{"id":67016,"date":"2022-06-13T03:01:45","date_gmt":"2022-06-13T06:01:45","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=67016"},"modified":"2022-08-11T15:02:47","modified_gmt":"2022-08-11T18:02:47","slug":"entrevista-fernando-catatau-fala-de-seu-primeiro-disco-solo-fortaleza-samba-guitarra-e-cidadao-instigado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/06\/13\/entrevista-fernando-catatau-fala-de-seu-primeiro-disco-solo-fortaleza-samba-guitarra-e-cidadao-instigado\/","title":{"rendered":"Entrevista: Fernando Catatau fala de seu primeiro disco solo, Fortaleza, samba, guitarra, m\u00fasica pop e Cidad\u00e3o Instigado"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/trsobrinho\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Thiago Sobrinho<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Explorar vazios musicais foi o que norteou o m\u00fasico cearense Fernando Catatau em seu primeiro \u00e1lbum solo da carreira. Lan\u00e7ado em fevereiro de 2022, <a href=\"https:\/\/tratore.ffm.to\/fernandocatatau\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">as 11 faixas do \u00e1lbum hom\u00f4nimo<\/a> sintetizam os novos voos de um dos artistas mais inventivos e sens\u00edveis da m\u00fasica brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos 50 anos de idade, Fernando Catatau \u00e9 figurinha carimbada na nossa cena musical independente. Algo que acontece desde meados da d\u00e9cada de 1990. Parte desse prest\u00edgio se deve \u00e0s guitarras ruidosas e a inventividade empregada no Cidad\u00e3o Instigado, grupo que possui na bagagem quatro \u00e1lbuns, sendo o \u00faltimo deles o roqueiro \u201cFortaleza\u201d (2015).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acrescente a\u00ed o trabalho de Catatau como produtor e parceiro de nomes como Arnaldo Antunes, Otto, Vanessa da Matta, Karina Buhr, Test, Ju\u00e7ara Mar\u00e7al, entre outros. Contudo, em seu disco solo, Catatau entrega uma nova faceta. Sobretudo quando o assunto \u00e9 a forma que a guitarra el\u00e9trica aparece em suas novas composi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNo Cidad\u00e3o Instigado, a guitarra estava sempre preenchendo os vazios. Queria que nesse disco ele tivesse mais vazios. Para voz, e at\u00e9 para outras coisas, que \u00e9 uma linguagem que a galera usa muito na m\u00fasica pop\u201d, explica Catatau ao Scream &amp; Yell.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o que a rela\u00e7\u00e3o atual do m\u00fasico com o instrumento que o acompanha h\u00e1 tanto tempo esteja estremecida. Mas houve momentos de afastamento. \u201cPassei muitos anos em crise com a guitarra. Fiquei quase dois anos sem encostar. Pegava ela s\u00f3 para compor. Agora estou curtindo voltar a tocar\u201d, comenta ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E esse reencontro acontece justamente quando Fernando Catatau apresenta suas novas can\u00e7\u00f5es ao p\u00fablico. M\u00fasicas que foram compostas antes da pandemia e que refletem o seu retorno a Fortaleza ap\u00f3s 15 anos vivendo em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<a href=\"https:\/\/tratore.ffm.to\/fernandocatatau\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fernando Catatau<\/a>\u201d, o \u00e1lbum, traz o m\u00fasico acompanhado em quase todas as can\u00e7\u00f5es por Dustan Gallas (baixo, synth, piano, cordas) e Samuel Fraga (bateria), com participa\u00e7\u00f5es de Yma, Melindra Lindra, Tina Reinstrins, Juliana R, Giovani Cidreira e Uir\u00e1 dos reis (vozes), Tha\u00eds de Campos e Vivi Rocha Jones (percuss\u00e3o), Marcio Resende e Manoel Cordeiro (guitarras) e Clayton Martin (bateria eletr\u00f4nica).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na conversa abaixo, Fernando Catatau aprofunda seu olhar sobre o \u00e1lbum, de como o tempo o auxilio a entender o pr\u00f3prio material, fala da influ\u00eancia da cidade de Fortaleza sobre o repert\u00f3rio, e sobre samba, guitarra, m\u00fasica pop e, claro, Cidad\u00e3o Instigado: \u201cA gente n\u00e3o acabou a banda\u201d, avisa Catatau. Leia a conversa na integra abaixo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Fernando Catatau - Nada acontece (part. Juliana R e Giovani Cidreira)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OJq5NJgEL8g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Esse seu trabalho solo estava pronto no in\u00edcio de 2020 e a pandemia o fez adiar o lan\u00e7amento por um bocado de tempo. Como tem sido apresentar essas can\u00e7\u00f5es novas, ao menos para o p\u00fablico, mas que existem h\u00e1 um temp\u00e3o?