{"id":64001,"date":"2022-02-04T02:55:40","date_gmt":"2022-02-04T05:55:40","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=64001"},"modified":"2022-03-31T00:32:06","modified_gmt":"2022-03-31T03:32:06","slug":"entrevista-francisco-el-hombre-abre-as-portas-de-sua-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/02\/04\/entrevista-francisco-el-hombre-abre-as-portas-de-sua-casa\/","title":{"rendered":"Entrevista: Francisco, El Hombre abre as portas de sua casa"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>entrevista por\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com quase 10 anos de estrada, a serem completados em 2023, a Francisco, El Hombre segue sendo uma das bandas mais incendi\u00e1rias ao vivo do cen\u00e1rio nacional. Por isso, n\u00e3o estranha que eles sejam um nome disputado por festivais (o Scream &amp; Yell tem resenhas de seis festivais diferentes em que a Francisco tocou nos \u00faltimos anos). No caldeir\u00e3o sonoro proposto pela banda, a latinidade convive em plena harmonia com a est\u00e9tica punk numa elogiada discografia em que constam tr\u00eas EPs e tr\u00eas \u00e1lbuns. O trabalho mais recente \u00e9 \u201c<a href=\"https:\/\/onerpm.link\/casafrancisco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Casa Francisco<\/a>\u201d, lan\u00e7ado em outubro de 2021 (e presente na lista de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/12\/20\/apca-revela-lista-com-50-melhores-albuns-brasileiros-de-2021\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">50 melhores \u00e1lbuns do ano passado<\/a> para a APCA).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Da primeira entrevista <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/10\/19\/entrevista-francisco-el-hombre\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que eles deram ao Scream &amp; Yell em 2016<\/a>, falando sobre o ent\u00e3o \u00e1lbum de estreia, \u201cSoltasbruxa\u201d, s\u00f3 o baixista Rafael Gomes n\u00e3o est\u00e1 mais presente no grupo, sendo substitu\u00eddo por Helena Papini em 2020. Seguem em frente os irm\u00e3os mexicanos Sebasti\u00e1n (vocal, percuss\u00e3o e viol\u00e3o) e Mateo Pirac\u00e9s-Ugarte (vocal e viol\u00e3o), o guitarrista Andrei Martinez Kozyreff e a vocalista e percussionista Juliana Strassacapa, formando um quinteto cuja verdade maior acontece no palco, em perfeita comunh\u00e3o com o p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para manter o contato com esse p\u00fablico em tempos pand\u00eamicos de isolamento e sem aglomera\u00e7\u00e3o (duas coisas imposs\u00edveis de acontecer num show do grupo), o processo de grava\u00e7\u00e3o de \u201c<a href=\"https:\/\/onerpm.link\/casafrancisco\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Casa Francisco<\/a>\u201d foi exibido em formato de reality show e est\u00e1 dispon\u00edvel no canal do Youtube da banda. O rec\u00e9m-lan\u00e7ado clipe para faixa \u201cOc\u00ea\u201d condensa parte da experi\u00eancia de um trabalho que soa como contraponto ao que \u00e9 peculiar ao quinteto, pois aposta numa sonoridade mais introspectiva. \u201cCasa Francisco\u201d conta com as participa\u00e7\u00f5es especiais de artistas como C\u00e9u, Rubel, Dona Onete, Josyara e La Pegatina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na entrevista abaixo, realizada por e-mail, Mateo Pirac\u00e9s-Ugarte fala sobre o processo de grava\u00e7\u00e3o de \u201cCasa Francisco\u201d, explica a aposta em novas roupagens sonoras, reflete a for\u00e7a das apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo do grupo, a aproxima\u00e7\u00e3o (cultural e o geogr\u00e1fica) com a Am\u00e9rica Latina, o time diversificado de parcerias, a import\u00e2ncia do engajamento pol\u00edtico pela classe art\u00edstica, planos futuros e muito mais. Leia abaixo!