{"id":68407,"date":"2022-08-09T13:32:18","date_gmt":"2022-08-09T16:32:18","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=68407"},"modified":"2022-08-29T00:52:34","modified_gmt":"2022-08-29T03:52:34","slug":"ao-vivo-max-e-iggor-cavalera-reunem-o-verdadeiro-sepultura-com-jairo-guedz-no-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/08\/09\/ao-vivo-max-e-iggor-cavalera-reunem-o-verdadeiro-sepultura-com-jairo-guedz-no-rio\/","title":{"rendered":"Ao vivo no Rio, Max e Iggor Cavalera re\u00fanem o \u201cverdadeiro Sepultura\u201d com Jairo Guedz"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto e fotos por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/biciati\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Alexandre Biciati<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/08\/09\/ao-vivo-em-sp-max-e-iggor-cavalera-voltam-a-roots-defendendo-que-o-futuro-e-indigena\/\"><em>Saiba como foi o show \u201cReturn of Roots\u201d em S\u00e3o Paulo<\/em><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2016, visando festejar os 20 anos de \u201cRoots\u201d (1996), um dos discos mais emblem\u00e1ticos n\u00e3o s\u00f3 do Sepultura, mas de toda a m\u00fasica pesada mundial, os irm\u00e3os Cavalera sa\u00edram em turn\u00ea tocando o \u00e1lbum na integra, num projeto denominado \u201cReturn\u201d, que nos anos seguintes prestigiaria tamb\u00e9m os discos \u201cBeneath the Remains\u201d (1989) e \u201cArise\u201d (1991) \u2013 tanto Max quanto Iggor <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/11\/02\/entrevista-max-cavalera-fala-sobre-o-album-arise\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">conversaram com o Scream &amp; Yell<\/a> em 2019 relembrando hist\u00f3rias da grava\u00e7\u00e3o desses discos. Agora, na passagem dos 25 invernos de \u201cRoots\u201d (26 para ser mais preciso), a dupla retoma seu \u00e1lbum mais cultuado ao vivo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68419\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-1-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-1-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-1-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cRoots\u201d foi o \u00faltimo \u00e1lbum do Sepultura com Max Cavalera \u2013 Iggor ficou segurando as baquetas da banda ainda mais 10 anos, deixando o grupo em 2006. Com uma base r\u00edtmica tribal, afina\u00e7\u00e3o baixa e participa\u00e7\u00f5es de peso como a dos \u00edndios Xavantes, \u201cRoots\u201d tem uma tem\u00e1tica contundente e contestadora. O atual momento que vive o Brasil, em que as comunidades ind\u00edgenas s\u00e3o amea\u00e7adas ao inv\u00e9s de defendidas e a realidade de um governo que flerta com o autoritarismo, adicionam um contexto a mais \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o por aqui.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68420\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-2-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-2-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-2-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em show que prometia o disco na \u00edntegra, a banda formada por Max, Iggor, o guitarrista Dino Cazares (Fear Factory, Asesino e Divine Heresy) e do baixista do Soufly, Mike Leon, tocou no Rio de Janeiro ap\u00f3s passagem por Bras\u00edlia e Curitiba e um dia ap\u00f3s o anivers\u00e1rio de 53 anos de Max. A abertura em Curitiba e no Rio ficou a cargo de nada menos que a The Troops of Doom, banda de Jairo Guedz, guitarrista e ex-Sepultura de primeira hora, promovendo o encontro dos membros originais da maior banda do metal nacional. Os Cavalera ainda se apresentaram em Ribeir\u00e3o Preto com abertura da Viol\u00eancia Moral e S\u00e3o Paulo com abertura de Sinaya e Krisiun.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68421\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-6-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-6-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-6-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Infelizmente, n\u00e3o houve entendimento entre banda e produtores locais para que Belo Horizonte, cidade natal e ber\u00e7o do Sepultura, fosse contemplada nesta turn\u00ea \u2013 a \u00faltima vez que a capital mineira recebeu os Cavalera no palco foi na turn\u00ea \u201cReturn Beneath Arise\u201d em 2018. No Rio de Janeiro, a casa que abriu as portas para o evento foi a Sacadura 154, novo reduto da cena de rock carioca. Com estrutura que entrega mais conforto