{"id":66250,"date":"2022-05-13T01:46:46","date_gmt":"2022-05-13T04:46:46","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=66250"},"modified":"2022-07-06T13:16:19","modified_gmt":"2022-07-06T16:16:19","slug":"entrevista-sofia-cupertino-fala-sobre-venusiana-seu-disco-de-estreia-solo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/05\/13\/entrevista-sofia-cupertino-fala-sobre-venusiana-seu-disco-de-estreia-solo\/","title":{"rendered":"Entrevista: Sofia Cupertino fala sobre &#8220;Venusiana&#8221;, seu disco de estreia solo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por <a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTenho 30 anos, meu nome \u00e9 <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sofia.cupertino.1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sofia Cupertino<\/a> e hoje sou cantora, compositora e professora de canto de Belo Horizonte\u201d, conta Sofia na primeira resposta dessa entrevista. E prossegue: \u201cSou feminista: \u00e9 imposs\u00edvel ser cantora e compositora sem enfrentar e celebrar ser mulher no contexto Brasil\/ Minas Gerais no s\u00e9c. XXI\u201d, antecipando ao leitor imagens que ele encontrar\u00e1 em \u201c<a href=\"https:\/\/tratore.ffm.to\/venusiana\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Venusiana<\/a>\u201d, seu rec\u00e9m-lan\u00e7ado disco de estreia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de estar debutando de maneira solo agora, Sofia j\u00e1 tem bastante estrada, tendo dividido um \u00e1lbum com Sol Bueno e Ana F., \u201cInvent\u00e1rio de Mulheres Poss\u00edveis\u201d (2020), um EP com o Projeto Alpercata (\u201cVela Aberta\u201d, 2016) e participado do terceiro \u00e1lbum do grupo Carona Brasil, \u201cDe l\u00e1 pra c\u00e1 \u2013 Daqui prali\u201d (2015). Seu curr\u00edculo aina exibe apresenta\u00e7\u00f5es em eventos como Sonora Festival, Caixa Ac\u00fastica, Sarau Tranquilo BH, Projeto Elas, Palco Cantautores e M\u00fasica S.A..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista e no faixa a faixa abaixo, ambos concedidos por e-mail, Sofia fala sobre \u201c<a href=\"https:\/\/tratore.ffm.to\/venusiana\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Venusiana<\/a>\u201d (\u201cEssas m\u00fasicas fazem parte de mim e da minha hist\u00f3ria de forma muito importante\u201d), sobre o processo de grava\u00e7\u00e3o e as participa\u00e7\u00f5es especiais do disco (\u201cReuni grandes musicistas que me inspiram muito e me sinto honrada de t\u00ea-las comigo nesse trabalho\u201d) e diz acreditar na sororidade: \u201caprendi a priorizar mulheres na minha vida profissional e pessoal\u201d. Com voc\u00ea, Sofia Cupertino.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Ventre (Sofia Cupertino) - Clipe Oficial\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aA2T2IGxULo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para o ouvinte de primeira hora gostaria que voc\u00ea se apresentasse, dizendo como se deu a sua rela\u00e7\u00e3o com o universo da m\u00fasica e como ela foi pontual para que voc\u00ea decidisse se tornar uma musicista.<\/strong><br \/>\nBom, para me apresentar de forma cl\u00e1ssica posso dizer que tenho 30 anos, meu nome \u00e9 Sofia Cupertino e hoje sou cantora, compositora e professora de canto de Belo Horizonte. Para quem gosta mais de aspetos subjetivos posso dizer que sou fascinada pela voz e pela pot\u00eancia expressiva desse instrumento t\u00e3o misterioso e peculiar, por isso me dedico a estudar e ensinar canto! Gosto de criar, isso me cura. Gosto de compor usando o viol\u00e3o \u2013 mesmo que n\u00e3o considere violonista. Gosto de escrever letras mas acho a parte mais dif\u00edcil e por isso, quando ou\u00e7o Joyce, Chico Buarque, Thiago Amud e as letras da jovem Iara Ferreira me toco profundamente. Gosto de escrever poesias, mas nunca publiquei. Sou feminista: \u00e9 imposs\u00edvel ser cantora e compositora sem enfrentar e celebrar ser mulher no contexto Brasil\/ Minas Gerais no s\u00e9c. XXI. Acredito na sororidade: aprendi a priorizar mulheres na minha vida profissional e pessoal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Em &#8220;Venusiana&#8221; voc\u00ea promove uma ode ao feminino. Nesse sentido quais s\u00e3o as suas inten\u00e7\u00f5es com esse trabalho? Quais s\u00e3o as refer\u00eancias que a ajudaram a nortear, conceitualmente, o EP?