{"id":63581,"date":"2021-12-23T03:27:05","date_gmt":"2021-12-23T06:27:05","guid":{"rendered":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/?p=63581"},"modified":"2022-02-07T01:13:45","modified_gmt":"2022-02-07T04:13:45","slug":"a-segunda-vinda-de-black-alien-e-o-pagotrap-em-ascensao-os-ecos-do-festival-clandestino-em-salvador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2021\/12\/23\/a-segunda-vinda-de-black-alien-e-o-pagotrap-em-ascensao-os-ecos-do-festival-clandestino-em-salvador\/","title":{"rendered":"A \u201csegunda vinda\u201d de Black Alien e o pagotrap em ascens\u00e3o: os ecos do Festival Clandestino, em Salvador"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Texto e v\u00eddeos por <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/onelsonoliveira\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Nelson Oliveira<\/a><br \/>\nFotos de <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/marefemiani\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Mare Luna Femiani<\/a><\/strong><\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mar\u00e7o de 2020 foi fat\u00eddico para o Brasil. Foi naquela \u00e9poca que o pa\u00eds come\u00e7ou a sentir os primeiros efeitos da pandemia de Covid-19 e viu o calend\u00e1rio de shows presenciais ser suspenso para evitar aglomera\u00e7\u00f5es e conter a dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. No dia 14 daquele m\u00eas, <a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/03\/17\/a-babilonia-sob-o-olhar-de-black-alien-rapper-faz-showzaco-em-salvador\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">o Flow Festival foi o \u00faltimo evento de grande porte que aconteceu em Salvador<\/a> antes de as casas de espet\u00e1culo fecharem as portas por mais de um ano e meio. O seu headliner foi Black Alien, que voltou aos palcos no Trapiche Barnab\u00e9, no cora\u00e7\u00e3o da capital baiana, no mesmo lugar em que fizera a sua \u00faltima apresenta\u00e7\u00e3o pr\u00e9-pand\u00eamica. Um retorno redentor como o de Jedi, tal qual o experiente rapper fluminense cita em \u201cNa Segunda Vinda\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00faltimo s\u00e1bado, 18 de dezembro, o Trapiche Barnab\u00e9 recebeu a primeira edi\u00e7\u00e3o do Festival Clandestino, que leva o nome da hom\u00f4nima marca de gin soteropolitana, lan\u00e7ada no evento. No intuito de trabalhar com uma proposta similar ao do j\u00e1 citado Flow, a produ\u00e7\u00e3o convidou Black Alien e deu espa\u00e7o a tend\u00eancias fortes na cena local. Al\u00e9m da j\u00e1 consolidada Afrocidade, o line-up do festival contou com os DJs Manigga e Pivoman, al\u00e9m de Freelion e Gibi: em comum, todos eles utilizam, em alguma medida, o pagode baiano como refer\u00eancia em seus trabalhos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_63587\" aria-describedby=\"caption-attachment-63587\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-63587 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/manigga_pivoman.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/manigga_pivoman.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/manigga_pivoman-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-63587\" class=\"wp-caption-text\"><em>Manigga e Pivoman<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por volta das 18 horas, Manigga e Pivoman come\u00e7aram a comandar as picapes com o Baile Quebradaum, projeto que existe desde 2019 e promove a mistura de sonoridades jamaicanas com g\u00eaneros como o afrobeat, o kuduro e o bahia bass. E aqui cabe par\u00eantese e at\u00e9 flashback.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2014, a colet\u00e2nea &#8220;<a href=\"http:\/\/www.screamyell.com.br\/blog\/2014\/11\/27\/no-som-bass-culture-bahia-vol-6\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Bass Culture Bahia<\/a>&#8220;, que teve a participa\u00e7\u00e3o de produtores e DJs como Mauro Telefunksoul, RDD e Mahal Pita, lan\u00e7aria as bases do que viria a fazer a cabe\u00e7a de boa parte da juventude baiana nos anos seguintes. Ao fundirem g\u00eaneros t\u00edpicos do estado, como samba reggae, ax\u00e9 music, arrocha e pagod\u00e3o, a batidas eletr\u00f4nicas e bastante graves, abriram os caminhos para uma cena que se fortaleceu. Atualmente, um dos subg\u00eaneros oriundos desse caldeir\u00e3o \u00e9 o pagotrap, cujos expoentes s\u00e3o \u00c0tooxx\u00e1, TrapFunk &amp; Alivio, N\u00eassa e o pinkboy Yan Cloud.