{"id":63612,"date":"2022-01-01T02:02:00","date_gmt":"2022-01-01T05:02:00","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=63612"},"modified":"2022-12-17T09:15:07","modified_gmt":"2022-12-17T12:15:07","slug":"meu-disco-favorito-de-2021-lucy-dacus-por-marcelo-costa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2022\/01\/01\/meu-disco-favorito-de-2021-lucy-dacus-por-marcelo-costa\/","title":{"rendered":"Meu disco favorito de 2021: Lucy Dacus, por Marcelo Costa"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>MEU DISCO FAVORITO DE 2021 #3<br \/>\u201cHome Video\u201d, Lucy Dacus<br \/>escolha de\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Marcelo Costa<\/a><\/strong><\/h2>\n<p>Artista \u2013 Lucy Dacus<br \/>\u00c1lbum \u2013 \u201cHome Video\u201d<br \/>Lan\u00e7amento \u2013 25\/06\/2021<br \/>Selo \u2013 Matador<br \/>Ou\u00e7a:\u00a0<a href=\"https:\/\/lucydacus.bandcamp.com\/album\/home-video\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bandcamp<\/a>\u00a0\/\u00a0<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/album\/2nwfSapJ3YIq7Ofad4Vuh1?si=Gf7Q16QeQ8SQmq87xUKCmA\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Spotify<\/a>\u00a0\/\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=vGaVVOyiVag&amp;list=OLAK5uy_n--sWXth_E6xIkyT9RxM00qg7dzoUxKTc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Youtube<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Consta que os primeiros ve\u00edculos a falarem de Lucy Dacus em 2016 foram a Spin e a Pitchfork, mas eu s\u00f3 fui saber da exist\u00eancia dela aqui no Scream &amp; Yell, quando Gab Piumbato escreveu em mar\u00e7o daquele ano sobre \u201cNo Burden\u201d, o disco de estreia de Dacus, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/03\/21\/a-crueza-emocional-de-lucy-dacus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">destacando sua \u201ccrueza emocional\u201d<\/a>. Como praxe, enquanto editava o texto eu ouvia o disco, que havia sa\u00eddo por um selo microsc\u00f3pico local na Virginia norte-americana e sido &#8220;adotado&#8221; pela Matador, que o relan\u00e7ou. O irresist\u00edvel single \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=88hQgxgqdo4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">I Don\u2019t Wanna Be Funny Anymore<\/a>\u201d foi uma das m\u00fasicas que mais ouvi naquele ano, e, naqueles acasos que agradecemos aos c\u00e9us, sete meses depois, em outubro, eu estava em Nova York sozinho por 12 dias, e Lucy se apresentaria no Bowery Ballroom abrindo para o Car Seat Headrest \u2013 os 1200 ingressos tinham se esgotado dois meses antes, e a \u00fanica sa\u00edda seria tentar via assessoria de imprensa: \u201cDesculpe, Marcelo, mas a lista de imprensa tamb\u00e9m est\u00e1 esgotada\u201d, foi a resposta. Lamentei, mas conformado por ao menos ter o ingresso para o show de <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/09\/23\/angel-olsen-ao-vivo-em-nova-york\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Angel Olsen mostrando \u201cMy Woman\u201d<\/a>, parti para Nova York. Um dia antes do primeiro de dois shows sold out de Lucy\/Car Seat, a assessora me escreve: \u201cHouve uma desist\u00eancia na imprensa, quer vir?\u201d. &lt;3<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Car Seat estava badalado no momento, de forma que pouca gente nas resenhas dos sites novaiorquinos da \u00e9poca fala de Lucy \u2013 <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2016\/10\/12\/lucy-e-will-numa-noite-matador-em-nova-york\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">talvez eu tenha sido um dos poucos<\/a>. \u201cMe chamo \u2018Lucy Deicus\u2019, mas pode falar Lucy D\u00e1cus que n\u00e3o fico ofendida\u201d, ela comentou assim que subiu ao palco, e \u201ca aparente timidez percebida no disco \u00e9 bem disfar\u00e7ada ao vivo, e mesmo a crueza emocional fica em segundo plano, j\u00e1 que Lucy canta dan\u00e7ando fofamente enquanto distribui sorrisos e demonstra estar curtindo o momento\u201d. Foi um bom show, mas tudo em cena deixava claro que Lucy era uma artista em evolu\u00e7\u00e3o enquanto o Car Seat, com 13 discos nas costas, sabia muito bem o que estava fazendo ali. Pra mim, a evolu\u00e7\u00e3o de Lucy tem rela\u00e7\u00e3o