{"id":65953,"date":"2022-05-02T01:48:29","date_gmt":"2022-05-02T04:48:29","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=65953"},"modified":"2022-05-15T00:47:34","modified_gmt":"2022-05-15T03:47:34","slug":"faixa-a-faixa-home-eric-assmar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/05\/02\/faixa-a-faixa-home-eric-assmar\/","title":{"rendered":"Faixa a faixa: &#8220;Home&#8221;, Eric Assmar"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>introdu\u00e7\u00e3o por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PeliculaVirtual\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto<\/a><br \/>\nfaixa a faixa por <a href=\"http:\/\/www.ericassmar.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Eric Assmar<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/03\/29\/entrevista-eric-assmar-fala-sobre-home-seu-album-mais-comprometido-com-o-blues\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">entrevista concedida ao Scream &amp; Yell<\/a> na ocasi\u00e3o do lan\u00e7amento de &#8220;Home&#8221; (2022), seu terceiro disco, Eric Assmar falou sobre o processo de cria\u00e7\u00e3o das 11 faixas em uma reflex\u00e3o aprofundada no modo como cada uma refletiu de maneira diferente os momentos de sua vida desde o seu trabalho anterior, &#8220;Morning&#8221;, lan\u00e7ado em 2016.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro de uma conversa mais informal que deu origem \u00e0 longa e densa mat\u00e9ria, o m\u00fasico p\u00f4de trazer diversas de suas impress\u00f5es acerca deste processo, relacionando-o \u00e0 fase pand\u00eamica; \u00e0 perda de seu pai, \u00c1lvaro Assmar; \u00e0 homenagem ao m\u00fasico baiano Marcos Arcuri, tamb\u00e9m falecido de modo s\u00fabito, al\u00e9m de falar seu pr\u00f3prio lugar como artista e m\u00fasico de Blues.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pedido do Scream &amp; Yell, Eric foi al\u00e9m. Aqui, em um faixa-a-faixa exclusivo, ele traz uma s\u00e9rie de 11 relatos falando sobre a constru\u00e7\u00e3o de cada uma das composi\u00e7\u00f5es que fecham este novo ciclo na sua vida pessoal e profissional. Leia abaixo!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Home\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YDGR_WKa1wg?list=OLAK5uy_nRRPLvlMUBIefThCFcAtoit_ahJE7UrL8\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Faixa a faixa por Eric Assmar<\/strong><br \/>\n<strong>Transcri\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o por Jo\u00e3o Paulo Barreto<\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>01) \u201cHome\u201d &#8211;<\/strong> A faixa t\u00edtulo do \u00e1lbum surgiu exatamente dessa inspira\u00e7\u00e3o do lar enquanto um ref\u00fagio simb\u00f3lico. Enquanto uma&#8230; N\u00e3o aquela coisa material da minha casa, da minha posse, mas um lugar onde posso ter esse sentimento de acolhimento. E um acolhimento que \u00e9 diretamente ligado ao lado criativo. Ligado \u00e0 possibilidade de fazer m\u00fasica, de criar, de me envolver com o processo de produ\u00e7\u00e3o, de tocar instrumentos, de gravar, de experimentar possibilidades. Ent\u00e3o, todo esse processo criativo ligado \u00e0 concep\u00e7\u00e3o de uma nova faixa e de novas faixas no caso do \u00e1lbum \u201cHome\u201d, me trouxe essa sensa\u00e7\u00e3o de acolhimento. Foi um ref\u00fagio que esteve comigo durante esse per\u00edodo logo depois que a pandemia e o isolamento come\u00e7aram e eu me vi for\u00e7ado a parar uma rotina atribulada de shows ao vivo que eu tinha, de agenda, e de repente a gente se v\u00ea em casa, ent\u00e3o, \u201cHome\u201d \u00e9 uma m\u00fasica que fala um pouco sobre esse sentimento de se sentir acolhido pela possibilidade de voc\u00ea criar, pela possibilidade de voc\u00ea fazer m\u00fasica. E \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma m\u00fasica que comunica pela via da can\u00e7\u00e3o. Muito dessa refer\u00eancia que tenho, sobretudo dos Beatles, mas tamb\u00e9m com mestres da can\u00e7\u00e3o que sempre escuto. James Taylor, David Gates, do Bread, Simon &amp; Garfunkel, enfim. At\u00e9 