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manigga e Pivoman voltariam a animar o p\u00fablico durante os intervalos entre os shows, mas, cerca de uma hora ap\u00f3s sua primeira participa\u00e7\u00e3o, deram lugar a Freelion e Gibi \u2013 respectivamente, DJ e MC, que t\u00eam uma parceria de longa data e, al\u00e9m de j\u00e1 terem gravado EPs e singles em dupla, costumam se apresentar juntos. Apesar do uso \u00e0s vezes excessivo de clich\u00eas do trap, como o auto-tune, o duo fez um show rom\u00e2ntico e dan\u00e7ante, que agradou ao p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os presentes j\u00e1 estavam por dentro do repert\u00f3rio recheado de pagotraps, que inclu\u00eda faixas como \u201cAmando Ela\u201d, \u201cDomingo\u201d e \u201cDiga-me\u201d \u2013 esta \u00faltima, com beats envolventes, \u00e9 uma parceria com Duquesa, Salamanka e Tain\u00e3 Troccoli. Ainda houve tempo para uma palhinha de MCDO, vocalista da Afrocidade, em \u201cBaby Te Liguei\u201d, hit da banda de Cama\u00e7ari.<\/p>\n<figure id=\"attachment_63583\" aria-describedby=\"caption-attachment-63583\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-63583 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/afrocidade.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/afrocidade.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/afrocidade-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-63583\" class=\"wp-caption-text\"><em>Afrocidade<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o demorou muito e o grupo baiano subiu completo ao palco. A apresenta\u00e7\u00e3o seria uma das primeiras da Afrocidade desde o lan\u00e7amento do EP \u201cAfrocidade na Pista\u201d, no qual a banda gravou can\u00e7\u00f5es que j\u00e1 eram conhecidas do p\u00fablico com arranjos diferentes dos quais vinha trabalhando ao vivo \u2013 o \u00e1lbum, inclusive, teve a produ\u00e7\u00e3o do j\u00e1 citado Mahal Pita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da nova roupagem dada a algumas m\u00fasicas e de um trecho prolixo no final do show, o formato de performance j\u00e1 consolidado pela banda \u2013 e aprovado pelo p\u00fablico \u2013 n\u00e3o foi alterado. Assim, a Afrocidade alternou entre as aconchegantes \u201cBaby Te Liguei\u201d e \u201cT\u00f4 Pra Onda\u201d, os pagod\u00f5es politizados \u201cAs Mina Para o Baile\u201d, \u201cEu Vou No Gueto\u201d e \u201cT\u00e1 M\u00f3 Barril\u201d e as sonoridades de influ\u00eancia jamaicana em \u201cAduba\u201d e \u201cArrocha Dub\/Bala e Fogo\u201d. A apresenta\u00e7\u00e3o poderia at\u00e9 ser definida como morna pelo alto padr\u00e3o que a big band colocou para si pr\u00f3pria, mas a carga de energia que o grupo coloca no palco \u00e9 t\u00e3o grande que mesmo uma exibi\u00e7\u00e3o mediana consegue superar os melhores espet\u00e1culos de artistas badalados.<\/p>\n<figure id=\"attachment_63588\" aria-describedby=\"caption-attachment-63588\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-63588 size-full\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/blackalien2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"999\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/blackalien2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/blackalien2-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-63588\" class=\"wp-caption-text\"><em>Black Alien<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para encerrar a noite, Black Alien subiu ao palco notoriamente aliviado por retornar \u00e0s atividades. A tens\u00e3o e a sanha de sobreviv\u00eancia presentes no \u2013 ent\u00e3o rec\u00e9m-lan\u00e7ado \u2013 \u00e1lbum \u201cHello Hell: Abaixo de Zero\u201d (<a href=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/2020\/04\/18\/melhores-discos-nacionais-2019\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">melhor disco de 2019 no Scream &amp; Yell<\/a>), que estavam \u00e0 flor da pele nos momentos iniciais da pandemia, quando ele se apresentou no Trapiche Barnab\u00e9, pareciam se aplacar. E aparentavam se reduzir pelo fato de um ciclo complicado, de pausa for\u00e7ada, ter sido encerrado para Gustavo Ribeiro justamente na mesma cidade e no mesmo espa\u00e7o em que ele se iniciara. Ele absorvia as boas vibra\u00e7\u00f5es e, tal qual cita em \u201cQue Nem o Meu Cachorro\u201d, era o agora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Black Alien come\u00e7ou a sua apresenta\u00e7\u00e3o com \u201cMister Niter\u00f3i&#8221; e, descontra\u00eddo, interagiu com o int\u00e9rprete de libras que transmitia suas rimas. Tamb\u00e9m abra\u00e7ou calorosamente um f\u00e3 que furou a seguran\u00e7a e subiu no palco para homenage\u00e1-lo. Dominante, Gustavo fez o que dele se esperava: emendou uma pedrada atr\u00e1s da outra, lembrando que tantos outros jamais ser\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo acompanhado apenas de um DJ, Black Alien preencheu com maestria o antigo casar\u00e3o colonial \u2013 que, como bem lembrou MCDO, da Afrocidade, havia sido palco da morte de muitos escravos africanos no passado. Ressignificando o Trapiche Barnab\u00e9, ao longo de cerca de 1h30, Gustavo fez um de seus muitos grandes shows, impulsionado por um p\u00fablico que cantava todos os versos com galhardia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de apresentar todas as faixas de \u201cHello Hell: Abaixo de Zero\u201d, com destaque para \u201c\u00c1rea 51\u201d, \u201cVai Baby\u201d e \u201cCarta Pra Amy\u201d, o rapper incluiu os hits de \u201cBabylon By Gus Vol. 1 \u2013 O Ano do Macaco\u201d, de 2004, no repert\u00f3rio. Dessa forma, \u201cNa Segunda Vinda\u201d, \u201cCaminhos do Destino\u201d, \u201cPer\u00edcia na Del\u00edcia\u201d, \u201cBabylon By Gus\u201d e \u201cComo Eu Te Quero\u201d completaram a lista de m\u00fasicas que integraram o show. Outra vez, Black Alien comprovou que, quando um artista pode se gabar de ter um conjunto t\u00e3o s\u00f3lido para trabalhar, nada \u00e9 mais cativante do que fazer o simples.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Black Alien -  Mister Niter\u00f3i @ Festival Clandestino, Salvador\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/joU2oovTMDk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Afrocidade  - &quot;Aduba&quot; @ Festival Clandestino, Salvador (2021)\" width=\"747\" height=\"420\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/YI17WOm5k1Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-63584\" src=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/afrocidade2.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"440\" srcset=\"https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/afrocidade2.jpg 750w, https:\/\/screamyell.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/afrocidade2-300x176.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u2013\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/onelsonoliveira\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Nelson Oliveira<\/a>\u00a0\u00e9 graduado pela Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Federal da Bahia, atua como jornalista e fot\u00f3grafo, sobretudo nas \u00e1reas de esporte, cultura e comportamento. \u00c9 diretor e editor-chefe da Calciop\u00e9dia, site especializado em futebol italiano. Foi correspondente de Esportes para o Terra em Salvador e j\u00e1 frilou para Trivela e VICE.\u00a0<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O Trapiche Barnab\u00e9, em Salvador, recebeu a primeira edi\u00e7\u00e3o do Festival Clandestino. A produ\u00e7\u00e3o convidou Black Alien e deu espa\u00e7o a tend\u00eancias fortes na cena local. 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