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Francisco, el Hombre - Oc\u00ea (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Uyp25LKll4Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Primeiramente, gostaria perguntar a voc\u00eas como est\u00e3o as coisas? Como tem enfrentado este cen\u00e1rio pand\u00eamico, aparentemente infind\u00e1vel? Quais foram os principais desafios de gravar um disco neste per\u00edodo?<\/strong><br \/>\nMuito obrigado por perguntar \ud83d\ude42 Estamos bem de sa\u00fade, tanto a banda como a equipe, ent\u00e3o estamos agradecides por isso. Acho que o mais dif\u00edcil de gravar nesse per\u00edodo s\u00e3o as dist\u00e2ncias. Somos uma banda muito estradeira e era nas tours que test\u00e1vamos m\u00fasicas novas diretamente com o p\u00fablico. Elas se moldavam nessas apresenta\u00e7\u00f5es e ent\u00e3o j\u00e1 \u00edamos pro est\u00fadio com uma sensa\u00e7\u00e3o diferente delas. A gente tamb\u00e9m se encontrava muito para ir entendendo a nova fase que um disco apresenta, sempre alinhando nossas vontades como banda. Nessa dist\u00e2ncia pand\u00eamica h\u00e1 um eterno esfor\u00e7o de aproxima\u00e7\u00e3o entre a banda, entre a equipe, entre o p\u00fablico. Isso tudo gera uma dificuldade. Mas na hora que nos encontramos pras imers\u00f5es de cria\u00e7\u00e3o, arranjo e grava\u00e7\u00e3o, tudo parecis que era fantasia. Como se a dist\u00e2ncia passasse num piscar de olhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voc\u00eas lan\u00e7aram ano passado &#8220;Casa Francisco&#8221;, \u00e1lbum em que, ao meu ver, voc\u00eas desaceleraram a catarse sonora habitual em prol de uma sonoridade, em parte, mais introspectiva. Os tempos de reclus\u00e3o impostos pela pandemia foram cruciais para esta guinada? E como tem sido a receptividade deste novo material?<\/strong><br \/>\nA nossa m\u00fasica espelha nossa realidade. Ela tem um poder de adapta\u00e7\u00e3o, para ser tocada de acordo com o lugar, rotina, p\u00fablico. Quando come\u00e7amos a compor esse disco nos vimos imersos numa casinha, isolades, todes dormindo juntes, passando o dia todo cozinhando, conversando, tocando juntes. Pareceu muito uma volta \u00e0s nossas origens: n\u00f3s 5 tocando viol\u00e3o e mostrando can\u00e7\u00f5es. Acabou que o disco tomou essa sonoridade para si. \u00c9 o disco daquela Francisco que mora e come junto numa casinha. A recep\u00e7\u00e3o tem sido interessante. Parece que o p\u00fablico ficou mais \u00edntimo \u00e0 n\u00f3s. E teve muita gente que gostou do resgate que fizemos \u00e0s nossas ra\u00edzes sonoras. Tamb\u00e9m se deve ao fato que fizemos um reality show pr\u00f3prio para lan\u00e7ar o disco, o \u201cCasa Francisco\u201d. Nesse programa pudemos mostrar muito das individualidades e pormenores que nunca pudemos mostrar sobre a banda. Ent\u00e3o parece que a intimidade com o p\u00fablico cresceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A banda tem como forte elemento a presen\u00e7a de palco que, ali\u00e1s, j\u00e1 foi testada e aprovada em diversos palcos do pa\u00eds. Primeiramente, gostaria de saber como constru\u00edram esta poderosa rela\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico? E ainda: como voc\u00eas tem lidado com esse per\u00edodo de incertezas relacionado a volta aos palcos?