{"id":63750,"date":"2022-01-06T02:43:48","date_gmt":"2022-01-06T05:43:48","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=63750"},"modified":"2022-03-17T00:48:58","modified_gmt":"2022-03-17T03:48:58","slug":"cinema-matrix-resurrections-de-lana-wachowski","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/01\/06\/cinema-matrix-resurrections-de-lana-wachowski\/","title":{"rendered":"Cinema: &#8220;Matrix Resurrections&#8221;, de Lana Wachowski"},"content":{"rendered":"<h2><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-63755 aligncenter\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/matrix_ressurections.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"741\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/matrix_ressurections.jpg 500w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/matrix_ressurections-202x300.jpg 202w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>texto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PeliculaVirtual\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Imaginar um retorno, em pleno 2021, ao mesmo patamar de inova\u00e7\u00e3o narrativa (claro que com muitos dos seus aspectos oriundos do cinema e literatura orientais) que \u201cMatrix\u201d, cl\u00e1ssico de 1999, conseguiu inserir no Cinema de entretenimento oriundo dos Estados Unidos n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil. Obviamente, suas duas continua\u00e7\u00f5es lan\u00e7adas em 2003 j\u00e1 nortearam para os espectadores o caminho que a proposta das irm\u00e3s Wachowski seguiria a partir da dilui\u00e7\u00e3o do seu choque inicial e frescor de originalidade naquele final do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendo um foco quase que exclusivamente voltado para o espet\u00e1culo visual, apesar de ainda manter um aprofundamento existencialista (e que, ao final de sua primeira sequ\u00eancia, quebrava com a estrutura narrativa b\u00e1sica dos filmes de a\u00e7\u00e3o), \u201cReloaded\u201d e \u201cRevolutions\u201d simplificaram conceitos, mas n\u00e3o diminu\u00edram o impacto de suas tramas perante os alvoro\u00e7ados f\u00e3s que ainda n\u00e3o tinham redes sociais para escraviz\u00e1-los (Orkut e mIRC contam?) naquele come\u00e7o de mil\u00eanio, h\u00e1 quase vinte anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta nova empreitada, Lana Wachowski sabia da responsabilidade de escapar da armadilha pregui\u00e7osa do mais do mesmo (bem como da necessidade urgente de fugir do &#8220;fan service&#8221;, t\u00e3o comum e pobre narrativamente em tempos de Marvel Studios) quando decidiu retornar a esse universo na escrita de \u201cMatrix Resurrections\u201d (2021). Sim, trata-se de um trabalho que aborda a proposta de evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e da sociedade dentro das mudan\u00e7as sofridas por ambos elementos no per\u00edodo que separam as produ\u00e7\u00f5es. Sim, trata-se de uma obra que vai abordar a avassaladora invas\u00e3o que a internet e o mundo virtual trouxe para as vidas das pessoas nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas. Mas, tamb\u00e9m (e ainda bem) trata-se de um longa que vai al\u00e9m disso.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-63757\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/matrix2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"410\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/matrix2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/matrix2-300x164.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que a diretora e roteirista, ao lado dos tamb\u00e9m criadores da s\u00e9rie \u201cSense8\u201d, optaram por seguir foi um caminho no qual o fen\u00f4meno Matrix \u00e9 estudado dentro de um dos seus pr\u00f3prios derivados. E essa defini\u00e7\u00e3o refere-se tanto ao produto \u201cMatrix Resurrections\u201d quanto \u00e0 proposta de uma an\u00e1lise metalingu\u00edstica desse citado fen\u00f4meno mercadol\u00f3gico dentro de seu pr\u00f3prio conte\u00fado narrativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A metalinguagem aqui, por\u00e9m, \u00e9 mais do que apenas um &#8220;instrumento esperto&#8221; no contar da hist\u00f3ria. Trata-se de um meio de se perceber o impacto cultural daquele produto al\u00e9m dos seus modos de ser avaliado e destrinchado analiticamente, adentrando, tamb\u00e9m, no aspecto mercadol\u00f3gico da franquia \u201cMatrix\u201d, que faz salivar executivos de est\u00fadios como a Warner, citada no roteiro como uma das respons\u00e1veis diretas pela exig\u00eancia de uma quarta parte. E toda essa discuss\u00e3o a partir de um olhar c\u00f4mico inesperado, usando o pr\u00f3prio filme como ferramenta de constru\u00e7\u00e3o dessa an\u00e1lise. Como disse Neo ao ver Morpheus pular entre pr\u00e9dios, l\u00e1 em 1999: &#8220;uau!