{"id":6640,"date":"2010-12-11T07:50:18","date_gmt":"2010-12-11T10:50:18","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=6640"},"modified":"2016-12-29T19:05:42","modified_gmt":"2016-12-29T21:05:42","slug":"livros-mozipedia-de-simon-goddard","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/12\/11\/livros-mozipedia-de-simon-goddard\/","title":{"rendered":"Livros: Mozipedia, de Simon Goddard"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-6641\" title=\"mozzipedia\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/mozzipedia.jpg\" alt=\"\" width=\"271\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/mozzipedia.jpg 271w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/mozzipedia-232x300.jpg 232w\" sizes=\"(max-width: 271px) 100vw, 271px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/bartbarbosa\" target=\"_blank\">Marco Antonio Bart<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o existem muitas enciclop\u00e9dias dedicadas a artistas de rock, por mais populares que sejam. Beatles t\u00eam mais de uma, mas outros casos n\u00e3o v\u00eam \u00e0 mente de imediato. Ent\u00e3o, quando a apari\u00e7\u00e3o de \u201cMozipedia &#8211; The Encyclopedia of Morrissey and The Smiths\u201d, naturalmente intriga e interessa. Afinal, mais interessante que o formato e o conceito do livro, s\u00f3 mesmo seu assunto: Morrissey &amp; seu mundo. As cifras impressionam. S\u00e3o 544 p\u00e1gina e um total de 350 mil palavras divididas em cerca de 600 verbetes em ordem alfab\u00e9tica cobrindo aparentemente todos os aspectos da vida de Steven Patrick Morrissey, sobre o ou fora do palco, antes, depois e durante os Smiths.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parece n\u00e3o ter ficado coisa alguma de fora \u2013 dos \u201cgrandes temas\u201d que regem a vida do cantor (ambiguidade sexual &amp; celibato, New York Dolls, vegetarianismo, a parceria com Johnny Marr) a min\u00fasculas min\u00facias como os programas de TV favoritos de Morrissey durante a adolesc\u00eancia e detalhes sobre sua dieta (basicamente \u201cbatatas, torradas e ovos\u201d). A revista Q classificou o calhama\u00e7o como \u201ca obra de um man\u00edaco\u201d. O autor, Simon Goddard, tem estofo para a tarefa. O cara escreveu \u201cThe Smiths: Songs that Saved Your Life\u201d, considerado a an\u00e1lise definitiva do cancioneiro smithiano (m\u00fasica a m\u00fasica, num formato similar ao de \u201cRevolution in the Head\u201d, sobre os Beatles). H\u00e1 dois bons cadernos de fotos, misturando imagens de todas as fases da carreira do mancuniano e retratos de seus \u00eddolos \u2013 Oscar Wilde, os citados New York Dolls, a dramaturga Shelagh Delaney, atores como Terence Stamp, Harvey Keitel e Dirk Bogarde.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A escolha do formato deve ter sido a forma que o autor \u2013 naturalmente um smith\u00f3filo\/morrisseyman\u00edaco juramentado \u2013 encontrou para manter o distanciamento cr\u00edtico em rela\u00e7\u00e3o ao assunto. E tamb\u00e9m para garantir a pr\u00f3pria confec\u00e7\u00e3o do livro. Biografias de rock costumam seguir dois padr\u00f5es. Um \u00e9 o texto corrid\u00e3o, que garantiu narrativas j\u00e1 cl\u00e1ssicas como os livros sobre Dylan, Zeppelin e, uma vez mais, os Beatles. A hip\u00f3tese se provaria dif\u00edcil, sabendo-se previamente que o personagem principal n\u00e3o colaboraria. Avesso a expor sua intimidade, Morrissey n\u00e3o falou nem com Johnny Rogan, autor da biografia definitiva dos Smiths (\u201cMorrissey &amp; Marr: The Severed Alliance\u201d). E tamb\u00e9m n\u00e3o conversou com Goddard para a enciclop\u00e9dia (os outros membros da banda falaram). No pref\u00e1cio, Goddard diz que muitos dos