chegar a nomes mais contempor\u00e2neos, digamos assim, como John Frusciante, Jeff Buckley. Sou um entusiasta da can\u00e7\u00e3o. \u00c9 um formato que me agrada muito e que essa influ\u00eancia vem atrav\u00e9s da m\u00fasica. Embora seja um \u00e1lbum em que tenha um compromisso mais consistente com o blues, acho que as can\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m est\u00e3o presentes nesse meio e o blues vem muito atrav\u00e9s do fraseado da guitarra, da express\u00e3o. E \u00e9 isso. \u201cHome\u201d \u00e9 a consequ\u00eancia dessa sensa\u00e7\u00e3o. Nessa faixa e em \u201cBad Dream\u201d, tive o \u00f3rg\u00e3o Hammond de Andr\u00e9 T, que foi o cara que assumiu a mixagem e a masteriza\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum. Ele fez as grava\u00e7\u00f5es dessas faixas. Foi um presente que ele me deu. E os Hammonds que ele gravou deram uma liga sensacional aos arranjos. Enfim, fiquei muito feliz com essa participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Eric Assmar - Home (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/WQyLjlsZJ8g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>02) \u201cA Simple Man\u201c &#8211;<\/strong> \u00c9 um shuffle de blues em temos estruturais, harm\u00f4nicos. Ela vai para uma estrutura super conhecida dentro do blues. Eu queria que fosse assim. Queria que fosse uma coisa diretamente atrelada ao blues, com esse &#8220;shufflez\u00e3o&#8221; mais tradicional. Meio Texas Blues, meio Stevie Ray Vaughan. E \u00e9 um pensamento meu sobre essas quest\u00f5es de futilidades, que eu entendo como materialismo, em rela\u00e7\u00e3o a essa coisa do estilo de vida contempor\u00e2neo, de uma pessoa inserida nessa sociedade urbana, capitalista, que vai muito para acumula\u00e7\u00e3o de posses. As aspira\u00e7\u00f5es, os sonhos, muitas vezes s\u00e3o focados para a aquisi\u00e7\u00e3o de bens materiais, para usufruir do que h\u00e1 de mais extravagante, chique, em termos de bens materiais. Com essa coisa de redes sociais, as pessoas at\u00e9 entram numa que vira uma coisa meio de uma ostenta\u00e7\u00e3o&#8230; E isso gera essa sensa\u00e7\u00e3o de competi\u00e7\u00e3o, de compara\u00e7\u00e3o entre as pessoas. Isso tem danos psicol\u00f3gicos. Mas, \u201cA Simple Man\u201d \u00e9 sobre eu reconhecer e me perceber diante desse cen\u00e1rio todo. Sou um cara que est\u00e1 em uma camada privilegiada da popula\u00e7\u00e3o. Tenho plena consci\u00eancia disso. Tenho tudo o que quero. Sou super feliz em poder ter esse privil\u00e9gio de ter uma casa, de ter acesso a tudo do bom e do melhor, como tenho. Sou um cara muito grato por isso todos os dias. Mas, mesmo diante dessa realidade, a gente v\u00ea aquela coisa de extravag\u00e2ncia, de ter acesso a carr\u00f5es, lanchas, avi\u00f5es, aquela coisa de vinhos caros, de tudo do bom e do melhor, do mais chique. Falo um pouco disso na letra e ela \u00e9 exatamente sobre essa percep\u00e7\u00e3o. De que, no fim das contas, o dinheiro vira uma armadilha quando voc\u00ea o trata como um fim. O que fica da vida n\u00e3o s\u00e3o essas extravag\u00e2ncias materiais, mas que voc\u00ea pode ser feliz com a vida que voc\u00ea escolheu. \u00c9 isso que eu falo. \u201cI&#8217;m just a simple man. I&#8217;m happy with the life I chose\u201d. Sou feliz com a vida que escolhi. Tenho as coisas que entendo como sendo boas e melhores. E n\u00e3o combina muito comigo essa extravag\u00e2ncia. Tenho alergia a frutos do mar, n\u00e3o sou f\u00e3 de vinho, n\u00e3o bebo caf\u00e9, tenho tudo para n\u00e3o ser um cara chique. Ent\u00e3o, dentro da minha realidade privilegiada, sou feliz do jeito que sou. E o que busco da vida, hoje em dia, mais do que bens materiais, s\u00e3o experi\u00eancias inesquec\u00edveis e coisas que fa\u00e7am sentido para a alma da gente, como, por exemplo, criar m\u00fasica e colocar isso no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>03) \u201cBad Dream\u201d &#8211;<\/strong> Essa \u00e9, talvez, a can\u00e7\u00e3o mais ligada a esse arqu\u00e9tipo rock and