com o encontro dela com Phoebe Bridgers e Julien Baker, ap\u00f3s abrirem shows umas das outras e montarem o trio boygenius em 2018, <a href=\"https:\/\/xboygeniusx.bandcamp.com\/album\/boygenius\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">que lan\u00e7ou s\u00f3 um EP de seis faixas<\/a>, mas marcou mais do que os 8 discos que Ryan Adams lan\u00e7ou na mesma d\u00e9cada (antes que voc\u00ea desista do texto, o que talvez fa\u00e7a no pr\u00f3ximo par\u00e1grafo, saiba que <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2015\/10\/07\/cds-vaccines-thunderbitch-ryan-adams\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">n\u00e3o tenho nada contra Ryan Adams<\/a>, inclusive tenho amigos que gostam).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui vale um desabafo. Uns meses atr\u00e1s, conversando sobre m\u00fasica com uma amiga jornalista para um projeto dela para a faculdade, desanquei tanto o rock masculinizado dos dias atuais que fui dormir e acordei com ressaca moral. Foi algo como \u201cn\u00e3o tem coisa mais enfadonha que roqueiro velho lan\u00e7ando disco em 2021\u201d, defendia o jornalista velho com seu copo de cerveja artesanal na m\u00e3o. E \u00e9 triste constatar que esse enfado \u00e9 real, pois \u00e9 preciso ser muito sem no\u00e7\u00e3o para dar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Dave Grohl ou Bruce Dickinson ou Julian Casablancas e suas bandas mequetrefes que fazem as mesmas coisas desde a era paleozoica num momento da hist\u00f3ria em que a bola est\u00e1 com as mulheres \u2013 e os LGBTQIA+ (e os negros, ainda que em termos de m\u00fasica, a bola sempre tenha estado nas m\u00e3os dos negros). Ok, sem no\u00e7\u00e3o talvez seja vazio demais: o fato \u00e9 que o rock e o heavy metal sempre foram coisas para menores de 13 anos (a faixa do p\u00fablico consumidor de cultura pop), mas com os boomers e, depois, os adultescentes \u00e9 mais f\u00e1cil achar gente de mais de 40 ouvindo rock e heavy metal hoje do que adolescentes inteligentes de 13 anos. E ainda que isso tudo soe um desvio do texto original, o lance \u00e9 que se voc\u00ea tem um pinto entre as pernas e se orgulha disso, talvez voc\u00ea esteja ouvindo os discos errados&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que Lucy Dacus tem a ver com tudo isso? Tudo. Porque ela, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/12\/16\/meu-disco-favorito-de-2020-phoebe-bridgers\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Phoebe Bridgers,<\/a> Julien Baker, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/05\/25\/musica-daddys-home-a-versao-setentista-de-st-vincent\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">St. Vincent<\/a>, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/02\/28\/show-courtney-barnett-no-brasil-2019\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Courtney Barnett<\/a>, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/02\/20\/meu-disco-favorito-de-2020-angel-olsen\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Angel Olsen<\/a> e <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2019\/03\/26\/tres-discos-sasami-jessica-pratt-sharon-van-etten\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sharon Van Etten<\/a> (a lista \u00e9 t\u00e3o extensa, mas t\u00e3o extensa e voc\u00ea pode seguir com ela nos coment\u00e1rios), num espectro indie, e Taylor Swift, Lorde, Adele, Olivia Rodrigo e Lady Gaga (num ambiente mainstream) est\u00e3o ocupando um espa\u00e7o important\u00edssimo na cultura pop mundial atual, ampliando o espa\u00e7o das mulheres na m\u00fasica (e na cultura) enquanto os homens precisaram aposentar suas letras gloriosas sobre conquistas sexuais com medo do #MeToo (e de se sentirem rid\u00edculos). Ou como Lucy explica a inspira\u00e7\u00e3o de \u201cGoing Going Gone\u201d, uma das boas faixas de \u201cHome Video\u201d (2021), meu favorito de 2021: \u201c\u00c9 sobre o ciclo de meninos e meninas, depois homens e mulheres, depois pais e filhas, e como os pais protegem suas filhas potencialmente porque, quando jovens, eles testemunharam ou perpetraram abusos e sabem que suas filhas est\u00e3o em perigo, e talvez seja por isso que sejam t\u00e3o protetores\u201d. Voc\u00ea continua aqui?