{"id":67425,"date":"2022-07-04T02:44:35","date_gmt":"2022-07-04T05:44:35","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=67425"},"modified":"2022-07-28T02:23:08","modified_gmt":"2022-07-28T05:23:08","slug":"entrevista-ozu-lanca-burnout-album-que-critica-o-neo-liberalismo-ao-som-de-neo-soul-trip-hop-e-nu-jazz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/07\/04\/entrevista-ozu-lanca-burnout-album-que-critica-o-neo-liberalismo-ao-som-de-neo-soul-trip-hop-e-nu-jazz\/","title":{"rendered":"Entrevista: OZU lan\u00e7a &#8220;Burnout&#8221;, \u00e1lbum que critica o neo-liberalismo ao som de neo-soul, trip-hop e nu-jazz"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formada em 2016, em Cotia, S\u00e3o Paulo, a <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ozumusic\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">OZU<\/a> est\u00e1 na estrada h\u00e1 seis anos e tem como ponto central de sua abordagem sonora dialogar com os anos 90 atrav\u00e9s de influ\u00eancias ligadas ao trip-hop, ao neo-soul e o nu-jazz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seu primeiro \u00e1lbum, \u201cInner\u201d, foi lan\u00e7ado em 2018 e de l\u00e1 para c\u00e1 o grupo realizou diversas apresenta\u00e7\u00f5es em festivais amadurecendo sua sonoridade. Como fruto destas experi\u00eancias o grupo lan\u00e7ou &#8220;<a href=\"https:\/\/tratore.ffm.to\/burnout\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Burnout<\/a>&#8221; em 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No novo disco, o trio Juliana Valle (voz), Francisco Cabral (compositor\/tecladista) e Sue-Elie Andrade-D\u00e9 (guitarrista) d\u00e1 continuidade natural ao primeiro registro, promovendo o di\u00e1logo harm\u00f4nico entre a introspec\u00e7\u00e3o e melodias dan\u00e7antes. Liricamente, as can\u00e7\u00f5es cantadas em bom ingl\u00eas abordam o a pandemia e as agruras de um per\u00edodo que ainda deixa marcas na sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A entrevista abaixo feita por e-mail com com Franscisco Cabral e o faixa a faixa na sequencia revelam os bastidores de \u201c<a href=\"https:\/\/tratore.ffm.to\/burnout\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Burnout<\/a>\u201d, abordam influ\u00eancias, o processo criativo do trio, participa\u00e7\u00f5es especiais, o mercado fonogr\u00e1fico, volta aos palcos e muito mais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-67427\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/burnout1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/burnout1.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/burnout1-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/burnout1-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O trio foi formado em 2016 tendo como refer\u00eancias sonoridades ligadas aos anos 90, \u00e9poca em que o trip hop, o neo soul e o hip hop trouxeram novos ares \u00e0 m\u00fasica produzida na \u00e9poca que, essencialmente, eram conduzidas por guitarras distorcidas e pelo peso da era grunge. Nesse sentido como se deu para voc\u00eas a rela\u00e7\u00e3o com o universo da m\u00fasica e de que maneira essa est\u00e9tica sonora norteou o que voc\u00eas fazem na Ozu?<\/strong><br \/>\nO grunge e o trip hop trazem a simplicidade aliada \u00e0 pot\u00eancia expressiva. O neo-soul e o hip-hop trazem o groove e os elementos de m\u00fasica negra. Tudo isso sempre foram crit\u00e9rios essenciais para as nossas composi\u00e7\u00f5es. Talvez o grunge n\u00e3o esteja tanto nas nossas influ\u00eancias, mas entendemos a import\u00e2ncia que ele teve para os rumos na m\u00fasica dos anos 90.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A l\u00edngua inglesa foi a forma escolhida para voc\u00eas se comunicarem para com o p\u00fablico. A escolha por essa vertente foi est\u00e9tica, mercadol\u00f3gica ou ambas? E em tempos nos quais \u00e9 poss\u00edvel &#8220;rastrear&#8221; melhor de onde partem os ouvintes atrav\u00e9s das plataformas de streaming como tem sido a receptividade no mercado internacional?<\/strong><br \/>\nA escolha foi puramente est\u00e9tica. Fizemos diversas tentativas de compor em portugu\u00eas, mas a pros\u00f3dia n\u00e3o encaixou e achamos que as composi\u00e7\u00f5es ficaram aqu\u00e9m. N\u00e3o pela l\u00edngua, mas talvez por nossa pr\u00f3pria dificuldade de encontrar uma harmonia entre as duas coisas (l\u00edngua e m\u00fasica). O nosso p\u00fablico \u00e9 predominantemente brasileiro, mas temos alguma proje\u00e7\u00e3o na Europa. Curiosamente em pa\u00edses n\u00e3o angl\u00f3fonos, como Alemanha e Pol\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Se a arte \u00e9 (ou pode ser) fruto do seu tempo, &#8220;Burnout&#8221; consegue, conceitualmente, refletir parte das agruras da contemporaneidade. Para tanto, quais s\u00e3o inten\u00e7\u00f5es do disco e qual \u00e9 o papel da arte em tempos conflitantes como os nossos?