<\/strong><br \/>\nEu estava com ele, em fevereiro de 2020, praticamente pronto. Passou um temp\u00e3o para o disco ser lan\u00e7ado, mas quando reativei o disco na minha cabe\u00e7a\u2026 acho que o mais forte \u00e9 dentro. Parece que \u00e9 antigo, mas n\u00e3o \u00e9. Ningu\u00e9m viu, mas para mim era.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eu fiz o show de lan\u00e7amento no Sesc Pompeia. Tamb\u00e9m j\u00e1 fizemos em Fortaleza. Foi muito louco trazer esse esp\u00edrito. Ele fala de uma \u00e9poca. Ele foi composto quando eu vivia em Fortaleza. E \u00e9 uma mistura de sensa\u00e7\u00f5es. \u00c9 como se ele tivesse passado pela pandemia. Por\u00e9m, j\u00e1 eram as minhas quest\u00f5es de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, durante a pandemia, fui compondo muitas coisas. \u00c9 quase como se eu quisesse ir para outro lugar, mas tive que voltar (para Fortaleza) e entender esse tempo que passou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estar tocando esse disco agora tem sido muito bom. Ele veio com outro frescor. Trazer essas quest\u00f5es agora num p\u00f3s-pandemia, que nem acabou direito, tem sido muito forte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ficar quase dois anos com um disco pronto sem poder lan\u00e7ar mudou a sua percep\u00e7\u00e3o sobre esse trabalho?<\/strong><br \/>\nAcho que mudar n\u00e3o \u00e9 bem a palavra. Acho que abrangeu. Abrangeu em termos de at\u00e9 entender coisas que eu estava falando ali. E at\u00e9 reafirmar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando escrevo, as letras s\u00e3o muito pessoais. Existiram muitos conflitos para fazer esse disco. Outras clarearam. Uma coisa que escrevi naquela \u00e9poca, hoje sei muito melhor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">T\u00e1 sendo muito louco porque sa\u00ed de S\u00e3o Paulo em 2016 porque dei uma saturada de tudo: cansei do circuito, dos trabalhos&#8230; Fui para l\u00e1 e precisava me religar com Fortaleza e as minhas ra\u00edzes. Por causa dessa ida, eu tinha planos de gravar discos, fazer algo mais pessoal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 um lance muito novo para mim essa coisa de fazer um disco solo. Tinha at\u00e9 meu projeto instrumental. Fui deixando coisas que eu n\u00e3o tava mais afim para tr\u00e1s e tra\u00e7ando novos caminhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como chegou ao entendimento de que o disco deveria soar assim?<\/strong><br \/>\nEle foi aparecendo no processo. Cada semana estava com um pensamento diferente. Uma hora queria fazer um disco de samba, de reggae. Mas nada fixava na minha mente. E nunca foi assim, mesmo no Cidad\u00e3o Instigado. Sempre tem um lance que n\u00e3o consigo visualizar, mas acaba vindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tinha algumas coisas que eu queria. Sabia o que eu queria de som. Mas foi t\u00e3o louco porque at\u00e9 o \u00faltimo momento eu n\u00e3o tinha arranjos, eles foram surgindo nas grava\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse trabalho fala sobre a minha identifica\u00e7\u00e3o com Fortaleza. N\u00e3o s\u00f3 com a cidade. Mas, na realidade, \u00e9 comigo mesmo. Eu, Fernando, nasci l\u00e1. Vivi muito tempo l\u00e1. E \u00e9 o primeiro disco que fa\u00e7o com m\u00fasicas feitas l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E qual foi essa import\u00e2ncia de se reconectar com Fortaleza? N\u00e3o apenas a import\u00e2ncia art\u00edstica, mas tamb\u00e9m pessoal. O que mudou com essa virada de chave?<\/strong><br \/>\nEssa experi\u00eancia de morar l\u00e1 foi super importante. Eu consegui entender o motivo de ter vontade de voltar, que s\u00e3o as pessoas, a cultura, que faz parte de mim. Muita coisa que eu me identifico e n\u00e3o gosto. Eu entendi isso, inclusive, porque fui embora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas as coisas ficam mais resolvidas e simples. \u00c9 mais um lance de clarear. Uma coisa \u00e9 viver em S\u00e3o Paulo a vida inteira e olhar para l\u00e1 como a cidade que vou visitar. Outra coisa \u00e9 ir para l\u00e1, passar perrengues de trampo, ser um cidad\u00e3o comum andando pela cidade. Isso tudo n\u00e3o tem como n\u00e3o voltar para a minha