<\/strong><br \/>\nA rela\u00e7\u00e3o da banda com o p\u00fablico durante o show \u00e9 fruto de come\u00e7armos tocando nas ruas. Para passar o chap\u00e9u como m\u00fasico de rua \u00e9 necess\u00e1rio voc\u00ea criar uma conex\u00e3o com o p\u00fablico. \u00c9 necess\u00e1rio cativar, comover, comunicar. A gente sempre acreditou que o momento do show \u00e9 um momento de criar uma viv\u00eancia \u00fanica e imposs\u00edvel de repetir com o p\u00fablico. Cada show \u00e9 um. Uma vez que essa \u00e9 a premissa, tudo fica leve, brincalh\u00e3o, divertido. Ent\u00e3o a intera\u00e7\u00e3o \u00e9 parte do que a gente sente que \u00e9 gostoso de um show. \u00c9 necess\u00e1rio para n\u00f3s tamb\u00e9m. Nos shows que fizemos ano passado, ao subir nos palcos me deu uma d\u00favida sobre como interagir. Isso porque eu (Mateo) pessoalmente gosto de descer pra galera, fazer roda, me meter na muvuca. Sempre gostamos de fazer as pessoas se misturarem entre si e agora n\u00e3o \u00e9 recomendado. Mas rapidamente fomos encontrando outras maneiras de brincar com o p\u00fablico. Demos a volta por cima nisso. O que realmente \u00e9 estranho \u00e9 n\u00e3o poder descer do palco depois do show para dar um abra\u00e7o em quem foi no show. Eu sempre valorizei esse momento de total horizontalidade entre quem estava no palco e quem veio assistir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Voltando a falar do novo disco, a latinidade sonora, j\u00e1 presente antes, agora ganhou contornos de protagonismo. A que se deve tal escolha?<\/strong><br \/>\nN\u00f3s temos um funcionamento parecido ao de uma esponja: por onde fomos passando nas turn\u00eas fomos absorvendo m\u00fasica, ritmos, g\u00eaneros e tem\u00e1ticas. A gra\u00e7a de estar em turn\u00ea n\u00e3o \u00e9 ir mostrar nossa m\u00fasica, se n\u00e3o poder fazer uma troca. A gente absorve e a gente mostra o que fazemos. Como rodamos muito pelo continente latino-americano, essa mistura de ritmos latinos \u00e9 algo muito intr\u00ednseco \u00e0 nossa levada natural.<br \/>\nSe n\u00f3s nos dedicamos a fazer o \u201cDisco Mais Francisco de Todos\u201d, deixamos os arranjos e levadas vir naturalmente e essa mistura r\u00edtmica saiu. N\u00e3o foi algo pensado, mas sim foi o n\u00e3o-pensado que deixou essa latinidade ressurgir naturalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ali\u00e1s, esta conex\u00e3o latina se d\u00e1 n\u00e3o s\u00f3 de forma musical como tamb\u00e9m geogr\u00e1fica. Nesse sentido qual a import\u00e2ncia de se estabelecer e fortalecer conex\u00f5es com os nossos pa\u00edses vizinhos?<\/strong><br \/>\nO imperialismo cultural for\u00e7a pelas nossas gargantas que devemos sempre consumir m\u00fasica e produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas vindas do norte, da Europa, dos EUA, etc.. isso \u00e9 algo que rola h\u00e1 tanto tempo que se incrustou como \u201cnormal\u201d dentro das nossas vidas. Mas a verdadeira fortaleza das culturas latino-americanas est\u00e1 em saber se valorizar. Temos uma mat\u00e9ria prima art\u00edstica, temos os meios de produ\u00e7\u00e3o art\u00edsticos, temos p\u00fablico, temos festas, temos temas, temos novidades. E por que se conectar com nossos pa\u00edses vizinhos? Porque todas as culturas desse continente passam por essa mesma situa\u00e7\u00e3o. Se fortalecermos a troca musical dentro do nosso continente, mais fortalecides somos frente ao cen\u00e1rio mundial. Isso vai pra cultura mas tamb\u00e9m vai pra sociedade. J\u00e1 vimos a pot\u00eancia que a latinoamerica pode ser quando se cultivam as rela\u00e7\u00f5es e trocas internas, ent\u00e3o temos que cultivar isso dentro de cada inst\u00e2ncia que nos toca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8220;Casa Francisco&#8221; conta com participa\u00e7\u00f5es especiais de artistas como C\u00e9u, Rubel, Dona Onete, Josyara e La Pegatina. Com um time diversificado como este, como se deu a sele\u00e7\u00e3o? Quais as afinidades foram cruciais para a formaliza\u00e7\u00e3o destas parcerias?