{"id":68300,"date":"2022-08-04T00:53:00","date_gmt":"2022-08-04T03:53:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=68300"},"modified":"2022-09-01T17:31:07","modified_gmt":"2022-09-01T20:31:07","slug":"a-capa-do-disco-the-stone-roses-e-jackson-pollock","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/08\/04\/a-capa-do-disco-the-stone-roses-e-jackson-pollock\/","title":{"rendered":"A Capa do Disco: The Stone Roses e sua liga\u00e7\u00e3o com a arte de Jackson Pollock"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100016802896941\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luciano Ferreira<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A discuss\u00e3o \u00e9 antiga, mas sempre atual: como as capas de discos, magn\u00e2nimas no formato vinil, como se fossem um quadro, se tornaram algo t\u00e3o banal, pobre e mesquinho na era dos CD\u2019s, principalmente nos prim\u00f3rdios da digitaliza\u00e7\u00e3o. Quem coleciona, com toda certeza tem alguma capa de CD que chega a dar tristeza de t\u00e3o pobre que \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o. Em alguns casos, um peda\u00e7o de papel com a foto do \u00e1lbum na frente e um lado branco no verso falando sobre as maravilhas do compact disc, como conserv\u00e1-lo, etc&#8230; Com o tempo, at\u00e9 surgiram trabalhos gr\u00e1ficos inusitados, diferentes, de capas para CDs, mas, ainda assim, n\u00e3o se compara ao vinil.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68309\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/thestoneroses3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/thestoneroses3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/thestoneroses3-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/thestoneroses3-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exemplo disso \u00e9 a bel\u00edssima capa do \u00e1lbum de estreia dos mancunianos The Stone Roses, lan\u00e7ado em 1989, que leva o nome da pr\u00f3pria banda: uma pintura abstrata de John Squire chamada \u201cBye Bye Badman\u201d declaradamente inspirada no trabalho do pintor estadunidense <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=PYpA0iWhjJc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Jackson Pollock<\/a>, artista bastante referenciado pela banda brit\u00e2nica, no geral, e por Squire, que futuramente se dedicar\u00e1 a pintura, em particular. Pollock nasceu em 1912 e morreu de um acidente de carro em 1956, aos 44 anos de idade. \u00c9 considerado um dos criadores do expressionismo abstrato ou action painting, que valorizava a espontaneidade, o movimento corporal e gestual durante a cria\u00e7\u00e3o da obra.<\/p>\n<figure id=\"attachment_68308\" aria-describedby=\"caption-attachment-68308\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-68308 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/EUA2013-1056-Pollock.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"563\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/EUA2013-1056-Pollock.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/EUA2013-1056-Pollock-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-68308\" class=\"wp-caption-text\"><em>&#8220;Number 1A&#8221;, de Jackson Pollock, exposto no MoMA, em Nova York<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pollock utilizava tinta l\u00edquida e a t\u00e9cnica de pintura por gotejamento, despejando a tinta sobre a tela e criando linhas e forma\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias. Sua forma de trabalhar consistia em colocar a tela no ch\u00e3o, despejar a tinta l\u00edquida e utilizar o pr\u00f3prio corpo como instrumento para a cria\u00e7\u00e3o, numa esp\u00e9cie de imers\u00e3o f\u00edsica do artista na pintura. Ele utilizou a t\u00e9cnica entre 1947 e 1951, quando resolveu abandon\u00e1-la. S\u00e3o justamente desse per\u00edodo algumas de suas telas mais conhecidas: \u201c<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2013\/05\/11\/eua-2013-algumas-coisas-em-nova-york\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Number 1<\/a>\u201d e \u201cAutumn Rhythm: Number 30\u201d (tela t\u00e3o grande que precisou ser pintada num celeiro), ambas de 1950, e \u201cN\u00famero 5\u201d (1948), uma das obras mais famosas do Abstracionismo, vendida em 2006 por US$ 140 milh\u00f5es, um recorde na \u00e9poca.<\/p>\n<figure id=\"attachment_68307\" aria-describedby=\"caption-attachment-68307\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-68307\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/thestoneroses2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"499\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/thestoneroses2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/thestoneroses2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-68307\" class=\"wp-caption-text\"><em>The Stone Roses em 1989<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dupla John Squire (guitarra) e Ian Brown (vocal) j\u00e1 estava envolvida com m\u00fasica desde 1980 \u2013 Brown chegou at\u00e9 a tocar contrabaixo &#8211; e o The Stone Roses surge efetivamente em 1983. Entre entradas e sa\u00eddas de integrantes e um processo de evolu\u00e7\u00e3o musical, levou seis anos at\u00e9 que seu estrondoso primeiro \u00e1lbum fosse lan\u00e7ado. Antes disso, o grupo gravou com Martin Hannet (Joy Division, New Order, Magazine), o \u00e1lbum \u201cGarage Flowers\u201d, que poderia ter sido o debute do grupo. A insatisfa\u00e7\u00e3o da banda com o resultado final, por\u00e9m, fez com que o disco ficasse engavetado at\u00e9 1996. Apenas duas faixas desse registro seriam utilizadas em seu \u00e1lbum de 1989, \u201cI Wanna Be Adored\u201d e \u201cThis is the One\u201d.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68306\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/elephantstone.