roll, de ter um riff e tal. Ela tem um balan\u00e7o at\u00e9 meio pop, mas foi uma can\u00e7\u00e3o que fiz a partir de uma ideia que havia pintado na minha cabe\u00e7a na \u00e9poca ainda do \u201cMorning\u201d, quando eu estava fechando o repert\u00f3rio daquele disco. Acabou que ficou s\u00f3 esse riff e n\u00e3o o desenvolvi. E decidi voltar, mudei de tom, e foi uma das primeiras m\u00fasicas que fiz para o disco \u201cHome\u201d justamente porque era uma ideia de riff que j\u00e1 estava na minha cabe\u00e7a. A letra fala de uma situa\u00e7\u00e3o que imaginei dessa quest\u00e3o de um sonho. Tem um pouco de analogia com essa quest\u00e3o da pandemia, com essa aus\u00eancia de expectativas sobre o futuro, sobretudo, na \u00e9poca em que ela foi escrita, l\u00e1 em abril de 2020. Estava tudo ainda nebuloso demais nas cabe\u00e7as das pessoas. N\u00e3o que agora a gente esteja em um mar de rosas, mas naquela \u00e9poca ainda era tudo muito incerto demais. Havia a sensa\u00e7\u00e3o do medo do desconhecido ainda mais presente. Ent\u00e3o, ela fala um pouco sobre isso, baseado na minha imagina\u00e7\u00e3o sobre uma situa\u00e7\u00e3o que descrevo na letra. E ela tem essa quest\u00e3o, essa veia mais pop, mais rock and roll, com riff e usando bastante dos recursos das harmonias vocais, que \u00e9 uma coisa de quegosto muito e uma refer\u00eancia que vejo no blues rock da maneira como eles abordam isso \u00e9 um grupo texano chamado Los Lonely Boys. \u00c9 um trio de irm\u00e3os do Texas que exploram bem essa fus\u00e3o TexMex, do Texas com o M\u00e9xico. Essa origem deles muito ligada \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o mexicana, embora sejam de San Angelo, no Texas, mas eles exploram bem essa fus\u00e3o, E \u00e9 uma m\u00fasica que traz essa refer\u00eancia deles. Essa coisa meio Stevie Ray Vaughan, como elementos das harmonias vocais. No caso do Los Lonely Boys, os tr\u00eas irm\u00e3os cantam. Ent\u00e3o, \u00e9 uma refer\u00eancia que acho que aflorou nessa faixa de uma maneira bem natural para mim. Ela nasceu do jeito que as ideias foram pintando e se desenhando na minha cabe\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>04) \u201cClose To Me\u201d \u2013<\/strong> \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o de amor. Uma can\u00e7\u00e3o em que, para cri\u00e1-la, primeiro pensei na quest\u00e3o da m\u00fasica, mesmo, na quest\u00e3o da levada dela, da progress\u00e3o harm\u00f4nica, das melodias. Isso foi vindo primeiro. A letra veio depois. E eu queria escrever uma coisa que tivesse a ver com o reggae, que tivesse essa refer\u00eancia, mas que n\u00e3o tivesse a pretens\u00e3o de soar como uma coisa de reggae. N\u00e3o tenho uma imers\u00e3o consistente nesse universo, embora seja um f\u00e3 e escute regularmente artistas de reggae. Foi a ideia de incorporar um reggae a partir da \u00f3ptica de um guitarrista de blues rock. E a\u00ed n\u00e3o d\u00e1 para n\u00e3o citar o Robert Cray, uma grande refer\u00eancia que tenho e \u00e9 um cara que faz isso em alguns momentos. N\u00e3o s\u00f3 com o reggae, mas com soul music, com o funk, ele est\u00e1 sempre flertando com esses g\u00eaneros e trazendo o ingrediente bluesy dele, como uma autoridade no assunto que ele \u00e9. Ent\u00e3o, \u201cClose to Me\u201d \u00e9 um fruto dessa influ\u00eancia. \u00c9 uma m\u00fasica que veio a partir dessa minha ideia de trabalhar essa refer\u00eancia do reggae. \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o de amor. Uma letra que descreve uma situa\u00e7\u00e3o que pode ser em um tempo de isolamento ou n\u00e3o. Tem a ver com isolamento, ent\u00e3o, de algum modo comunica tamb\u00e9m com esse sentimento, mas de uma maneira sem que necessariamente tenha que ser assim. A cereja do bolo \u00e9 que quando ela j\u00e1 estava gravada, com guitarras, baixo e bateria, tive a ideia de chamar o querido Luciano Le\u00e3es, organista ga\u00facho, refer\u00eancia do blues aqui do Brasil. Grande fera do piano e do \u00f3rg\u00e3o Hammond, para gravar um reggae com um \u00f3rg\u00e3o Hammond, que \u00e9 uma coisa que gosto muito, baseada nessa influ\u00eancia dos Wailers, e Luciano trouxe esse ingrediente para a m\u00fasica de uma maneira fant\u00e1stica, o deixei totalmente \u00e0 vontade, e o primeiro take que ele fez j\u00e1 ficou incr\u00edvel e \u00e9 o que ficou na grava\u00e7\u00e3o. \u201cClose to Me\u201d acabou sendo uma coisa que veio dessa espontaneidade e me deixou muito feliz.