{"id":66554,"date":"2022-05-22T01:25:00","date_gmt":"2022-05-22T04:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=66554"},"modified":"2022-06-17T03:39:01","modified_gmt":"2022-06-17T06:39:01","slug":"faixa-a-faixa-sobre-viver-de-criolo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/05\/22\/faixa-a-faixa-sobre-viver-de-criolo\/","title":{"rendered":"Faixa a Faixa: \u201cSobre Viver\u201d, de Criolo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">texto de abertura <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Renan Guerra<\/a><br \/>\nfaixa a faixa por <a href=\"https:\/\/links.altafonte.com\/sobreviver\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Criolo<\/a><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">O <a href=\"https:\/\/links.altafonte.com\/sobreviver\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">quinto disco solo de Criolo<\/a> come\u00e7ou a ser pensado h\u00e1 pouco mais de um ano nesse cen\u00e1rio ca\u00f3tico do Brasil pand\u00eamico. A ideia inicial era se chamar \u201cDi\u00e1rio do Kaos\u201d (t\u00edtulo da faixa que abre o disco), com K, de Kleber Cavalcante Gomes, o nome de batismo do rapper. O t\u00edtulo mudou, mas esse segue sendo um di\u00e1rio sobre o Brasil de agora, sobre o nosso tempo, a partir da vis\u00e3o complexa e inteligente do artista respons\u00e1vel pelo segundo disco mais importante da d\u00e9cada passada no Brasil (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/01\/06\/os-50-discos-nacionais-dos-anos-10\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">segundo vota\u00e7\u00e3o no Scream &amp; Yell<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2021, Criolo perdeu a sua irm\u00e3, Cleane Gomes, aos 39 anos, uma das mais de 660 mil pessoas v\u00edtimas de Covid-19 no Brasil. Cleane era professora de artes, lecionava no Caps de Graja\u00fa e num escola municipal, e deixou um filho de 12 anos. Obviamente, essa perda se reflete na constru\u00e7\u00e3o do disco, de forma direta e clara na biogr\u00e1fica \u201cPequenina\u201d, mas tamb\u00e9m de forma difusa nas preces e lamentos que ecoam dentro do novo trabalho de Criolo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c<a href=\"https:\/\/links.altafonte.com\/sobreviver\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sobre Viver<\/a>\u201d talvez seja o mais doloroso disco de toda carreira de Criolo, por ser t\u00e3o sincero e t\u00e3o aberto. \u00c9 como se o artista nos mostrasse feridas expostas e com elas fizesse can\u00e7\u00f5es. Muitas vezes se tende a entender o rap como uma cr\u00f4nica do nosso tempo, e Criolo faz do nosso tempo poesia. O rap \u00e9 oficialmente o guia central do disco e \u00e9 a partir dos versos de Criolo que v\u00e3o se desdobrando as outras conex\u00f5es sonoras do trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com produ\u00e7\u00e3o de Tropkillaz, Daniel Ganjaman, Marcelo Cabral e do pr\u00f3prio Criolo, \u201cSobre Viver\u201d tem participa\u00e7\u00f5es de Milton Nascimento, Mayra Andrade, Liniker, Jacques Morelenbaum, MC Hariel e de Maria Vilani, a m\u00e3e de Criolo. Com menos de 40 minutos, esse \u00e9 um trabalho poderoso e que se desdobra de diferentes formas, por isso vale adentrar nesse universo com o aux\u00edlio de Criolo, que escreveu um faixa a faixa que aprofunda os nossos olhares sobre um dos, desde j\u00e1, grandes discos brasileiros de 2022. Leia abaixo:<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Faixa a Faixa, por Criolo<\/strong><\/h2>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Sobre