do que estamos acostumados quando o assunto \u00e9 show de metal, o espa\u00e7o tem localiza\u00e7\u00e3o privilegiada no centro da cidade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68412\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/troops@alexandrebiciati-4-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/troops@alexandrebiciati-4-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/troops@alexandrebiciati-4-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formada por Jairo Guedz na guitarra, Alex Kafer no vocal e baixo, Marcelo Vasco na guitarra e Alexandre Oliveira na bateria, a The Troops of Doom tem como proposta fazer death metal com cheiro e sabor de anos 80 e o fazem com uma compet\u00eancia assustadora. Ap\u00f3s lan\u00e7ar dois EPs, \u201cThe Rise of Heresy\u201d (2020), gravado remotamente durante a pandemia, e \u201cThe Absence of Light\u201d (2021), o grupo empreendeu o primeiro disco full batizado de \u201cAntichrist Reborn\u201d (2022), que teve como produtor um especialista no g\u00eanero, o sueco Peter T\u00e4gtgren.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68417\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/troops@alexandrebiciati-19-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/troops@alexandrebiciati-19-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/troops@alexandrebiciati-19-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m das composi\u00e7\u00f5es lan\u00e7adas nos discos recentes, a The Troops of Doom presenteou o p\u00fablico com cl\u00e1ssicos da primeira fase do Sepultura que tamb\u00e9m foram regravados pela banda. Para os f\u00e3s dos discos \u201cBestial Devastation\u201d (1985 e \u201cMorbid Vision\u201d (1986), a noite se configurou como uma viagem cronol\u00f3gica pelos primeiros 10 anos do Sepultura. A The Troops of Doom deixou claro, entretanto, que n\u00e3o s\u00e3o uma banda vivendo do passado, mas verdadeiros arque\u00f3logos que desenterraram um dem\u00f4nio mumificado em meados dos anos 80. A sonoridade e est\u00e9tica s\u00e3o t\u00e3o cruas e aut\u00eanticas que parecem mesmo fruto da ressurrei\u00e7\u00e3o de uma entidade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68416\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/troops@alexandrebiciati-17-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/troops@alexandrebiciati-17-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/troops@alexandrebiciati-17-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s o clima de suspense proferido pela introdu\u00e7\u00e3o de \u201cThe Absence of the Light\u201d do EP hom\u00f4nimo, come\u00e7aram o show com uma sequ\u00eancia que apresentaria os tr\u00eas trabalhos lan\u00e7ados. Devidamente uniformizados, abriram com \u201cThe Devil\u2019s Tail\u201d, \u201cBetween the Devil and the Deep Blue Sea\u201d \u2013 a mais ouvida nas plataformas digitais \u2013 e \u201cAltar of Delusion\u201d, petardo do novo disco. A essa altura, quem esperava pelos Cavalera j\u00e1 tinha entendido que estavam diante de uma banda visceral e direta. Durante os 40 minutos de apresenta\u00e7\u00e3o, a The Troops of Doom destilou todos os elementos do bom e velho death metal sem hesita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68415\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/troops@alexandrebiciati-16-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/troops@alexandrebiciati-16-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/troops@alexandrebiciati-16-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jairo Guedz foi apresentado como leg\u00edtimo fundador do Sepultura e carregava no colete preto o apelido \u201cTormentor\u201d herdado daqueles tempos. Nos intervalos entre m\u00fasicas, Alex Kafer n\u00e3o poupou provoca\u00e7\u00f5es que inflamavam cada vez mais a plateia do Rio. \u201cThe Monark\u201d, que na grava\u00e7\u00e3o original tem participa\u00e7\u00e3o de Jeff Becerra (Possessed), abriu caminho para a primeira do Sepultura, \u201cBestial Devastation\u201d, que foi recebida com euforia. \u201cThe Rise of Heresy\u201d faixa-t\u00edtulo do primeiro EP antecedeu \u201cA Queda\u201d, \u00fanica em portugu\u00eas da banda, que foi cantada originalmente no disco por Jo\u00e3o Gordo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68413\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/troops@alexandrebiciati-7-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/troops@alexandrebiciati-7-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/troops@alexandrebiciati-7-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lan\u00e7ada