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Eric Assmar - Close To Me (feat. Luciano Le\u00e3es) [Clipe Oficial]\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/wSMcHeLr_o4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>05) \u201cI\u2019m Still Working\u201d \u2013<\/strong> Essa foi provavelmente a primeira m\u00fasica, a primeira ideia que veio quando eu estava escrevendo esse trabalho. E \u00e9 uma m\u00fasica bem autobiogr\u00e1fica. Passei por algumas reviravoltas na vida nesses \u00faltimos anos, desde o \u201cMorning\u201d, de 2016 para c\u00e1. Muita coisa aconteceu. Meu pai faleceu daquela forma s\u00fabita em 2017. Poucos meses depois eu j\u00e1 estava em uma mesa cir\u00fargica fazendo uma cirurgia vocal que colocava em xeque a minha possibilidade de voltar a cantar. Por um momento, trouxe uma ang\u00fastia muito grande. Foi uma cirurgia de muito risco, algo milim\u00e9trico. Ent\u00e3o, fiquei um tempo sem poder falar. Fiquei um bom tempo sem poder cantar. Por alguns meses. Ent\u00e3o, essa situa\u00e7\u00e3o toda mexeu muito comigo. Perdi 12kg. Foi uma \u00e9poca em que muita coisa da minha vida mudou na minha maneira de pensar, de sentir a vida. At\u00e9 essa possibilidade de continuar trabalhando, at\u00e9 a minha alimenta\u00e7\u00e3o, o meu peso, a minha apar\u00eancia. Foi uma \u00e9poca de muitas reviravoltas na minha vida. E essa transi\u00e7\u00e3o de 2017 para 2018 chacoalhou comigo, mas o meu pensamento \u00e9 de que apesar de tudo, e tudo aconteceu da maneira como aconteceu, eu consegui me manter trabalhando. A coisa que se manteve constante nesse per\u00edodo todo foi que, em meio a toda tormenta, eu estava l\u00e1 e estava trabalhando. Seja cantando ou n\u00e3o, ou tocando guitarra ou fazendo alguma coisa aqui e acol\u00e1, resolvendo coisas inerentes ao legado de meu pai, terminando a produ\u00e7\u00e3o do disco, cuidando do Educadora Blues, fazendo shows em tributo ao \u00c1lvaro Assmar. Enfim, estive sempre envolvido com alguma coisa que me mantinha trabalhando. E trabalhando com uma coisa na qual eu acredito. Trabalhando com coisas que fazem sentido para a minha alma. E \u00e9 isso. Essa m\u00fasica \u00e9 um desabafo, na verdade. Talvez seja a m\u00fasica mais confessional do \u00e1lbum todo. Ela \u00e9 um blues porque tinha que ser um blues. Uma coisa que&#8230; para dizer isso, eu precisava ser sincero com a forma de express\u00e3o mais natural que eu tenho fazendo m\u00fasica: tocando blues. \u00c9 um blues de 12 compassos. Em tom menor, nesse caso. E deixando as ideias falarem, deixando a guitarra, a voz e o cora\u00e7\u00e3o falarem. Essa da\u00ed foi a primeira ideia que veio. Quando ela bateu na minha cabe\u00e7a, j\u00e1 fui mentalmente desenhando tudo porque foi uma ideia feita com muita sinceridade. \u00c9 realmente uma coisa que aconteceu na minha vida e que fez uma diferen\u00e7a grande em quem eu sou hoje. O Eric de hoje precisou passar por essas experi\u00eancias. E ele lida com essas experi\u00eancias, lida com essa sensa\u00e7\u00e3o, e \u201cI&#8217;m Still Working\u201d \u00e9 uma consequ\u00eancia disso tudo. Essa faixa, inclusive, teve a participa\u00e7\u00e3o de Jelber Oliveira com o \u00f3rg\u00e3o Hammond. Aqui, ele trouxe bastante essa coisa do \u00f3rg\u00e3o Hammond que eu j\u00e1 gosto muito quando ele faz. N\u00f3s j\u00e1 tivemos a conviv\u00eancia de ter gravado no \u201cMorning\u201d nas faixas \u201cParadise Highway\u201d e \u201cTime is Mine\u201d com a participa\u00e7\u00e3o dele. Ent\u00e3o, nesse disco trouxe ele de volta. Jelber vai tocar comigo o repert\u00f3rio desse disco em apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Eric