Viver\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/videoseries?list=OLAK5uy_nDtuTfHaRgxqobCF4Q4p9pREPxilP7wu0\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01) Di\u00e1rio do Kaos (feat. Tropkillaz):<\/strong> \u201cDi\u00e1rio do Kaos\u201d fala sobre o que nasce de uma sociedade desigual. O que \u00e9 o fruto da desigualdade? \u00c9 o medo, \u00e9 a desesperan\u00e7a, \u00e9 voc\u00ea achar que tudo est\u00e1 perdido. \u00c9 voc\u00ea n\u00e3o ver sentido na vida, \u00e9 voc\u00ea aceitar a ideia do imediatismo, que voc\u00ea tem que ter tudo agora, porque, se n\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 respeitado. E cada um vai achar seu caminho para isso. Uns podem achar prosperidade e outros podem achar a morte. A m\u00fasica tamb\u00e9m fala da import\u00e2ncia do rap nas nossas vidas. Tem outros temas, mas n\u00e3o quero falar, porque essas ideias s\u00f3 se completam quando chegam no cora\u00e7\u00e3o de cada pessoa. Cada pessoa vai mandar pra n\u00f3s o que \u00e9 essa m\u00fasica. A m\u00fasica est\u00e1 sempre incompleta, ela s\u00f3 se completa quando chega no cora\u00e7\u00e3o do outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02) Pretos Ganhando Dinheiro Incomoda Demais:<\/strong> O DanDan sempre faz essa reflex\u00e3o: como \u00e9 que voc\u00ea luta para ser aceito num mundo que sempre vai te rejeitar? \u00c9 sem fim essa guerra. Por isso que falo: \u201cEu vou ganhar dinheiro, m\u00e3e, porque \u00e9 s\u00f3 assim que eles respeitam a gente.\u201d Mas pensar assim n\u00e3o \u00e9 vit\u00f3ria do sistema? Mas eu vim do bairro que depende do Bom Prato, irm\u00e3o. E os que nem o Bom Prato tem? Ent\u00e3o, todo dia \u00e9 vit\u00f3ria do sistema. A diferen\u00e7a \u00e9 que, para voc\u00eas, n\u00f3s temos que ficar s\u00f3 onde n\u00f3s ficamos. E a\u00ed, conversa com a \u201cPretos Ganhando Dinheiro Incomoda Demais\u201d. Eu poderia dar outro nome para a can\u00e7\u00e3o, mas eu fa\u00e7o quest\u00e3o do t\u00edtulo ser o bagulho central, para quando estiver numa r\u00e1dio, na televis\u00e3o, a pessoa falar o nome da m\u00fasica. Ent\u00e3o, mesmo sem ouvir, o nome da m\u00fasica j\u00e1 abre o debate. A gente estava assistindo ao Super Bowl e eu vi a apresenta\u00e7\u00e3o do The Weeknd. E ele fez uma roupagem do disco novo dele todo anos 80, tudo que a gente curtiu desde moleque e isso tamb\u00e9m \u00e9 nosso. Ent\u00e3o, t\u00e1 todo mundo conversando. Quando o Tropkillaz trouxe um synth oitentista e a gente usou o kit de bateria da \u00e9poca tamb\u00e9m, eu disse: \u00c9, somos isso a\u00ed tamb\u00e9m, mano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03) Moleques S\u00e3o Meninos, Crian\u00e7as S\u00e3o Tamb\u00e9m (feat. Tropkillaz):<\/strong> Esse som, eu tinha pensado que seria um lo-fi, e acabou que o Tropkillaz fez uma m\u00e1gica, transformou a m\u00fasica numa outra coisa e trouxe muita for\u00e7a. O refr\u00e3o apresenta esta ideia: &#8220;Moleques s\u00e3o meninos, crian\u00e7as s\u00e3o tamb\u00e9m, nascer para ser tratado bem.\u201d Porque, infelizmente, filho de rico \u00e9 tratado como crian\u00e7a, filho de pobre \u00e9 tratado como lixo. \u00c9 sobre como a crueldade vai visitando cada vez mais cedo nossas crian\u00e7as, como n\u00f3s vamos perdendo a juventude do pa\u00eds. \u00c9 sobre como morre a inf\u00e2ncia no Brasil por causa do descaso social, do abandono, onde se tem soldados do medo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04) Ogum Ogum (feat. Mayra Andrade):<\/strong> Tem uma prece tamb\u00e9m, um pedido de licen\u00e7a, um pedido de b\u00ean\u00e7\u00e3o. Um relembrar a f\u00e9, relembrar a for\u00e7a da f\u00e9 do povo brasileiro que est\u00e1 em \u201cOgum Ogum\u201d, com participa\u00e7\u00e3o da Mayra Andrade. Ela trouxe uma energia espiritual muito linda, muito forte para a m\u00fasica. A gente se falou poucas vezes na vida, mas sempre foi muito incr\u00edvel. A gente teve uma reaproxima\u00e7\u00e3o recente, por causa do trabalho, a can\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava se encaminhando e veio a ideia de apresentar para ela. Ela gostou muito da m\u00fasica e colou junto, deixou a energia maravilhosa dela l\u00e1. Essa m\u00fasica \u00e9 uma prece e um grito de desabafo. \u00c9 um chamado de aten\u00e7\u00e3o para temas que as pessoas s\u00f3 falam quando est\u00e1 na moda ou quando conv\u00e9m falar. Que \u00e9 a persegui\u00e7\u00e3o que acontece no Brasil, as mortes que acontecem por causa da persegui\u00e7\u00e3o religiosa. As religi\u00f5es de matriz africana est\u00e3o sendo perseguidas, as pessoas est\u00e3o sendo assassinadas, suas casas de ora\u00e7\u00e3o e de obras sociais est\u00e3o sendo demolidas e ningu\u00e9m fala nada. Ali\u00e1s, todas as quest\u00f5es raciais, quando tem um outro interesse, o pessoal gosta de falar para fortalecer a caminhada deles, e depois esquecem. \u201cOgum Ogum\u201d fala da f\u00e9 do nosso povo, da beleza, da cultura, das religi\u00f5es de matriz africana e todos os seus porqu\u00eas. Fala de tudo aquilo que traz de resgate da nossa ancestralidade, mas tamb\u00e9m fala da persegui\u00e7\u00e3o que acontece e que poucos falam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05) S\u00e9timo Templ\u00e1rio (feat. Tropkillaz):<\/strong> \u201cS\u00e9timo Templ\u00e1rio\u201d fala de uma ordem antiga, n\u00e3o dos templ\u00e1rios, mais antiga, que talvez antecede todo o pensamento de usar poder pol\u00edtico para devastar territ\u00f3rios. \u00c9 sobre como ainda hoje, no mundo contempor\u00e2neo ultra p\u00f3s-moderno, temos linhas muito antigas de como lidar com civiliza\u00e7\u00f5es ao redor do mundo, sendo apenas t\u00edteres. Os que est\u00e3o a\u00ed s\u00e3o apenas t\u00edteres, bonecos nas m\u00e3os de outras pessoas que falam como o planeta tem que estar. Muito se apresenta sobre as pe\u00e7as do tabuleiro, mas ningu\u00e9m vai saber quem \u00e9 o dono ou quem inventou do tabuleiro desse jogo. Ent\u00e3o, tem muito do porqu\u00ea de mudar a frequ\u00eancia global. Onde esses extremos nos levam? E por que toda essa massa humana se encontra em desengano? Como usufruir disso, do medo? O medo \u00e9 a ferramenta fundamental de v\u00e1rias coisas que regem o planeta. Vai para al\u00e9m do texto escrito. E quem est\u00e1 a\u00ed, est\u00e1 porque tem que estar, mas n\u00e3o \u00e9 tudo isso. \u00c9 apenas um boneco sendo utilizado por uma for\u00e7a muito maior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06) Me Corte Na Boca do C\u00e9u A Morte N\u00e3o Pede Perd\u00e3o (feat. Milton Nascimento):<\/strong> Essa m\u00fasica vinha na minha cabe\u00e7a de um jeito que resultou nessa produ\u00e7\u00e3o que des\u00e1gua muito perto da pedra fundamental de como a can\u00e7\u00e3o nasceu. E, mais uma vez, trabalhei rodeado de grandes m\u00fasicos, que fizeram arranjos incr\u00edveis, al\u00e9m desse dia a dia de trabalho com o Tropkillaz tamb\u00e9m, que deram suporte para isso acontecer. A honra m\u00e1xima para qualquer artista no planeta \u00e9 ter uma poesia sua, um texto seu sendo interpretado pelo Bituca. E isso acontece nesse disco, porque acontece na nossa vida. A gente se conheceu em 2013 e n\u00e3o se desgrudou mais. Essa letra \u00e9 muito forte \u201cMe corte na boca do c\u00e9u, a morte n\u00e3o pede perd\u00e3o. \u00c9 o tambor desse destino