&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui, preso novamente ao simulacro de realidade representado pela Matrix, Neo (Keanu Reeves) revive sua exist\u00eancia libert\u00e1ria e rebelde apenas atrav\u00e9s de uma trilogia hom\u00f4nima de jogos criada por ele mesmo, ou, no caso, por Thomas Anderson, premiado designer de videogames. Na verdade, esse &#8220;reviver&#8221; trata-se apenas de uma lembran\u00e7a plantada em sua mente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-63758\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/matrix3.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"397\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/matrix3.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/matrix3-300x159.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Nada como um pouco de nostalgia para lidar com a ansiedade&#8221;, pontua um dos personagens centrais. E essa fala \u00e9 proferida em um dos momentos chave da trama, quando Neo precisa tomar a p\u00edlula vermelha para que seja localizado nos campos de cultivo das baterias humanas. O encontro com Morpheus que conhecemos na obra original \u00e9 projetado na parede como uma lembran\u00e7a tanto nossa, espectadores, quando daquele confuso Thomas Anderson. Aos poucos, ele come\u00e7a a se lembrar que j\u00e1 foi Neo, (&#8220;aquilo foi real?&#8221;, pergunta) quando v\u00ea a si mesmo mais jovem encontrando aquela vers\u00e3o do comandante da Nabucodonosor e que, agora, tem uma vers\u00e3o constru\u00edda de forma artificial na figura de Yahya Abdul-Mateen II.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em resumo, as imagens entrecortadas nos di\u00e1logos que vers\u00f5es novas dos personagens repetem e que surgem com flashes de mem\u00f3ria de Neo, nesta cena surgem, tamb\u00e9m, como uma mem\u00f3ria coletiva nossa, audi\u00eancia, bem como do protagonista. O significado dessa utiliza\u00e7\u00e3o pode ter feito Charlie Kaufman sorrir na poltrona.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal qual Alice adentrando atrav\u00e9s do espelho, refer\u00eancia j\u00e1 utilizada no original, \u201cResurrections\u201d tem esse elemento como guia de passagem entre realidades em uma \u00e9poca que n\u00e3o s\u00e3o mais necess\u00e1rias linhas telef\u00f4nicas para se conectar ao meio virtual da internet ou para hackear o sinal da Matrix. E a ideia de conhecer a si mesmo bate ainda mais pesado nesse conceito da obra.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-63759\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/matrix4.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/matrix4.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2022\/01\/matrix4-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta ideia do conflito entre consci\u00eancias e auto-reflex\u00e3o, Lana Wachowski prova outro dos pontos fortes de seu roteiro ao adaptar a ele o avan\u00e7o da tecnologia nos \u00faltimos 22 anos e um exemplo do pre\u00e7o cobrado: a forma como surgiu uma ainda mais violenta escraviza\u00e7\u00e3o humana perante as m\u00e1quinas, uma vez que, em nossa realidade, &#8220;zumbis&#8221; caminhando na rua enquanto olham para telas de celular s\u00e3o um dos s\u00edmbolos mais evidentes da maneira como esse dom\u00ednio se deu sem qualquer disfarce existente na sua vers\u00e3o de 1999.