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"864\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/elephantstone.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/elephantstone-260x300.jpg 260w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode parecer coincid\u00eancia, mas \u00e9 justamente com \u201cElephant Stone\u201d, o single da banda lan\u00e7ado em outubro de 1988, que as coisas come\u00e7am a mudar. E l\u00e1 est\u00e3o pela primeira vez as refer\u00eancias a Jackson Pollock: a capa de inspira\u00e7\u00e3o abstrata, cortesia de John Squire, e o b-side \u201cFull Fathom Five\u201d, t\u00edtulo de uma das pinturas de Pollock. Essa faixa \u00e9 a mesma \u201cElephant Stone\u201d, s\u00f3 que tocada ao contr\u00e1rio. \u201cMade of Stone\u201d, o single seguinte, lan\u00e7ado em mar\u00e7o de 1989, segue pagando tributo \u00e0 Pollock: a faixa-t\u00edtulo \u00e9 uma homenagem de Ian Brown: \u201cSeus n\u00f3s dos dedos embranquecem no volante \/ A \u00faltima coisa que suas m\u00e3os v\u00e3o sentir \/ Seu voo final n\u00e3o pode ser atrasado \/ Sem-terra, apenas o c\u00e9u \u00e9 t\u00e3o sereno\u201d. O b-side \u201cGoing Down\u201d traz Ian cantando \u201cThere she looks like a painting Jackson Pollock\u2019s \u2018Number 5\u2019\u201d. A capa, mais uma vez a cargo de John Squire, \u00e9 uma refer\u00eancia \u00e0 famosa pintura de Pollock citada na letra.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68305\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/madeofstone.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"864\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/madeofstone.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/madeofstone-260x300.jpg 260w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, a banda encontrou na produ\u00e7\u00e3o de John Leckie \u2013 que coproduziu e produziu os dois singles citados, respectivamente, e que havia trabalhado com o Pink Floyd nos \u00e1lbuns \u201cMeddle\u201d e \u201cWish You Were Here\u201d \u2013 a qu\u00edmica perfeita para a sua m\u00fasica, ligada aos anos 60 atrav\u00e9s dos elementos psicod\u00e9licos e guitarras melodiosas. A cozinha poderosa e cheia de groove de Reni e Mani tamb\u00e9m merece elogios, antenada com a cena das raves e toda a cultura indie-dance que deflagaria o movimento Madchester no final dos anos 1990, fundindo m\u00fasica indie com elementos de acid house , psicodelia e o pop dos anos 1960 \u2013 o termo foi cunhado por Tony Wilson, da Factory Records (j\u00e1 assistiu a \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2003\/06\/06\/a-festa-nunca-termina\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">24 Hour Party People<\/a>\u201d?), e al\u00e9m do Stone Roses destaca bandas como Happy Mondays, Inspiral Carpets, Charlatans, James e 808 State.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68304\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/thestoneroses.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/thestoneroses.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/thestoneroses-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/thestoneroses-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a capa do \u00e1lbum de estreia autointitulado dos Stone Roses, John Squire utilizou como m\u00e9todo a t\u00e9cnica popularizada por Pollock (a tinta respingada foi parar n\u00e3o s\u00f3 na pintura de Squire como tamb\u00e9m nos instrumentos da pr\u00f3pria banda) tendo como inspira\u00e7\u00e3o um document\u00e1rio que ele e Ian Brown haviam assistido na BBC Channel 4 marcando os 20 anos dos dist\u00farbios estudantis que aconteceram <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=6UP3RLGmciM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em Paris em maio de 1968<\/a> \u2013 por isso as faixas azul, branca e vermelha (liberdade, igualdade e fraternidade), s\u00edmbolo da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, na lateral esquerda da arte da capa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68316\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/thestoneroses8.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"535\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/thestoneroses8.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/thestoneroses8-300x214.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/thestoneroses8-120x85.jpg 120w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E os lim\u00f5es?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em entrevista, o vocalista Ian Brown explicou a raz\u00e3o de estarem na capa: \u201cQuando estive em Paris, conheci um homem de 65 anos que nos disse que, se voc\u00ea chupar um lim\u00e3o, os efeitos do g\u00e1s de pimenta s\u00e3o cancelados. Ele ainda pensava que o governo da Fran\u00e7a poderia ser derrubado um dia; ele esteve l\u00e1 em 68 e tudo. Ent\u00e3o ele sempre carregava um lim\u00e3o com ele para que pudesse ajudar na frente\u201d. Utilizados como um s\u00edmbolo de protesto e desafio contra a ordem vigente, os lim\u00f5es ficaram t\u00e3o marcantes na arte do primeiro disco dos Stone Roses que, quando a banda se reuniu em 2012, voc\u00ea poderia at\u00e9 comprar uma jaqueta com a arte completa com as frutas c\u00edtricas presentes. Ian Brown a usou no festival V 2012.<\/p>\n<figure id=\"attachment_68302\" aria-describedby=\"caption-attachment-68302\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-68302 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ianbrown.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"925\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ianbrown.