<\/strong><br \/>\nPrimeiro n\u00f3s gravamos as m\u00fasicas inteiras, como se n\u00e3o tivessem participa\u00e7\u00e3o. Fizemos elas soarem prontas, completas. Mas sentimos que seria gostoso ter outras pessoas cantando conosco, como se as convid\u00e1ssemos a nossa casa. Ent\u00e3o a gente foi ouvindo de uma em uma pensando com que amizade nossa cada m\u00fasica tem a ver. Meio que deixamos a m\u00fasica escolher quem convidar\u00edamos! E, honestamente, achamos que deu super certo. Cada participa\u00e7\u00e3o agregou muuuuito em cada can\u00e7\u00e3o. Parece at\u00e9 que as can\u00e7\u00f5es eram das participa\u00e7\u00f5es! Em alguns casos preferimos dar os principais versos para essas amizades, pra deixar a m\u00fasica ainda mais delas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Para al\u00e9m do disco, como voc\u00ea j\u00e1 disse, teve um reality show pr\u00f3prio para se manterem conectados ao p\u00fablico. Em tempos nos quais se discute quest\u00f5es ligadas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica, como foi a experi\u00eancia desta atividade? E como ela se reflete no registro audiovisual de \u201cOc\u00ea\u201d?<\/strong><br \/>\nNormalmente o p\u00fablico se aproxima de ume artista a partir de suas m\u00fasicas, do recorte das redes sociais ou pelos shows. Mas fica faltando mostrar muito do que somos, tudo aquilo s\u00e3o somente recortes daquilo que \u00e9 a hist\u00f3ria de banda, de cada disco, de cada significado que nos levou a criar as can\u00e7\u00f5es, shows e v\u00eddeos que fizemos. Nesse reality pudemos realmente deixar as origens, significados, hist\u00f3rias. Deu para falar da totalidade que consideramos a banda e n\u00e3o somente um disco, uma fase, um clipe, etc.. O que a gente v\u00ea no clipe de \u201cOc\u00ea\u201d s\u00e3o justamente todas as coisas que fazem uma banda ser melhor amiga, tudo aquilo que fazemos quando estamos juntes. N\u00e3o somente \u00e9 trabalhar, compor, tocar, etc.. a gente se diverte MUITO. A gente faz isso porque nos divertimos muito no processo. \u00c9 isso que o clipe registra. \ud83d\ude42<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Triste, Louca ou M\u00e1 ao vivo com o MST\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oWgV2tixjtA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Saindo do universo do novo \u00e1lbum, a primeira vez que conheci o trabalho de voc\u00eas foi atrav\u00e9s da vers\u00e3o de &#8220;Triste, Louca ou M\u00e1&#8221; com a Maria Gad\u00fa, presente no disco &#8220;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=6K5oaa4Ub2w&amp;list=PLmtLi3_Hp_wJHDc78o2ygnq7dnNPdGleZ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Acorda Amor<\/a>&#8220;. A faixa (que foi indicada ao Grammy Latino na vers\u00e3o da pr\u00f3pria Franciso), ali\u00e1s, \u00e9 a predileta de grande parte dos ouvintes. Qual o significado dessa can\u00e7\u00e3o para voc\u00eas? Imaginavam que ela teria tamanha repercuss\u00e3o?<\/strong><br \/>\nN\u00f3s nunca imaginamos que nenhuma m\u00fasica nossa teria uma repercuss\u00e3o como essa. A gente faz can\u00e7\u00f5es sobre nossas ideias em rela\u00e7\u00e3o ao mundo. Primeiro compartilhamos entre n\u00f3s, trabalhamos ela juntes e ent\u00e3o lan\u00e7amos ao mundo. Nunca se espera que realmente tanta gente v\u00e1 se conectar \u00e0 uma ideia assim. Mas ela veio pra nos mostrar o poder que uma can\u00e7\u00e3o tem de derrubar fronteiras, idiomas e g\u00eaneros musicais quando ela \u00e9 carregada por uma ideia. Hoje temos uma reflex\u00e3o que \u201cTriste, Louca ou M\u00e1\u201d caminhou muito por si s\u00f3, sem a gente estar divulgando, trabalhando, ou inclusive sem estar junto a ela. A can\u00e7\u00e3o \u00e9 maior que a banda, \u00e9 maior que n\u00f3s. Isso \u00e9 lindo, porque uma ideia \u00e9 atemporal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Politicamente falando, para al\u00e9m da m\u00fasica, voc\u00eas t\u00eam usado as redes sociais para demarcar muito bem de que lado est\u00e3o participando, inclusive, de diversas a\u00e7\u00f5es de cunho social. Em tempos de polariza\u00e7\u00e3o e omiss\u00e3o de muitos da classe art\u00edstica, qual a import\u00e2ncia de se posicionar e de colocar em pr\u00e1tica o trabalho de base voltado \u00e0s minorias?