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cHome Video\u201d (\u201cV\u00eddeo Caseiro\u201d, e a tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para visualizar o terreno que Lucy explorou no \u00e1lbum) \u00e9 o terceiro disco dela. Filha adotiva de uma m\u00e3e que tamb\u00e9m foi adotada, Lucy fez uma extensa turn\u00ea de divulga\u00e7\u00e3o de seu segundo \u00e1lbum, \u201cHistorian\u201d, de 2018, e quando voltou pra cidade em que cresceu, percebeu que alguma coisa se quebrou. \u201cMudou o mundo ou mudei eu?\u201d, questionaria <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2012\/02\/21\/discografia-comentada-morrissey\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aquele cara que cantava nos Smiths<\/a>. Remexendo em di\u00e1rios adolescentes e olhando criticamente para o per\u00edodo em que cresceu em Mechanicsville, sub\u00farbio de Richmond, na Virginia, Lucy lan\u00e7ou um &#8220;v\u00eddeo caseiro&#8221; que fala sobre uma amiga que namorava um cara babaca que n\u00e3o a tratava direito &#8211; e continuou com ele mesmo assim (\u201cChristine\u201d), a descoberta de si pr\u00f3pria atrav\u00e9s do outro \u2013 e do sexo (\u201cFirst Time\u201d), a rela\u00e7\u00e3o com um namorado que era residente em um acampamento de f\u00e9rias da igrega e que gostava mais de Slayer e maconha do que de Jesus (\u201cVBS\u201d), a fase em que as meninas se interessam por meninos e a amizade entre elas acaba (\u201cCartwheel\u201d), seu relacionamento com um homem mais velho e a tentativa de soar adulta para conseguir o respeito dele (\u201cPartner in Crime\u201d), um amigo cuja vida girava em torno da cultura pop \u2013 inclusive a amizade deles (\u201cBrando\u201d), sobre ser impotente e admitir isso (\u201cPlease Stay\u201d) e a amizade com uma amiga que foi rompida porque a m\u00e3e da amiga achava que poderia rolar algo entre elas (\u201cTriple Dog Dare\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pe\u00e7a central de \u201cHome Video\u201d, por\u00e9m, se chama \u201cThumbs\u201d, uma can\u00e7\u00e3o mais antiga que Lucy Dacus chegou a tocar em shows do boygenius, incentivada pelas amigas, e mesmo em apresenta\u00e7\u00f5es solo, mas pedia aos f\u00e3s para n\u00e3o gravarem e postarem, o que foi surpreendentemente atendido. Conta a hist\u00f3ria de uma vez em que Lucy acompanhou um amigo que iria se encontrar com o pai, um daqueles canalhas ausentes que exercem uma influencia assustadora sobre n\u00f3s, filhos, e revela o desejo homicida da cantora, que desejaria enfiar os dedos nos olhos do homem at\u00e9 que eles estourassem: \u201cEu posso mata-lo, se voc\u00ea me deixar \/ Eu posso mata-lo, r\u00e1pido e f\u00e1cil\u201d, canta Lucy para o amigo, e conclui: &#8220;Voc\u00eas dois est\u00e3o conectados por uma pura coincid\u00eancia (&#8230;), Mas voc\u00ea n\u00e3o deve nada a ele, mesmo se ele disser que te conhece, voc\u00ea n\u00e3o deve nada a ele&#8221;&#8230; A can\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se adapta a Dacus: \u201cNunca senti realmente a press\u00e3o dos la\u00e7os de sangue e n\u00e3o conheci ningu\u00e9m de quem fosse parente at\u00e9 os 19 anos. Meu pai biol\u00f3gico realmente acredita nos la\u00e7os de sangue, e tendemos a n\u00e3o nos entender. Existe uma barreira de idioma a\u00ed; ele \u00e9 do Uzbequist\u00e3o, mas ele realmente n\u00e3o respeita meus limites, e acho que n\u00e3o sabia que acreditava nisso, que n\u00e3o devia nada a ele, at\u00e9 que disse isso em voz alta\u201d, <a href=\"https:\/\/pitchfork.com\/features\/song-by-song\/lucy-dacus-interview-new-album-home-video\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">contou ao Pitchfork<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Musicalmente, \u201cHome Video\u201d mant\u00e9m a est\u00e9tica indie dos dois discos anteriores, mas soma elementos que tornam o disco mais grandioso. \u00c9 um disco confessional na linha de \u201cJagged Little Pill\u201d, de Alanis, e \u201cExile in Guyville\u201d, de Liz Phair (e talvez at\u00e9 mais amplo). Uma das influ\u00eancias percebidas, por\u00e9m, \u00e9 Bruce Springsteen (muitos cr\u00edticos viram semelhan\u00e7as entre as narrativas interioranas de \u201cHome