amigos, ex-amigos e associados de Morrissey n\u00e3o toparam falar ou s\u00f3 quiseram falar em off \u2013 e v\u00e1rios deram para tr\u00e1s em cima da hora, temendo a f\u00faria de cantor. Essas dificuldades n\u00e3o inviabilizariam, mas sem d\u00favida dificultariam o trabalho de apura\u00e7\u00e3o. A outra op\u00e7\u00e3o de formato seria a tal da hist\u00f3ria oral, que se provou v\u00e1lida em livros como \u201cMate-me Por Favor\u201d e, que coisa, o \u201cAnthology\u201d dos Beatles. Ora, uma hist\u00f3ria oral de Morrissey sem falas do pr\u00f3prio seria\u2026 nada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 incont\u00e1veis refer\u00eancias, todas minuciosamente pesquisadas, aos filmes \/ livros \/ discos \/ atores \/ atrizes \/ escritores \/ novelas de TV favoritas de Morrissey. Todos os artistas obscuros que ele j\u00e1 citou como influ\u00eancia, especialmente nos primeiros anos dos Smiths, est\u00e3o l\u00e1 (com direito a alentados verbetes biogr\u00e1ficos). Trechos das cartas que o cantor trocava com amigos nos anos 70. Excertos das resenhas escritas por Morrissey nos breves anos em que tentou ser jornalista musical freelancer. Seus jogadores de futebol favoritos. Fontes originais de onde sa\u00edram cada uma das cita\u00e7\u00f5es, por mais cr\u00edpticas que sejam, a figurar nas letras do cantor. Os fatos por tr\u00e1s das v\u00e1rias pol\u00eamicas que o artista j\u00e1 protagonizou, sejam inventadas por ele (como o mito do celibato ou sua sempre nebulosa op\u00e7\u00e3o sexual), seja aquelas para as quais foi arrastado (como as acusa\u00e7\u00f5es de racismo, xenofobia e associa\u00e7\u00e3o com a extrema direita brit\u00e2nica). \u00c9 uma obra fan\u00e1tica, feita por um f\u00e3 e dirigida apenas aos outros f\u00e3s. E nesse quesito, \u00e9 irresist\u00edvel e insuper\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6642 aligncenter\" title=\"mozz1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/mozz1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"535\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/mozz1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/mozz1-300x265.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Morrisseyianos s\u00e3o seres devotos, obcecados e minuciosos no que tange o objeto de sua adora\u00e7\u00e3o. Sim, \u00e9 IMPORTANTE saber que os Smiths, em sua fase mais embrion\u00e1ria, pensaram em gravar uma vers\u00e3o da m\u00fasica \u201cI Want a Boy for Birthday\u201d (hit menor do grupo vocal The Cookies), apenas pelo potencial provocativo\/andr\u00f3gino do t\u00edtulo. \u00c9 FUNDAMENTAL saber que, apesar de dizer publicamente que nunca usara drogas, Morrissey batia na porta do baixista Andy Rourke pedindo o que chamava de\u00a0 \u201cdocinhos\u201d \u2013 tranquilizantes e antidepressivos. \u00c9 ESSENCIAL saber do paradeiro (desconhecido, ali\u00e1s) de Annalisa Jablonska, mo\u00e7a que o cantor diz ter sido sua namorada (!) no come\u00e7o dos anos 80 \u2013 e que s\u00f3 foi vista por Marr e o resto da banda uma ou duas vezes, tendo depois desaparecido. Se Morrissey \u00e9, para usar uma express\u00e3o criada por Wilde, uma \u201cesfinge sem segredos\u201d, \u00e9 NECESS\u00c1RIO apreender todos os fragmentos poss\u00edveis de sua persona, tentando capturar o incaptur\u00e1vel: sua ess\u00eancia, t\u00e3o debatida em milhares de entrevistas, e mesmo assim t\u00e3o nebulosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como toda enciclop\u00e9dia, a \u201cMozipedia\u201d n\u00e3o foi feita para ser lida direto, e sim consultada quando em d\u00favida. (Mas que f\u00e3 resistiria?) O retrato que emerge n\u00e3o \u00e9 100% agrad\u00e1vel. Steven Patrick cresceu superprotegido pela m\u00e3e, que o influenciou a tornar-se vegetariano e o apoiou incondicionalmente em cada decis\u00e3o de sua vida. Sabemos como pessoas criadas assim podem ser \u201cdif\u00edceis\u201d e \u201csens\u00edveis\u201d, certo?