozes Penadas\u201d (2020), teve uma \u00f3tima recep\u00e7\u00e3o, tendo inclusive sendo citada pelo jornalista e autor brasileiro F\u00e1bio Massari (ex-MTV e 89FM) na lista dos seus discos favoritos de 2020 no ano passado. Como foi para voc\u00eas ter essa recep\u00e7\u00e3o t\u00e3o boa logo de cara e ainda serem citados e destacados pelo Massari (muita gente parece ter conhecido a banda por essa indica\u00e7\u00e3o dele, pelos coment\u00e1rios que vejo no YouTube)? Isso trouxe ainda mais combust\u00edvel para trabalhar nos novos trabalhos?<\/strong><br \/>\nD.C. \u2013 Isso nos pegou completamente desprevenidos. Quando lan\u00e7amos a demo no finalzinho de 2020, enviamos para alguns amigos, postamos em poucos lugares online, e foi isso. Uma noite recebi o link pra lista dele e at\u00e9 hoje nos perguntamos como chegou ali. Como eu j\u00e1 cansei de correr atr\u00e1s das recomenda\u00e7\u00f5es do \u201cReverendo\u201d na \u00e9poca do Lado B, me ver do outro lado dessa din\u00e2mica foi demais. Acho que a repercuss\u00e3o, de uma forma geral, foi bem inesperada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D.D \u2013 Confesso que fiquei orgulhoso com as manifesta\u00e7\u00f5es do F\u00e1bio Massari sobre o Falsa Luz. A gera\u00e7\u00e3o dele certamente teve participa\u00e7\u00e3o na minha forma\u00e7\u00e3o musical. Foi um reconhecimento valioso para mim. No geral, essa repercuss\u00e3o positiva nos fez refletir sobre como \u00e9 sempre melhor seguir sua intui\u00e7\u00e3o art\u00edstica sem nenhuma amarra que venha de dentro ou de fora. De um jeito inesperado, pessoas de diferentes mundos acabaram se envolvendo com o que a gente faz, atrav\u00e9s da recomenda\u00e7\u00e3o dele. No mais, penso que o Falsa Luz \u00e9 um resultado bem natural do que sou e escuto hoje, e isso acaba me fazendo ficar muito envolvido com a banda e, sim, sempre pensando em material novo. J\u00e1 h\u00e1 algum tempo eu n\u00e3o me via compondo e produzindo tanto quanto agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">G.N \u2013 Eu cresci sabendo que o Massari era uma refer\u00eancia de m\u00fasica alternativa boa, ent\u00e3o definitivamente foi extremamente gratificante e incentivador descobrir que est\u00e1vamos na lista dele. E foi engra\u00e7ado porque a discri\u00e7\u00e3o da banda em redes sociais fez com que n\u00e3o soub\u00e9ssemos na hora. Eu sempre vi muita sinceridade nas composi\u00e7\u00f5es do D.D. e D.C., mas era um universo, n\u00e3o s\u00f3 musicalmente, mas at\u00e9 em simples escolhas, do qual eu n\u00e3o fazia parte. Ent\u00e3o toda essa recep\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m deixou claro pra mim que a verdade e a despretens\u00e3o s\u00e3o os caminhos mais curtos pra alcan\u00e7ar as pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sobre os novos trabalhos, gostaria de falar primeiro sobre o \u201cObscurecido pelo Fim\u201d, que traz uma sonoridade mais pr\u00f3xima da demo, soando como uma evolu\u00e7\u00e3o direta do que foi apresentado naquelas primeiras m\u00fasicas. Voc\u00eas me falaram que o processo de grava\u00e7\u00e3o anal\u00f3gica da demo foi repetido aqui. Isso significa que a grava\u00e7\u00e3o foi feita ao vivo de novo? E qual a import\u00e2ncia desse processo ao vivo\/anal\u00f3gico para o som da banda? Tudo soa muito org\u00e2nico e vivo quando escutamos as m\u00fasicas.<\/strong><br \/>\nD.C. \u2013 Isso, repetimos o processo no Ilha do Corvo com o Leonardo Marques. A diferen\u00e7a foi que esse EP foi mixado pelo D.D. e masterizado pelo Kris Lapke (do Alberich, Departure Chandelier, Ash Pool, etc) enquanto a demo foi mixada pelo L\u00e9o e masterizada pelo D.D. A escolha de fazer tudo ao vivo e num processo mais anal\u00f3gico com grava\u00e7\u00e3o em fita de rolo foi feita nas primeiras conversas que tivemos sobre a banda. A ideia \u00e9 aproximar ao m\u00e1ximo o resultado do disco da energia de uma banda tocando mesmo. N\u00e3o \u00e9 necessariamente um fetiche pelo \u201cvintage\u201d, mas n\u00e3o gostamos dessas grava\u00e7\u00f5es modernas, super comprimidas e cheias de plug-ins. Fica um neg\u00f3cio meio de mentira, n\u00e9? Som de pl\u00e1stico, se \u00e9 que isso faz sentido. Geralmente soa mais pesado, mais bruto, num primeiro momento, mas no final das contas fica s\u00f3 vazio de alma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D.D. \u2013 Acaba que a gente n\u00e3o se d\u00e1 conta disso, mas hoje me parece que, pelo menos em BH, \u00e9 at\u00e9 mais dif\u00edcil produzir num esquema mais \u201cvertiginoso\u201d. Todo mundo grava e consegue fazer coisas decentes mesmo em casa, e ainda muita gente que era do metal e do punk se profissionalizou e trabalha com isso, mas na maioria das vezes s\u00e3o essas coisas \u201cbem produzidas\u201d e hiper controladas&#8230; Em outras palavras, \u00e9 acess\u00edvel hoje em dia fazer grava\u00e7\u00f5es num ambiente \u201cseguro\u201d. Mas nunca foi o que imagin\u00e1vamos pro som. Penso que nossa busca \u00e9 mesmo, a de cada vez mais, depender menos dessas ferramentas que o D.C. citou, e ir atr\u00e1s de gente que se sente \u00e0 vontade em arriscar e n\u00e3o liga em ter o nome atrelado a coisas n\u00e3o t\u00e3o convencionais e que possam soar ruins a muitos ouvidos. O Ilha \u00e9 um ambiente perfeito para isso.