<\/strong><br \/>\nMinha inten\u00e7\u00e3o com o disco \u00e9 antes de tudo pessoal e art\u00edstica. J\u00e1 ouvi dizer que \u00e9 ego\u00edsmo quando uma artista se coloca assim: mas tamb\u00e9m j\u00e1 ouvi dizer que o mergulho intenso na pr\u00f3pria exist\u00eancia \u00e9 um dos gestos mais verdadeiros e \u201cart\u00edsticos\u201d que h\u00e1. Para al\u00e9m dessas \u201cpequenas crises de valores morais\u201d, o que posso dizer com honestidade \u00e9 que \u201cVenusiana\u201d \u00e9 um desejo que vem de longe, um projeto que eu precisava fazer por mim e que se n\u00e3o fizesse, sentiria sempre a sua falta. Uma necessidade real de registrar essas m\u00fasicas que compus h\u00e1 muitos anos e que ainda n\u00e3o tiveram a oportunidade de serem arranjadas como eu sempre sonhei. Constru\u00ed \u201cVenusiana\u201d na base do meu desejo, convidando pessoas que respeito e que gostaria de conviver e aprender com elas. Bom, quando um trabalho assim fica pronto, s\u00e3o as pessoas, as\/os ouvintes que decidem &#8220;\u00e0 que ele serve&#8221; e ao trabalho d\u00e3o seu significado. Por isso, agora que o disco \u201cVenusiana\u201d est\u00e1 no mundo, entrego ao p\u00fablico a miss\u00e3o de signific\u00e1-lo\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Musicalmente o \u00e1lbum aposta no minimalismo e essa escolha faz com que se perceba, de forma n\u00edtida, a riqueza mel\u00f3dica das composi\u00e7\u00f5es. E, para tanto, voc\u00ea reuniu um time consistente de m\u00fasicos. Dessa feita, gostaria que voc\u00ea falasse sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o do disco, evidenciando como a produ\u00e7\u00e3o do Rafael Macedo e das participa\u00e7\u00f5es especiais a ajudaram a chegar ao resultado final.<\/strong><br \/>\nInteressante ler aqui a palavra minimalista, quando na verdade eu escuto esse disco denso e cheia de camadas. Ou\u00e7o nele tantas refer\u00eancias, nuances e detalhes, que a mim ele soa cheio e &#8220;vasto&#8221;. Talvez seja minimalista por ser quase a mesma instrumenta\u00e7\u00e3o em todas as faixas. Essa foi uma condi\u00e7\u00e3o que pedi ao Rafael Macedo, para que eu pudesse depois circular e reproduzir o disco tal como ele foi gravado ou bem pr\u00f3ximo das grava\u00e7\u00f5es. Reuni sim, grandes musicistas que me inspiram muito e me sinto honrada de t\u00ea-las comigo nesse trabalho! Nat\u00e1lia Mitre, percussionista fant\u00e1stica e uma mulher de personalidade doce e bem humorada; Camila Rocha com sua precis\u00e3o musical incr\u00edvel no baixo ac\u00fastico, sempre certeira. Temos Lauriza Anast\u00e1cio, que toca violoncelo apaixonadamente e \u00e9 muito expressiva; Em\u00edlia Carneiro no clarinete e clarone trazendo os bons ventos do disco; Ricardo Jamal executando seu viol\u00e3o virtuoso. Nesse disco n\u00e3o poderia faltar de jeito nenhum a Lu\u00edsa Lacerda que veio como participa\u00e7\u00e3o especial coroando o disco com sua voz em &#8220;Deixa Eu&#8221; e o viol\u00e3o de &#8220;Ventre&#8221;, amiga preciosa a quem devo muito. Lu\u00edsa sempre apoiou meu trabalho como compositora e foi minha ponte para conhecer tantas artistas cariocas como a pr\u00f3pria Ilessi, uma das vozes mais particulares e potentes atuais. Il\u00ea sempre gostou muito da m\u00fasica &#8220;\u00c2ncora&#8221; de forma que n\u00e3o podia lan\u00e7ar essa can\u00e7\u00e3o sem ela. J\u00e1 o arranjador Rafael Macedo soube tirar o melhor dessas musicistas com os arranjos exuberantes que ele escreveu para o disco. O Rafa foi extremamente sens\u00edvel ao entender o que eu desejava para o disco, se atentou a cada detalhe de cada letra e de cada m\u00fasica. Claro que, confiando no gosto e no ouvido