{"id":67604,"date":"2022-07-11T01:38:53","date_gmt":"2022-07-11T04:38:53","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=67604"},"modified":"2022-08-31T00:04:39","modified_gmt":"2022-08-31T03:04:39","slug":"entrevista-test-uma-banda-peculiar-de-grindcore-fala-sobre-seu-disco-normal-e-seu-filme","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/07\/11\/entrevista-test-uma-banda-peculiar-de-grindcore-fala-sobre-seu-disco-normal-e-seu-filme\/","title":{"rendered":"Entrevista: Test, banda peculiar de grindcore, fala sobre o filme de seu &#8220;Disco Normal&#8221;"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <a href=\"https:\/\/testgrind.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Test<\/a>, uma das bandas mais peculiares do grindcore nacional \u2014 qui\u00e7\u00e1 planet\u00e1rio \u2014 prepara o lan\u00e7amento do \u201cDisco Normal\u201d. Com esse t\u00edtulo, pode parecer que o duo paulista abandonou seu lado desafiador\/questionador de conceitos e abra\u00e7ou um vi\u00e9s de trabalho mais ortodoxo. Ledo engano. O normal para J\u00e3o Kombi (voz e guitarra) e Barata (bateria) n\u00e3o deve ser o mesmo que o da maior parte dos terr\u00e1queos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA gente j\u00e1 sabia que o nosso normal n\u00e3o \u00e9 o normal convencional\u201d, adianta o baterista sobre o novo trampo, quarto play completo em meio <a href=\"https:\/\/testgrind.bandcamp.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a uma quantidade consider\u00e1vel de EPs e splits<\/a> deixados para o mundo em 12 anos na estrada dos sons tortos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A obra ter\u00e1 somente c\u00f3pias f\u00edsicas, sem publica\u00e7\u00e3o nas plataformas digitais. Mas antes de o registro ir para as prateleiras alheias, o Test disponibilizou um document\u00e1rio mostrando a saga das grava\u00e7\u00f5es, que teve estreia disputada no festival In-Edit Brasil 2022, em junho, <a href=\"https:\/\/br.in-edit.tv\/film\/421\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">e segue dispon\u00edvel no site do evento<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa invers\u00e3o de uma poss\u00edvel ordem natural, em que disco sairia antes do longa-metragem, s\u00f3 refor\u00e7a a linha de pensamento incomum do conjunto que j\u00e1 arrancou elogios de nomes como <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/04\/16\/entrevista-shane-embury-napalm-death-apresenta-seu-novo-projeto\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Shane Embury<\/a> (Napalm Death) e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2018\/11\/02\/entrevista-max-cavalera-fala-sobre-o-album-arise\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Max Cavalera<\/a> (Soulfly \/ Cavalera Conspiracy \/ Killer Be Killed).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAcho que dessa maneira vai ser melhor divulgado. O plano \u00e9 usar o filme como propaganda, criar certa curiosidade\u201d, observa Jo\u00e3o, complementando que a expectativa \u00e9 de o \u00e1lbum sair ainda este ano em LP, CD e K7.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O v\u00eddeo, permeado de efeitos sonoros e visuais, com ares de VHS e est\u00e9tica glitch em diversos momentos, documenta a capta\u00e7\u00e3o de vozes, guitarras e bateria em locais que a maioria das bandas n\u00e3o consideraria aptas para tal. Entre os espa\u00e7os escolhidos constam pista de skate, esta\u00e7\u00e3o abandonada de trem, concha ac\u00fastica, \u00e1rea embaixo de viaduto e at\u00e9 uma capela transformada em airbnb.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o disco apresenta um Test ainda de \u201csonoridade triturante\u201d, <a href=\"https:\/\/slikeus.com\/test-disco-normal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">como bem pontuaram os colegas do Sounds Like Us<\/a>, cada vez mais ousado e adentrando um universo de experimentalismo despretensioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Barulhos que parecem de videogame, ronco de patrolas, microfonias, percuss\u00e3o em lata e outros ru\u00eddos adaptam-se aos riffs bem pensados e \u00e0s batidas precisas e nada \u00f3bvias da banda. Tudo captado por gravadores digitais ou de fitas, celulares e microfones variados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes das prensagens do \u00e1lbum propriamente ditas, devem ser liberados CDs singles. O primeiro promete ser da faixa de abertura, que leva o nome de \u201cDerrama\u201d, avisa Jo\u00e3o: \u201cA\u00ed vai vir a vers\u00e3o do disco, demo, remix, ao vivo e uma vers\u00e3o que o Fernando Catatau, do Cidad\u00e3o Instigado, fez. Ele escreveu a letra, ent\u00e3o pedi uma vers\u00e3o para o cara e ficou muito foda\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em tempo: vale refor\u00e7ar que o Test n\u00e3o tem voca\u00e7\u00e3o para ser uma banda usual. Da forma\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=OfGr_5mv-_Q&amp;t=325s\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">reduzida \u00e0 iniciativa de carregar o pr\u00f3prio equipamento para se apresentar na rua<\/a>, passando pelos <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2nYYUBvfFlI\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">shows em formato big band<\/a> ou <a href=\"https:\/\/testgrind.bandcamp.com\/album\/otomanos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a ideia de fazer um split tocando ao mesmo tempo com outra banda em cima da mesma base percussiva<\/a> (deixando para o ouvinte optar qual composi\u00e7\u00e3o quer escutar ao escolher o lado do som nos alto-falantes), atestam que o duo n\u00e3o se prende a conven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista que segue, Jo\u00e3o e Barata respondem quest\u00f5es referentes ao \u201cDisco Normal\u201d. R\u00f3tulos musicais, vocaliza\u00e7\u00f5es fora do padr\u00e3o, convidados especiais, a presen\u00e7a de um advogado, l\u00edrica e outros temas est\u00e3o na pauta.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Um Disco Normal - Trailer\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CLtHzYKSG7U?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O document\u00e1rio ressalta o car\u00e1ter experimental do Test, mostrando grava\u00e7\u00f5es em locais n\u00e3o usuais para se registrar material que vai entrar em um disco hom\u00f4nimo ao filme. Somado a isso, tem-se toda a hist\u00f3ria pregressa da banda, que j\u00e1 flertou com diversos g\u00eaneros, alguns extremos (death e black, por exemplo) e outras fora desse nicho mais pesado (como ritmos percussivos brasileiros). Por\u00e9m, j\u00e1 na abertura do filme, voc\u00eas mesmos \u2014 presumindo aqui que essa nomenclatura foi usada com consentimento da banda, j\u00e1 que o pr\u00f3prio Jo\u00e3o assina a dire\u00e7\u00e3o com o Tom\u00e1s Moreira \u2014 tem um aviso de que o doc \u00e9 \u201ca hist\u00f3ria das grava\u00e7\u00f5es do \u2018Disco Normal\u2019 da banda de grindcore Test\u201d. Por que classificar o trabalho com apenas este r\u00f3tulo de m\u00fasica? Concordo que sejam um representante do grind, mas tamb\u00e9m penso que o som de voc\u00eas vai al\u00e9m.<\/strong><br \/>\nBarata \u2014 Mesmo experimentando, colocando outros ritmos e com gente de outros estilos sempre participando, a gente \u00e9 uma banda de grindcore. Apesar de ter black metal, death metal, batuque e at\u00e9 cu\u00edca no disco novo, a base e o grosso do nosso som \u00e9 grindcore. At\u00e9 ia facilitar conseguir mais coisa e tocar em outros lugares se a gente falasse que \u00e9 uma banda experimental, porque muitos produtores e casas de show tem preconceito com banda de metal e grind. Mesmo sem nem ter ouvido a m\u00fasica ou visto nosso show, dizem que o som \u00e9 muito pesado pra casa e que o p\u00fablico n\u00e3o vai gostar. Mas a\u00ed a gente ia estar tentando se encaixar e falando algo que a gente n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jo\u00e3o \u2014 J\u00e1 faz um tempo que, pra mim, o que a gente faz \u00e9 simplesmente m\u00fasica. Mas se for necess\u00e1rio uma classifica\u00e7\u00e3o, e se for fazer isso, acho que grind seria o estilo mais pr\u00f3ximo do que fazemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como se deu a escolha dos locais de grava\u00e7\u00e3o, que contemplam concha ac\u00fastica, pista de skate, espa\u00e7o embaixo de viaduto e at\u00e9 uma antiga capela? Voc\u00eas j\u00e1 haviam testado como o som rola nesses picos ou foram at\u00e9 eles buscando as possibilidades que poderiam aparecer?<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o \u2014 Fomos buscando experimentar e ver o que ia acontecer. Em muitos lugares, voc\u00ea fazendo pequenos Testes, como bater palmas, j\u00e1 da pra sacar mais ou menos como soam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como foi a pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o desse material, que acredito ter ocorrido ainda em tempos pand\u00eamicos?