<\/strong><br \/>\nO disco \u00e9 essencialmente um convite \u00e0 reflex\u00e3o, em forma cr\u00edtica, do nosso atual modelo econ\u00f4mico (neo-liberalismo) que nos induz a uma forma p\u00f3s-moderna de pensar a vida. A arte traz o lado subjetivo da reflex\u00e3o, que n\u00e3o \u00e9 menos importante. Por\u00e9m, \u00e9 essencial estar a par das reflex\u00f5es objetivas, como no trabalho do fil\u00f3sofo Byung-chul Han, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falando sobre o processo de grava\u00e7\u00e3o do novo disco quais as diferen\u00e7as mais substanciais entre &#8220;Inner&#8221; (2018) e &#8220;Burnout&#8221; (2022)?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o s\u00e3o muitas. Entretanto, em \u201cBurnout\u201d tivemos acesso a mais recursos. Por exemplo, gravamos os vocais no est\u00fadio Aurora e a bateria no C4.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com a volta do mercado dos shows como tem sido a experi\u00eancia de retomada?<\/strong><br \/>\n\u00c9 um respiro. Tocar ao vivo \u00e9 o que amamos&#8230; Est\u00e1vamos sufocados e agora voltamos \u00e0 superf\u00edcie para respirar!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>FAIXA A FAIXA, &#8220;Burnout&#8221;, por OZU<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Pre Date\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XKkPZN3NJeQ?list=OLAK5uy_lPTLxAgwEW0QvYflxg8NfxRhiPlSGnEEM\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01) Pre Date \u2013<\/strong> \u00c9 a faixa que abre o segundo \u00e1lbum da Ozu, &#8220;Burnout&#8221;, e tamb\u00e9m uma das primeiras faixas a ser composta pela banda. Essa m\u00fasica faz uma cr\u00edtica \u00e0s novas formas de consumo da arte, onde o p\u00fablico \u00e9 mais seduzido pelo discurso do que pela obra em si. Apesar da tem\u00e1tica cr\u00edtica, os samples, a bateria org\u00e2nica e as linhas de baixo marcantes deixam essa m\u00fasica com sabor dan\u00e7ante e neo-soul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02) Out of Reach \u2013<\/strong> Uma homenagem. Uma m\u00fasica que nasce eletr\u00f4nica e nos ensaios ganha uma sonoridade t\u00e3o forte que passa a ser org\u00e2nica. Pela primeira vez, Ozu usa os metais com mais protagonismo, marcando melodia e tamb\u00e9m textura. Essa m\u00fasica conta com a participa\u00e7\u00e3o de Marco Stoppa, trompetista da N\u00f4made Orquestra, banda com a qual Ozu j\u00e1 colaborou na faixa &#8220;Meia-\u00c1gua&#8221;, gravada numa sess\u00e3o ao vivo dispon\u00edvel no YouTube (que voc\u00ea pode assistir ao fim do faixa a faixa).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03) Ominous \u2013<\/strong> \u00c9 o primeiro single deste segundo. Com sabor mais pop, a faixa traz uma cr\u00edtica \u00e0 p\u00f3s-modernidade, tem\u00e1tica que atravessa o \u00e1lbum todo, mas sem perder a sua caracter\u00edstica trip-hop. A faixa \u00e9 a que mais traduz tamb\u00e9m o lo-fi hip hop para o universo das can\u00e7\u00f5es, conceito que marca uma das propostas mais importantes desse novo \u00e1lbum. Aqui a banda busca sintetizar sonoridades contempor\u00e2neas criando assim um estilo singular. Uma m\u00fasica com uma base eletr\u00f4nica forte que conta uma hist\u00f3ria em seu aspecto instrumental mais do que em seu aspecto l\u00edrico. A faixa contar\u00e1 com um videoclipe a ser lan\u00e7ado no segundo semestre de 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04) Remember \u2013<\/strong> Uma mistura interessante entre texturas e ritmo. Um baixo marcante e os diversos timbres de sintetizador fazem dessa can\u00e7\u00e3o uma das mais equilibradas entre a proposta do novo disco, se aproximando de uma das maiores inspira\u00e7\u00f5es da banda para o novo \u00e1lbum &#8211; o produtor brit\u00e2nico Bonobo, um dos maiores expoentes do selo vanguardista europeu Ninja Tune Records.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05) Winter \u2013<\/strong> Uma m\u00fasica para os apreciadores de m\u00fasicas onde o piano \u00e9 o protagonista. \u201cWinter\u201d (\u201cInverno\u201d em ingl\u00eas) \u00e9 um jazz com letra politizada, que retrata a situa\u00e7\u00e3o atual do nosso pa\u00eds. Definitivamente prioriza a harmonia. A linha de voz e as outras texturas fazem dela uma m\u00fasica lenta, reflexiva e com clima melanc\u00f3lico, quase rom\u00e2ntico, que oferece a perspectiva de dias melhores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06) Bonnie \u2013<\/strong> Uma m\u00fasica que j\u00e1 era executada ao vivo, mas sem letra. Inclusive \u00e9 poss\u00edvel ver sua vers\u00e3o puramente instrumental no nosso show no Sesc instrumental Brasil em 2019 (na integra no final do texto). Ao longo do tempo ganhou uma melodia de voz inspirada nas can\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas celtas. Com certeza uma faixa diferenciada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07) Illusive \u2013<\/strong> Uma