<\/p>\n<figure id=\"attachment_68684\" aria-describedby=\"caption-attachment-68684\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-68684\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/fim.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"758\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/fim.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/fim-297x300.jpg 297w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-68684\" class=\"wp-caption-text\"><em>Capa do EP &#8220;Obscurecido Pelo Fim&#8221;, da Falsa Luz<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O outro lan\u00e7amento, \u201cAcaba-Mundo\u201d, tem uma proposta diferente dos trabalhos anteriores da banda, com uma sonoridade mais lo-fi e influ\u00eancias mais aparentes do rock alternativo dos EUA a partir da metade dos anos 1980. A ideia \u00e9 que essas m\u00fasicas vivam apenas nesse formato espec\u00edfico lo-fi ou que tamb\u00e9m venham para os eventuais shows da banda? E veem a possibilidade de trazer essa proposta de forma mais integrada com o som mais direto da demo e do EP \u201cObscurecido pelo Fim\u201d \u2013 ou s\u00e3o mundos diferentes?<\/strong><br \/>\nD.C. \u2013 Acho que s\u00e3o faces de uma mesma moeda. Eu e o D.D. sempre tivemos um lugar especial pra bandas como Guided By Voices e Dead C, e pensamos em trazer esse formato, mas com a nossa cara. Ent\u00e3o s\u00e3o sons mais simples e livre de forma, captados da maneira mais crua poss\u00edvel. Inclusive quem gravou as baterias foi o Leonardo Marques, que n\u00e3o sabe tocar e tinha escutado o esqueleto dos sons uma ou duas vezes. As guitarras tamb\u00e9m s\u00e3o bem menos distorcidas. Com certeza tocaremos algumas delas, e acho que provavelmente os dois mundos continuar\u00e3o existindo, ainda que, talvez de uma forma diferente e mais integrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D.D. \u2013 A ideia foi mesmo a de aliviar a press\u00e3o de bateria e guitarra, mas n\u00e3o necessariamente o peso e o clima. Experimentamos tamb\u00e9m outras afina\u00e7\u00f5es bem menos usuais, al\u00e9m de diferentes jeitos de tocar. Sem d\u00favida, traremos algo disso para alguns sons novos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nos \u00faltimos anos, surgiram diferentes bandas no Brasil e no mundo trabalhando o black metal com diferentes influ\u00eancias. Voc\u00eas veem algumas bandas \u201cirm\u00e3s\u201d nesse sentido no Brasil? Que tenham uma proposta de similar de buscar expandir esses sons?<\/strong><br \/>\nD.C. \u2013 Pois \u00e9, felizmente vemos mais bandas aproveitando uma vis\u00e3o de black metal que \u00e9 totalmente pr\u00f3pria, mas ainda assim altamente enraizada na tradi\u00e7\u00e3o. Pelo menos \u00e9 isso, o que tentamos fazer com o Falsa Luz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A.S. \u2013 Talvez n\u00e3o bandas \u201cirm\u00e3s\u201d, mas pessoalmente enxergo similaridades em algumas partes do DOR e do FOSSO. Em outro sentido, mais tradicional talvez, gosto muito do VAZIO tamb\u00e9m.<br \/>\nG.N \u2013 Tem tamb\u00e9m o CLAN DOS MORTOS CICATRIZ de Curitiba que faz um som mais hardcore\/punk, mas com influ\u00eancias black metal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sempre gosto de perguntar essa. Podem me falar 3 discos que mudaram a vida de voc\u00eas (de cada um) e por que eles fizeram isso?<\/strong><br \/>\nA.S. \u2013 Nirvana \u201cBleach\u201d; Iron Maiden \u201cPowerslave\u201d; e Darkthrone \u201cTransylvanian Hunger\u201d. Em resumo s\u00e3o tr\u00eas fases marcantes da minha vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D.D. \u2013 Iron Maiden \u201cThe Number of the Beast\u201d: nunca ouvi uma banda com tanta garra ao fazer um \u00e1lbum, e al\u00e9m disso, foi o Iron que me fez querer aprender a tocar e ter banda quando era adolescente. Sepultura \u201cBeneath the Remains\u201d: metal de alto n\u00edvel com familiaridade reconfortante. E n\u00e3o menos importante, Death \u201cThe Sound of Perseverance\u201d: o melhor \u00e1lbum de heavy (sim, heavy!) metal j\u00e1 feito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">D.C. \u2013 Dif\u00edcil escolher s\u00f3 tr\u00eas, vou tentar pegar esses momentos \u201cmarcantes\u201d. Com certeza um deles foi o \u201cDetestation\u201d do GISM porque al\u00e9m de toda