\u00a0 O cantor \u00e9 um declarado misantropo. E ainda assim busca sempre estar cercado de amigos e colaboradores\u00a0 \u2013 que podem ser descartados sem aviso pr\u00e9vio, em geral por terceiros (e n\u00e3o pelo pr\u00f3prio Morrissey). Brigou com sucessivos parceiros (Stephen Street, Mike Joyce, Mark Nevin) por comportar-se como um unha de fome incorrig\u00edvel, protelando pagamentos e negando royalties. No verbete dedicado a David Bowie, Goddard explica como Morrissey abandonou na cara dura a turn\u00ea conjunta que empreendeu em 1995 com o Camale\u00e3o\u2026 e saiu falando cobras e lagartos do (ex?-)\u00eddolo.\u00a0 No relacionamento com os v\u00e1rios melodistas com quem comp\u00f4s ap\u00f3s separar-se de Marr, o cantor assume um papel passivo (ops): os m\u00fasicos mandam constantemente ideias para novas can\u00e7\u00f5es em fitas-demo e o\u00a0 vocalista, olimpicamente, seleciona as que julga mais dignas de seus versos. Goddard sugere, mais de uma vez, que isso j\u00e1 causou fric\u00e7\u00f5es entre os guitarristas Boz Boorer e Alain Whyte, principais parceiros do cantor desde 1993 (Whyte teria at\u00e9 gabado-se: \u201cEu sei do que Morrissey gosta\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Morrissey \u00e9 um ser humano extremamente complicadinho \u2013 em todos os sentidos da express\u00e3o \u2013 e isso fica evidente em suas entrevistas e mais ainda em suas letras. O calhama\u00e7o de Goddard d\u00e1 as pistas para o caminho atrav\u00e9s do qual essas complica\u00e7\u00f5es foram constru\u00eddas. Garoto nos anos 60, \u201cSteven\u201d cresceu assombrado por uma Inglaterra cinzenta, empobrecida e melanc\u00f3lica, uma constru\u00e7\u00e3o mental que se deve menos \u00e0 observa\u00e7\u00e3o da realidade do que \u00e0 sua obsess\u00e3o com os filmes, pe\u00e7as de teatro e livros sobre a classe oper\u00e1ria brit\u00e2nica. Esse interesse por uma imagem (romantizada) do pov\u00e3o ingl\u00eas permanece at\u00e9 hoje, manifesto no apre\u00e7o do cantor por boxe, futebol e pubs estilo p\u00e9-sujo. A confus\u00e3o\/ambiguidade sexual sem d\u00favida foi amplificada pelos role models que o adolescente Morrissey adotou \u2013 Bolan, Bowie, Jobriath, os New York Dolls (sem esquecer Oscar Wilde). O advento do punk afinal permitiu que o vislumbre de uma carreira musical se tornasse realidade. Quando ele se encontra com Marr, em 1982, \u201cSteven\u201d j\u00e1 era Morrissey; e n\u00e3o se engane, a persona amb\u00edgua, ir\u00f4nica, depressiva e contradit\u00f3ria foi cuidadosamente constru\u00edda, projetada para causar o m\u00e1ximo impacto num cen\u00e1rio pop marcado por frivolidades e fru-frus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 desconfian\u00e7a de que Goddard deixou o lado f\u00e3 falar mais alto. Ao \u201climitar-se\u201d a apresentar os fatos, com um m\u00ednimo de interpreta\u00e7\u00e3o e\/ou de interven\u00e7\u00e3o, o jornalista certamente escolheu o caminho mais exaustivo. Mas tamb\u00e9m evita a tenta\u00e7\u00e3o de explicar o mito, algo que seria quase inevit\u00e1vel num livro de narrativa mais convencional. N\u00e3o por acaso, na introdu\u00e7\u00e3o ele compara seu trabalho ao do rep\u00f3rter que protagoniza \u201cCidad\u00e3o Kane\u201d \u2013 mas exime-se de apontar o que seria o Rosebud de Morrissey.\u00a0 Ele joga todas, ou praticamente todas, as pe\u00e7as do quebra-cabe\u00e7as l\u00e1, e cabe ao leitor juntar tudo. Talvez Goddard, ao juntar as pe\u00e7as\u00a0 por conta pr\u00f3pria, tenha chegado \u00e0 mesma conclus\u00e3o pouco agrad\u00e1vel de que Morrissey \u00e9, ora essa, humano tamb\u00e9m.