obl\u00edquo na palma da m\u00e3o\u201d. \u00c9 o tambor onde voc\u00ea p\u00f5e as balas, talvez. \u00c9 o tambor da arma, que faz com que sua vida fique pequena ou que voc\u00ea abrevie seu tempo, sua passagem neste plano terreno. \u201cEu ouvi a m\u00fasica agora, gostei muito e quero gravar. Um beij\u00e3o\u201d, disse Milton num \u00e1udio que ele enviou. \u00c9 o maior de todos, mano. Ele faz uma coisa dessa, ele d\u00e1 um presente que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 meu, \u00e9 de todo mundo que acredita em mim. \u00c9 um presente para todas as pessoas envolvidas desde sempre, desde que eu pedi para cantar numa festa de doa\u00e7\u00e3o de roupa e comida, at\u00e9 hoje, agora, falando desse \u00e1lbum maravilhoso chamado \u201cSobre Viver\u201d. \u00c9 um presente para todos n\u00f3s, para o rap nacional, para quem desacreditou do rap nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07) Yemanj\u00e1 Chegou:<\/strong> E mais uma vez a gente recorre a nossa f\u00e9, exalta o que a gente tem de lindo, essa beleza que se expressa em fraternidade, calor humano, num sorriso no meio do caos, algu\u00e9m estendendo a m\u00e3o. \u00c0s vezes, a pessoa que perdeu tudo oferece um abra\u00e7o, um sorriso. A f\u00e9 do povo brasileiro \u00e9 inabal\u00e1vel e isso tem que ser respeitado, isso \u00e9 pedra fundamental que mant\u00e9m a gente de p\u00e9, vivo, no foco da busca do sonho. Para muitos a busca do sonho \u00e9 algo mirabolante, gigante, ligado a coisas materiais, para outros, \u00e9 sobreviver a mais um dia. No Brasil \u00e9 assim, come\u00e7a o dia, mas voc\u00ea n\u00e3o sabe se termina com ele, ou se ele termina com voc\u00ea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08) Pequenina (feat. MC Hariel, Liniker, Maria Vilani e Jaques Morelenbaum):<\/strong> \u201cPequenina\u201d \u00e9 aquele rap nosso de cada dia, mas pensando muito bem em quem seriam as pessoas a dar for\u00e7a para esse texto, para esse desabafo, para dividir com as pessoas do melhor jeito poss\u00edvel. Ter a Liniker, express\u00e3o m\u00e1xima de pureza na arte musical, de se esparramar toda, de fazer com que todos beijem seu cora\u00e7\u00e3o quando est\u00e1 no palco, \u00e9 uma honra muito grande para mim. E que honra foi quando eu mostrei o som para ela, que \u00e9 uma m\u00fasica especial que fala muito da minha m\u00e3e. \u00c9 como se voc\u00ea estivesse na nossa cozinha trocando ideia em 1982 naquele barraco no Jardim das Imbuias. Ela poder participar desse disco muito me honrou. O Hariel participa comigo tamb\u00e9m da faixa, que \u00e9 um MC e escritor extraordin\u00e1rio. Conheci ele h\u00e1 muito tempo, a gente trocou ideia e ele \u00e9 de uma humildade extrema. Estourado agora, mas com a mesma humildade de 7 anos atr\u00e1s, o mesmo sentimento, o mesmo carinho, o mesmo jeito de tratar as pessoas. N\u00e3o \u00e9 por acaso ele estar ali. Tem a minha m\u00e3e na m\u00fasica, porque tem frases ali que tem que ser ela cantando. S\u00f3 ela \u00e9 a dona total do contexto que a can\u00e7\u00e3o tenta expressar, ent\u00e3o ela tinha que estar ali. E \u00e9 um jeito de eu ter minha m\u00e3e dentro de uma m\u00fasica comigo, uma coisa que nunca tinha acontecido antes. Para mim \u00e9 muito importante minha m\u00e3e estar nesse disco, porque ela est\u00e1 em tudo, l\u00f3gico, e n\u00e3o d\u00e1 para separar a fam\u00edlia do que voc\u00ea est\u00e1 fazendo. Essa m\u00fasica fala da solid\u00e3o da minha m\u00e3e e da revolta de crescer passando fome e de viver num sistema que, se n\u00e3o tiver dinheiro, vai morrer de fome. O arranjo \u00e9 do Jaques Morelenbaum. A gente ligou para ele e explicou o porqu\u00ea da m\u00fasica, por que a letra \u00e9 t\u00e3o importante para mim, e ele fez um arranjo cabuloso. E \u00e9 muito louco, porque todas essas energias de hist\u00f3rias diferentes t\u00eam algo em comum: um acreditar na m\u00fasica, na for\u00e7a da m\u00fasica, de viver disso e com isso. E com jeito muito singelo e tradicional dos anos 90 de se pensar em como construir um rap.