do Rafa, por conhecer e adorar o seu trabalho, deixei que ele criasse livremente &#8211; e recriasse as m\u00fasicas, renovando-as. Macedo foi parceiro indispens\u00e1vel e um dos principais respons\u00e1veis por esse disco ter se tornado a beleza que se tornou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Apesar desse ser o &#8220;primeiro registro&#8221; solo voc\u00ea tem em sua trajet\u00f3ria diversas participa\u00e7\u00f5es em festivais (&#8220;Sarau Tranquilo BH&#8221;, &#8220;Palco Cantautores&#8221;) e projetos ao lado de artistas como D\u00e9a Trancoso. De que forma tais realiza\u00e7\u00f5es contribu\u00edram para que voc\u00ea chegasse a esse momento da sua carreira?<\/strong><br \/>\nEsse disco \u00e9 fruto de toda essa trajet\u00f3ria, como uma casa constru\u00edda tijolo por tijolo. Tudo que ouvi, estudei, partilhei, todos os shows que fiz e trocas que vivi e me constroem como artista hoje est\u00e3o de alguma forma presentes ali. \u201cVenusiana\u201d \u00e9 quase uma s\u00edntese ou um projeto de agradecimento a cada partilha e encontros que vieram marcando meu caminho. A maior parte das m\u00fasicas do disco foram compostas h\u00e1 alguns anos e eu as toquei diversas vezes em muitas ocasi\u00f5es, o que me fez matur\u00e1-las e entend\u00ea-las de forma \u00edntima. Essas m\u00fasicas fazem parte de mim e da minha hist\u00f3ria de forma muito importante. Al\u00e9m disso, claro, alguma maturidade musical, algum entendimento do que \u00e9 lan\u00e7ar um disco nos dias de hoje, tudo isso s\u00f3 se conquista com experi\u00eancia &#8211; sempre em constru\u00e7\u00e3o. Durante at\u00e9 o pr\u00f3prio processo do disco, sua concep\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o, permaneci aprendendo, crescendo e me tornando o que sou. Todo projeto art\u00edstico \u00e9 um devir sem fim\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Com o lan\u00e7amento recente de &#8220;Venusiana&#8221; e aquecimento do mercado dos shows quais s\u00e3o os seus planos futuros?<\/strong><br \/>\nPlanejamos viabilizar um show de lan\u00e7amento ainda este ano, assim que poss\u00edvel e quem sabe, correr atr\u00e1s de uma turn\u00ea.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Faixa a faixa: \u201cVenusiana\u201d por Sofia Cupertino<\/strong><\/h2>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Vidra\u00e7a\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/X4GDM9vOGA0?list=OLAK5uy_nPCJNSHlo_5z34fCUMsLzS2FT-HJOUVSg\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01. \u201cVidra\u00e7a\u201d:<\/strong> Foi a primeira m\u00fasica minha que tive coragem de gravar, tocando viol\u00e3o e cantando e postar nas redes sociais. Apenas o fiz motivada pela hashtag \u201cMulheres Criando\u201d que tinha como intuito encher a internet de composi\u00e7\u00f5es femininas. Fala sobre uma mulher estilha\u00e7ada, desiludida, mas que pretende sublimar a dor transformando-a em som e can\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02. \u201cVentre\u201d:<\/strong> \u00c9 uma das can\u00e7\u00f5es mais densas do disco. Muitas pessoas ouvem a hist\u00f3ria de um aborto, sem saber se metaf\u00f3rico ou literal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03. \u201cServentia\u201d:<\/strong> \u00c9 uma parceria com a escritora de contos feminista Luana Simonini que me ajudou a desenhar a hist\u00f3ria de uma mulher que passa por um epis\u00f3dio de viol\u00eancia dom\u00e9stica. Pensamos na m\u00fasica como tr\u00eas atos: o primeiro, em que essa mulher se envolve amorosamente com o agressor, no segundo, ela percebe a viol\u00eancia a que est\u00e1 se submetendo e no terceiro e \u00faltimo ato, a mulher se rebela e vira o jogo, encerrando o ciclo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04. \u201cLua Fina\u201d:<\/strong> \u00c9 at\u00e9 hoje a minha m\u00fasica mais tocada por outras cantoras em seus shows: o Coletivo Ana, Ma\u00edra Baldaia, Marina Clara, o grupo de canto coletivo de mulheres dirigido por Greyce Ornelas e tantas