{"id":6499,"date":"2010-11-25T18:07:08","date_gmt":"2010-11-25T20:07:08","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=6499"},"modified":"2023-03-29T00:12:21","modified_gmt":"2023-03-29T03:12:21","slug":"sterephonics-mais-hard-rock-que-britpop","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/11\/25\/sterephonics-mais-hard-rock-que-britpop\/","title":{"rendered":"Stereophonics: mais hard que britpop"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/letsplaythat\/5188817202\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6500 aligncenter\" title=\"stereophonics_1\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/stereophonics_1.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/stereophonics_1.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/stereophonics_1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>texto por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/wilsonfarina\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Wilson Farina<\/a><br \/>\nfotos por <a href=\"http:\/\/twitter.com\/letsplaythat\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Augusto Gomes<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Stereophonics despontou no fim dos anos 90, junto de bandas como o Travis e o Coldplay, como novas promessas do ent\u00e3o moribundo britpop. Ao longo dos anos esses grupos trilharam rumos e sonoridades bem diferentes, mas ficaram para sempre marcados com o r\u00f3tulo do britpop. Quem foi ao Citibank Hall (que j\u00e1 mudou de nome tantas vezes que continua sendo Palace para todo mundo que freq\u00fcenta o local) em S\u00e3o Paulo no \u00faltimo dia 18 pode ter se surpreendido com o que encontrou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grupo formado no Pa\u00eds de Gales como um trio, e que hoje \u00e9 um quarteto (em alguns momentos acompanhados tamb\u00e9m de um quinto m\u00fasico nos teclados), tocou 24 m\u00fasicas em pouco mais de uma hora e meia, em volume absurdo, riffs e batidas fortes, soando mais hard rock do que qualquer outra coisa. Sim, estavam l\u00e1 as baladas ao viol\u00e3o, como &#8220;Have A Nice Day&#8221; e &#8220;Maybe Tomorrow&#8221;, e can\u00e7\u00f5es lentas melodiosas como &#8220;Mr. Writer&#8221; e &#8220;Just Looking&#8221;, cantadas em altos brados pelo p\u00fablico. E tamb\u00e9m estava l\u00e1 a forte influ\u00eancia do Oasis, escancarada o tempo todo, principalmente no jeito de cantar de Kelly Jones,\u00a0 basicamente um Liam Gallagher que n\u00e3o perdeu a voz, toca guitarra e, at\u00e9 por isso, sabe se portar melhor no palco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas fora isso, o peso prevaleceu. Logo de cara, tr\u00eas m\u00fasicas dos primeiros discos do grupo \u2013 &#8220;The Bartender &amp; The Thief&#8221;, &#8220;A Thousand Trees&#8221; e &#8220;More Life In A Tramps Vest&#8221; \u2013 ganharam o p\u00fablico, mas enfrentaram o problema comum de casas brasileiras, de som desregulado e abafado no come\u00e7o de shows. Ao longo da apresenta\u00e7\u00e3o a aparelhagem foi sendo acertada, e terminou bem. A banda \u00e9 simples, entra e toca, sem comunica\u00e7\u00f5es for\u00e7adas com o p\u00fablico, frases em portugu\u00eas ou coisas do tipo. As guitarras dominam o som, muito mais em destaque que o resto do instrumental, seguindo a linhagem de rock cl\u00e1ssico de AC\/DC, Faces e Black Crowes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Adam Zindani, guitarrista integrado em 2007, foi um bom refor\u00e7o, cuidando de solos e backing vocals, funcionando como sideman de Jones. O baixista Richard Jones e o baterista argentino Javier Weyler s\u00e3o discretos, mas competentes, garantindo o entrosamento entre todos e o som encorpado. Acostumado a tocar em est\u00e1dios e grandes arenas na Europa, o Stereophonics se saiu bem no espa\u00e7o pequeno. Mas as m\u00fasicas mais pesadas e n\u00e3o t\u00e3o inspiradas de seus discos mais recentes entendiam um bocado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falta personalidade pr\u00f3pria ao grupo, resumida no pr\u00f3prio vocalista. Kelly Jones tem uma voz incrivelmente potente, mas pouco refinada e de poucas varia\u00e7\u00f5es, assim como suas composi\u00e7\u00f5es, quase sempre soando como algo que j\u00e1 foi feito. Claro que isso n\u00e3o importa muito para quem est\u00e1 l\u00e1, nem para a banda, que \u00e9 bastante competente no pop\/rock simples a que se prop\u00f5e. Principalmente quando acertam bons refr\u00f5es, como na excelente &#8220;Local Boy In The Photograph&#8221;, que encerrou a primeira parte do set.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas em poucos momentos que se aventura a mudan\u00e7as, como &#8220;Superman&#8221; e &#8220;It Means Nothing&#8221;, o Stereophonics mostra que poderia alcan\u00e7ar resultados interessantes. At\u00e9 porque uma dessas sa\u00eddas da zona de conforto gerou sua melhor m\u00fasica, &#8220;Dakota&#8221;, que encerra a apresenta\u00e7\u00e3o de forma majestosa. Resta saber at\u00e9 onde se interessam em se arriscar no futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/letsplaythat\/5188214595\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-6501 aligncenter\" title=\"stereophonics_2\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/stereophonics_2.jpg\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"404\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/stereophonics_2.jpg 605w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2010\/11\/stereophonics_2-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&#8211; Wilson Farina (<a href=\"http:\/\/twitter.com\/wilsonfarina\">@wilsonfarina<\/a>) assina o blog <a href=\"http:\/\/www.fubap.org\/wilsera\/\">Wilsera<\/a><br \/>\n&#8211; Augusto Gomes \u00e9 jornalista e fot\u00f3grafo. Veja mais fotos <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/photos\/letsplaythat\/\">aqui<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"por Wilson Farina\nO grupo de Kelly Jones tocou 24 m\u00fasicas em pouco mais de uma hora e meia, em volume absurdo, riffs e batidas fortes&#8230;\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2010\/11\/25\/sterephonics-mais-hard-rock-que-britpop\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6499"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6499"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6499\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":73627,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6499\/revisions\/73627"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6499"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6499"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6499"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}