como single entre os EPs em 2020, \u201cMorbid Visions\u201d foi executada sem qualquer adendo que a fizesse soar diferente da vers\u00e3o original de 1986. E esse \u00e9 o grande barato de ouvir a The Troops of Doom tocar as cl\u00e1ssicas, como a pr\u00f3pria \u201cTroops of Doom\u201d \u2013 \u00faltima do set \u2013 que soam frescas, mas sem frescuras. Antes que o show terminasse, ainda tiveram tempo de tocar a faixa de abertura de \u201cAntichrist Reborn\u201d, \u201cDethoned Messiah\u201d. E apesar da ansiedade geral pelo show principal da noite, a sa\u00edda do The Troops of Doom do palco parece ter soado precoce, mas Jairo Guedz ainda voltaria para se juntar aos irm\u00e3os Cavalera em um momento \u00e9pico da noite.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68414\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/troops@alexandrebiciati-14-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/troops@alexandrebiciati-14-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/troops@alexandrebiciati-14-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s um breve intervalo de pouco mais de 30 minutos, chegou a vez dos irm\u00e3os Cavalera finalmente reviverem \u201cRoots\u201d (1996) novamente, disco que mudou os rumos do metal no mundo e que, para al\u00e9m dos rankings internacionais, figura recorrentemente em listas de melhores \u00e1lbuns brasileiros de todos os tempos. O pano de fundo era demasiado grande para o p\u00e9 direito do palco, mas, as peles dos bumbos decoradas com o \u00edndio da capa anunciavam a identidade do disco. Uma bandeira Antifa devidamente instalada ao lado da bateria dava o tom pol\u00edtico.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68423\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-63-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-63-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-63-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema de abertura em playback logo se misturou \u00e0 ova\u00e7\u00e3o da plateia que parecia estar diante de semideuses quando Max e Iggor apareceram no palco. Max usava o colete cl\u00e1ssico com uma camiseta do Raul Seixas e era not\u00e1vel a aus\u00eancia do antol\u00f3gico dreadlock, que foi amputado em 2020, o que conferiu uma apar\u00eancia dos tempos de \u201cArise\u201d ao vocalista. Iggor, que geralmente usa camisa do Palmeiras em show no Brasil (o que ele faria no show de S\u00e3o Paulo), entrou de \u00f3culos, luva na m\u00e3o esquerda e uma peita da Black Flag.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68422\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-17-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-17-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-17-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo mundo sabia o que estava por vir no in\u00edcio. \u201cRoots Bloddy Roots\u201d soou forte e volumosa, assim como no disco e a pista agitou muito com incentivo de Max: \u201cCanta a\u00ea, porra! Pula a\u00ed, caralho!\u201d. O ritmo desde o in\u00edcio foi intenso com a banda fazendo pouqu\u00edssimas pausas. A tribal \u201cAttitude\u201d veio na sequ\u00eancia e Iggor n\u00e3o economizou energia, como de costume, at\u00e9 o final do show. A disson\u00e2ncia ficou mesmo a cargo da voz de Max que, por vezes, poupou as cordas vocais abaixando o tom \u2013 em detrimento dos gritos guturais e estridentes \u2013 ou simplesmente jogou o verso para a galera. Apesar da performance vocal vacilante, a postura f\u00edsica de Max n\u00e3o foi prejudicada e o vocalista se mostrou muito mais en\u00e9rgico e expressivo do que se podia esperar.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68424\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-35-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-35-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-35-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante uma hora e meia de show e 20 m\u00fasicas, a banda tocou praticamente todas as can\u00e7\u00f5es do \u201cRoots\u201d e a plateia respondeu bem, batendo cabe\u00e7a, cantando alto, abrindo circle pit, rodas de mosh e at\u00e9 um wall of death \u2013 a pedido do pr\u00f3prio Max \u2013 que se deu nas propor\u00e7\u00f5es que o espa\u00e7o permitia. Era percept\u00edvel que algumas m\u00fasicas soavam menos fluidas que outras, mas as coisas logo entravam nos eixos com uma troca de olhar entre os irm\u00e3os. De \u201cCut-Throat\u201d \u00e0 \u201cDictatorshit\u201d o show seguiu sem surpresas e com mais intera\u00e7\u00e3o de Max durante as m\u00fasicas que entre elas, como em \u201cRatamahatta\u201d em que arriscou vocaliza\u00e7\u00e3o de pergunta-resposta \u00e0 la Freddie Mercury.