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma das sequ\u00eancias de maior impacto do filme, pessoas (ou, no caso, baterias plugadas \u00e0 Matrix) pulam de pr\u00e9dios feito bombas humanas. Chamadas de bots, numa alus\u00e3o ao termo que define os rob\u00f4s de resposta autom\u00e1tica das redes sociais a causar enxames destinados a alvos localizados por algoritmos, tais pessoas n\u00e3o s\u00e3o mais os riscos potenciais de se tornarem agentes, mas, sim, elas mesmas armas dominadas pelas m\u00e1quinas e dispostas a morrer por elas. A coragem do roteiro em abordar tamanho simbolismo dentro da ideia suicida de morrer (mesmo que inconscientemente, claro) para defender um sistema que apenas absorve a energia vital dos seres humanos \u00e9 precisa em sua analogia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O destaque dado ao arco dram\u00e1tico envolvendo a personagem de Carrie-Anne Moss \u00e9 outro ponto que n\u00e3o pode passar inc\u00f3lume em qualquer an\u00e1lise. No simulacro de realidade plugada \u00e0 Matrix que a agora Tiffany (!) vive, a ex-guerrilheira cibern\u00e9tica \u00e9 uma m\u00e3e de tr\u00eas filhos, casada, que reencontra Thomas Anderson, o designer de games, e tem a inevit\u00e1vel sensa\u00e7\u00e3o de d\u00e9j\u00e0-vu (sem qualquer refer\u00eancia ao erro da Matrix, aqui). Em sua conversa com Neo, fala sobre essa necessidade da maternidade como algo obrigat\u00f3rio, enquanto o homem comenta n\u00e3o ter tido filhos. No seu desfecho, essa observa\u00e7\u00e3o quanto a ideia de ser m\u00e3e retorna como uma resposta violenta \u00e0 maneira como tal quest\u00e3o foi imposta a Trinity de modo a mesclar o lado afetivo ao obrigat\u00f3rio no aspecto da suposta necessidade de ter filhos, quando para o homem a paternidade surge como uma op\u00e7\u00e3o. Quando descobrimos a real for\u00e7a da presen\u00e7a de Trinity na trama, entendemos o que Lana Wachowski quis nos trazer com essa reflex\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 \u00f3timo perceber \u201cMatrix\u201d como algo ainda relevante tantos anos depois de seu pilar definitivo naquele distante final dos anos noventa. Como disse o agora decr\u00e9pito Merovingian (Lambert Wilson), &#8220;n\u00f3s t\u00ednhamos conversas reais, n\u00e3o esse &#8216;tic tic tic&#8217; de teclados&#8221;. A m\u00e1quina tem raz\u00e3o.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Matrix Resurrections - Trailer Oficial 1 Legendado\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Wg7V2_OBXwQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Matrix Resurrections \u2013 Trailer 2 Oficial\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NDizFsSsX18?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Matrix Resurrections - Reborn - Featurette\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/52ux6DuFCoA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Matrix Resurrections - Neo X Trinity Featurette\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rvTe7IIvpWs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"MATRIX RESURRECTIONS D\u00c9J\u00c0 VU - FEATURETTE\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/K9fmz5-ih6c?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/profile.php?id=100009655066720\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jo\u00e3o Paulo Barreto\u00a0<\/a>\u00e9 jornalista, cr\u00edtico de cinema e curador do\u00a0<a href=\"http:\/\/coisadecinema.com.br\/xiii-panorama\/apresentacao\/panorama-2017\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema<\/a>. Membro da Abraccine, colabora para o Jornal A Tarde e assina o blog\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/PeliculaVirtual\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pel\u00edcula Virtual<\/a>.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com &#8220;Matrix Resurrections&#8221;, Lana Wachowski dribla armadilhas f\u00e1ceis do mais do mesmo e entrega trabalho que honra a sagacidade narrativa de sua j\u00e1 cl\u00e1ssica obra original\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/01\/06\/cinema-matrix-resurrections-de-lana-wachowski\/\"> [...]<\/a>","protected":false},"author":21,"featured_media":63761,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[5444],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63750"}],"collection":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=63750"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63750\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":63762,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/63750\/revisions\/63762"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/63761"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=63750"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=63750"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=63750"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}