\u00a0 E por isso lavou as m\u00e3os.\u00a0 Admira\u00e7\u00e3o absoluta\u00a0 n\u00e3o rima com conhecimento absoluto.\u00a0\u00a0 Voltando a Goddard: \u201cAprendi a amar Morrissey pelo grande artista que ele \u00e9\u201d. Bem, n\u00f3s tamb\u00e9m. Ou n\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6643 aligncenter\" title=\"mozz2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/mozz2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"454\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/mozz2.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/12\/mozz2-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A Mozipedia pode ser encomendada no site da Livraria Cultura por R$ 93 (veja <a href=\"http:\/\/www.livrariacultura.com.br\/scripts\/cultura\/resenha\/resenha.asp?nitem=2846406&amp;sid=22016916712121130911932511&amp;k5=1F5DA1B5&amp;uid=\" target=\"_blank\">aqui<\/a>). Na Amazon dos EUA pode ser encontrada por menos de US$ 20 (veja <a href=\"http:\/\/www.amazon.com\/gp\/product\/0452296676\/ref=pd_lpo_k2_dp_sr_1?pf_rd_p=1278548962&amp;pf_rd_s=lpo-top-stripe-1&amp;pf_rd_t=201&amp;pf_rd_i=0091927099&amp;pf_rd_m=ATVPDKIKX0DER&amp;pf_rd_r=13D2DKE37KSPPQ4DAFMP\" target=\"_blank\">aqui<\/a>). <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marco Antonio Bart (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/BartBarbosa\" target=\"_blank\">@bartbarbosa<\/a>) \u00e9 jornalista e assina o blog <a href=\"http:\/\/fubap.org\/telhadodevidro\" target=\"_blank\">Telhado de Vidro<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">*******<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong><br \/>\n&#8211; Marco Antonio Bart lista seu Top 10 de Morrissey no Telhado de Vidro (<a href=\"http:\/\/fubap.org\/telhadodevidro\/?p=1060\" target=\"_blank\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cGreatest Hits Deluxe Edition\u201d, o ca\u00e7a n\u00edqueis de Morrissey, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2008\/02\/18\/disco-da-semana-greatest-hits-de-morrissey\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; \u201cRingleader Of The Tormentors\u201d, de Morrissey, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2006\/11\/13\/disco-da-semana-14\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; Morrissey ao vivo no Festival de Benic\u00e0ssim 2008, por Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/2008\/07\/21\/fib-2008-domingo\/\">aqui<\/a>)<br \/>\n&#8211; As \u00f3timas colet\u00e2neas &#8220;HMV\/Parlophone Singles \u201888-\u201995&#8221; e &#8220;Swords&#8221;, de Morrissey (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/02\/11\/the-killers-morrissey-e-rem\/\">aqui<\/a>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"600 verbetes cobrindo aparentemente todos os aspectos da vida de Steven Patrick Morrissey, depois e durante os Smiths.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/12\/11\/livros-mozipedia-de-simon-goddard\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":36,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[9,3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6640"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/36"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6640"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6640\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":41444,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6640\/revisions\/41444"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6640"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6640"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6640"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}