<\/strong><br \/>\nBarata \u2014 Um pouco antes da pandemia, a gente tinha ensaiado umas cinco ou seis m\u00fasicas, mas nenhuma 100% pronta. Em 2020, o Jo\u00e3o se mudou pra outra cidade e me mandou algumas grava\u00e7\u00f5es pela internet e eu fiquei ensaiando em casa sozinho, inventando as baterias. A maioria das m\u00fasicas o Jo\u00e3o fez sozinho, e eu aprendi nas semanas que a gente se juntou pra gravar ou j\u00e1 na hora de gravar. Tem m\u00fasica que a primeira vez que eu toquei inteira \u00e9 a vers\u00e3o que t\u00e1 no disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E sobre a p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o: foram voc\u00eas mesmos que montaram as faixas e mixaram?<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o \u2014 Isso, eu montei e mixei as m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fora as partes mais tradicionais das composi\u00e7\u00f5es, os barulhos captados (como o de uma patrola, na qual o Jo\u00e3o aparece registrando o som com um gravador port\u00e1til, por exemplo) j\u00e1 tinham destino certo nas faixas? Ou foi meio \u201cvamos gravar esse tro\u00e7o e depois a gente acha onde usar\u201d?<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o \u2014 Teve um pouco de cada coisa: algumas eu j\u00e1 sabia onde colocar e outras fui decidindo na mixagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Praticamente em todos os locais onde voc\u00eas aparecem gravando havia a presen\u00e7a de algu\u00e9m identificado no document\u00e1rio como \u201cadvogado da banda\u201d. A decis\u00e3o de ter uma pessoa versada na lei foi pr\u00e9via, para evitar qualquer eventualidade, ou teve algum acontecimento anterior que os motivou a ter o profissional junto? E ele \u00e9 algu\u00e9m que curte som, ajudou em outras tarefas fora do escopo jur\u00eddico?<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o \u2014O Jeferson \u00e9 um grande amigo de Bauru, que faz parte da cena, toca em diversas bandas (Overthrash, Romero), organiza shows tamb\u00e9m. Ele se ofereceu pra ajudar na grava\u00e7\u00e3o, deu coincid\u00eancia de ser advogado. A gente nunca se preocupa muito com a legalidade ao usar os espa\u00e7os p\u00fablicos. No filme ele fez papel de advogado, acalmando uma senhora que foi reclamar do barulho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E como foram as escolhas das colabora\u00e7\u00f5es extra-Test que est\u00e3o no \u00e1lbum (Jonnata Dol, Lucas Rosso, Thais Blanco, Orquestra Geek de Bertioga, Iggor Cavalera)? Foi afinidade musical? Busca por algo diferente, como no caso do Autoboneco, que faz um vocal mais limpo?<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o \u2014 Sim, foi buscar algo que n\u00e3o conseguir\u00edamos fazer. As ideias foram surgindo durante a grava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o Iggor, que seria a participa\u00e7\u00e3o \u2018mais famosa\u2019, foi de boas t\u00ea-lo nesse trampo? Voc\u00eas t\u00eam uma boa rela\u00e7\u00e3o com os irm\u00e3os Cavalera, certo?<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o \u2014 Foi tranquilo. Precisava de algu\u00e9m pra fazer um processamento eletr\u00f4nico e tive a ideia de cham\u00e1-lo. Acompanho todos os projetos que ele se envolve. Muito legal ele ter aceitado participar, sou f\u00e3 n\u00famero um dos irm\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>J\u00e1 que falamos em vocais h\u00e1 pouco: tu (Jo\u00e3o) apareces fazendo uns registros de vozes que n\u00e3o s\u00e3o necessariamente limpos, mas fogem dos berros tradicionais. E isso \u00e9 algo que j\u00e1 vinha sendo feito, mas agora parece que ganha mais espa\u00e7o. Procede? E como acredita que o uso dessas vocaliza\u00e7\u00f5es menos comuns para um estilo extremo colaboram para que o trampo fique interessante?<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o \u2014 Acho que, realmente, nesse disco tem mais vozes diferentes do que somente gritados e guturais. Parece clich\u00ea, mas foi algo sem pensar, quando fui criando as linhas de vocais, fui sentindo que combinava mais assim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Seguindo na quest\u00e3o das vozes, mas passando para a parte l\u00edrica. O Test, como \u00e9 dito no document\u00e1rio, costuma pedir para amigos ou m\u00fasicos que admira escrever o que vai ser cantado. Por qu\u00ea? N\u00e3o gosta do processo de cria\u00e7\u00e3o das letras?