Assmar - I&#039;m Still Working (Lyric Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/G0yCrkAOrp0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>06) \u201cAinda Existe Sol\u201d \u2013<\/strong> Essa tamb\u00e9m \u00e9 uma m\u00fasica meio confessional que traz um testemunho meu. Uma can\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas, pois foi assim que ela apareceu em minha cabe\u00e7a. Todas as can\u00e7\u00f5es do disco s\u00e3o em ingl\u00eas, com exce\u00e7\u00e3o dela. Isso foi feito de uma maneira bem natural. Fui deixando as ideias flu\u00edrem com a m\u00e1xima espontaneidade que pude fazer. \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o puxada pelos viol\u00f5es. Ela tem uma banda tocando, mas tem essa camada ac\u00fastica subjacente dos dois viol\u00f5es. E a minha ideia \u00e9 que fosse uma can\u00e7\u00e3o sobre esperan\u00e7a. N\u00e3o importa o qu\u00e3o ca\u00f3tica esteja a situa\u00e7\u00e3o ao redor da sua vida, sempre vai haver um sol. Ainda existe sol. O dia acaba, mas sempre um amanhecer pode lhe trazer uma sensa\u00e7\u00e3o de esperan\u00e7a sobre alguma coisa. \u00c9 um pensamento que esteve na minha cabe\u00e7a durante esse per\u00edodo complicado pessoal que eu passei e que eu falei em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 faixa \u201cI&#8217;m Still Working\u201d, mas tamb\u00e9m fiz uma articula\u00e7\u00e3o mental dessa sensa\u00e7\u00e3o com o \u201cAinda Existe Sol\u201d como algo ligado \u00e0 pandemia. Ligado \u00e0 situa\u00e7\u00e3o das pessoas estarem perdendo seus entes queridos, essa situa\u00e7\u00e3o de caos sanit\u00e1rio, e fora essa situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica atual do Brasil, fora essa situa\u00e7\u00e3o de a pandemia ter dividido as pessoas. Misturou-se com pol\u00edtica, mas muitas vezes a gente constata como as pessoas n\u00e3o conseguem ser solid\u00e1rias nas m\u00ednimas coisas. A incapacidade de colocar uma m\u00e1scara, a incapacidade de se evitar aglomera\u00e7\u00f5es, de zelar pelas pessoas ao seu redor, de exercer uma solidariedade social palp\u00e1vel, real. Ent\u00e3o, \u201cAinda Existe Sol\u201d \u00e9 uma esperan\u00e7a de que apesar dessas situa\u00e7\u00f5es todas, a gente precisa ter f\u00e9 em alguma coisa para seguir em frente e acreditar que esse sol ainda existe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>07) \u201cChildhood Days\u201d<\/strong> \u2013 \u00c9 um blues. Um gospel blues, como chamamos. Algo bem ligado a essa refer\u00eancia do gospel e \u00e0s refer\u00eancias que sempre destaco aqui, e que est\u00e3o sempre presentes na minha maneira de tocar. E em rela\u00e7\u00e3o a esse estilo gospel que me marcam muito, destaco o trabalho de Ray Charles e o mestre Gregg Allman, dos Allman Brothers. Essa can\u00e7\u00e3o tem muito dessa refer\u00eancia. \u00c9 um blues com essa pegada gospel em que falo, tamb\u00e9m, de quest\u00f5es pessoais. Trato da minha inf\u00e2ncia, como o pr\u00f3prio t\u00edtulo j\u00e1 sugere. E isso com uma letra que traz aspectos mais literais de como enxergo a minha inf\u00e2ncia, como foi essa mem\u00f3ria, s\u00e3o refer\u00eancias diretas ao fato de eu enxergar na figura de um guitarrista uma esp\u00e9cie de super-her\u00f3i. Eu, quando crian\u00e7a, tive isso convivendo com meu pai. Convivendo com guitarristas aqui. E assistindo a v\u00eddeos de mestres da guitarra de modo geral. E tudo isso foi moldando a minha identidade. Essa vincula\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica e com a guitarra desde muito cedo foi um elemento crucial para ser quem eu sou hoje. Ent\u00e3o, \u201cChildhood Days\u201d fala um pouco sobre isso. Sobre a minha sensa\u00e7\u00e3o. Sobre a influ\u00eancia dos Beatles na minha vida, que foram, talvez, as primeiras refer\u00eancias musicais consistentes que tive, assim, na minha forma\u00e7\u00e3o como pessoa. E novamente \u00e9 uma m\u00fasica na qual contei com a participa\u00e7\u00e3o do mestre Luciano Le\u00e3es, no \u00f3rg\u00e3o Hammond. Algo que me deixou