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68427\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-24-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-24-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-24-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi a partir da metade, durante \u201cLookaway\u201d, que o show ficou mais din\u00e2mico. Max pediu que as luzes da casa se apagassem e que os presentes acendessem a lanterna dos celulares que foram suficientes para iluminar o palco. Acompanhado de marca\u00e7\u00e3o da cozinha, anunciou ent\u00e3o \u201cWar Pigs\u201d, do Black Sabbath, que durou poucos versos e foi emendada com \u201dTerritory\u201d. A m\u00fasica seguinte foi a ac\u00fastica \u201cIts\u00e1ri\u201d, composta no encontro da banda com a tribo Xavante, que Iggor executou sozinho acompanhado de playback. Antes de tocarem \u201cAmbush\u201d, Max explicou se tratar de uma homenagem a Chico Mendes, ativista assassinado em 1988. S\u00f3 mais um fato da hist\u00f3ria recente do Brasil que faz \u201cRoots\u201d soar atual\u00edssimo. O bloco-tributo terminaria com \u201cBorn Stubborn\u201d, que tirou todo o f\u00f4lego de Max e \u201cDictatorshit\u201d, para a qual Max pediu uma roda na pista. O pedido de bis foi um un\u00e2nime grito de: \u201cEi, Bolsonaro, VTNC!\u201d<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68431\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-37-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-37-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-37-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Max voltou pro palco lembrando tempos idos: \u201cQuem daqui estava no Caverna?\u201d [show do Sepultura em 1987], provocou. Antes de anunciar a pr\u00f3xima m\u00fasica, avisou: &#8220;Daqui pra frente \u00e9 zoeira, n\u00e3o tem nada ensaiado\u201d. Dino Cazares, que tem participado tamb\u00e9m do Soufly, foi homenageado por Max que pediu gritos de \u201cViva Mexico!\u201d. Era o an\u00fancio de \u201cLa Migra\u201d, do Brujeria, banda da qual Dino Cazares participou da funda\u00e7\u00e3o. Foi a primeira de uma sequ\u00eancia de covers e justamente o momento em que Max Cavalera soltou a voz em uma interpreta\u00e7\u00e3o impec\u00e1vel, \u00e0 altura da pr\u00f3pria carreira. Prosseguiram com uma vers\u00e3o definitiva de \u201cOrgasmatron\u201d (Mot\u00f6rhead) que colocou todo mundo pra pular. \u201cPol\u00edcia\u201d dos Tit\u00e3s, que tamb\u00e9m virou um cl\u00e1ssico na interpreta\u00e7\u00e3o do Sepultura, sequer estava no setlist e entrou em campo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68425\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-43-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-43-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-43-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s nova pausa (e mais uma \u201chomenagem\u201d ao presidente da rep\u00fablica), finalmente, chegou a hora que todos esperavam, com os Cavalera convidando Jairo Guedz ao palco para \u201cTroops of Doom\u201d. A jam poderia ter sido mais legal se n\u00e3o tivessem entregado a Jairo uma guitarra em afina\u00e7\u00e3o diferente do convencional. Max foi at\u00e9 o bra\u00e7o do instrumento explicar o equ\u00edvoco: \u201ctoca nessa corda\u201d. Jairo levou numa boa, mas seria (muito) melhor se tivessem evitado o epis\u00f3dio. De qualquer forma, estava no palco a forma\u00e7\u00e3o que deu origem ao legado. Max n\u00e3o se conteve e, ao final, pediu o grito de \u201cVerdadeiro Sepultura!\u201d. Jairo deixou o palco sob gritos e aplausos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68428\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-48-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-48-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-48-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazendo juz ao figurino, Max ainda puxou um coro de \u201cViva a Sociedade Alternativa\u201d que angariou participa\u00e7\u00e3o imediata da plateia carioca. Na sequ\u00eancia, veio \u201cRefuse Resist\u201d para lembrar que \u201cRoots\u201d tem pai e seu nome \u00e9 \u201cChaos AD\u201d (1993). Antes do encerramento, mais uma surpresa pin\u00e7ada do \u00e1lbum \u201cSchizophrenia\u201d (1987): \u201cEscape to the Void\u201d, que levou a pista a quebrar tudo novamente. A derradeira da noite foi, novamente, \u201cRoots Bloody Roots\u201d desta vez em vers\u00e3o acelerada.