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/ianbrown-243x300.jpg 243w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-68302\" class=\"wp-caption-text\"><em>Ian Brown no V Festival 2012<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outra entrevista, John Squire revelou sobre a origem e de onde veio a inspira\u00e7\u00e3o para o verde usado de fundo da arte: \u201cfoi baseada na cor da \u00e1gua e da espuma na Giant\u2019s Causeway\u201d. Tamb\u00e9m conhecido como \u201cCal\u00e7ada dos Gigantes\u201d, o local fica na Irlanda do Norte e \u00e9 formada por um conjunto de cerca de 40 mil colunas de pedras interligadas. \u201cThe Stones Roses\u201d entrou para a hist\u00f3ria e \u00e9 considerado por muitos como um dos principais discos do rock brit\u00e2nico n\u00e3o s\u00f3 dos anos 90 (Oasis, Blur e todo o britpop reverenciam o disco), mas de todos os tempos: em 2006, uma enquete promovida pelo tabloide The Observer com um colegiado formado por 100 nomes, entre m\u00fasicos e cr\u00edticos, <a href=\"http:\/\/news.bbc.co.uk\/2\/hi\/entertainment\/3823983.stm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">trouxe o \u00e1lbum no topo da lista<\/a>, com \u201cRevolver\u201d, dos Beatles, em segundo lugar, e &#8220;London Calling&#8221;, do Clash, em terceiro. No mesmo ano, a New Musical Express <a href=\"https:\/\/www.nme.com\/news\/music\/the-stone-roses-227-1357014\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">publicou tamb\u00e9m sua lista<\/a> com \u201cThe Stone Roses\u201d em primeiro lugar, e \u201cThe Queen Is Dead\u201d, dos Smiths, em segundo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_68301\" aria-describedby=\"caption-attachment-68301\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-68301 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/The-Giants-Causeway.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/The-Giants-Causeway.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/The-Giants-Causeway-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-68301\" class=\"wp-caption-text\"><em>A \u201cCal\u00e7ada dos Gigantes\u201d<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">No anivers\u00e1rio de 20 anos do disco, <a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/Stone-Roses-Anniversary-LIMITED-Collectors\/dp\/B0027CSKQU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">um pacote luxuoso chegou \u00e0s lojas<\/a> com tr\u00eas vinis, tr\u00eas CDs (com o \u00e1lbum, mais demos, raridades e singles), um DVD com um show de 1989 em Blackpool, um livreto de 48 p\u00e1ginas contendo fotos in\u00e9ditas e novas entrevistas com os integrantes da banda, um pendrive em formato de lim\u00e3o com todo o conte\u00fado em MP3 e, como n\u00e3o podia deixar de ser, seis gravuras art\u00edsticas de 12 polegadas pintadas por John Squire na \u00e9poca do disco (destacadas na imagem abaixo): \u201cOne Love\u201d, que ilustrou a colet\u00e2nea \u201cThe Complete Stone Roses\u201d, de 1995; \u201cDouble Dorsal Doppelg\u00e4nger One (Detail)\u201d, arte usada no single \u201cFools Gold\u201d; dois recortes de \u201cSugar\u201d; um recorte de \u201cUntitled 1\u201d e, por fim, um recorte de \u201cBye Bye Badman\u201d, exatamente o detalhe que traz as tr\u00eas faixas que fazem alus\u00e3o ao s\u00edmbolo da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa. <a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2012\/06\/15\/the-stone-roses-em-barcelona\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ap\u00f3s retornar em 2012<\/a>, a banda anunciou um novo hiato em 2017. John Squire, por\u00e9m, segue pintando. Voc\u00ea pode conferir as obras do guitarrista <a href=\"https:\/\/johnsquire.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">em seu site oficial<\/a>, de prefer\u00eancia ouvindo \u201cThe Stone Roses\u201d&#8230;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-68311\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/stoneroses4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"549\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/stoneroses4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/08\/stoneroses4-300x220.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/a-capa-do-disco\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>CONHE\u00c7A HIST\u00d3RIAS SOBRE OUTRAS CAPAS DE DISCOS<\/strong><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u2013<em>\u00a0Luciano Ferreira \u00e9 editor e redator na empresa\u00a0<a href=\"https:\/\/www.urgesite.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Urge :: A Arte nos conforta<\/a>\u00a0e colabora com o Scream &amp; Yell.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A bel\u00edssima capa do \u00e1lbum de estreia dos Stone Roses, lan\u00e7ado em 1989, traz uma pintura abstrata de John Squire chamada \u201cBye Bye Badman\u201d declaradamente inspirada no trabalho do pintor estadunidense Jackson Pollock\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/08\/04\/a-capa-do-disco-the-stone-roses-e-jackson-pollock\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":91,"featured_media":68312,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[36,3],"tags":[5915,5972,5971],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68300"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/91"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=68300"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68300\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":68317,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/68300\/revisions\/68317"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/68312"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=68300"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=68300"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=68300"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}