muito feliz. Foi realmente um acr\u00e9scimo precioso para essa m\u00fasica. Um gospel com um \u00f3rg\u00e3o Hammond, acho que traz a coisa ainda mais para essas refer\u00eancias das igrejas e me deixou muito feliz com o resultado. Como citado, nesse disco contei com outros dois convidados gravando \u00f3rg\u00e3o. Al\u00e9m do Luciano, o Jelber Oliveira e o Andr\u00e9 T. O \u201cHome\u201d, assim, \u00e9 um disco em que o formato de trio com o qual eu sempre vinha me apresentando j\u00e1 n\u00e3o faz tanto sentido porque ele traz mais elementos. Traz essas participa\u00e7\u00f5es. E muitas das m\u00fasicas do disco t\u00eam camadas de guitarra sobrepostas, t\u00eam viol\u00f5es. Ent\u00e3o, \u00e9 um disco com mais elementos do que o \u201cMorning\u201d. Acho que dos tr\u00eas, \u00e9 talvez o disco mais rico em elementos que tenho. E tive a sorte de poder contar com essas feras me presenteando com seus talentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>08) \u201cIt\u2019s Only My Blues\u201d &#8211;<\/strong>\u00a0\u00c9 um shuffle de blues justamente pensando sobre essa minha condi\u00e7\u00e3o de um cara branco, baiano, classe m\u00e9dia alta, no topo da pir\u00e2mide de privil\u00e9gios, mas fazendo blues, uma can\u00e7\u00e3o que vem de um contexto de escraviza\u00e7\u00e3o negra, uma can\u00e7\u00e3o que resistiu ao tempo, resistiu a todo tipo de sofrimento e opress\u00e3o aos quais esses protagonistas foram submetidos. E, enfim, por caminhos diversos da hist\u00f3ria o blues se globalizou, o blues se tornou uma m\u00fasica interracial. Tornou-se uma m\u00fasica praticada por pessoas dos mais diversos perfis \u00e9tnicos, raciais, sociais e culturais. Eu, nessa m\u00fasica, fa\u00e7o uma auto-observa\u00e7\u00e3o. Me coloco como uma pessoa que n\u00e3o tem uma pretens\u00e3o de assumir um protagonismo que n\u00e3o \u00e9 meu nessa hist\u00f3ria. Mas eu, singelamente, estou apenas&#8230; \u201cIt\u00b4s Only My Blues\u201d. Estou apenas contando a minha hist\u00f3ria. Estou partindo dessa refer\u00eancia que fala muito comigo, com meu cora\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma m\u00fasica (o blues) pela qual eu me apaixonei ainda crian\u00e7a. E fazendo do meu jeito. N\u00e3o estou contando a Hist\u00f3ria. Estou apenas contando hist\u00f3rias minhas. Estou apenas dividindo o que eu vivi. Dividindo o que est\u00e1 na minha cabe\u00e7a. E n\u00e3o \u00e9 um blues. \u00c9 um apenas um blues do Eric. Essa m\u00fasica fala disso. Eu me coloco nesse meu lugar e eu falo com esse prop\u00f3sito de&#8230; enfim, \u00e9 o meu jeito de fazer a coisa. Eu identifico isso na m\u00fasica. E conta, tamb\u00e9m, com a participa\u00e7\u00e3o do mestre Jelber Oliveira no Hammond, que tamb\u00e9m real\u00e7ou bem essa caracter\u00edstica meio Allman Brothers que essa m\u00fasica tem com rela\u00e7\u00e3o a ser um shuffle de blues inspirado nos shuffles t\u00edpicos dos Allman Brothers.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>09) \u201cHeart of Mine\u201d \u2013<\/strong> \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o, uma balada que tem a ver com um pouco de rock and roll. Tem um pouco de Stones nela. E foi uma can\u00e7\u00e3o que eu fiz bem com o viol\u00e3o na m\u00e3o. Ela surgiu atrav\u00e9s de um viol\u00e3o. Eu a queria meio como uma can\u00e7\u00e3o de rock. E ela foi surgindo de uma maneira bem espont\u00e2nea. Ela fala de amor. Ela fala dessa cumplicidade que uma pessoa pode ter na outra. E que \u00e9 uma coisa importante. No final das contas, \u00e9 o que apega a gente. Seja no amor de m\u00e3e e filho, seja no amor conjugal. Eu acho que ela pode transitar entre esses universos. E em termos de guitarra, eu pensei muito nessa coisa, al\u00e9m dos Stones, uma refer\u00eancia muito presente nessa faixa \u00e9 o grupo Boston, que ouvi bastante, tamb\u00e9m. Uma banda de rock and roll que fez muito sucesso no fim dos anos 1970 e in\u00edcio dos anos 1980. Uma banda dos Estados Unidos que usava muito dessas harmonias na guitarra. Dessas linhas dobradas de guitarra. Com