<\/strong><br \/>\nA gente n\u00e3o tem op\u00e7\u00e3o, n\u00e3o existe mais ficar em cima do muro. Estamos num momento em que tentar ficar em cima do muro j\u00e1 \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o. Quem est\u00e1 se omitindo est\u00e1 deixando muito claro sua opini\u00e3o sobre o momento que vivemos. A cultura foi sucateada em todas as inst\u00e2ncias. Precisamos lutar e reconstruir muito do que foi destru\u00eddo, sen\u00e3o n\u00e3o haver\u00e1 como viver de m\u00fasica mais. Tudo isso faz parte de uma pauta maior, um planejamento de sociedade que n\u00e3o pode deixar ningu\u00e9m de fora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por fim, quais s\u00e3o os planos futuros?<\/strong><br \/>\nPor enquanto \u00e9 rodar tocando as m\u00fasicas do \u201cCasa Francisco\u201d, rever nosso p\u00fablico, rever nossas amizades, construir novas viv\u00eancias \u00fanicas nos shows. Tamo afim de tocaaaar.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Loucura\" width=\"747\" height=\"560\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NgTcBENhzYw?list=OLAK5uy_mwL-TDtS3tpbROEU70suPTbjflyI2AgIk\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Conhe\u00e7a a CASA  FRANCISCO - O Reality Show da Francisco, el Hombre\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/L3E-ULLItP4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Francisco, el Hombre - Roda Viva (Clipe Oficial)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/i-nR4vJz3gs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/brunorplisboa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bruno Lisboa<\/a>\u00a0\u00a0\u00e9 redator\/colunista\u00a0do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.opoderosoresumao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">O Poder do Resum\u00e3o<\/a>. Escreve no Scream &amp; Yell desde 2014. A foto que abre o texto \u00e9 de Azevedo Lobo.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mateo Pirac\u00e9s-Ugarte fala sobre o processo de grava\u00e7\u00e3o de \u201cCasa Francisco\u201d, explica a aposta em novas roupagens sonoras, reflete a for\u00e7a das apresenta\u00e7\u00f5es ao vivo do grupo, o time diversificado de parcerias, a import\u00e2ncia do engajamento pol\u00edtico, planos futuros e muito mais.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/02\/04\/entrevista-francisco-el-hombre-abre-as-portas-de-sua-casa\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":4,"featured_media":64002,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[3],"tags":[1356],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64001"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64001"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64001\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":64004,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64001\/revisions\/64004"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64002"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64001"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64001"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64001"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}