a selvageria e maldade do som, de todas as lendas de perigo, logo cedo j\u00e1 me impactou com essa loucura que junta punk e metal de uma maneira \u00fanica e pr\u00f3pria. Acho que o \u201cForest Poetry\u201d do Ildjarn tamb\u00e9m foi muito importante na minha forma\u00e7\u00e3o. N\u00e3o s\u00f3 \u00e9 esse black metal primitivo que eu amo, e influencia o Falsa Luz, mas a simplicidade e repeti\u00e7\u00e3o deixam claro que \u201cmenos \u00e9 mais\u201d. E por fim o \u201cLeichenlinie\u201d do Genocide Organ com todo aquele terrorismo sonoro e cultural, por me mostrar que existem outras maneiras de alcan\u00e7ar as mesmas sensa\u00e7\u00f5es e que n\u00e3o tem essa de \u201cespa\u00e7o seguro\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">G.N \u2013 Acho que os meus 3 discos v\u00e3o destoar um pouco do dos outros, mas vou ser sincero. Escolhi os que mais definiram o meu crescimento musical e me fizeram ter a certeza que esse era o tipo de som que eu queria tocar: Black Sabbath \u201cVol.4\u201d; Cro-Mags \u201cThe Age of Quarrel\u201d; e Dinosaur Jr. \u201cWhere You Been\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Essa \u00e9 a \u00faltima pergunta. Al\u00e9m desses lan\u00e7amentos: EP e lathe cut, e dos primeiros shows, o que mais 2022 guarda para a banda? Planejam trabalhar em um full em breve ou pensam que esse formato mais curto traga mais liberdade?<\/strong><br \/>\nD.C. \u2013 Ainda n\u00e3o temos muita coisa definida com rela\u00e7\u00e3o a formato das coisas, mas j\u00e1 estamos guardando as ideias de novos sons e pensando num pr\u00f3ximo lan\u00e7amento. Geralmente, mesmo antes de terminarmos o que estamos fazendo, j\u00e1 estamos pensando no pr\u00f3ximo. \u00c9 a ansiedade da vida moderna. E tem tamb\u00e9m um incenso sendo elaborado pela PIPANAN (Fronte Violeta) pra climatizar o pren\u00fancio do Acaba-Mundo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68682\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/falsaluz5.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"1004\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/falsaluz5.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/falsaluz5-224x300.jpg 224w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/LuizMazetto1986\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luiz Mazetto<\/a>\u00a0\u00e9 autor dos livros \u201c<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Somos-Tempestade-Conversas-Sobre-Alternativo\/dp\/8562885339\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00f3s Somos a Tempestade \u2013 Conversas Sobre o Metal Alternativo dos EUA<\/a>\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Somos-Tempestade-Conversas-Sobre-Alternativo\/dp\/8562885649\/ref=pd_lpo_14_t_0\/145-6204651-9007215?_encoding=UTF8&amp;pd_rd_i=8562885649&amp;pd_rd_r=0e02080e-01a3-422c-9e95-933a79ef9d17&amp;pd_rd_w=qJ5vJ&amp;pd_rd_wg=0obt1&amp;pf_rd_p=6102dabe-0e19-4db6-8e11-875a53ad30be&amp;pf_rd_r=K14PYCR8ZPPETTCCKYMH&amp;psc=1&amp;refRID=K14PYCR8ZPPETTCCKYMH\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">N\u00f3s Somos a Tempestade, Vol 2 \u2013 Conversas Sobre o Metal Alternativo pelo Mundo<\/a>\u201d, ambos pela Edi\u00e7\u00f5es Ideal. Tamb\u00e9m colabora coma a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.vice.com\/pt_br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Vice Brasil<\/a>, o\u00a0<a href=\"https:\/\/cvltnation.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">CVLT Nation<\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.loudmagazine.net\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Loud!<\/a>\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ap\u00f3s lan\u00e7ar um dos melhores discos de 2020, banda brasileira de punk\/black metal volta com dois lan\u00e7amentos de uma vez, \u201cObscurecido pelo Fim\u201d e \u201cAcaba-Mundo\u201d.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/08\/19\/entrevista-de-bh-o-quarteto-falsa-luz-fala-sobre-seus-dois-novos-eps-punk-black-metal-e-lo-fi\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":88,"featured_media":68678,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[6037],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68676"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/88"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68676"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68676\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":68954,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68676\/revisions\/68954"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68678"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68676"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68676"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68676"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}