aberturas em ter\u00e7as, essas guitarras tocando juntas e fazendo harmonias. Ent\u00e3o, uso muito isso nessa can\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma coisa que eu gosto muito. Alguns acham que \u00e9 brega, que \u00e9 datado, enfim. O Boston, \u00e0s vezes, \u00e9 rotulado como sendo aquele rock j\u00e1 meio ultrapassado. O pessoal \u00e0s vezes rotula assim essas bandas do chamado AOR \u2013 Adult Oriented Rock. \u00c9 uma coisa que eu gosto muito, que cresci ouvindo. Sou um f\u00e3 de hard rock, de bandas de metal, tamb\u00e9m. N\u00e3o \u00e9 o caso do Boston, mas eu tamb\u00e9m sou f\u00e3. E essa m\u00fasica \u00e9 um fruto sincero, tamb\u00e9m, dessas refer\u00eancias que eu tenho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10) \u201cAbra\u00e7o\u201d \u2013<\/strong> \u00c9 um instrumental que surgiu para mim poucos dias ap\u00f3s eu receber a not\u00edcia do falecimento do querido amigo Marcos Arcuri, um cantor de hard rock bem legal aqui da cidade de Salvador. Um cara querido. Querido por mim e querido por muita gente. Ele teve uma parada card\u00edaca, faleceu de repente. E em uma circunst\u00e2ncia muito parecida com a que meu pai faleceu. Foi uma coisa meio s\u00fabita que pegou todo mundo de surpresa. E foi no meio da pandemia. N\u00e3o tivemos nem chance de irmos ao enterro e nos despedir. Um cara novo, um cara da minha gera\u00e7\u00e3o. E eu fiquei pensando na \u00faltima vez que eu encontrei Marquinhos Arcuri, alguns meses antes da pandemia come\u00e7ar. Foi entre um show e outro. Eu estava tocando em um show da Cavern Beatles, se n\u00e3o me engano, que teve uma banda dele tocando antes. A gente se encontrou no intervalo, nos falamos. Aquela coisa: &#8220;oh, meu velho. Nunca mais nos falamos. Que massa lhe encontrar.&#8221; A gente se deu um abra\u00e7o apertado, aquele abra\u00e7o de amigos que se reencontram. Que gostam muito um do outro, embora n\u00e3o se vejam sempre. E eu fiquei com isso na cabe\u00e7a. O potencial do abra\u00e7o enquanto um gesto que sintetiza um carinho sincero que uma pessoa tem pela outra. E muitas vezes a gente n\u00e3o sabe quando esse abra\u00e7o ser\u00e1 o \u00faltimo que a gente vai dar na pessoa. Eu passei por isso com ele. Passei por isso com meu pai. Dois dias antes dele falecer, fizemos o \u00faltimo show juntos, nos abra\u00e7amos e eu entrei em um avi\u00e3o para viajar para tocar. E s\u00f3 voltei para Salvador j\u00e1 com a not\u00edcia dois dias depois do s\u00fabito falecimento dele. Ent\u00e3o, \u201cAbra\u00e7o\u201d \u00e9 uma coisa que tem um significado simb\u00f3lico muito grande. Tamb\u00e9m nessa \u00e9poca de pandemia e tamb\u00e9m nessa \u00e9poca em que a gente est\u00e1 fragilizado por ter perdido um amigo, por estar procurando respostas para uma partida s\u00fabita. Respostas essas que n\u00e3o v\u00eam. Respostas que simplesmente a vida prega essas pe\u00e7as na gente e ficamos completamente impotentes a esse acaso. E o abra\u00e7o na m\u00fasica vem como uma forma simb\u00f3lica da pessoa. Essa m\u00fasica \u00e9 uma tentativa de dar esse abra\u00e7o em quem est\u00e1 ouvindo. \u00c9 uma tentativa de ser um ponto de conforto para a pessoa se sentir acolhida diante desses sentimentos de tristeza e de incertezas e falta de respostas para as coisas da vida. E \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o que eu gravei aqui em casa, tamb\u00e9m, tal como todas as outras. Ela tem uma linha de slide. \u00c9 uma melodia toda em cima dessa coisa do slide. E refer\u00eancias sonoras que sempre me levam para essa sensa\u00e7\u00e3o de acolhimento, naturalmente, eu n\u00e3o posso deixar de falar do Pink Floyd e do mestre guitarrista David Gilmour, sobretudo. Essa m\u00fasica tem muito dessa influ\u00eancia dele, agora tocando com o slide. Um slide em que eu vou para uma t\u00e9cnica talvez menos ligada \u00e0 refer\u00eancia do blues do Duane Allman, mas mais para um slide na pegada do George Harrison. Um slide mais focado na melodia. Essa m\u00fasica tem uma conflu\u00eancia entre Gilmour e Harrison