arte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00e1lbum marca bem esse momento. Eu indo pro reggae. Sentindo mesmo a cidade. Vendo meus tios tocando samba. Eu podia ter feito um disco todo de samba, mas n\u00e3o fiz. Mas o samba, ou o meu sentimento do samba familiar, t\u00e1 dentro em algum lugar de alguma m\u00fasica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E todas as coisas que t\u00eam em Fortaleza, dos artistas novos e a galera atual. Foi por causa dessa galera que eu voltei. Quando comecei a me identificar muito com o que eles estavam fazendo, eu voltei. Porque antes eu n\u00e3o conseguia ver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fale um pouco sobre as pessoas que convidou para participar do seu \u00e1lbum solo.<\/strong><br \/>\nTodas as pessoas que chamei para tocar no disco foram uma galera que eu troquei. Sou f\u00e3 de todas as pessoas. Galera que eu gosto mesmo. Foi a galera que eu troquei durante os quatro anos que vivi l\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>D\u00e1 pra perceber que nas novas m\u00fasicas, a guitarra deixa de ser protagonista. \u00c9 curioso porque no Cidad\u00e3o havia uma din\u00e2mica diferente.<\/strong><br \/>\nNo Cidad\u00e3o Instigado, ela estava sempre preenchendo os vazios. Queria que nesse disco ele tivesse mais vazios. Para voz, e at\u00e9 para outras coisas. Que \u00e9 uma linguagem que a galera usa no pop.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como fiquei obcecado a vida inteira de fazer rock, a guitarra sempre foi protagonista. Eu passei muitos anos em crise com a guitarra. Fiquei quase dois anos sem encostar. Pegava s\u00f3 para compor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora estou curtindo voltar a tocar. Eu nunca gostei de ficar num mesmo lugar, principalmente com a guitarra. J\u00e1 mudei de caminho v\u00e1rias vezes. Eu nunca gostei de ficar num ponto s\u00f3. Para mim tinha sempre que achar um caminho novo. E eu ficava muito nas guitarras<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00ea \u00e9 conhecido por tirar sons incr\u00edveis de guitarras e equipamentos vintage. Agora tem trabalhado com novos equipamentos, como m\u00e1quinas para fazer m\u00fasica eletr\u00f4nica.<\/strong><br \/>\nEu amo tudo o que rodeia isso. Tanto que entrei nessas m\u00e1quinas e entrei na mesma frita\u00e7\u00e3o. Fui pesquisando e criando caminhos. \u00c9 interessante porque tudo d\u00e1 para criar. Estou aqui no celular e quando vejo estou fazendo m\u00fasicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 que nos \u00faltimos anos eu tenho curtido muitas coisas de pop e os caminhos v\u00e3o mudando. Antes eu ficava muito pautado no rock, sempre no passado. Nesses \u00faltimos anos estou vivendo mais o presente. E isso mudou bastante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tem coisas muito importantes que acho dentro disso, que \u00e9 deixar muitos preconceitos de lado. Tinha coisas que eu dizia: \u201cAh, hoje em dia n\u00e3o tem nada legal\u201d. E n\u00e3o \u00e9 verdade. E acho que cada vez mais tem na m\u00eddia e em todos os cantos. Pesquiso m\u00fasica nova todos os dias. Gosto de estar buscando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando tinha 14 anos, eu coloquei na cabe\u00e7a que queria ser roqueiro. Isso aprisiona. Voc\u00ea entra num estere\u00f3tipo. Eu ficava muito fechado nesse lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acho que com o disco \u201cFortaleza\u201d, do Cidad\u00e3o, eu cheguei num disco de rock que eu almejava. Coloquei todos os clich\u00eas e riffs de disco de rock. Pronto. Estou resolvido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E a\u00ed, depois disso, fiquei com uma p\u00e1gina em branco. E at\u00e9 com o Cidad\u00e3o mesmo \u00e9 muito doido falar sobre isso, porque eu encerro o ciclo. Eu n\u00e3o tenho mais nada para falar sobre aquilo. Encerrou. Eu comentei com os meninos da banda que a partir daqui para frente a banda s\u00f3 vai existir se for outra abordagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A gente n\u00e3o acabou a banda. A parada \u00e9 uma realidade. A gente chegou num ponto: o Cidad\u00e3o sempre foi muito pessoal. Eu ia vivendo e colocando tudo pra l\u00e1. E eu resgatei isso para o meu trampo. Lancei o disco com o meu nome. Uma coisa muito pessoal que eu tava afim de fazer dessa forma. At\u00e9 porque o Cidad\u00e3o se transformou numa banda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De certa forma, \u00e9 por isso que nesse trabalho novo voc\u00ea buscou uma abordagem mais pop?