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68426\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-51-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-51-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-51-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os irm\u00e3os Cavalera t\u00eam feito um \u00f3timo trabalho em se manterem na ativa e est\u00e1 mais que provado que a chancela Cavalera \u00e9 t\u00e3o imponente e aut\u00f4noma quanto a marca Sepultura. Seja surfando na onda dos \u201cshows de discos\u201d ou com a Cavalera Conspiracy, a dupla tem talento de sobra e p\u00fablico cativo em qualquer capital do pa\u00eds gra\u00e7as a hist\u00f3ria que constru\u00edram juntos desde os tempos da ascens\u00e3o da m\u00fasica \u201cTroops of Doom\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68429\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-53-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-53-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-53-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A banda de Jairo \u201cTormentor\u201d Guedz, por sua vez, carrega todas as expectativas poss\u00edveis e tem tudo para ocupar merecido espa\u00e7o de destaque em qualquer festival do mundo. Al\u00e9m do peso de carregarem um integrante da cena que ajudou a desenhar o pr\u00f3prio g\u00eanero, a The Troops of Doom s\u00f3 precisa mostrar seu trabalho para construir a hist\u00f3ria que merecem. Ao que tudo indica, \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de tempo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68432\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-5-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-5-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-5-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem teve oportunidade de assistir ambas as bandas dividindo palco em Curitiba ou Rio de Janeiro, vai ter uma boa hist\u00f3ria pra contar. Seja por ter visto os primeiros shows da The Troops of Doom, seja pelo show \u201cReturn of Roots\u201d que \u00e9 hist\u00f3rico por natureza. Acima de tudo, h\u00e1 o teor \u00e9pico do encontro do trio que \u00e9 a semente do metal brasileiro, que, se hoje tem lugar de prest\u00edgio mundo afora, \u00e9 gra\u00e7as a esses tr\u00eas mineiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/08\/09\/ao-vivo-em-sp-max-e-iggor-cavalera-voltam-a-roots-defendendo-que-o-futuro-e-indigena\/\"><em>Saiba como foi o show \u201cReturn of Roots\u201d em S\u00e3o Paulo<\/em><\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68430\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-61-copiar.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-61-copiar.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/cavalera@alexandrebiciati-61-copiar-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8211;\u00a0 Alexandre Biciati \u00e9 fot\u00f3grafo: <a href=\"https:\/\/www.alexandrebiciati.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">www.alexandrebiciati.com<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Max e Iggor Cavalera tocaram o disco &#8220;Roots&#8221; numa noite que contou com a abertura da The Troops of Doom, banda de Jairo Guedz, guitarrista e ex-Sepultura de primeira hora, que tamb\u00e9m participou do show dos irm\u00e3os\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/08\/09\/ao-vivo-max-e-iggor-cavalera-reunem-o-verdadeiro-sepultura-com-jairo-guedz-no-rio\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":113,"featured_media":68433,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3302,3550,5990,974,5991],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68407"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/113"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68407"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68407\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":68452,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68407\/revisions\/68452"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68433"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68407"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68407"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68407"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}