nesse sentido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>11) \u201cCan You Hear Me\u201d \u2013<\/strong> \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o ac\u00fastica. Foi a primeira can\u00e7\u00e3o que escrevi na pandemia, j\u00e1 quando come\u00e7ou. E era uma can\u00e7\u00e3o diretamente confessional e de saudade de meu pai. \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o que escrevi para ele, mesmo. Ela foi escrita com viol\u00f5es aqui. Toquei todos os viol\u00f5es e gravei aqui no meu home studio. \u00c9 uma conversa minha com o meu pai no plano em que ele est\u00e1 agora, no plano espiritual. Eu conversando sobre essa situa\u00e7\u00e3o e pensando se ele ouve a gente. Questionando sobre essas coisas. O que poderia ser essa conversa com ele. E a vontade que tenho de dizer coisas, de conversar com ele. A saudade que sinto nos momentos em que voc\u00ea precisa conversar com uma pessoa, voc\u00ea precisa ouvir uma palavra. Voc\u00ea precisa fazer uma pergunta e discorrer sobre determinado assunto. E a falta que essa pessoa espec\u00edfica com quem voc\u00ea pode ter essa conversa, a falta que voc\u00ea sente dessa pessoa por ela n\u00e3o estar l\u00e1, simplesmente. Ent\u00e3o, trago um pouco desse sentimento para essa m\u00fasica. \u00c9 uma m\u00fasica totalmente ligada a essa minha rela\u00e7\u00e3o com meu pai. E \u00e9 talvez a can\u00e7\u00e3o mais pessoal. \u00c9 um presente meu para ele. E tem uma coisa bem de can\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m. Tem uma coisa bem dessa refer\u00eancia de can\u00e7\u00e3o no estilo Gregg Allman, que a gente gostava, com solo de slide, com o resonator dele. Foi gravada no instrumento que era dele mesmo. Ent\u00e3o, para fechar o disco, eu decidi colocar essa can\u00e7\u00e3o como a \u00faltima justamente porque ela traz essa coisa mais ac\u00fastica. \u00c9 a mais pessoal de todas as m\u00fasicas desse \u00e1lbum.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-65955\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/home_eric.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"750\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/home_eric.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/home_eric-300x300.jpg 300w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/home_eric-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100009655066720\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto\u00a0<\/a>\u00e9 jornalista, cr\u00edtico de cinema e curador do\u00a0<a href=\"http:\/\/coisadecinema.com.br\/xiii-panorama\/apresentacao\/panorama-2017\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema<\/a>. Membro da Abraccine, colabora para o Jornal A Tarde e assina o blog\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PeliculaVirtual\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pel\u00edcula Virtual<\/a>. As fotos de Eric Assmar s\u00e3o de\u00a0<\/em><em>Uanderson Brittes \/ Divulga\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em um faixa-a-faixa exclusivo, Eric Assmar traz uma s\u00e9rie de 11 relatos falando sobre a constru\u00e7\u00e3o de cada uma das composi\u00e7\u00f5es que fecham este novo ciclo na sua vida pessoal e profissional. \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/05\/02\/faixa-a-faixa-home-eric-assmar\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":21,"featured_media":65956,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1108],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65953"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=65953"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65953\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":65957,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/65953\/revisions\/65957"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/65956"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=65953"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=65953"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=65953"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}