<\/strong><br \/>\nSempre gostei muito de George Michael e todos esses pops. Acho que com o Cidad\u00e3o eu ficava buscando essas minhas ra\u00edzes no passado. Como se o presente tivesse sempre a dever. E quando fui para Fortaleza e cheguei l\u00e1 e fui me encontrar com o passado que eu estava em busca e eu cheguei ao presente. A guitarra n\u00e3o perdeu seu lugar na minha vida, mas ela entra de outra forma, sem precisar estar gritando como era o tempo inteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00c9 buscar novas alternativas para novas composi\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nPara mim, ficar continuando batendo na mesma tecla, uma hora quebra. Cansa. E eu n\u00e3o quero fazer isso. Gosto do que eu fa\u00e7o. Esse disco solo, para mim, \u00e9 o meu primeiro e pronto. O Cidad\u00e3o faz parte da minha hist\u00f3ria e esse tamb\u00e9m \u00e9 uma continuidade<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>H\u00e1 algumas can\u00e7\u00f5es de amor nesse novo disco. Como \u00e9 falar de amor nessa nova abordagem? Pergunto isso porque at\u00e9 mesmo no Cidad\u00e3o, quando cantava sobre amor, acho que tinha essa interpreta\u00e7\u00e3o sudestina de liga\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica brega.<\/strong><br \/>\nTodo mundo na m\u00fasica fala sobre amor. Mas acho que bate muito forte essa parada do nordestino mesmo. Se tem sotaque e vai falar de amor, tem que ir para um caminho. Como eu tinha muita influ\u00eancia das coisas antigas, batia com o brega. At\u00e9 esse disco novo tem gente falando que continua o brega&#8230; E eu n\u00e3o tenho problema com isso porque isso faz parte das minhas influ\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como v\u00ea o mercado da m\u00fasica pop hoje no Brasil?<\/strong><br \/>\nO Brasil \u00e9 muito grande e tem muitas linguagens. Voc\u00ea pega o sertanejo, a pisadinha, o tecnobrega, o funk\u2026 s\u00e3o coisas bem distintas, mas que est\u00e3o no Pa\u00eds inteiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De certa forma, voc\u00ea est\u00e1 se inserindo nisso\u2026<\/strong><br \/>\nN\u00e3o \u00e9 que estou me inserindo. N\u00e3o tenho os requisitos (risos). Mas me inspiro nesse tipo de m\u00fasica sim. E tenho o que falar. A minha m\u00fasica \u00e9 muito o que vou falar. N\u00e3o fa\u00e7o esse pop\u2026 \u00e9 diferente. Tem uma mistura do que eu sei fazer com essa minha inspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Fernando Catatau - Raios na imensid\u00e3o\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VIVxfX4coTw?list=PL0UW4Lo6AFrLdbnRgrPjgNIJOgpvIZ6VK\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Catatau no Cultura Livre\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ut_ofVyEyZ0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013 Thiago Sobrinho (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/trsobrinho\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">fb.trsobrinho<\/a>) \u00e9 jornalista do A Tribuna em Vit\u00f3ria, Esp\u00edrito Santo.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Explorar vazios musicais foi o que norteou o m\u00fasico cearense Fernando Catatau em seu primeiro \u00e1lbum solo da carreira, que sintetiza os novos voos de um dos artistas mais inventivos e sens\u00edveis da m\u00fasica brasileira.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/06\/13\/entrevista-fernando-catatau-fala-de-seu-primeiro-disco-solo-fortaleza-samba-guitarra-e-cidadao-instigado\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":59,"featured_media":67020,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[3958],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67016"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/59"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=67016"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67016\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":67022,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/67016\/revisions\/67022"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/67020"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=67016"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=67016"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=67016"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}