Video\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2013\/08\/16\/discografia-comentada-bruce-springsteen\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">The River<\/a>\u201d, cujo cerne \u00e9 a trajet\u00f3ria t\u00e3o comum de um rapaz desempregado do interior que engravida a namorada Mary e eles tem que se casar aos 19 anos), que tamb\u00e9m est\u00e1 ludicamente presente em uma das grandes can\u00e7\u00f5es do ano, \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=5ibj87fwRaM\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Like I Used To<\/a>\u201d, de Sharon Van Etten &amp; Angel Olsen \u2013 um dos \u00faltimos singles de Lucy antes do \u00e1lbum sair foi <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=q1JYXY15k6E\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">uma cover de \u201cDancing in the Dark\u201d<\/a>, que ela j\u00e1 tocava nos shows (incluindo aquele que caiu no colo do jornalista em Nova York), em homenagem aos anivers\u00e1rios do pr\u00f3prio Springsteen e do pai adotivo de Dacus, \u201co maior f\u00e3 do Bruce que eu conhe\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de \u201cHome Video\u201d deixar a sensa\u00e7\u00e3o de ser um disco pesado, perturbado e amargurado, h\u00e1 bastante leveza mel\u00f3dica no \u00e1lbum. Lucy Dacus tamb\u00e9m se preocupou em manter certo humor aqui e ali, e tirando \u201cThumbs\u201d (que ganhou uma segunda vers\u00e3o, mais encorpada, recentemente &#8211; lyric video mais abaixo), o disco se revela uma boa experi\u00eancia de audi\u00e7\u00e3o para quem est\u00e1 disposto a ouvir quem tem algo relevante a dizer, no caso, uma jovem contadora de hist\u00f3rias que viu seus la\u00e7os com o local de crescimento se dissolverem, e, ap\u00f3s observar todas as mudan\u00e7as pelas quais passou, resolveu compartilhar com o mundo. Ao falar sobre \u201cHot &amp; Heavy\u201d, a faixa que abre o disco e que foi o primeiro single, Dacus conta: \u201cGrande parte da vida \u00e9 se submeter a mudan\u00e7as e dizer adeus, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o queira. Agora, sempre que vou a lugares que costumavam ser importantes para mim, parece que estou invadindo o passado. Eu sei que a minha vers\u00e3o adolescente n\u00e3o me aprovaria agora, e isso \u00e9 constrangedor e um pouco doloroso, mesmo que eu saiba intelectualmente que gosto da minha vida e de quem eu sou agora\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O posto \u00e9 bastante disputado, mas, para mim, Lucy Dacus \u00e9 a grande contadora de hist\u00f3rias da atualidade.<\/p>\n<hr \/>\n<p><em>\u2013 Marcelo Costa (<a href=\"https:\/\/twitter.com\/screamyell\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">@screamyell<\/a>) \u00e9 editor do Scream &amp; Yell e assina o blog\u00a0<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/blog\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Calmantes com Champagne<\/a><\/em><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Lucy Dacus - &quot;Hot &amp; Heavy&quot; (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vGaVVOyiVag?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Lucy Dacus - &quot;Brando&quot; (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uuNoiAQSvHE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Lucy Dacus - &quot;Thumbs Again&quot; (Official Lyric Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IUXFB3_uUKk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Lucy Dacus - &quot;VBS&quot; (Official Music Video)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/u8JqjG8A90g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Lucy Dacus - &quot;Going Going Gone&quot; (Live at Spang)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/oJUy9CV5cys?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Lucy Dacus: Tiny Desk (Home) Concert\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-4FyRybGiBc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/tag\/favorito2020\/\"><strong>TODOS OS DISCOS FAVORITOS DE 2021 EST\u00c3O AQUI<\/strong><\/a><\/h2>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Apesar de \u201cHome Video\u201d deixar a sensa\u00e7\u00e3o de ser um disco pesado e amargurado, h\u00e1 bastante leveza. 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