outras j\u00e1 levaram essa m\u00fasica para o palco. A can\u00e7\u00e3o \u00e9 parceria com Deh Muss, que musicou a letra. \u201cLua Fina\u201d ganhou para o disco \u201cVenusiana\u201d um arranjo exuberante em que um coro de mulheres vem refor\u00e7ar o refr\u00e3o \u201cbendito \u00e9 o nosso ventre\u201d. Por curiosidade: a minha amiga e compositora Irene Bertachini entrou na igreja, no dia do seu casamento, com \u201cLua Fina\u201d ao fundo. Realmente, uma m\u00fasica com a qual muitas mulheres se identificam por falar do \u00fatero como uma pot\u00eancia criadora, um s\u00edmbolo de liberdade e n\u00e3o de aprisionamento \u00e0 necessidade de procriar e cumprir a ideia de perfei\u00e7\u00e3o maternal, enquanto a sexualidde do ventre\/vagina \u00e9 demonizada e tratada como tabu. Na letra, o que tento dizer \u00e9 que somos livres para procriar tanto quanto para n\u00e3o engravidar e que nosso ventre \u00e9 bendito, sim, independentemente das nossas escolhas (que sejam sempre nossas escolhas e n\u00e3o do Estado ou dos homens).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05. \u201c\u00c2ncora\u201d:<\/strong> \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o introspectiva em que vejo uma mulher melanc\u00f3lica, que reconhece o vazio dos desencontros de que vida \u00e9 feita. Apesar disso, sinto que esta mulher est\u00e1 numa encruzilhada e que deve escolher mergulhar nos mist\u00e9rios da vida ou abandonar a si. N\u00e3o podia deixar de convidar Ilessi para cant\u00e1-la no disco, pois quando esta inspiradora cantora carioca esteve em BH reunindo compositores (as) da cidade para seu show \u201cCantos pelo mundo afora\u201d ela me deu a honra de cantar com ela esta can\u00e7\u00e3o. Neste show, Rafael Macedo nos acompanhou ao piano e este encontro deu origem ao arranjo que est\u00e1 no disco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06. \u201cBambuzal\u201d:<\/strong> Parceria com Greyce Ornelas, can\u00e7\u00e3o que criamos juntas no bambuzal da ro\u00e7a da minha m\u00e3e. Um cantinho sagrado, inspirador, em que as \u00e1guas de um singelo c\u00f3rrego serpenteiam em sil\u00eancio entre os barrancos e folhagens. Eu e ela tentamos desenhar na letra a poesia que o bambuzal soprava em nossos ouvidos e a sensa\u00e7\u00e3o refrescante de estar viva ali, entre seres n\u00e3o humanos da floresta. No disco, \u201cBambuzal653124 ganhou um arranjo divertido, saltitante, com a Nat\u00e1lia tocando uma imbra sapeca e outras percuss\u00f5es graciosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07. \u201cDeixa Eu\u201d:<\/strong> Foi a \u00fanica can\u00e7\u00e3o do disco encomendada para este fim. Iara Ferreira, compositora habilidosa do RJ, me deu de presente a letra que j\u00e1 foi pensada para ter como mote o universo feminino. Iara, em toda sua criatividade sens\u00edvel, vislumbrou essa imagem de uma menina que sonha em ocupar lugares antes destinados aos homens. Na letra, o eu l\u00edrico feminino conversa com o pai e a m\u00e3e, contando como se inspira nas suas \u00eddolas Marta e Ivone Lara. As palavras se encaixaram t\u00e3o lindamente na melodia que parecem terem sido feitas ao mesmo tempo; al\u00e9m do arranjo que tornou a m\u00fasica doce e inspiradora sem perder a for\u00e7a de sua mensagem pol\u00edtica.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"@Sofia Cupertino revela sua nova fase em Venusiana\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/d9bXsU9PGpk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0 escreve no Scream &amp; Yell desde 2014. A foto que abre o texto \u00e9 de Matheus Lustosa \/ Divulga\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u201cTenho 30 anos, meu nome \u00e9 Sofia Cupertino e hoje sou cantora, compositora e professora de canto de Belo Horizonte\u201d, conta Sofia. E prossegue: \u201cSou feminista: \u00e9 imposs\u00edvel ser cantora e compositora sem enfrentar e celebrar ser mulher no contexto Brasil\/ Minas Gerais no s\u00e9c. 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