<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o \u2014 N\u00e3o temos capacidade de fazer letras. Logo no come\u00e7o da banda tive essa ideia de pedir pra outras pessoas de fora fazer as letras e deu supercerto. \u00c9 muito massa poder contar com tanta gente talentosa, de diferentes cenas, colaborando com nossa m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tem sido dito que o \u201cDisco Normal\u201d deve sair s\u00f3 em formato f\u00edsico. O que os levou a essa decis\u00e3o?<\/strong><br \/>\nJo\u00e3o \u2014 Acho que dessa maneira vai ser melhor divulgado. O plano \u00e9 usar o filme como propaganda, criar certa curiosidade em torno do disco, algo dif\u00edcil de acontecer se voc\u00ea tem a op\u00e7\u00e3o de clicar logo em seguida e ouvir como \u00e9. E quando a pessoa adquire um formato f\u00edsico, ela ouve com mais aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E para os shows, pretendem incorporar mais gente para executar os temas o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel de como foram gravados ou usar bases pr\u00e9-gravadas de alguns trechos?<\/strong><br \/>\nBarata \u2014 Base pr\u00e9-gravada n\u00e3o, mas a gente sempre gosta de ter gente participando das apresenta\u00e7\u00f5es. Por\u00e9m, sem o pensamento de deixar o show o mais perto poss\u00edvel do que a gente fez no disco. No show de lan\u00e7amento do document\u00e1rio participaram Kiko Dinucci, Jonnata Doll, Tom\u00e1s Moreira e o Aran. Uns deixando mais parecido com o que t\u00e1 no disco, outros n\u00e3o. .<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por falar em \u201cDisco Normal\u201d&#8230; acho que o trabalho pode ser muitas coisas, mas n\u00e3o normal. Qual a ideia em batizar o \u00e1lbum assim?<\/strong><br \/>\nBarata \u2014 Os dois \u00faltimos discos \u2014 \u201cEsp\u00e9cies\u201d (2015) e \u201cO Jogo Humano\u201d (2019)\u2014, e o \u201cOtomanos\u201d (split com o D.E.R em que as duas bandas criam m\u00fasicas diferentes em cima da mesma bateria), deram muito trabalho pra explicar o que a gente tinha feito. Principalmente em ingl\u00eas e espanhol. Esse, antes de ter qualquer m\u00fasica nova, a gente decidiu que ia fazer um disco normal. Mas mesmo assim a gente j\u00e1 sabia que o nosso normal n\u00e3o \u00e9 o normal convencional. Se p\u00e1 o nosso normal \u00e9 esse mesmo. O que \u00e9 normal? Existe um normal?<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ningu\u00e9m Fica Imune Rua Jogo Humano Voc\u00ea N\u00e3o Entendeu Imagem Metade Imagem C\u00f3digo\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TRM2x0V4n14?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Test - Apresenta\u00e7\u00e3o no Festival Novas Frequ\u00eancias 2020 (Confundir x Informar)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/O9bU83t9-Mo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100001755294131\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Homero Pivotto Jr.<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista e respons\u00e1vel pelo videocast\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCY71eKJzuBUXpyDV2IFeP8Q\/videos?view_as=subscriber\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O Ben Para Todo Mal<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma das bandas mais peculiares do grindcore nacional \u2014 qui\u00e7\u00e1 planet\u00e1rio \u2014 prepara o lan\u00e7amento do \u201cDisco Normal\u201d. Na entrevista, Jo\u00e3o e Barata falam sobre R\u00f3tulos musicais, vocaliza\u00e7\u00f5es fora do padr\u00e3o, convidados especiais, a presen\u00e7a de um advogado, l\u00edrica e outros temas.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/07\/11\/entrevista-test-uma-banda-peculiar-de-grindcore-fala-sobre-seu-disco-normal-e-seu-filme\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":52,"featured_media":67607,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5877],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67604"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/52"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67604"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67604\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":67634,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67604\/revisions\/67634"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67607"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67604"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67604"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67604"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}