m\u00fasica que existe h\u00e1 muito tempo no repert\u00f3rio ao vivo da Ozu, mesmo antes do lan\u00e7amento do primeiro \u00e1lbum. Depois de passar por v\u00e1rias mudan\u00e7as de arranjo, a faixa hoje traz uma linha de baixo mais agressiva que a fez ganhar o seu lugar. \u00c9 com certeza uma das faixas mais marcantes do disco, para apreciadores de trip-hop e m\u00fasica de clima intenso e agressivo como algumas trilhas sonoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08) Project 101 \u2013<\/strong> Literalmente uma das quatro primeiras m\u00fasicas compostas pela banda. Foi executada no primeiro show ao vivo e pode ser encontrada no \u201cThe Downbeat sessions vol. 02 \u2013 B-Sides\u201d. Um trip-hop cl\u00e1ssico! Para apreciadores de Portishead, Massive Attack e Sneaker Pimps.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09) Phantom \u2013<\/strong> Inicialmente com a inten\u00e7\u00e3o de soar mais neo-soul, a faixa ganhou uma cara mais anos 70 com seus timbres imitando baixa resolu\u00e7\u00e3o. A banda se orgulha particularmente dessa m\u00fasica por ter inovado usando timbres e roupagem moderna, elementos frequentemente ouvidos nas v\u00e1rias r\u00e1dios de lo-fi em vers\u00e3o instrumental, transpondo esses conceitos para o campo da m\u00fasica de can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10) Flyer \u2013<\/strong> Outra faixa que existia em vers\u00e3o instrumental e ganhou letra. Essa faixa tamb\u00e9m pode ser vista na apresenta\u00e7\u00e3o do Sesc Instrumental Brasil em 2019. \u00c9 uma tradu\u00e7\u00e3o bem marcante da sonoridade lo-fi para o universo das can\u00e7\u00f5es e uma das mais marcantes da nova fase da banda que transita entre o neo-soul, o jazz e o nu-jazz. Para os amantes de lo-fi.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>11) Burnout \u2013<\/strong> A m\u00fasica que leva o t\u00edtulo do novo \u00e1lbum da OZU simboliza o sintoma dos tempos atuais. Contrapondo seu clima dan\u00e7ante, a faixa faz cr\u00edtica ao neoliberalismo tardio e \u00e0 p\u00f3s-modernidade. Apesar da tem\u00e1tica cr\u00edtica, seu lado mais \u201cpop\u201d \u00e9 um experimento interessante da banda, mais conhecida como uma banda brasileira de trip-hop. \u201cBurnout\u201d e seu conceito foram criados pouco antes da pandemia, por isso, dois anos depois de sua primeira concep\u00e7\u00e3o, a faixa est\u00e1 mais atual do que nunca. Novos processos de composi\u00e7\u00e3o foram desenvolvidos para trazer um resultado que conversa tanto com as influ\u00eancias dos anos 90 quanto com as sonoridades atuais. O trip-hop e o neo-soul est\u00e3o presentes.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"SHOW OZU no  FESTIVAL AMPARO - ESTU\u0301DIO AURORA\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/buUGfqAZFw4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ozu - Winter | DEMO AC\u00daSTICO NOVO \u00c1LBUM\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Pdp5s8yQ33Y?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Fauhaus Session - Live &quot;Meia-\u00c1gua&quot;- OZU ft NOMADE ORQUESTRA\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/htb8DK7oo6A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen title=\"Fauhaus Session - Live \"Meia-\u00c1gua\"- OZU ft NOMADE ORQUESTRA\"><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ozu | Programa Instrumental Sesc Brasil\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MzqQUoNI0mk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"OZU - Inner (Full Album)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_md6-jwgyUA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0 escreve no Scream &amp; Yell desde 2014. A foto que abre o texto \u00e9 de Mariana Harder<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#8220;O disco \u00e9 essencialmente um convite \u00e0 reflex\u00e3o, em forma cr\u00edtica, do nosso atual modelo econ\u00f4mico (neo-liberalismo) que nos induz a uma forma p\u00f3s-moderna de pensar a vida&#8221;, pontua Franscisco Cabral\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/07\/04\/entrevista-ozu-lanca-burnout-album-que-critica-o-neo-liberalismo-ao-som-de-neo-soul-trip-hop-e-nu-jazz\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":67428,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[5838],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67425"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67425"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67425\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":67429,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67425\/revisions\/67429"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67428"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67425"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67425"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67425"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}