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09) Quem Planta Amor Aqui Vai Morrer (feat. Tropkillaz):<\/strong> O t\u00edtulo \u00e9 \u201cQuem Planta Amor Aqui Vai Morrer\u201d, talvez seja autoexplicativo at\u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10) Aprendendo A Sobreviver:<\/strong> Essa a\u00ed \u00e9\u2026 ai, Meu Pai do C\u00e9u. \u201cE quem atira n\u00e3o tinha nada a ver com quem ca\u00eda, quem sorri era s\u00f3 uma ovelha assassina, um segredo que voc\u00ea n\u00e3o guardaria. Aonde a m\u00e1goa faz morada, a gente morre todo dia.\u201d Tem v\u00e1rias paradas a\u00ed tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-66555\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/CAPA-SOBRE-VIVERa.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/CAPA-SOBRE-VIVERa.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/CAPA-SOBRE-VIVERa-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/CAPA-SOBRE-VIVERa-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<div class=\"entry-content\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/renan.machadoguerra\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renan Guerra<\/a>\u00a0\u00e9 jornalista e escreve para o Scream &amp; Yell desde 2014. Faz parte do\u00a0<a href=\"http:\/\/vamosfalarsobremusica.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=http:\/\/vamosfalarsobremusica.com.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNGttyQx5OWOAKRyi7iGq8E4oacvuw\">Podcast Vamos Falar Sobre M\u00fasica<\/a>\u00a0e colabora com o\u00a0<a href=\"https:\/\/monkeybuzz.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/monkeybuzz.com.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNFjG1FOw9vBGrawiUhocH4mshwTtw\">Monkeybuzz<\/a>\u00a0e a\u00a0<a href=\"https:\/\/revistabalaclava.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/revistabalaclava.com\/&amp;source=gmail&amp;ust=1630729890879000&amp;usg=AFQjCNFqHswo4qEcyg8fw9VPM8IWsRH5oQ\">Revista Balaclava<\/a>.\u00a0<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cSobre Viver\u201d talvez seja o mais doloroso disco de toda carreira de Criolo, por ser t\u00e3o sincero e t\u00e3o aberto. \u00c9 como se o artista nos mostrasse feridas expostas e com elas fizesse can\u00e7\u00f5es. Muitas vezes se tende a entender o rap como uma cr\u00f4nica do nosso tempo, e Criolo faz do nosso tempo poesia.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/05\/22\/faixa-a-faixa-sobre-viver-de-criolo\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":3,"featured_media":66556,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1018],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66554"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=66554"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66554\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":66558,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/66554\/revisions\/66558"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/66556"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=66554"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=66554"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=66554"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}